Notícia e foto recolhidas da Agência Ecclesia
Dia da Igreja Diocesana marcado pela apresentação documento sobre constituição das comunidades pastorais
O bispo de Aveiro destacou a necessidade de “uma Igreja de ‘todos e para todos’, capaz de ‘diversificar ministérios’, para uma maior partilha de responsabilidades”, na Missa a que presidiu no claustro do Seminário de Santa Joana Princesa.
Esta foi uma das ideias que pareceram “importantes” ao bispo realçar, num momento em que foi apresentado, este domingo, no dia da Igreja Diocesana, o documento de trabalho sobre a constituição dass comunidades pastorais em curso.
“Da leitura do contributo dos trabalhos de grupo nas assembleias arciprestais, consegue-se perceber que há um estilo de Igreja que se anseia construir e testemunhar: uma Igreja centrada em Jesus Cristo, reunida e alimentada na Eucaristia, fonte, caminho e cume da vida cristã”, afirmou D. António Moiteiro, na homilia enviada à Agência ECCLESIA.
“Uma Igreja ‘mais aberta, alegre e próxima’, ousada e capaz de criar comunidades que fomentem a ‘escuta, o diálogo, o silêncio’, em ordem ao discernimento e à tomada de decisões”, realçou.
A Diocese de Aveiro tem como propósito, no plano pastoral para o triénio (2024-2027), “criar e implementar comunidades pastorais” como resposta às “urgências e desafios do tempo presente, às solicitações e propostas do povo santo e fiel de Deus”.
O ‘Instrumentum Laboris’ apresentado este domingo será ocasião de estudo e reflexão, tendo em vista à sua aprovação na Assembleia Diocesana Sinodal, marcada para os dias 24 de outubro, 7 de novembro e 22 de novembro, solenidade de Cristo Rei.
Na homilia, o bispo salientou que “as ações pastorais a desenvolver devem privilegiar o acolhimento, renovando estruturas, de modo ‘a não serem sempre as mesmas pessoas’, permitindo ‘que pessoas diferentes fiquem motivadas a intervir e a sentir-se responsabilizadas’”.
“A dinâmica deve ser ‘diferente daquela a que estamos habituados’, promovendo a escuta e o caminho sinodal. Pensar em conjunto, ‘ser peregrino de esperança, liderando pelo exemplo’”, indicou.
D. António Moiteiro defende que “os órgãos de comunhão e missão devem privilegiar a evangelização e promover a renovação da Igreja e devem ser liderados por ‘alguém que oriente com espírito de missão e coração aberto’”.
“Devem, igualmente, estar ‘atentos às necessidades da comunidade’ e das pessoas que a constituem, não esquecendo a presença numerosa de pessoas de cultura diferente da europeia que vivem entre nós e muitas delas já participam na vida das nossas comunidades cristãs”, acrescentou.
Segundo o bispo diocesano, “a opção pela criação e implementação das ‘Comunidades Pastorais’, como resposta às urgências e aos desafios do tempo presente, às solicitações e propostas do Povo Santo e Fiel de Deus, assenta nestes pressupostos teológicos”.
“Eles são o farol, o alerta permanente para não se cair na tentação de pensar e realizar uma mera reorganização administrativa, sem chama, sem parresia, sem ardor evangelizador que deixe uma marca neste mundo”, destacou.
Na parte final da homilia, D. António Moiteiro lembrou os apelos do Papa Leão XIV no recente Consistório de Cardeais, que decorreu nos dias 26 e 27 de junho, e que, explicou, se aplicam ao momento da Igreja diocesana que Aveiro está a viver.
“Se soubermos continuar a procurar juntos a vontade do Senhor, deixando-nos orientar pelo Espírito Santo, estou certo de que a nossa comunhão se tornará cada vez mais fecunda para a missão da Igreja e para o serviço a toda a família humana”, citou o bispo diocesano.

Na Eucaristia, foram enviados nove jovens e adultos (incluindo os dois seminaristas maiores) para as missões de Angola, onde vão colaborar com em comunidades salesianas.
A Diocese de Aveiro viveu o ‘Dia da Igreja Diocesana’, que começou com um encontro com secretariados, departamentos, serviços e comissões da diocese.
Seguiu-se o acolhimento e animação, a partir das 14h00, no Claustro dos Apóstolos, antes da assembleia, às 15h00, no claustro do seminário, onde foi apresentado o documento revisto sobre a constituição das comunidades pastorais que a Igreja Católica em Aveiro tem em curso.
LJ/OC