Qua. Mar 25th, 2026
Notícia e foto recolhidas do Correio do Vouga e Agência Ecclesia

Caminhada pela Vida

Leão XIV apela ao uso de recursos públicos para “acolher a vida nascente”

 

Papa envia mensagem aos participantes na caminhada que decorre no dia 21 de março e rejeita “formas ilusórias de compaixão”, referindo-se à eutanásia e o aborto.

O Papa Leão XIV manifesta “vivo reconhecimento” aos participantes na Caminhada pela Vida, que vai decorrer no dia 21 de março, em várias cidades portuguesas, apela à utilização de recursos públicos para “acolher a vida nascente” e rejeita “formas ilusórias de compaixão”.

“Possam os recursos públicos suportar as famílias portuguesas, apoiando designadamente as mulheres que estão para ser mães e favorecendo a implementação de autênticas políticas de solidariedade, que aproximem os cidadãos dos mais necessitados, dos marginalizados, dos sós e dos migrantes, nos quais brilha o rosto de Cristo”, afirma o Papa num documento assinado pelo arcebispo Edgar Peña Parra, substituto de Secretaria de Estado.

Numa mensagem dirigida à presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, o Papa Leão XIV lembra que a família é “a natural guardiã da vida”, apelando à necessidade de “zelar para que lhe não faltem as condições necessárias para acolher a vida nascente e para cuidar, com empenho renovado, daquela que declina”.

“Não servem para o desenvolvimento das nossas sociedades discursos de descarte nem meras declarações de boas intenções nem muito menos formas ilusórias de compaixão, como é o caso da eutanásia e, em última análise, do aborto”.

O Papa sublinha que “são indispensáveis ideias e palavras que desencadeiem ações e gestos de dignificação, para a qual concorre sobremaneira a amizade com Cristo mediante a leitura orante do Evangelho em família”.

Na mensagem para os participantes na Caminhada pela Vida, Leão XIV  saúda os recém-casados que, “acolhendo o amor de Deus e fazendo-o frutificar, espelha a alegria do Casamento e da paternidade”.

O Papa desafia os jovens que participam na Caminhada pela Vida a “deixarem-se fascinar pela beleza da vocação do Matrimónio e à transmissão da vida como um excelente modo de vencer as inúmeras dificuldades que marcam o caminho da juventude”.

A caminhada pela Vida surgiu em 1998, por ocasião do primeiro referendo do aborto, depois de manifestações, entre a Basílica da Estrela e S. Bento, em fevereiro de 1997 e 1998, promovidas pelos Juntos pela Vida, aquando dos debates parlamentares sobre o aborto a pedido.

Em 2012, a Federação Portuguesa pela Vida tomou a decisão de realizar anualmente uma Caminhada pela Vida, que este ano vai decorrer no dia 21 de março, sábado, e em 12 cidades portuguesas: Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Coimbra, Faro, Guarda, Lamego, Lisboa, Porto, Setúbal e Viseu.

“O ponto principal a sublinhar sobre as Caminhadas é que se tratou sempre de uma manifestação publica vibrante, congregando pessoas e organizações de distintas proveniências, numa pluralidade de expressões políticas e plásticas, fruto e origem de mobilizações populares expressivas, em que sempre foi afirmado sobre todas as circunstâncias o primado da Vida e da Dignidade humanas”, afirma a Federação Portuguesa pela Vida.

 

Ag. Ecclesia