Oratório Peregrino
Um oratório à maneira de um viático para tempos de carestia
Uma proposta desenvolvida em parceria com
Irmãs do Carmelo de Cristo Redentor – Aveiro
XLII Passo | Menino, tu sabes o meu nome
«Jesus compraz-se em mostrar-me o caminho que conduz a essa fornalha divina do Amor; o caminho é o abandono da criancinha que adormece sem medo nos braços do seu pai… “Se alguém for pequenino, venha a mim”, disse o Espírito Santo pela boca de Salomão. E este mesmo Espírito de Amor disse ainda que «a misericórdia é concedida aos pequenos» (B 1 r).
«Oh! como é doce o caminho do Amor!… Quanto desejo aplicar-me a fazer sempre com o maior abandono a vontade de Deus!…» (A 84 v).
«Ah! se todas as almas débeis e imperfeitas sentissem o que sente a mais pequena de todas as almas – a alma da vossa Teresinha – nem uma única perderia a esperança de chegar à Montanha do Amor, uma vez que Jesus não pede grandes acções, mas apenas o abandono e a gratidão» (B 1 v).
«Menino, tu sabes o meu nome,
E o teu doce olhar chama-me
Diz-me: Simples abandono
Eu quero guiar a tua barca» (P 42, 1).
«Inefável abandono! Divina melodia!
Revelas o amor pelo teu celeste canto.
O amor que não teme, adormece e se olvida
Como uma criancinha, no Coração de Deus…» (P 3, 30).
«O Abandono é o fruto delicioso do Amor» (P 52).
«Quereis ser sobre a terra
O Brinquedo do Divino Menino?…
Minha Irmã, quereis agradar-Lhe?
Ficai na sua mão pequenina.
Se o amável Menino vos afaga
Se vos aproxima do seu Coração,
E se às vezes vos põe de lado,
Fazei de tudo a vossa felicidade.
Procurai sempre os seus caprichos
Agradareis aos olhos Divinos
Doravante todas as vossas delícias
Serão os seus desejos infantis…» (RP 5, 12).
«Não desejo mais morrer do que viver; isto é, se tivesse de escolher, preferia morrer, mas, como é Deus que escolhe por mim, prefiro o que Ele quer. Amo o que Ele faz» (UC 27. 5. 4).
«Estas palavras de Job: “Mesmo que Deus me matasse eu ainda esperaria n’Ele” encantaram-me desde a infância. Mas andei muito tempo antes de me fixar neste grau de abandono. Agora lá estou; Deus aí me colocou, pegou-me nos seus braços e colocou-me aí…» (UC 7. 7. 3).
«Se a minha alma não estivesse antecipadamente dominada pelo abandono à vontade de Deus, se tivesse que se deixar submergir pelos sentimentos de alegria ou de tristeza que se sucedem tão rapidamente na terra, seria como um mar de dor muito amarga e não poderia suportá-lo. Mas estas alternativas só roçam a superfície da alma… Ah! mas são grandes provações!» (UC 10. 7. 13).
«Há nesta terra
Uma Árvore maravilhosa
A raiz dela, ó mistério!
Encontra-se nos Céus….
Nunca à sua sombra
Alguma coisa poderá ferir,
Sem recear a tempestade
Pode-se aí repousar.
Esta Árvore inefável
Tem por nome o Amor,
E o seu fruto delicioso
Chama-se o Abandono» (P 52, 1-3).
Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face