1. Introdução

A conversão pastoral das pessoas e das comunidades é o primeiro dos desafios que o nosso programa pastoral nos propõe. A conversão pastoral aprende-se e pratica-se no dia a dia da vida do Povo de Deus em geral e das nossas comunidades e seus membros em concreto. Não há conversão sem a proximidade de Deus.

O Advento é o tempo para nos lembrarmos da proximidade de Deus, que desceu até nós. O primeiro passo da fé é dizer ao Senhor que precisamos Dele, da sua proximidade. E a primeira mensagem do Advento e do Ano Litúrgico é também reconhecer Deus próximo. Por isso não cessamos de rezar: «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 20).

O Advento é o tempo em que os fiéis e as comunidades se preparam para a solenidade do Natal, isto é, para acolheram a Palavra que se faz vida em Jesus de Nazaré: «e o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco.» (Jo 1, 14).

Este ano o Advento acontece numa altura em que iniciamos o processo pelo qual se pretende alcançar uma Igreja mais sinodal, uma Igreja que, ao anunciar o Evangelho, sabe caminhar em conjunto. Por isso o povo de Deus é interpelado a caminhar em conjunto. Como recordava o papa Francisco ao instituir o Domingo da Palavra de Deus, «a Bíblia é o livro do povo do Senhor que, escutando-a, passa da dispersão e divisão à unidade. A Palavra de Deus une os crentes e faz deles um só povo.» (AI 4)
O Advento, pode dizer-se, é tempo propício para escutar a Palavra para testemunhar a Palavra com coragem e criatividade na força do Espírito Santo.

É ao ritmo da Palavra de Deus, sobretudo do Evangelho de cada domingo, que se propõe esta caminhada que se inicia no primeiro Domingo de Advento (28 de novembro) e que termina na Solenidade da Epifania do Senhor. Por opção não se considera a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus uma vez que acontece imediatamente antes da Epifania.

Esta proposta é para o todo das comunidades, havendo propostas concretas para as crianças e adolescentes dos grupos de catequese.


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