Dom. Jun 13th, 2021

Oratório Peregrino

Um oratório à maneira de um viático para tempos de carestia
Uma proposta desenvolvida em parceria com

Irmãs do Carmelo de Cristo Redentor – Aveiro


XLIV Passo | A sua misericórdia fez tudo

 

«Só a sua misericórdia fez tudo o que de bem nela há» (A 3 v)

«Ó meu Deus! exclamei eu do fundo do meu coração, só haverá acaso a vossa Justiça para receber as almas que se imolam como vítimas?… O vosso Amor misericordioso não tem também necessidade delas? Em toda a parte é mal conhecido e rejeitado. Os corações a quem o desejais prodigar voltam-se para as criaturas pedindo-lhes a felicidade com o seu miserável afecto, em lugar de se lançarem nos vossos braços e aceitarem o vosso Amor infinito… Ó meu Deus! o vosso Amor desprezado vai ficar no vosso Coração? Parece-me que se encontrásseis almas que se oferecessem como vítimas de holocausto ao vosso amor, rapidamente as consumiríeis. Parece-me que ficaríeis contente por não comprimir as ondas de infinita ternura que há em vós… Se a vossa Justiça gosta de se aliviar, ela que não se estende senão sobre a terra, quanto mais não desejará o vosso Amor misericordioso abrasar as almas, pois a vossa Misericórdia se eleva até aos Céus… Ó meu Jesus! que seja eu essa vítima feliz, consumi o vosso holocausto pelo fogo do vosso Divino Amor!…» (A 84 r).

«Quando vejo Madalena avançar na presença de numerosos convidados, banhar com as suas lágrimas os pés do Mestre adorado que toca pela primeira vez, sinto que o coração dela compreendeu os abismos de amor e de misericórdia do Coração de Jesus, e que, por muito pecadora que ela seja, este Coração de amor está não só disposto a perdoar-lhe, mas ainda a prodigalizar-lhe os benefícios da sua intimidade divina, a elevá-la até aos mais altos cumes da contemplação» (Ct 247).

«Desde que me foi dado compreender também o amor do Coração de Jesus, confesso que ele afastou do meu coração todo o temor. A lembrança das minhas faltas humilha-me, leva-me a nunca me apoiar na minha força que só é fraqueza, mas esta lembrança fala-me ainda mais de misericórdia e de amor. Quando lançamos as nossas faltas com uma confiança inteiramente filial no braseiro devorador do Amor, como não seriam elas consumidas para sempre?» (Ct 247).

«Como a bondade, o amor misericordioso de Jesus são pouco conhecidos!… É verdade que para gozar destes tesouros, é preciso humilhar-se, reconhecer o seu nada, e é o que muitas almas não querem fazer» (Ct 261).

 «Lembra-Te do festim grandioso

Que Tu deste ao filho arrependido

Lembra-Te de que à alma pura

Tu mesmo a alimentas a cada instante

Jesus com amor recebes o pródigo

Mas as torrentes do teu Coração para mim não têm dique

Meu Bem-amado, meu Rei

Os teus bens são meus

Lembra-Te» (P 24, 18).

«A mim deu-me a sua Misericórdia infinita e é através dela que contemplo e adoro as demais perfeições Divinas!… Assim, todas se me apresentam resplandecentes de amor. A própria Justiça (e talvez mais ainda que qualquer outra) me parece revestida de amor…» (A 83 v).

«Não vou fazer senão uma coisa: começar a cantar o que deverei repetir eternamente: “As Misericórdias do Senhor!!!”…» (A 2 r).

«Há almas que a sua misericórdia não se cansa de esperar, às quais dá a sua luz apenas gradualmente» (C 21 r).

«Espero tanto da justiça de Deus como da sua misericórdia» (Ct 226).

«Não posso temer um Deus que Se fez tão pequeno por mim… amo-o!… Porque Ele é só amor e misericórdia!» (Ct 266).

Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face


Jesus carregando Judas aos ombros | Capitel da Igreja de Santa Madalena – Vezelay (Igreja dedicada em dedicada em 21 de abril de 1104.)
Imagem recolhida de https://nadskofija-ljubljana.si/laiki/8640-2/