Ter. Dez 7th, 2021

Oratório Peregrino

Um oratório à maneira de um viático para tempos de carestia
Uma proposta desenvolvida em parceria com

Irmãs do Carmelo de Cristo Redentor – Aveiro


XXXVII Passo | Maria duas vezes mãe

 

Não é de estranhar que Isabel – na mais pura linha do seu «carisma» pessoal: viver intensamente a Presença e o Louvor de Deus no céu da sua alma – entre hoje pela porta do «coração» no mistério de Maria, «vejo-a tão bela». «Toda a sua história pode resumir-se nestas breves palavras: Foi no seu coração que ela viveu». E quando admira Maria pela pressa com que foi ajudar a sua prima Isabel, o que mais lhe impressiona à nossa religiosa carmelita é também a sua paz interior e o seu «recolhimento interior com o Verbo de Deus». Maria sabe «divinizar até as coisas mais banais» (CF 40). Maria é «Mãe» e «escrava», tão humilde que desconhece a sua imensa riqueza, e a sua actividade nasce de uma profunda corrente à qual está permanentemente unida, «recolhida no seu interior com o Verbo de Deus».

Isabel vive fascinada pela «simplicidade» e a «profundidade» que se encontram ao mesmo tempo na alma de Maria. «O olhar humano não a consegue seguir», incapaz como é de «surpreender os movimentos tão profundos». Parece desenhar-se uma imagem subjacente: a de um lago, ao mesmo tempo abissal e sereno, que capta e reflecte toda a luz do céu. Com efeito, Isabel sublinha que Maria «parece reproduzir» a vida profunda de Deus, o «Ser simples». «Transparente» e «luminosa» como «a luz», encontra-se «sem dúvida à distância que existe entre o Infinito e o finito», como um «espelho do Sol» divino.

Isabel diz-se a si mesma quando diz Maria. Contempla em Maria o que ela própria sonha ser com toda a alma. Ao fazer-se filha de Nossa Senhora do Carmo – «nossa Mãe» (Ct 136) –, Isabel da Trindade descobrirá nela «o modelo das almas interiores» (CF 40). E como Maria lhe foi dada por Jesus («Eis aí a tua Mãe»), Isabel contempla-se em Maria como se contempla em Jesus.

Entre esses dois espelhos não existe a menor oposição. Quando contempla a Maria, Isabel vê a Maria, e vê a Maria cheia de Jesus, do mesmo modo que um espelho está cheio da luz que nele se reflecte. Que união tão inenarrável entre o filho e a mãe, que «assunção» de Maria em Jesus! Assim o contemplava Isabel: «Jesus e Maria amaram-se tanto: todo o coração de um se derramava no do outro» (Ct 188). Entre Jesus, Maria e Isabel – ou tu? – vai-se estabelecendo uma «trindade» de amor e de reprodução.

Em consequência, neste «Último Retiro Espiritual» encontram-se uma série significativa de tríplices semelhanças. Jesus, Maria, Isabel: Filho e filhas do mesmo Pai celeste. Jesus, Maria e Isabel: todos eles «louvores de glória» ao Pai, sendo Jesus «o perfeito louvor» (UR 2), Maria «o grande louvor» (UR 40) e Isabel o pequeno louvor. Maria «plenamente imaculada» (UR 40), Isabel que o vai sendo cada vez mais para obedecer ao plano de Deus que São Paulo lhe oferece (UR 36), e ambas «reproduzindo a imagem do seu Filho» (UR 41; 37). Jesus, Maria e Isabel dizem unanimemente ao Pai: «Eis-me aqui» (UR 37; 40). Jesus, Maria e Isabel: «associados à grande obra da redenção» (UR 41). E que grande semelhança em todas as virtudes!

Devemos deter-nos um momento na virtude da fortaleza. Isabel admira esta virtude em Jesus (UR 3; 13), e admira-a também em Maria com uma conotação de «valentia» e de «ternura», de «majestade» e de «serenidade» (UR 41). Ao pé da cruz, Maria aprendeu» de seu Filho esta fortaleza; agora que Isabel se encontra por sua vez «na cruz… a Virgem aí está para lhe ensinar a sofrer como Ele» e para, no fim, guiar a sua filha para o céu (UR 41). Ambas são discípulas do Mestre, e Maria é mestra de Isabel.

No sofrimento, Isabel redescobriu, por assim dizer, a Maria como mãe e como protectora da sua serenidade: «Nunca a amei tanto! Choro de alegria ao pensar que esta Criatura completamente serena, toda luminosa é a minha Mãe, e alegro-me com a sua beleza como uma criança que ama sua mãe. Tenho uma inclinação muito forte para ela e erigi-a como Rainha e Guardiã do meu céu, e do teu», acrescenta Isabel para a Guida e para ti (Ct 298). O seu amor a Maria leva-a a contemplar a Trindade. E fala de ambas num mesmo arranque: «Sejamos, no céu da nossa alma, louvores de glória da Santíssima Trindade e louvores de amor da nossa Mãe Imaculada» (CF 44).

Mas não esqueçamos que «Louvor de glória» era o segundo nome «nome novo» (Ap 2, 17) que Isabel tinha intuído que teria no céu. O primeiro tinha sido «Vontade de Deus» (NI 12); e este continua a mantê-lo, um pouco à guisa de apelido, e «louvor» como nome próprio utilizado habitualmente. A vontade de Deus («Eis-me aqui») tinha-se tornado para Isabel algo tão fundamental, e incorporado aos seus costumes e encarnado de tal forma na sua vida quotidiana, que fala relativamente pouco disso. Para ela, tudo se recapitulava no ideal de «amar» sem limites, ou – na linguagem mais teológica de São Paulo – tudo se recapitulava no grande «desígnio» «decisão», «vontade») de Deus, ao «eleger-nos» e «predestinar-nos» a ser «imagem» do seu Filho Jesus Cristo.

Em qualquer situação, Isabel descobre esta Vontade redentora e santificante em acção, e nessa grandiosa perspectiva é onde se atreve a utilizar, durante a sua dolorosa doença, expressões como: «O Pai crucificou-a com seu Filho» (UR 38) ou «pôs-me a substituí-l’O em seu lugar na Cruz» (UR 41). Não há dúvida que ela sabe bem que sofre e morre porque o seu organismo já não funciona. E «tratar-se é seu dever e a melhor penitência» (Ct 249). Mas, ao mesmo tempo, Isabel não quer «tratar com as causas segundas» (físicas, materiais, humanas e relacionais, num mundo em contínua evolução e que Deus não quis criar acabado), «mas» tratar – e tratar a essas causas segundas – «somente com Deus» (GV 8).

Isabel decidiu viver tudo, mesmo o sofrimento, num incessante «diálogo de amor» (Ct 172) com Deus Presente nela, o seu Futuro e o seu Amor. «Não posso dizer que amo o sofrimento pelo sofrimento. Amo-o porque me torna semelhante a Quem é meu Esposo e meu Amor» (Ct 317), e, mais em concreto, porque a faz parecer-se com Ele no seu amor e no seu abandono supremos, aos quais a está convidando, sem a obrigar, uma situação de grande sofrimento. Isabel não deseja sofrer sem mais, mas «sofrer como Ele» (UR 41). Do que em definitivo se trata é desse «como», de sofrer ao estilo de Cristo: Se Isabel «ama» (Ct 317) o sofrimento – «não pelo sofrimento» –, é porque deseja uma intensidade de amor semelhante à que Jesus manifestou na cruz – por todos, e também por ela. O que tem valor aos olhos de Deus não é o sofrimento em si mesmo, mas a maneira de o viver. Isabel não busca o sofrimento: este vem ao nosso encontro, está aí, sem que o procuremos, inevitável, mas ela, no seu desejo de amar intensamente em tudo o que lhe aconteça, não quer iludi-lo, nem atenuá-lo ou aliviá-lo por si mesma.

A sua reacção nestes meses, quando as irmãs procuram aliviá-la, é bem típica: Não vale a pena – diz –, estou no fim da minha carreira. Deus faz-me compreender que ao tê-l’O de ver pronto face a face, em vez de descansar, devo extrair do meu ser toda a oração e sofrimento que possa». Significativo: a «oração». É que a oração introduz o «sofrimento» na senda do amor, do olhar a Cristo e à Igreja. O trato com Deus leva-a a «superar a dor», «tudo transforma» (Ct 327). Neste sentido, dirá um dia: «O que nos liberta é a aceitação».

Isabel não quer perder a oportunidade que a sua inelutável doença lhe oferece. No meio de fortes sofrimentos, apertará fortemente a mão que Deus lhe estende, hoje não menos do que ontem quando tudo lhe corria bem. Como discípula incondicional de São Paulo e de João da Cruz, ou, melhor, do «Crucificado por amor» e da «Rainha dos mártires» (UR 41), percorre o seu caminho de amor com uma pressa tão radical – «corro para a meta» (UR 36) – como quando, sendo uma jovem com menos experiência, suplicava ao seu amado Senhor: «Tu, que podes mudar tudo no meu coração, rompe, queima, arranca tudo o que te desagradar em mim» (Ct 105).

Isabel viverá, pois, momento a momento, o sacramento do momento presente, em todo o seu realismo alegre ou penoso. Se Teresa de Lisieux dizia que «tudo é graça», a sua irmã de Dijon afirma que tudo é sacramento: «Cada incidente, cada acontecimento, cada sofrimento, como cada alegria é um sacramento dado por Deus» (CF 10). O sacramento é algo visível, humano, antropológico; a graça que nele se nos dá só é visível se a olhamos com o olhar de fé a que nos convida Isabel. «Considere cada sofrimento, como cada alegria, como procedentes directamente d’Ele, e então a sua vida será como uma comunhão ininterrupta» (Ct 264; 224; 249: «Mais ainda,…“como um testemunho de amor” que lhe vem directamente de Deus»).

Essa palavra «como», sublinhada por ela, indica bem a diferença: o sofrimento não vem directamente de Deus, mas é-nos dada a possibilidade de viver a nossa reacção diante dele como uma resposta de amor. No começo do versículo de Rm 8, 29, tantas vezes citado por Isabel, São Paulo diz que «aos que amam a Deus tudo lhes serve para o bem». E seu Filho ressuscitado está aí para no-lo recordar.

Isabel tira também grande fortaleza e generosidade da sua visão eclesial. Cristo ressuscitado é a cabeça desse Corpo que é a grande comunidade dos crentes (Col 1, 18. 24). Nós estamos unidos a Ele como os sarmentos à videira (Jo 15, 19), pelos quais circula uma mesma seiva vital, o Espírito do Senhor. Os bons frutos procedem da videira, da seiva e dos sarmentos.

Na sua vinha, Deus quer ter necessidade dos homens (a começar pela tua livre colaboração), como os homens têm necessidade de Deus. «O único mediador» (1 Tm 2, 5) é o Cristo “total”, quer dizer Cristo e Cristo que vive o seu amor e a sua oração nos homens: duas vezes Cristo, mas de maneira diferente. Por isso, São Paulo exorta a Timóteo, no mesmo contexto, a orar intensamente por todos os homens, unindo essa oração mediadora uma vida virtuosa, e recorda o seu trabalho de apóstolo, mediador de evangelização. E Jesus, no Pai Nosso, ensinou-nos a pedir venha a nós o Reino de Deus.

Isabel vivia profundamente esta visão eclesial. Ela acreditava que a oração e o amor de Cristo nela – e não sem ela – podiam ser fonte de graça para outros, conhecidos ou desconhecidos, segundo a receptividade de cada um: um pequeno raio de luz em tal ou qual coração, uma pequena onda do Espírito Santo, propulsora, libertadora, redentora.

Oferecia-se e abria-se ao «Fogo devorador» do Espírito Santo» a fim de ser para Jesus «uma humanidade de acréscimo na qual Ele pudesse renovar todo o seu mistério» (NI 15). Durante a sua doença mortal, renova ardentemente o seu oferecimento: «A esposa pertence ao esposo, e o meu Esposo apoderou-se de mim e quer que seja para Ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele possa continuar a sofrer para glória do seu Pai e pelas necessidades da sua igreja» (Ct 309). «Imagina! Partilhar os sofrimentos do meu Esposo crucificado e ir com Ele à minha paixão para ser redentora com Ele…» (Ct 300). Tudo é assumido e afinado ao som do diapasão de uma resposta esponsal a Cristo ressuscitado, que se abandonou nos braços do seu Pai até à morte para dar a vida ao mundo.

Isabel fala de dois «corpos», do seu no da Igreja e do seu pelo da Igreja. Sofrer converte-se em oferecer-se. Ser imolado converte-se em oblação; a sua doença, numa «doença de amor» (Ct 289); morrer, em «morrer de amor» (Ct 335). O sofrimento aparece às vezes descrito como uma liturgia sagrada, nos termos mais pessoais e relacionais: «Deus quer imolar a sua pequena hóstia, mas esta missa que Ele celebra comigo, e na qual o Sacerdote é o seu Amor, pode durar ainda muito tempo. À pequena vítima não lhe parece longo o tempo nas mãos de Quem a sacrifica. E pode dizer que, se está a passar pela senda da dor, está ainda muito mais no caminho da felicidade, dessa verdadeira felicidade, mamã querida, que ninguém poderá arrebatar-lhe» (Ct 309). Semelhante «linguagem da Cruz» já não tem nada da «sabedoria do mundo» (1 Co 1, 18-20); mas tudo isso já Isabel o tinha «compreendido» há muito tempo aos pés do Crucificado por amor (Ct 133). E, na sua própria missa, unida a Jesus, entrega a sua carne com Ele pela vida do mundo (Jo 6, 51).

No seu impressionante recolhimento não encontramos o mais mínimo egocentrismo. E como sempre, permanece admiravelmente atenta às necessidades dos seus semelhantes e dos destinatários das suas cartas. É que, como Maria, ele bebe na Fonte, «no seu interior», para poder amar. É que, no meio da dor, recorda que o Senhor lhe deu uma Mãe que na cruz escutou «os últimos cânticos da alma de Cristo em que, a não ser ela, sua Mãe, ninguém mais pôde reparar», e aos sofrimentos chama-lhes «cânticos», porque são a expressão de uma decisão de amar até ao fim.

E  a pequena Isabel sente-se transportada por esse Amor. Há que ler as suas páginas mais sublimes ao mesmo tempo que esta outra página do «Último Retiro Espiritual»: «E embora caia a cada momento, toda confiante na fé, far-me-ei levantar por Ele, sabendo que me perdoará…» (UR 31).

O texto de Isabel

  1. Depois de Jesus Cristo, sem dúvida na distância que vai do Infinito ao finito, há uma criatura que foi também o grande louvor de glória da Santíssima Trindade. Foi ela quem respondeu plenamente à eleição divina, de que fala o Apóstolo: manteve-se sempre «pura, imaculada, irrepreensível» (Col 1, 22) aos olhos de Deus três vezes santo. A sua alma é tão simples. Os movimentos de tal modo profundos que não se pode surpreendê-los. Parece reproduzir na terra essa vida que é a do Ser divino, o Ser simples. Pois é tão transparente, tão luminosa que seria possível tomá-la pela luz, e, no entanto, não é senão o «espelho» do Sol de justiça: «Speculum justitiae!» [o Espelho da justiça]…

«A Virgem conservava todas estas coisas no seu coração» (Lc 2, 19. 51): é a inteira história dela que assim se pode resumir nestas breves palavras! Foi no seu coração que ela viveu e em tal profundidade que o olhar humano não a consegue seguir.

Quando leio no Evangelho «que Maria percorreu diligentemente as montanhas da Judeia» (Lc 1, 39) para ir cumprir o seu ofício de caridade junto a sua prima Isabel, vejo-a passar tão bela, tão calma, tão majestosa, tão recolhida interiormente, com o Verbo de Deus. Também a sua oração, como a d’Ele, foi sempre esta: «Ecce, eis-me aqui!» Quem? «A serva do Senhor» (Lc 1, 38), a última das suas criaturas: ela, a sua Mãe! E tão verdadeira foi na sua humildade, porque sempre de si mesma esquecida, ignorante e liberta. Por isso, podia cantar: «O Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas, doravante as nações chamar-me-ão bem-aventurada» (Lc 1, 48-49).

  1. Esta Rainha das virgens é também Rainha dos mártires; mas é ainda em seu coração que a espada a trespassou (Lc 2, 35), porque nela tudo se passa no interior!… Oh! como é bela de contemplar durante o seu longo martírio, tão serena, envolvida numa espécie de majestade que inspira, ao mesmo tempo, força e doçura… É que aprendeu com o próprio Verbo como devem sofrer aqueles que o Pai escolheu como vítimas, esses seres que resolveu associar à grande obra da redenção, os que «conheceu e predestinou para serem conformes ao seu Cristo» (Rm 8, 29), crucificado por amor.

Ela lá está, junto da Cruz, de pé, forte e corajosa e eis o meu Mestre que me diz: «Ecce Mater tua» [Eis aí a tua Mãe: Jo 19, 27], Ele dá-ma por Mãe… E, agora, que Ele voltou para o Pai, que me pôs a substituí-lo em seu lugar na Cruz para que «sofra no meu corpo o que falta à sua paixão, por este seu corpo, que á a Igreja» (Col 1, 24), a Virgem aí está ainda para me ensinar a sofrer como Ele, para me dizer, para me fazer ouvir os últimos cânticos da Sua alma em que, a não ser ela, sua Mãe, ninguém mais pôde reparar.

Quando eu tiver dito o meu «consummatum est» [Tudo está consumado: Jo 19, 30], é ainda ela, «Janua coeli» [«a Porta do Céu»], que me há-de introduzir nos átrios divinos, segredando-me a misteriosa palavra: «Laetatus sum in his quae dicta sunt mihi, in domum Domini ibimus!…» [«Alegrei-me quando me disseram: Vamos para a casa do Senhor»: Sl 121, 1].

Sugestões para orar

Virgem de Luz e de beleza interior,

ensina-nos o teu segredo.

Virgem de carinho fraterno,

ensina-nos o teu segredo.

Virgem forte e terna,

ensina-nos o teu segredo.

Virgem silenciosa e de fé inquebrantável

ensina-nos o teu segredo.

Virgem santa e imaculada, Mãe do Dom de Deus,

roga por nós.

Virgem sincera e humilde

ensina-nos o teu segredo.

Virgem juvenil e madura,

ensina-nos o teu segredo.

Virgem do «sim» incondicional,

roga por nós.

Maria cheia do Espírito Santo, primeira cristã,

roga por nós.

Maria, alegria do coração de S. José,

ensina-nos o teu segredo.

Maria de Nazaré, Mãe das coisas simples de cada dia,

ensina-nos o teu segredo.

Mãe do Crucificado por amor,

roga por nós.

Mãe da grande Comunidade dos amigos de Jesus,

roga por nós.

Em Jesus, Caminho e Porta do céu,

roga por nós.

Rainha e Mãe do céu da nossa alma,

roga connosco.

Grande «louvor de glória» da Santíssima Trindade,

roga connosco.

Maria, «bela para os olhos», é um livro aberto e, ao mesmo tempo, uma mãe, presente pelo seu coração e pelo seu olhar afectuoso, que nos ensina a ler os caminhos insondáveis do espírito Santo. Pede a Maria – aconselha-te Isabel (Ct 136) – «que te ensine a adorar a Jesus em profundo recolhimento» (Ct 136).

Hoje, oremos, de vez em quando, unidos a Maria, no céu da nossa alma, apesar das dificuldades e dos sofrimentos pessoais, procurando esquecer-nos delas para ajudar os outros:

Glória e amor a Ti, Pai, com Maria!

Glória e amor a Ti, Senhor Jesus, com Maria!

Glória e amor a Ti, Espírito Santo, com Maria!


Imagem de José Manuel de Laá por Pixabay