A newsletter do Museu Municipal de Sever do Vouga recorda, na sua edição de 9 de maio, o saudoso diácono Daniel Rodrigues, enquanto autor do livro ‘Vouga arriba’.

A referida newsletter recorda que ‘o autor, jornalista de profissão na delegação de Aveiro do extinto “O Comércio do Porto”, foi uma voz que ecoou em todo o Vale do Vouga em defesa do restabelecimento da circulação dos comboios.’

O livro agora recordado merecera, em julho de 2019, um destaque, da parte do diretor adjunto do Correio do Vouga, António Jorge Ferreira, no blogue ‘Aveiro Mag’, que aqui replicamos:

‘Com capa de Zé Penicheiro, “Vouga arriba…” é um livro raro. Raro no seu estilo de livro-reportagem e raro por ser difícil de encontrar. A inclusão nesta lista tem, no entanto, três objetivos: notar que o comboio é dos melhores meios de locomoção em férias; sugerir o passeio na parte da linha do Vouga ainda ativa que a CP proporciona todos os sábados de verão, entre Aveiro (saída às 13h30, chegada às 19h00) e Macinhata do Vouga, onde há um museu ferroviário; e lembrar o interior do distrito Aveiro, que, entre praias fluviais, passeios de bicicleta na antiga linha do Vouga e gastronomia, também proporciona boas férias.

Este livro foi publicado em 1974, já depois do 25 de Abril, com entrevistas de “elementos ligados ao regime fascista” e testemunhos de populares de Albergaria, Águeda, Sever do Vouga… O pretexto é o encerramento de Linha do Vouga entre Sernada do Vouga e Viseu, levado a cabo no dia 26 de agosto de 1972. Os 114 quilómetros entre Aveiro e Viseu demoravam cerca de 5 horas de comboio. Já então havia quem sonhasse com uma autoestrada entre Aveiro e Viseu. Faltavam 32 anos para a concretização do sonho.’

Foto recolhida do ‘Litoral Centro’