“Somos um sinal de que a vida vale a pena, de que a vida humana merece e deve ter prioridade, de que… os mais frágeis não ficarão sós”.
“São muitos os que contam connosco”, afirmou Luís Silva, no pequeno discurso que antecedeu a terceira caminhada solidária da ADAV-Aveiro (Associação de Apoio e Defesa da Vida), na tarde de 26 de outubro, referindo-se aos “que ainda não são vistos”, aos que estão doentes, aos que parecem imperfeitos ou “são atingidos por alguma deficiência”.
“Obrigado a cada um de vós”, disse aos cerca de 400 caminhantes. “Somos um sinal de que a vida vale a pena, de que a vida humana merece e deve ter prioridade, de que continuam a existir vozes, nestes tempos de ruído, para quem os mais frágeis não ficarão sós, na sua fragilidade, mas contarão com cuidado e proteção”, prosseguiu o presidente da ADAV.
Luís Silva deixou bem claro que a iniciativa da ADAV-Aveiro, uma associação sem ligações a credos ou partidos, é “a voz de todos os que ainda ou já não têm voz e precisam de que se diga, bem alto, que temos o dever de olhar para eles como um de nós”. “Caminham connosco e em prol de todos, porque estas caminhadas pretendem afirmar que estamos com cada um, seja qual for a sua condição, idade, proveniência ou situação, porque a dignidade da vida humana torna-nos a todos igualmente merecedores de proteção e cuidado”, realçou.
A caminhada, no seu terceiro ano, teve início no Mercado Manuel Firmino e percorreu algumas das principais ruas da cidade, entre as quais a avenida Lourenço Peixinho. Contou com a aminação de um grupo de capoeira da Universidade de Aveiro, no início, e com a música da tuna universitária, a fechar. Caminhadas similares aconteceram em Lisboa, Porto, Viseu e Braga.
Nesta edição de 2019, a iniciativa contou com a presença do atleta Paulinho, como nos anos anteriores, e com o apadrinhamento do selecionador de futebol Fernando Santos, que numa mensagem de vídeo afirmou que “defender a vida é defender a dignidade humana, defender a humanidade”.
A ADAV foi constituída há 19 anos, na sequência do primeiro referendo ao aborto. Desde então, já ajudou centenas de mães e recém-nascidos. Entre 2010 e 2017, a ADAV-Aveiro apoiou 242 grávidas, 14 delas menores de idade, e 553 famílias com filhos até 3 anos. Nas finalidades da associação está a defesa integral da vida, quer no início (contra o aborto), quer no fim natural (contra a eutanásia).