Sinais | Leitura de ‘sinais’ inquietantes | Rubrica promovida em parceria com o Correio do Vouga
Primeiro “Átrio dos Gentios” foi há 15 anos
O “Átrio dos Gentios” de 24 e 25 de março de 2011, em Paris, foi um grande sucesso no mundo de língua francesa. Organizado pelo Conselho Pontifício para a Cultura (atual Dicastério para a Cultura e a Educação), então presidido pelo cardeal italiano Gianfranco Ravasi, o encontro levou cristãos, ateus e agnósticos a um sério diálogo. Um sinal do sucesso é que o reputado filósofo agnóstico francês Jean-Luc Ferry ficou tão impressionado que pediu uma reunião urgente com Ravasi para propor uma colaboração a dois sobre o Evangelho de João – não sabemos se o projeto foi avante.
O encontro de Paris foi o primeiro de uma série de “Átrio dos Gentios”, que passou por Itália, Estados Unidos, Brasil e também Portugal (Braga e Guimarães), entre outros locais. Na origem, esteve uma ideia de Bento XVI (na mensagem à Cúria, no dia 21 de dezembro de 2009): “Ao diálogo com as religiões, deve-se acrescentar hoje, sobretudo, o diálogo com aqueles para quem a religião é algo estranho, para aqueles que Deus é desconhecido”.
O nome da iniciativa, “Átrio dos Gentios”, remete para o átrio no templo de Jerusalém que todas as pessoas podiam frequentar, incluindo os pagãos.
Nos últimos anos, estes encontros deixaram de se realizar. Há notícias de um último no Brasil, realizado online devido à pandemia. E parece que acabaram.