Dom. Dez 5th, 2021

Georgino Rocha (texto)

António Bracons (Foto) fasciniodafotografia.wordpress.com                   

As relações humanas na Igreja têm uma originalidade única que não anula a riqueza das outras formas, mas lhes abre um horizonte novo e constitui uma realidade de excelência, qualitativamente original. São fruto da novidade que Jesus Cristo introduz na bondade bela da criação saída das mãos do Criador e ferida pelo homem/mulher pecador.

A missão de Jesus traduz em atitudes e sinais esta novidade: faz-se próximo, pratica a solidariedade, restabelece laços, valoriza capacidades e outros recursos, integra marginalizados, apela à cooperação de todos, perdoa sem condições e sana feridas, vive um amor de doação incondicional e lega a sua missão aos apóstolos/discípulos. Ide e curai. Fazei isto em minha memória. Anunciai o perdão misericordioso…

A originalidade das relações entre os membros da comunidade eclesial nasce do baptismo, robustece-se na unção do crisma e alimenta-se na celebração da eucaristia. O Espírito Santo é o seu agente principal, deixando a iniciativa à Igreja e aos seus responsáveis. Que grande responsabilidade!

Fruto da comunhão sacramental, nasce um estilo de vida peculiar marcado pela consciência missionária e expresso nas diversas formas de participação: espontânea e organizada.

O Papa Francisco, na sequência do Sínodo dedicado à nova evangelização, apresenta a Exortação Apostólica “ A Alegria do Evangelho” em que desenvolve esta consciência e indica oportunas vias de conversão pastoral. Também as dioceses têm procurado ir criando e fazendo funcionar órgãos de participação responsável. Os passos dados deixam prever um futuro promissor na realização da missão ao serviço da humanização integral da sociedade. Mas falta muito caminho a percorrer.

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