A Comissão Diocesana da Cultura | Aveiro recomenda este livro de Luís Vasconcelos, um autor que ‘vê’ para além do que os olhos permitiriam…
Luís Vasconcelos, Começar de novo, Lisboa, Editora Infinita, 2023.
(Página do autor, Luís Vasconcelos)
O autor a dizer-se…
Chamo-me Luís Vasconcelos. Tenho 56 anos e sou natural de Viseu, uma cidade histórica no interior de Portugal.
Fiquei cego há cerca duma dúzia de anos atrás.
Descobri então a paixão pela escrita como forma de expressar sentimentos e emoções, bem como expulsar certos demónios que me inquietam.
Neste livro narro histórias reais, vivências, experiências, reflexões acerca da minha interação com o mundo que me rodeia nem sempre pacifica.
Desafios de resiliência e superação que a vida me tem proposto, deixando-me sem escolha a não ser lutar.
Talvez as minhas partilhas possam ser inspiradoras para alguns de vós.
Afinal somos todos mais próximos do que nem sempre logramos reconhecer.
Uma só raça, a humana, multifacetada em várias línguas, cores, culturas, ideologias, mas unida num mesmo propósito: resistir sempre a tudo e todos que nos tentam fazer crer que somos presente sem futuro,, cinzas de sonhos ardidos, cadáveres vivos assombrados por uma alma perdida da rota da fé, da esperança e do amor.
Luís Vasconcelos
O livro, apresentado pelo autor…
Se já passou pela traumática experiência de perder os que mais ama duma forma trágica e brusca, então vai rever-se na minha história de vida!
Se foi alguma vez vítima dum bullying deplorável e covarde, então vai perceber o que senti!
Se quer saber como é aprender a viver num mundo da cegueira depois de quase toda uma vida passada a ver o mundo, entre nas páginas do meu livro!
Se já mergulhou numa depressão profunda, perdendo por completo a alegria e vontade de viver, sentindo-se sem chão e sem rumo na vida, eu também estive lá!
Se já se sentiu vazio, só, sem porto de abrigo, desamparado, nada lhe parecendo fazer sentido, eu sei como isso é, senti-o na pele!
Se já sofreu um ataque de pânico, a horrível sensação de estar à beira dum abismo, irremediavelmente perdido, e sentiu o sinistro ARREPIO da Morte, acredite, sei como é!
Se padece dum transtorno obsessivo compulsivo vive ou viveu enclausurado numa prisão de fobias, superstições, vícios, comportamentos obsessivos e rituais doentios, bem-vindo porque esse tem sido o estranho mundo em que tenho vivido há anos!
Se já foi tão obcecado pelo seu corpo inteiramente dominado por hábitos anoréticos ao ponto de ser internado num hospital com trinta e poucos Kgs de peso, uma temperatura corporal inferior a 23 graus inconsciente, desnutrido, desidratado, hipotérmico, quase um cadáver vivo, sabe bem do que falo. Se sobreviveu, voltar a repetir é suicídio, entrar numa viagem sem regresso!
Se quer saber como se vive num manicómio a que pomposamente designam de “hospital psiquiátrico”, eu sei, já passei por lá!
Se quer saber como se vive num cemitério de gente viva a que pomposamente designam de “Lar de idosos”, eu sei, vivi num!
Como consegui dar a volta à vida sempre que esta me deu a volta a mim?
A resposta está neste livro que escrevi pensando em si, caro leitor!
Dê-me um pouco de tempo e espaço na sua vida, permitindo que partilhe um pouco da minha através destas páginas que escrevi.
Boa leitura!