
“Transformação: Das Cinzas à Ressurreição”
Caminhada da Quaresma – 2026
“Transformação: Das Cinzas à Ressurreição”
1. Introdução
O centro da vida cristã e de toda a celebração litúrgica na Igreja é a Páscoa da Ressurreição. Diariamente quando celebramos a Eucaristia, lembramos a Morte e Ressurreição do Senhor, que se faz presente na comunhão e é fonte de vida para a comunidade cristã. Sendo o Mistério Pascal a centralidade da nossa vivência cristã, a anteceder-lhe devemos ter um tempo dedicado à sua preparação a que chamamos Quaresma.
A vida do cristão deverá ser uma Quaresma duradoura, centrada na permanente conversão ao Evangelho, por meio da escuta e do confronto com a Palavra, da celebração dos Sacramentos e do apelo ao testemunho de uma caridade efetiva. Naturalmente tudo se intensifica ao longo das cinco semanas da Quaresma.
A Quaresma, este ano apoiada na proposta de leituras do Ano A, proporcionará uma maior preparação dos catecúmenos para o Batismo e dos fiéis para a renovação das promessas batismais na Vigília Pascal, através de uma maior vivência mistagógica e não apenas de ensinamentos morais.
Tal como destacado na Carta Pastoral “Deus caminha connosco”, somos convidados a fazer “um caminho de encontro com Cristo Ressuscitado que nos desafia, como seus discípulos missionários, a testemunhar com entusiasmo o encontro com Ele e a reconhecê-lo no partir do Pão (CP, pg.11). Somos, ainda, chamados a caminhar juntos, em estilo sinodal, construindo comunidades pastorais vivas, fraternas e missionárias.
Pelo que a caminhada espiritual proposta utiliza a metáfora da Abelha — símbolo cristão de laboriosidade, diligência e vida comunitária — para que ao percorrer o caminho bíblico até a Páscoa não nos esqueçamos da permanente procura por Deus, nosso Salvador.
Que cada um no seu coração, de uma forma abnegada (como as abelhas que dão a vida pela colmeia), neste tempo de Quaresma, procure aproximar-se verdadeiramente de Cristo Ressuscitado, como nos refere S. Marcos, e é sublinhado na Carta Pastoral, “não somos apenas chamados a seguir Jesus no seu agir, no seu estilo de vida, no seu ministério, mas a tomar a cruz e segui-lO” (CP, pg. 17). Para que tal seja possível temos de nos colocar a caminho, pois só aquele que caminha está salvo. Aquele que não caminha, confirma-se no pecado e não reconhece humildemente a realidade da força de Cristo que transforma a fraqueza em força, como nos diz S. Paulo “quando sou fraco, então é que sou forte” (2Cor12,10).
Vamos, pois desinstalar-nos e ser caminho no Caminho, onde arde nos corações dos fiéis o Lume Novo, a Páscoa de Jesus, para vivermos “exultantes de alegria” (Salmo 126,3) (CP, pg14).
2. Objetivos
– Favorecer um caminho espiritual que desperte para uma fé mais profunda, orante e aberta ao Espírito Santo;
– Promover atitudes de escuta, diálogo e unidade que favorecem a construção de uma vida comunitária:
– Incentivar gestos missionários concretos, pessoais e comunitários, que levem o Evangelho às casas e aos caminhos das pessoas;
– Agregar a comunidade na celebração da Páscoa como tempo de envio e compromisso.
3. Elementos para Implementação
> Na Igreja
Criar um espaço que permita uma construção em degraus em torno de algo onde se possa fixar uma cruz. Em cada dia celebrativo, um membro da comunidade desloca uma pequena abelha no “caminho” e coloca sobre o degrau o objeto-símbolo dessa semana. Poderá ainda ser colocada a palavra-chave da semana (por exemplo, Oração, Jejum, Caridade). Cada paróquia poderá optar só pelo objeto-símbolo ou associá-lo à palavra-chave.
Além de uma ação semanal a realizar pela comunidade é, também, proposta uma pequena ação semanal individual que nos poderá ajudar a melhor fazer a Caminhada da Quaresma. Esta ação semanal individual deverá ser distribuída no final da Eucaristia, numa pequena folha, ou inserido na folha paroquial de informação (não esquecer as plataformas digitais).
> Na catequese
Na 4.º feira de cinzas e em cada domingo são sugeridos desafios/ações que podem ser realizadas nas catequeses DF2 / IVC / AM e DM;
Em alguns domingos será apresentada uma proposta de oração,a realizar em catequese, que permitirá sensibilizar crianças/ adolescentes a rezar pelos vários povos, propostas pelo SDAM.
> Em família
No local de oração da família deverão adicionar-se os objetos–símbolos quando realizarem a oração familiar em cada dia celebrativo (as cinzas, por exemplo, poderão ser trazidas da eucaristia de Quarta-feira de Cinzas na paróquia).
4. Materiais
– texto com cronograma detalhado e oração missionária