O padre Carlos Alberto Pereira de Sousa completa no dia 29 de junho 25 anos de ordenação presbiteral. As celebrações das bodas de prata sacerdotais começam no dia 27 de junho, com a celebração da Eucaristia no Santuário de Schoenstatt, na Gafanha da Nazaré, às 18h [transmissão na página do santuário – link], e prosseguem no dia 29 de junho, com a celebração da Eucaristia no Santuário de Schoenstatt de Lisboa, às 19h, e no dia 3 de julho, com nova Missa, no mesmo local, às 18h00.

Carlos Alberto Pereira de Sousa, o mais novo de nove irmãos, nasceu em Vila Seca, Rocas do Vouga, no dia 28 de março de 1960. Foi batizado na igreja paroquial de Rocas do Vouga, onde também fez a Primeira Comunhão.

Cresceu na Gafanha da Nazaré. Frequentou o ensino primário na Escola da Cale da Vila. Já o secundário foi feito em Aveiro. Até aos 18 anos, nunca pensou em ser padre, até porque, entretanto, abandonara a catequese paroquial. A mudança começou quando o P.e António Maria Borges, padre de Schoenstatt, brasileiro, foi trabalhar para a paróquia da Gafanha da Nazaré. “Acabado de ser ordenado sacerdote, organizou uma Páscoa Jovem e eu participei. Gostei muito”, contou Carlos Alberto no jornal Timoneiro, aquando do Ano Sacerdotal (2009-2010).

A mudança continuou porque, como morava longe da igreja paroquial, “tinha” de acompanhar a mãe, que queria rezar o terço em maio e outubro. Por ser visto na igreja, um dia, quando estava na paragem do autocarro, é convidado por um jovem para pertencer ao grupo de jovens. “Pensava eu que era para um do estilo do «Páscoa Jovem», mas não. Era um grupo de Schoenstatt. Nunca tinha ouvido falar de tal movimento. Não percebi nada do que disseram, mas na reunião seguinte, oito dias depois, lá estava eu. Agora sei porquê, nessa altura não. Foi assim que conheci Schoenstatt. Tinha já 17 anos. De repente tudo mudou na minha vida”. A decisão de ser padre tomou-a no dia 27 de outubro de 1985, dia em que que se coroava a Nossa Senhora no Santuário de Schoenstatt como Rainha.

1985, o ano da decisão, foi também ano do centenário do nascimento de José Kentenich, fundador de Schoenstatt. “A decisão pelos Padres de Schoenstatt foi óbvia. Era a experiência que eu tinha através dos padres que serviam a paróquia, apesar de, num momento, ter pensado também em ser diocesano”. Na comunidade dos Padres de Schoenstatt fez formação na Alemanha, Argentina e Chile. Neste último país foi ordenado diácono no dia 16 de dezembro de 1995. Novamente em Portugal, fez o estágio de diácono em Paço de Arcos e Caxias (Lisboa).

No dia 29 de julho de 1996, foi ordenado sacerdote na Igreja Paroquial da Gafanha da Nazaré por D. António Marcelino. “Ser ordenado na minha terra e pelo bispo diocesano foi um desejo que expressei aos meus superiores e ao Sr. D. António. Para minha alegria, foi acolhido positivamente”.

Como padre, trabalhou no Movimento de Schoenstatt em Lisboa (1996-2003), ao mesmo tempo que acompanhava o Movimento nas dioceses de Braga e Porto. De 2003 a 2017, sempre ligado ao Movimento de Schoenstatt, trabalhou na Diocese de Aveiro. Nos últimos anos (2017-2020), foi reitor de um Santuário de Schoenstatt no Brasil e assistente do movimento na arquidiocese de Olinda-Recife.

Notícia no Semanário Diocesano “Correio do Vouga”, edição de 23 de junho de 2021