Autor: Mons. João Gaspar
SANTA JOANA PRINCESA, TORNADA AVEIRENSE EM SUA LIVRE ESCOLHA E DEVOÇÃO, NÃO ESQUECERÁ QUEM A RECORDA
Não foi temeridade da minha par¬te; anui num sentido de autêntico serviço e de sincera devoção. Servi¬ço à comunidade dos cristãos avei¬renses que, aqui e hoje, lembram e veneram a celeste Padroeira; de¬voção humilde e fraterna para com aquela que eu, desde há muito, considero como singular irmã e espe¬cial amiga e protetora.
Não vou fazer uma biografia; em traços rápidos e desarticulados, apenas focarei o grande ideal que norteou a vida da Princesa — vida que, apesar de breve, ainda para nós continua a refulgir em luz de santidade e de amor a Deus e ao próximo.
Como refere a cronista do Mosteiro de Jesus, contemporânea de Santa Joana, com quem viveu no convento e a cuja morte assistiu, crescia nesta excelente Infanta e singular Princesa um grande fervor e um divino amor ao Reino e à Glória eterna; porque o seu feitio e formação não se coadunassem com o Reino terreno de que tinha todo o prazer e abastança, de riquezas e deleites segundo convinha a seu real estado e de el-rei seu pai, desde novita mais lhe apetecia dedicar-se à reflexão espiritual. Evitava toda a ociosidade em ver ouvir e contar coisas, vãs e supérfluas e ainda no paço; em Lisboa ocupava na oração certas horas do dia encerrada no oratório particular onde ninguém entrava. Ali mergulhada na sua consciência, qual santuário em que se encontrava consigo e com Deus, admirava e contemplava espiritualmente as maravilhas do Amor Eterno e, quanto mais admirava e melhor contemplava, mais livre se sentia, porque a liberdade de Deus era a sua liberdade.
D. Afonso V, seu pai, ficara viú¬vo em idade moça e apenas com os dois filhos, a quem dedicava um amor sem igual — ela e o Príncipe D. João; por isso, ia ele muitas ve-zes ao paço de D. Joana. As suas distracções eram com a filha, co¬mo antes foram com a rainha D. Isabel. E, nessas alegres festas e frequentes serões, D. Joana apare¬cia elegante nas formas esbeltas e delicadas e nas linhas esguias e pro¬porcionadas do corpo. De quando em quando, dava a mão ao irmão¬zito, ao pai, ao tio D. Fernando ou a outros familiares — e fazia-o com graça e formosura, dançando à ca¬dência rítmica de sons musicais. Ao toque de suaves instrumentos de corda, as danças não iriam, além de alguns passos lentos, que o par dava frente a frente, segurando-se mutuamente por uma das mãos, com mesuras e cumprimentos.
A filha do «Africano» sabia cul¬tivar em si a alegria sã, para a par¬tilhar com os demais; é esta uma forma admirável de caridade. Pode¬ria sofrer interiormente; mas sen-tia-se em paz e procurava ser su¬perior a tudo o que a perturbasse, porque tinha a certeza de que Deus, presente na sua consciência, era a sua imensa alegria.
A Princesa, que ia nos 15 ou 16 anos mas parecia de mais idade não só pela estatura como principalmen¬te pela gravidade senhoril, pela pru¬dência e pelo saber, continuava a aborrecer muito de quanto via e ouvia, para concluir ser efémera a vaidade deste mundo e imensa a glória do outro. Por isso, fora das ocasiões em que o Rei e o Príncipe vinham ter com ela, D. Joana acabou por não permitir que, em sua casa, se fizessem jogos e represen¬tações de farsas; era uma maneira de se libertar das banalidades da vida. E não só; com sabedoria e prudência, orientava e governava as suas damas e donzelas. O ‘Espelho de Cristina’, livro que sua mãe mandara traduzir, servir-lhe-ia de ro¬teiro favorito. Tinha razão D. Afon¬so V para se rever na filha; desva¬necido com os elogios que dela se faziam, decidira efetivamente entregar-lhe as joias e os adornos que haviam pertencido à rainha D. Isabel e conceder-lhe ampla autoridade no governo do paço de S. Cristóvão.
Na esperança de que, por sua filha, o Reino fosse mais exaltado, prosperasse pacificamente e vivesse em concórdia com as outras nações, o monarca expunha-lhe frequentemente projetos de casamento, por¬que reis e príncipes a demandavam para si e para os seus reinos. As alianças com Portugal eram dispu¬tadas, numa época em que o nosso País adquirira prestígio e fama; des¬de o tempo de D. João I que a gesta marítima e africana atraía a atenção dos outros povos. Que ad¬mira, pois, que as princesas de Portugal fossem preferidas? Como es¬tamos longe desse tempo — e ainda bem! — Em que os pais e os fami¬liares planeavam os casamentos, desde o nascimento das crianças, e em que se realizavam os esponsais na mais tenra infância!…
Delicadamente D. Joana retor¬quia ao pai sentir desgosto em ou¬vir falar desse assunto, pois o que sobre tudo pretendia era servir e oferecer-se ao Rei e Senhor que, mais do que ninguém, desejava e amava. Na Princesa, o amor con¬sagrava-se a um ideal superior, bem vivo, que era Cristo — esse Cristo que, nascendo da Virgem Maria, se tornou verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado. E, quando alguém se en¬tusiasma por este ideal, é-lhe de¬certo exigido, por íntima autode-terminação, o afastamento de mui¬tas coisas, mesmo legítimas, mas nunca a renúncia ao amor, o qual será ainda mais puro em dedicação total. As páginas secretas da vida de muitos homens e de muitas mu¬lheres, que nesta linha sublimaram o amor, são o que há de mais reful¬gente na sua história particular; te¬mos em D. Joana um magnífico exemplo.
Concretizando no dia-a-dia aque¬le desejo e aquele amor, a filha do «Africano» repetia e alongava os tempos de oração e dava-se ocul¬tamente a disciplinas. Aprendeu mesmo a rezar o ofício divino das horas canónicas, industriada por Frei Álvaro Gonçalves, seu capelão, homem de muita prudência e de grande espiritualidade. E tanto se deixava inflamar pelo amor a Deus que, desde os anos moços, derrama¬va lágrimas e suspirava ao ler e meditar a paixão de Cristo, como se presente o visse chagado e padecer. Merecia-lhe especial ternura o pas¬so em que o Senhor, descido da cruz, foi posto no regaço de sua Mãe.
Apoderada de tais sentimentos, a Princesa escolheu para seu emblema — como que a demonstrar o que profundamente vivia — a coroa de espinhos, que fez bordar nos repos¬teiros, pintar nas portas e gravar nas joias.
Em Santa Joana, o amor era verdadeiramente doação, íntima união, fusão total; por isso, ela par¬tilhava dos sofrimentos de Cristo… e tão voluntariamente que mal ava-liamos o requinte do mesmo amor. Informa a biógrafa que, todos os dias; desde a mocidade, sempre des¬tinou uma hora para, de rosto por terra e com lágrimas nos olhos, es¬tar sozinha a reviver as dores de Cristo e a repetir as suas angustio¬sas palavras. Apaixonada por Ele, confessava-se e comungava amiúde. Era efetivamente em Cristo que a Princesa descobria Aquele que lhe trazia a liberdade baseada na ver¬dade. Ela própria estava a dar um admirável testemunho disto mesmo porque, graças a Deus e em Cristo, alcançava a verdadeira liberdade e a manifestava com firmeza volun¬tariosa.
Encontra-se nesta linha a peni¬tência que fazia no meio das facili¬dades do paço, tão secretamente que ninguém suspeitava; e tudo amoro¬samente realizava, oferecendo-o ao Senhor pela conversação dos peca¬dores.
Nas suas reflexões, à sombra do mistério da Cruz, como a Princesa deveria pensar tantas vezes na ins¬tabilidade das grandezas e na in¬constância dos afetos humanos! Recordaria o triste destino do seu tio-avô, o Infante D. Fernando, que caíra do conforto da vida palacia¬na na imundície de uma masmorra onde, coberto de parasitas e de cha¬gas, limpava as cavalariças do rei de Fez. Pensaria em sua avó paterna, a rainha D. Leonor, obrigada a dei¬xai o País onde fora soberana, pa¬ra se acolher sob a caridade dos seus, em Castela, sem marido e sem filhos. Lembraria a avó materna, a duquesa de Coimbra, que, encerra¬da no paço, chorava a morte violen¬ta do marido e o exílio dos filhos. A Princesa compararia tudo isto e saberia avaliar o sofrimento da pró¬pria mãe. Como eram ilusórias as grandezas mundanas e enganadora a felicidade humana!… Como tudo, de repente, se desvanecia!… Em si¬lêncio, refletia… e o seu espírito buscava certezas em Deus — o Amor que ela amava e a Vida que ela vivia.
Afeiçoando-se singularmente a duas senhoras do paço — uma, tal¬vez Mícia de Siqueira, muito devota e recolhida, zelosa do bem e dada a todas as virtudes, e a outra, Bri¬tes Alvares, sua camareira, de gran¬de entender e discrição e em tudo muito avisada — começou a desco¬brir-lhes os íntimos desejos do seu coração e a consultá-las em segredo, sob condição de guardarem sigilo sobre o assunto de tais conversas. Também a um criado, que tinha si¬do da rainha, homem de idade que com ela ficara e vivia, prudente e reservado, e que seu pai lhe dera como principal tesoureiro de toda a sua fazenda e jóias, ela o tomou e fez seu tesoureiro nas coisas es¬pirituais.
Em certa ocasião, D. Joana man¬dou a este criado que procurasse e adquirisse secretamente uma quan¬tidade de áspera estamenha e a con¬fiasse a uma daquelas mulheres. A estas ordenara a Princesa que, sem perda de tempo, fizessem umas ca¬misas com aquela grosseira e tortu¬rante lã, para as usar, como peni¬tência, por baixo dos amplos e ri¬cos vestidos, lavrados a ouro e seda; sendo elas bem cingidas ao corpo e de mangas curtas, ninguém as per¬ceberia. Além disso, jovem elegante, embelezada com belos colares e firmais de muita pedraria, atormen¬tava-se voluntariamente com mor¬dentes cilícios, que levava com sa¬crifício e amor.
Era assim um dos aspetos da ascese cristã desses recuados tem¬pos. Não se pretende sequer fazer um juízo sobre tal modo de proce¬der; até seria erro se hoje, com a formação e as coordenadas da nos¬sa época, se julgassem costumes dos séculos passados. Cada geração tem a sua mentalidade e os seus hábitos próprios, e estes são a manifestação concreta, mais ou menos perfeita, das consciências e da vida de fé em Deus e de relação dos povos e das pessoas. Atualmente a prática será outra; oxalá ela testemunhe veri¬dicamente o mesmo cristianismo em¬polgante e sincero, O que Santa Joana fazia, porque repetido por diversas formas, significava efetiva¬mente a manifestação do íntimo de uma pessoa, possuída de um grande ideal, que desejava sofrer com Cristo.
Decerto.., possuída de um gran¬de ideal!… Mas não havia maneira de, em definitivo, o concretizar… Crescia na vida, continuando firme na vontade de se realizar no claus¬tro… Porém, não via abrir-se-lhe o caminho… Rapariga que em Deus punha a sua esperança — e esta esperança não a iludia, antes a enco¬rajava — rogava-Lhe, com orações, jejuns e vigílias, que lhe concedesse a graça da consecução de um tão almejado fim. Ele chegaria.., mas quando?… O seu oratório particu¬lar, onde sempre tinha acesa uma pequena lamparina, era testemunha de tantas horas, diurnas e noturnas, sem ninguém dar por isso. Mais ainda. Mandou que debaixo da sua câmara, onde havia uns sobrados, se fizesse uma pequena porta e uma escada de alçapão para um deles e ai se pusesse uma cama pobre e simples, dizendo ser para a secretária, porque não queria que perce¬bessem ser para ela; esta cama era muito dura, e por lençóis tinha umas ásperas cobertas de lã. A cro¬nista, que tal relata com minúcia, acrescenta: — «O Senhor Deus to-do-poderoso sabe e é testemunha que tudo isto, que aqui é escrito e dito desta Senhora, sua serva, é ver¬dadeiramente dito».
Dessa forma, todos julgavam que a filha do monarca repousava no aconchego dos seus aposentos e que descansava numa cama gótica com bom colchão e bons cobertores, com uma colcha enriquecida por fios de ouro e com um dossel e seus cortinados a condizer. Porém, não acontecia assim: as horas do sono passava-as num humilde comparti¬mento inferior, de paredes nuas, e sobre uma dura cama.
Todavia, não se pense que San¬ta Joana apenas vivia a espirituali¬dade cristã numa constante mortifi¬cação corporal e em momentos de oração recolhida e secreta. De for¬ma nenhuma. A fé, que celebra as maravilhas do Criador e Pai, ali¬mentando-se da Palavra de Deus, necessariamente conduz, pelo dina¬mismo que lhe é próprio, à prática do amor. Não podendo exercer a caridade diretamente por não lho permitirem as circunstâncias e a mentalidade do tempo, mas expri¬mindo naturalmente a autenticidade da fé, ordenava que se cumprissem as obras de misericórdia, se vestis¬sem os pobres, se visitassem os pre-sos e os doentes e se ajudassem os desamparados, os peregrinos e os estrangeiros. Todos os dias, pro¬curava informar-se junto do criado, atrás referido — a quem confiava os segredos da sua vida e a quem en¬carregara da caridade — a quantos e a quais pessoas distribuíra as es¬molas.
Porque o cristão se mostra nas obras que faz, estas ações da Prin¬cesa eram a melhor expressão do seu ser e do seu pensar. Amava so¬bretudo a Deus, que era o primeiro a amá-la, e procurava cultivar em todas as circunstâncias a vida es¬condida com Cristo em Deus; mas era precisamente desta vivência que dimanava e nela se estimulava o amor do próximo.
Belo modelo de quem serve a Deus, não esquecendo os irmãos ou antes, de quem ama a Deus presente nos pobres e desprotegi¬dos!… Como grande obra de cari¬dade também se pode considerar as atitudes firmes que a Princesa toma¬va para o bom governo do paço. So¬bre todas as coisas trabalhava pela paz e concórdia, não consentindo no paço e mandando castigar asperamente todas as palavras de injú¬rias e malquerenças. Anotando o facto, a cronista assim conclui: — Grande graça e virtude tinha o Se¬nhor Deus posto nas palavras desta Senhora, que os inimigos e malque¬rentes vinham à concórdia e à boa paz.
A semana santa constituía para D. Joana como que um resumo concentrado do programa do seu viver. Em todos os dias guardava recolhido silêncio; desde quarta-fei¬ra não falava mesmo nada e passava o tempo em oração e jejum; na quinta e sexta-feira, só se alimen¬tava a pão e água; na quinta-feira santa, à noite, seguindo o mandato e o exemplo de Cristo, ordenava ao secretário que, sem lhes dizer para onde vinham, lhe trouxesse doze mulheres, as mais estrangeiras, po¬bres e miseráveis, a quem ela, na câmara secreta, de joelhos e por si mesma, lavava os pés e as mãos, os limpava e os beijava; por fim, ves¬tia-as a todas largamente e dava-lhes dinheiro para alimentação e calça¬do. As mulheres, tão carinhosamen¬te tratadas, eram levadas sem sabe¬rem quem tinha sido a benfeitora.
Não era de admirar que, possuída profundamente por um tão sublime e empolgante ideal, recebido da mi¬sericórdia de Deus, a jovem Prin¬cesa seguisse o rumo da consagra¬ção religiosa na Ordem de S. Do¬mingos. Não era de admirar e era de prever. E foi aqui, neste Mos¬teiro de Jesus, que ela viveu desde 1472 até à morte, ocorrida às duas horas da madrugada de 12 de Maio de 1490. Evoquemos os últimos mo¬mentos, vividos na sala do lavor, no primeiro andar desta casa.
A certa altura, a Princesa, ja¬zendo no leito de enferma, fez esforço por se erguer um pouco, le¬vantou os olhos brilhantes, olhou as religiosas em redor de si e fitou o Crucifixo, que o padre confessor empunhava diante dela. Num am¬biente de luz mortiça e no meio da escuridão da noite, era o último clarão de vida, O rosto transforma¬ra-se-lhe, colorindo-se de rosa e retomando a perfeição das antigas fei¬ções, a todas as presentes se afigu¬rava tornar a ver o que ela fora meses atrás. Entretanto, os lábios pareciam rezar levemente.
Quando Frei João Dias — o prior do vizinho convento domini¬cano — invocou os Santos Inocen¬tes na ladainha do Ofício da Ago¬nia, a Princesa deixou cair as mãos que erguia para a Cruz e fechou os olhos — aqueles formosos olhos que, por segundos, haviam recupe¬rado a tonalidade verde — e passou para o Além, com um indelével sor-riso a inundar-lhe a face; fora de¬finitivamente encontrar-se com o Senhor, que sempre amara e por quem tanto sofrera. Contava ape¬nas 38 anos e quatro meses de idade.
Aos olhos do mundo, terá per¬dido a própria vida; mas, sob o pris¬ma da fé, adquiriu aquela verdadeira vida que alcança as profundezas da Eternidade. É que, como S. Paulo, a Princesa sempre considerou todas as coisas efémeras como prejuízo, perante a enorme vantagem de conhecer e de viver Jesus Cristo; por Ele aceitou todos os danos e con¬siderou tudo como lixo. Mas ganhou Cristo e n’Ele se encontrou.
Vendo que D. Joana havia fale¬cido, Frei João Dias interrompeu a ladainha; em modo de comentário, os padres, alçando as mãos ao Céu, exclamaram: — Com os Santos Inocentes se foi.
A finalizar, lembro o derradeiro pedido que a moribunda fez à prio¬resa do Mosteiro: — Madre, rece¬beria em muita caridade e consola¬ção, se a vós e às irmãs aprouver, o meu corpo ser enterrado no coro de baixo e ir vestido neste santo hábito. Sempre desejei naquele local ser a minha cova e morada, para que as minhas irmãs tenham razão, vendo, a se lembrarem de mim; eu o hei de ser delas e desta Casa.
Efetivamente, o artístico túmu¬lo marmóreo leva-nos a recordar a vida e a pessoa de Santa Joana Princesa, tornada aveirense em sua livre escolha e devoção; ela, por sua vez, como celeste protetora e padroeira, não esquecerá quem a recorda. As¬sim o prometeu.
Que este intercâmbio, em quase mútua saudade, faça que nós — ainda peregrinos da Eternidade nes¬ta terra de passagem — vivamos pa¬ra Cristo, morto e ressuscitado por nosso amor. Oxalá que, pela graça de Deus e na realização concreta da nossa vocação específica, sigamos aquele ideal que levou Santa Joana a servir-se das coisas caducas deste mundo para alcançar os bens impe¬recíveis da vida sem fim.
João Gonçalves Gaspar
Setembro/2012