Livros e leituras | II série [Parceria com a livraria Santa Joana Princesa | Aveiro]

Newsletter 005 | Março 2024

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Anatomia da fé
O novo contexto sociocultural da pós-modernidade implicou uma respetiva mudança no paradigma religioso e, obviamente, no próprio cristianismo. Na verdade, hoje já não se é cristão por tradição, mas por convicção. E diante de um cidadão contemporâneo que, em nome da sua autonomia e liberdade intelectual, exige compreender por si próprio as razões pelas quais deve (ou não) acreditar em Deus, compete à apologética cristã assumir uma outra via: antes de se apresentar Deus pela via célere da doutrina ou da teoria, que muitas vezes nos conduzem a um Deus demasiado “metafísico, distante e inacessível”, surge o desafio de O apresentar inicialmente pela via da experiência e do quotidiano, os quais nos demonstram um Deus mais “próximo, presente e ativo” na trama da existência humana. Se o conhecimento, em geral, parte dos sentidos do corpo humano (Aristóteles), então uma via plausível para também se falar (do mistério) de Deus passa pelos elementos do corpo humano (daí uma “anatomia da fé”). Aliás, nisto reside a diferença do cristianismo em relação a outras religiões: acreditamos num Deus que assume a nossa corporeidade humana (Jo 1,14), ao revelar-se de um modo pleno na pessoa de Jesus Cristo. José Miguel Fraga Cardoso, doutorado em Teologia Dogmática, é padre da Arquidiocese de Braga.

Anatomia da fé. Introdução pós-moderna ao cristianismo
José Miguel Cardoso | Paulus | 120 páginas | PVP 10,00 €

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Newsletter da Livraria Santa Joana
A missão de uma livraria diocesana é inseparável da missão da Igreja, que tem sempre o seu foco na evangelização.
Sem dúvida que, ao longo de mais de cinquenta anos, a Livraria Santa Joana tem contribuído para a ação pastoral da Diocese de Aveiro, nomeadamente no campo da evangelização e da liturgia.
De Pedro a Francisco, sempre a Igreja considerou que a fé tem de se fazer cultura, para que o Evangelho seja realmente significativo em cada época, com as suas circunstâncias e desafios. São Pedro, ao mesmo tempo que nos exorta a confessarmos no íntimo do nosso coração Cristo como Senhor, apela a estarmos dispostos a dar a razão da nossa esperança àqueles que a pedirem (Pd 3,15). A convicção de fé é íntima, mas não é particular, é pública. A fé cristã é sempre pública e precisa de razões, argumentos, diálogos, propostas… A ausência de tudo isso leva ao “drama” que Paulo VI sentiu, e hoje ainda se sente mais. “A rutura entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida o drama da nossa época, como o foi também de outras épocas. Assim, importa envidar todos os esforços no sentido de uma generosa evangelização da cultura, ou mais exatamente das culturas” (EN, 20). Na mesma linha vai o Papa Francisco, quando escreve que “há uma necessidade imperiosa de evangelizar as culturas para inculturar o Evangelho” (EG, 69).  E aponta a cultura urbana, a cultura popular, a cultura mediática, a cultura globalizada… Um campo imenso.
A envangelização da cultura não é tarefa exclusiva da Livraria Santa Joana. É de todos os cristãos. E, felizmente, a Diocese de Aveiro tem organismos e serviços que estão a fazer um trabalho muito meritório neste campo. Mas à livraria diocesana é pedido muito concretamente que disponibilize bons livros, para alimentar a evangelização, a espiritualidade e a cultura, e bons objetos litúrgicos, para ajudar cristãos e comunidades nas devoções particulares e nas celebrações litúrgicas.
Que a livraria diocesana faça chegar a mais pessoas a suas propostas e que se renove constantemente para servir os novos tempos – afinal ela integra a empresa diocesana Tempo Novo, o tempo iniciado por aquele que “renova todas as coisas” (Ap 21,5) –, é o que desejo, quando se abre um novo canal através desta newsletter.