Notícia e foto recolhidas da Agência Ecclesia

Ação ambiental realizou-se no Ecoparque Empresarial de Estarreja, «num terreno onde a poluição ocorre todos os dias»

O Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil de Aveiro (DPJA) organizou, no passado sábado, a iniciativa “Give Back Jubileu” (Devolver Jubileu), que reuniu jovens para a plantação de 200 árvores no Ecoparque Empresarial de Estarreja.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o diretor do DPJA explica que a ação ambiental, inicialmente prevista para outubro de 2025, “advém de um desafio do departamento nacional” para que fosse possível compensar a pegada ecológica das viagens dos jovens portugueses que participaram no Jubileu, de 28 de julho a 3 de agosto de 2025.

Com o apoio da Câmara Municipal de Estarreja, que ofereceu os técnicos e também as espécies, “conseguiu-se plantar 200 árvores num terreno onde a poluição ocorre todos os dias, por ser uma zona industrial”, referiu Tiago Santos.

O responsável salienta que o mais importante foi o envolvimento dos “jovens que viveram o Jubileu” para que pudessem “estar juntos”, já que ouviram do Papa “mensagens de esperança e mensagens para um mundo melhor”.

Tiago Santos considera que os participantes contribuíram para esse objetivo “através da ecologia integral” e, acima de tudo, “através das suas próprias mãos e do seu próprio trabalho”.

Um dos integrantes da atividade foi Gustavo Abrantes, da paróquia de Aguada de Cima, que destaca o impacto ambiental da ação, uma vez que o “projeto tem como objetivo promover os ecossistemas de Estarreja, melhorar o ambiente aéreo e aumentar o oxigénio” daquela zona.

É “crucial ter um ambiente saudável e agradável”, assinalou.

O jovem destaca ainda a resposta que a iniciativa pretende ser ao “gasto elevado de gasóleo nas viagens e deslocações ao Jubileu”, acreditando que a plantação das árvores ajudará a “compensar a poluição feita”.

O biólogo e técnico da Câmara Municipal de Estarreja Rafael Marques defende que “esta floresta ajudará a mitigar, logo no local, os efeitos que uma zona industrial tem em termos de poluição”.

Segundo explica, foram plantadas espécies autóctones “como o carvalho e o sobreiro” e em termos de arbustos foram plantados “pilriteiro e o medronheiro, que também ajudam a fornecer frutos para a fauna local que existe na zona florestal contígua ao Ecoparque”.

Rafael Marques realçou a vertente pedagógica da ação, dando conta que “um dos objetivos que foi traçado nas plantações” daquele lugar era que se realizassem com voluntários, para que haja “sensibilização ambiental”.

Além disso, o técnico indica que a experiência é nova para a maioria dos jovens e que com a plantação das árvores “ficam a aprender mais um pouco sobre o que é uma floresta, que espécies existem” e o que elas também contribuem para a “saúde” e “bem-estar”.

“Todos os jovens que participaram foram muito ativos e nenhum deles foi relutante a pegar na enxada ou pôr as mãos na terra”, descreve.

O diretor do DPJA manifesta o desejo de que “mais iniciativas destas se concretizem”, já que os jovens “seguem assim o propósito de quem foi ao Jubileu: tornar o mundo melhor e ser peregrinos de esperança – esperança que o nosso mundo seja um mundo de boas árvores, de boas ações e, acima de tudo, de paz e de amor pelos outros”.

Com esta ação, o Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil de Aveiro diz reforçar “o compromisso com a ecologia integral” e demonstrar que a vivência da experiência jubilar “não termina na peregrinação, mas continua em gestos concretos que deixam marca na comunidade e no território”.

LJ/OC