O quê: Peça de teatro ‘Fracassos da corte’ [Obra de Giovanni Maria Muti – Tradução do Pe. Franclim Pacheco]

Quando: 15 de março de 2024 [21.00h.]

Onde: Cineteatro de Estarreja

Companhia de Teatro: Start-Teatro

Organização: Comissão dos 600 anos da Catedral de Aveiro [Parceria com Câmara Municipal de Estarreja]

 


Fracassos da Corte

No Jubileu dos 600 anos da primeira pedra da Catedral de Aveiro, a companhia Start-Teatro leva à cena “Fracassos da Corte”, uma peça de 1682 sobre Santa Joana. Será uma só sessão, no próximo dia 15 de março, pelas 21h00, no Cinte-Teatro de Estarreja.

O espetáculo tem entrada gratuita e contamos com o esforço de todos para que a sala se componha para este momento cultural e histórico. É um momento único, pois é apenas a segunda vez que a peça será exibida desde que o original [em toscano antigo] foi descoberto pelo diretor do Museu de Aveiro. Traduzida, a pedido da Comissão Diocesana da Cultura|Aveiro, pelo saudoso Padre Franclim, foi editada pela ‘Tempo Novo’ e levada à cena, pela primeira vez, no Auditório do Seminário de Aveiro, em 2017, um evento histórico que, agora, se repete.

Sinopse:

Este espetáculo conta a história da Princesa Joana de Portugal, herdeira do trono, que desafiou as expectativas da Corte e do povo ao escolher a vida religiosa em vez do casamento com o Delfim de França.

Senhora de grande fortuna e beleza, Joana preferia cilícios e penitências a ornatos e jóias. A sua profunda devoção levou-a a renunciar ao poder e à riqueza para seguir a sua vocação. O seu irmão, o Príncipe D. João, com 15 anos mas de frágil saúde, e as constantes viagens a África de seu pai, o Rei D. Afonso V, obrigavam Joana a estar disponível para assumir a sucessão.

Numa tentativa de a cortejar, o Delfim da França veste-se de mulher e, disfarçado de Camila, procura impedir Joana de seguir a vida de religiosa e aceder a casar-se. Mas a sua fé inabalável impede-a de ceder.

Em 1471, entre intrigas e conflitos, Joana renuncia à regência do reino e segue o seu destino, entrando no Mosteiro de Aveiro. Assistimos, assim, a uma “Corte que fracassa”, uma vez que não consegue cativar a Princesa, nem sobrepor-se aos desígnios divinos.

Entre princesas e reis, bobos e pretendentes, cortesãs e confidentes, “Fracassos da Corte” é uma história inspiradora sobre fé, coragem e a busca pela felicidade.

Sobre o autor:

Giovanni Maria Muti foi um frade dominicano e dramaturgo italiano. Nasceu em 1649, em Milão, e faleceu em 1727, em Roma. Escreveu diversas peças de teatro, principalmente sobre temas religiosos. “Fracassos da Corte” é considerada a sua obra mais importante. Embora originalmente escrita em toscano antigo, em 1682, “Fracassos da Corte” ganhou tradução para o português apenas em 2017. A peça destaca-se como um marco histórico, oferecendo um olhar singular sobre a religiosidade e os conflitos sociais da época.