A localização enquadra-se numa área de planalto no centro do acampamento, rodeada por um ambiente rural, oferecendo «uma extraordinária visão panorâmica, que também impulsionou o design do edifício», refere a nota de apresentação do projeto.
Orientada de Este para Oeste, a capela «permite que o nascer do sol ilumine o seu espaço interior, e o pôr-do-sol preencha o local com uma imensidão de cores, tons e ambientes, que despertam o olhar e sustentam o arranjo arquitetónico. No outono e no inverno, a luz enfatiza a tranquilidade do lugar e a simbiose sem adornos entre a construção e a paisagem».
«A capela foi pensada como uma grande tenda, com portas abertas para todos, em todo o tempo: um constante ponto de boas-vindas para abrigo, contemplação e introspeção», privilegiando «o espírito escutista e cristão de comunhão com a natureza», explicam os arquitetos.
Os projetistas salientam que «a água atravessa todo o espaço da capela, num trilho que se desenvolve em direção ao altar – o lugar central de todo o espaço celebrativo cristão -, e depois para a paisagem, direcionando o utilizador para a cruz, que fica do lado de fora da capela, no mesmo alinhamento».
Os Prémios Internacionais de Arquitetura, que nesta edição contaram com candidaturas de projetos elaborados entre 2016 e 2019 em 41 países, visam «honrar os melhores e mais significativos edifícios novos, a arquitetura paisagística e projetos de planeamento concebidos e/ou construídos em torno dos principais arquitetos, arquitetos paisagistas e planeadores urbanos».
Além da capela de Nossa Senhora de Fátima, foi distinguida a igreja anglicana de Luoyuan (China), o templo Golden Pagoda (Singapura), The Spiritual Healing House (Coreia do Sul) e Hasshoden – Charnel House In Ryusenji Temple (Japão).
Fonte: International Arquitecture Awards
Imagem: João Morgado | D.R.