No dia 19 de julho, foi publicado em Diário da República, anúncio de que o «culto a Santa Joana» foi inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (www.matrizpci.dgpc.pt).
No referido anúncio, faz-se notar que este reconhecimento «[destaca] a importância de que se reveste esta manifestação do património cultural imaterial enquanto reflexo da identidade da comunidade envolvente e a sua profundidade histórica e evidente relação com outras práticas inerentes à comunidade.»
O DGPC recorda, no site em que se descreve, em detalhe, este culto, que este «é uma prática social, ritual e devocional constante e ciclicamente recriada em festas, solenidades e procissões, com significativo relevo na realização da Procissão de Santa Joana Princesa que acontece anualmente a 12 de maio.» Acrescenta que o mesmo «tem raízes profundas que se podem evocar ao tempo da sua morte ocorrida a 12 de Maio de 1490. A Princesa foi desde a sua morte venerada como Santa pela comunidade religiosa residente no Convento de Jesus, e, simultaneamente, pela comunidade civil residente na então Villa de Aveiro. Na sequência desta veneração é então beatificada em 1693, por Breve de Inocêncio XI. Contudo, a Princesa é tradicionalmente denominada de Santa Joana, sem que seja popularmente necessário obter tal confirmação do Vaticano. O culto à Princesa Santa Joana foi essencialmente acarinhado e difundido pelo Convento de Jesus de Aveiro, local onde a Princesa viveu desde 1472, e onde morreu no ano de 1490. Coincide o Convento de Jesus com o atual Museu de Aveiro / Santa Joana, lugar onde se encontra sepultada a Princesa.» É identificado como proponente deste reconhecimento o Museu de Aveiro / Santa Joana, sendo responsável pela documentação Maria da Luz Nolasco Cardoso, conservadora do Museu de Aveiro / Santa Joana.
Santa Joana Princesa é um dos patronos da JMJ, tendo sido reaberta, pela Diocese de Aveiro, a causa da sua canonização.
Imagem: Túmulo da Princesa Santa Joana Mosteiro de Jesus Aveiro