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Taizé 2026: jovens de Aveiro “com o coração aberto”

Taizé 2026: jovens de Aveiro “com o coração aberto”

Alunos do AgeÍlhavo e de várias escolas da Diocese de Aveiro viveram, na semana de Carnaval, uma peregrinação de oração, serviço e fraternidade na comunidade ecuménica de Taizé, em França, juntando-se a cerca de 1500 portugueses num total de quase 1800 jovens de vários países.

Taizé voltou a ser, em 2026, um lugar de encontro e de descoberta para os cerca de 370 peregrinos da Diocese de Aveiro, entre os quais um grupo do AgeÍlhavo, que se juntaram a jovens de diferentes países para uma semana marcada pela oração, pelo silêncio, pelo trabalho em comum e pela alegria partilhada. Para muitos, como Matilde, aluna do Agrupamento de Escolas de Ílhavo, esta peregrinação significou “um encontro com os outros, com Deus e comigo mesma”, num “local de comunidade onde nós podemos estar nós mesmos, conhecer pessoas diferentes e sentir a união de todos”.

Em Taizé, o quotidiano faz-se de pequenos gestos que se tornam serviço: preparar o pequeno-almoço, servir o chá, limpar as casas de banho ou arrumar as salas. “Percebi que todos os trabalhos são importantes, mesmo os menos agradáveis — no fim, tudo fica pronto porque cada um faz a sua parte”, partilha Matilde, sublinhando um estilo de vida em que ninguém é dispensável e cada tarefa ajuda a construir fraternidade. No mesmo espírito, um dos jovens descreve o grupo como “um conjunto de pérolas”, onde cada pessoa é única e necessária.

A oração, feita de cânticos meditativos e de longos momentos de silêncio, marcou de forma especial os participantes. Matilde conta que fez “um voto de silêncio” e descobriu que “é a parte mais bonita das orações. Faz muito bem à cabeça e ao coração”. Outro testemunho resume a força desta experiência numa frase que muitos repetem ao regressar: “Taizé não se explica, sente-se.”

Os pequenos grupos de reflexão bíblica, que reúnem jovens de vários países, culturas e tradições cristãs, transformaram-se em verdadeira família. “Estávamos sempre juntos — nas orações, a tocar guitarra e flauta, a jogar ou a conversar. Senti-me muito unida com eles, e são pessoas que quero levar comigo na vida”, recorda Matilde. Alexandre agradece dizendo que “cada um teve grande importância” na sua experiência; Rodrigo afirma que “no final, não são as coisas que nos tocam, são as pessoas. Nós fazemos Taizé”; Catarina fala de “gratidão”, Beatriz confessa que se sentiu “acolhida, escutada e muito feliz”, e Bruno resume: “Somos as pérolas de Taizé.”

Para o professor Filipe Tavares, responsável por um dos grupos, a peregrinação mostrou um caminho de maturidade na fé: “A vossa participação foi cheia de perguntas, escuta e respeito: assim se constrói um caminho de fé adulta. Vocês mostraram que Taizé não é apenas um lugar, é um estilo de vida feito de simplicidade, oração, serviço e fraternidade.”

Fundada em 1940 pelo irmão Roger, a comunidade de Taizé reúne hoje irmãos de diferentes confissões cristãs, que vivem de forma simples e acolhem, semana após semana, milhares de jovens de todo o mundo. Para os grupos de Aveiro, Taizé 2026 foi “um tempo de reencontro com o essencial, um sopro de paz e comunhão onde cada jovem se descobriu parte de algo maior”, levando para casa “a beleza do silêncio, a alegria da partilha e a certeza de que Deus faz novas todas as coisas”. Muitos regressam com o coração “desbloqueado” e um desejo comum: “Obrigado a todos os que fizeram desta viagem uma verdadeira peregrinação de fé e amizade. Até breve, Taizé!”

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