(Uma parceria com o Correio do Vouga)
Cardoso Ferreira
Em cada uma das duas torres da Igreja Matriz de Rio Tinto, também designada por Igreja Paroquial de Rio Tinto e Igreja de São Cristóvão, encontram-se dois painéis de azulejos executados na aveirense “D’Arte”, datados de 2006, assinados pelo artista aveirense Rui Campos.
Na fachada lateral torre do lado direito, sob o painel dedicado a Santa Mafalda, da autoria de Rui Campos, surge um outro, da autoria do também aveirense Francisco Cunha, com a inscrição: “SANTA MAFALDA, FILHA DE D. SANCHO I, REI DE PORTUGAL, FALECIDA NO ANTIGO CONVENTO DAS RELIGIOSAS DA ORDEM DE S. BENTO DE RIO TINTO, NO DIA 1 DE MAIO DE 1256”.
O painel existente na fachada principal desta mesma torre representa Santa António de Lisboa.
Na torre que se ergue no lado oposto da fachada da igreja, encontram-se os painéis alusivos a D. Nuno Alvares Pereira “Guerreiro e Santo Portuguez”, e Nossa Senhora do Rosário de Fátima, respetivamente na lateral e na parte frontal.
Para além destes painéis, e anteriores a estes, no corpo central da fachada do templo já existiam mais dois, um dedicado a “S. Cristovam, Padroeiro de Rio Tinto”, e outro a “S. Bento que se Venera em Rio Tinto”. No triângulo de encima a fachada existe um outro painel ao Cordeiro de Deus.
O atual templo de Rio Tinto, no concelho de Gondomar, com a invocação de São Cristóvão, padroeiro da cidade, foi iniciado em 1768, no local onde existiu outro, mais antigo, associado ao antigo Mosteiro de São Cristóvão de Rio Tinto, de freiras beneditinas, extinto em 1535, e onde faleceu Santa Mafalda, que se encontra sepultada na igreja do Mosteiro de Arouca.
Rui Campos e Francisco Pereira
Rui Campos nasceu no lugar de Silveiro, em Oliveira do Bairro, no ano de 1958. Como pintor de azulejos, iniciou a sua carreira na Fábrica Aleluia, onde trabalhou durante 10 anos. Foi monitor no CENCAL – Centro de Formação Profissional das Caldas da Rainha, professor de pintura na Escola Profissional de Pombal, e monitor de azulejaria no Centro de Arte e Cultura de Aveiro (ACAV).
Foi um dos pintores de azulejaria na “D’Arte”, tendo atualmente um atelier próprio. Das suas obras mais emblemáticas, destaca-se o conjunto de painéis que recriavam a história de Espinho, que existia nos túneis sob a antiga estação ferroviária e que ligavam as ruas vizinhas, de que ainda restam alguns painéis numa das antigas entradas.
Francisco Cunha é um pintor de azulejos, também especializado em ilustração científica (Universidade de Aveiro), com uma vasta obra de azulejaria, tendo trabalhado em algumas das mais prestigiadas fábricas de azulejaria artística de Aveiro (como a D’Arte, entre outras). Das suas obras destaca-se o conjunto de painéis existentes da capela mor da Igreja Matriz da Moita (Anadia), dedicado a Santiago.



