Sinais | Leitura de ‘sinais’ inquietantes | Rubrica promovida em parceria com o Correio do Vouga
Livro: Oração centrante
António Jorge Pires Ferreira
Este livro foi publicado originalmente em 1986 e republicado, duas décadas mais tarde (em 2006), com algumas partes atualizadas. De certa forma, é um clássico contemporâneo sobre a oração, que aqui se chama oração centrante.
A oração centrante é, podemos dizer, a primeira parte da oração contemplativa. O autor reserva a expressão “oração centrante” para o despertar para o dom da contemplação e “oração contemplativa” para o “pleno desenvolvimento sob a inspiração direta do Espírito”.
Jesus diz (Mt6,6): “Quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai ocultamente; e teu Pai, que vê no escondido, recompensar-te-á”. A primeira parte, até “ocultamente”, com algo de esforço pessoal, é a oração centrante. A segunda, liberdade de Deus, é a oração contemplativa. “A oração contemplativa é o mundo no qual Deus pode fazer tudo. Entrar nesse mundo é a maior aventura”, escreve Thomas Keating. Mas “entrar nesse mundo” implica um esvaziamento de pensamentos, uma remoção de obstáculos, uma sintonização com outros níveis da realidade, um consentimento pessoal a Deus.
Thomas Keating (1923-2018), ordenado padre em 1949, foi monge trapista em Massachustts e no Colorado (EUA). Foi um dos fundadores da “Contemplative Outreach”, comunidade internacional dedicada à redescoberta da dimensão contemplativa do Cristianismo.
Mente aberta,
coração aberto
Thomas Keating
Paulus
206 páginas