O Padre Johnny, da paróquia Palhaça, foi eleito Superior Geral dos Silenciosos Operários da Cruz no passado dia 29 de outubro.

O Percurso

Natural de Caracas (Venezuela) onde nasceu a 30 de maio de 1977, aos 5 anos veio residir para a Palhaça (Arciprestado de Oliveira do Bairro).

Depois de frequentar o Pré-Seminário, no ano 2000 iniciou, como seminarista de Aveiro o ano Propedêutico, no seminário de Leiria.

Em 2001 iniciou os estudos teológicos, sempre como seminarista de Aveiro, no ISET, no seminário de Coimbra.

No mês de outubro de 2003, depois de um percurso de discernimento de dois anos e a bênção do então bispo de Aveiro, D. António Marcelino, iniciou o caminho de formação nos Silenciosos Operários da Cruz residindo em Roma. Em simultâneo iniciava o ciclo teológico na Universidade Gregoriana.

Em 2007, a 22 de setembro, foi ordenado diácono na Sé da diocese de Ariano Irpino-Lacedonia (Itália) e a 8 de dezembro do mesmo ano fez a consagração nos Silenciosos Operários da Cruz.

No ano de 2008, a 17 de agosto, foi ordenado sacerdote na Sé de Aveiro pelo bispo de Aveiro D. António Francisco dos Santos.

Em setembro de 2008 foi enviado para Jerusalém, a fim de fazer a especialização em Ciências Bíblicas e Arqueologia Cristã no Studium Biblicum Franciscanum. Depois do ciclo de estudos, em 2015, regressa a Portugal e integra a comunidade de Fátima.

No passado dia 29 de outubro fui eleito Superior Geral dos Silenciosos Operários da Cruz.

Os Silenciosos Operários da Cruz

São uma associação internacional de fiéis leigos e clérigos. Foram fundados pelo Monsenhor Luís Novarese (1914-1984). Os SODC fazem votos de pobreza, castidade e obediência e vivem uns em comunidades mistas outros no seu meio de origem, mas como consagrados. A missão dos SODC centra-se no trabalho com doentes e deficientes. “Queremos que estas pessoas com limitações tenham o seu lugar na Igreja, como cristãos”, dizia o Padre Johnny ao Correio do Vouga nas vésperas da sua ordenação [edição de 06.08.2008]. “Doentes e deficientes, que não é a mesma coisa”, estão unidos pela limitação e por isso os SDOC a eles se dedicam, para que sintam que “são sujeitos ativos e não objetos de caridade”, continua. O Padre Johnny concluiu então o seu testemunho “O caminho do Evangelho passa pela Cruz, mas não acaba na Cruz”.


Semanário diocesano, Correio do Vouga, edição de 03 de setembro de 2008
Semanário diocesano, Correio do Vouga, edição de 06 de agosto de 2008