Sinais | Leitura de ‘sinais’ inquietantes | Rubrica promovida em parceria com o Correio do Vouga
Ler é um antídoto contra o fechamento mental
António Jorge Pires Ferreira
“O livro é uma ocasião para pensar. Na era digital, a materialidade do livro remete-nos para o papel do pensamento, da reflexão e do estudo. Ler significa alimentar a mente, ajuda a cultivar um sentido crítico consciente e formado, a proteger-se de fundamentalismos e atalhos ideológicos. Por isso, exorto todos a ler livros, como antídoto contra o fechamento mental, que se reflete em atitudes rígidas e em visões redutoras da realidade”. As linhas acima poderiam ter sido proferidas ou escritas por alguém do Plano Nacional de Leitura. Ou por um político preocupado com os populismos, que se propagam pelo digital como o fogo em palha seca. Mas não. Quem as disse foi o Papa Leão XIV, no encontro com os membros da Livraria Editora Vaticana, no dia 7 de maio. E disse ainda: “O livro constitui uma ocasião de encontro. Quando temos um livro nas mãos, encontramos idealmente o seu autor. Mas, ao mesmo tempo, encontramos quem o leu antes de nós, quem o lê naquele instante, quem o lerá. E surgem cada vez mais ocasiões em que escritores e leitores se reúnem para conversar, para se ouvir. O Papa Francisco ensinou-nos a praticar a cultura do encontro: o livro é uma ponte para os outros, é um motivo de diálogo que nos enriquece, um estímulo para dilatar o nosso ponto de vista”. Mais livros, menos ecrãs. Leiamos mais, então.
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Veja, por exemplo, o que se sugere, nesta rubrica: https://diocese-aveiro.pt/cultura/category/olhares-ii/sabes-leitor-que-estamos-ambos-na-mesma-pagina/
e nestroutra: https://diocese-aveiro.pt/cultura/category/acontece/programa-diocesano-de-livros-e-leituras/]