
Acerca da obra…
Porque o Profeta Escreveu…
Prefácio
«”Porque o Profeta Escreveu é uma obra de concerto, de carácter religioso, que se destina a ser interpretada na íntegra (preferencialmente), fora do acto litúrgico. Pertence ao género da oratória, sendo mais propriamente uma oratória de Natal, e conta a história do nascimento de Jesus (o Messias), desde a aparição do Anjo Gabriel a Maria (Sua mãe).
A obra está dividida em cinco grandes partes: Abertura; A Anunciação do Anjo a Maria; O Nascimento de Jesus; Os Anjos Anunciam aos Pastores; Três Homens Sábios Vieram do Oriente.
Relativamente à estrutura interna, esta apresenta-se como uma sucessão de pequenas peças de estrutura simples e clara com a melodia muito bem definida, destinando-se as partes de voz a ser interpretadas por crianças, quer as partes de coro, quer as partes a solo (personagens). Em 2010 foi adicionada uma harmonização para coro misto.
No sentido de tornar mais rico o conteúdo musical em si, procurei reunir neste trabalho características harmónicas e melódicas típicas da música erudita, mas dentro de um contexto ligeiro-popular. Desta forma, se evita a “infantilização” das peças, ao mesmo tempo que se cria a ideia de simplicidade auditiva e fácil compreensão por parte não só das crianças que interpretem esta oratória, mas também do próprio público.
Apesar da obra “Porque o Profeta Escreveu…” ser definida como oratória, esta reveste-se de características visivelmente operáticas, compondo-se de pequenas árias (para solista – personagem), coros e recitativos. É neste sentido que se deve compreender a possível encenação da obra. Apesar do género da oratória não incluir encenação (característica fundamental que a distingue da ópera) “Porque o Profeta Escreveu…” presta-se à dramatização (dada a sua estrutura) o que de certo enriquece a apresentação. È neste sentido que costumo afirmar, mais que uma Oratória, “Porque o Profeta escreveu…” é aquilo a que gosto de chamar Oratória Cénica, na qual música e drama se unificam para a construção de uma obra de arte total.»
Miguel Rodrigues