Sáb. Nov 27th, 2021

A surpresa caiu sobre Pedrógão Grande e zonas próximas. A tragédia desfigurou a realidade e semeou o pânico. Há mortos a lamentar e feridos a cuidar. Há bens reduzidos a cinzas e casas a escombros. E surge a inquestionável verificação: a natureza faz ouvir a sua voz a chamar a atenção de que está a ser maltratada e as suas forças se podem descontrolar. 

A trovoada seca, a ser esta a causa próxima do que aconteceu, ilustra bem este descontrolo. E o agravamento está em curso se os humanos não se prevenirem e mudarem de atitudes e hábitos.

Os bispos portugueses têm vindo a alertar a consciência pública para este perigo iminente. Veja-se a propósito a nota pastoral de abril último que tem por título “Cuidar da casa comum – prevenir e evitar os incêndios”.  Portugal “tem sido de tal modo assolado por incêndios que estes se tornaram um autêntico flagelo com proporções quase incontroláveis”.

Unidos a todos os voluntários que prestam cuidados às pessoas atingidas pelos fogos ou outros flagelos, aos combatentes nas linhas da frente que arriscam as suas vidas e à tutela do Estado que diligencia em ordem a coordenar esforços e a disponibilizar recursos, manifestamos a nossa dor solidária e fazemos eco do apelo dos nossos Bispos.

Comissão Diocesana da Cultura (Aveiro)