XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano C Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste vigésimo oitavo domingo do Tempo Comum o evangelista São Lucas apresenta a passagem dos leprosos. Este excerto nos leva a refletir sobre a condição física [no sentido que eram portadores de uma doença contagiosa] e espiritual do ser humano porque aqueles homens ao saber que Jesus passava por aquela cidade ousam clamar por Jesus para que os pudesse livrar daquela enfermidade, pois tinham fé que somente Jesus os poderia curar e com enorme confiança suplicam: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós».
XXVII Domingo do Tempo Comum – Ano C Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
O Evangelho deste domingo põe em evidência a importância da fé. Nos versículos anteriores Jesus estava a explicar aos discípulos o sentido do perdão e do amor concreto ao irmão: «se o teu irmão te ofender, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se te ofender sete vezes ao dia e te vier a pedir perdão, perdoa-lhe». É diante deste contexto que os discípulos mostram a sua fragilidade e pequenez ao ponto de pedirem a Jesus: «Senhor, aumenta a nossa fé». Diante, deste pedido Jesus reforça a ideia que basta ter fé semelhante ao grão de mostarda, que sendo uma semente pequena depois torna-se uma grande árvore frondosa. Por último, Jesus reforça que cada um deve estar disponível para o serviço, mas um serviço livre e generoso não como sendo uma obrigação ou imposição, mas como o Senhor Jesus que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida. Por isso, é que Jesus reforça a ideia que depois de termos feito tudo não nos devemos julgar importantes nem superiores aos outros, mas ter consciência que somos servos e que cada um deve fazer aquilo que o Senhor lhe pede.
Tenho consciência de que tenho uma missão a cumprir neste mundo? Já questionei o que é que Deus quer de mim? O que me pede para exercer na minha comunidade concreta, como leitor, como catequista, como coralista, ou como zelador, ou outros serviço que seja capaz de exercer?
A leitura da Profecia de Habacuc, o profeta Habacuc interpela Deus, convoca-o para intervir no mundo e para pôr fim à violência, à injustiça, ao pecado… Deus, em resposta, confirma a sua intenção de actuar no mundo, no sentido de destruir a morte e a opressão; mas dá a entender que só o fará quando for o momento oportuno, de acordo com o seu projecto; ao homem, resta confiar e esperar pacientemente o “tempo de Deus”.
A leitura da Epistola de São Paulo a Timóteo, desafia os discípulos a renovar cada dia o seu compromisso com Jesus Cristo e com o “Reino”. De forma especial, o autor exorta os animadores cristãos a que conduzam com fortaleza, com equilíbrio e com amor as comunidades que lhes foram confiadas e a que defendam sempre a verdade do Evangelho.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, lança o convite aos discípulos a aderir, com coragem e radicalidade, a esse projecto de vida que, em Jesus, Deus veio oferecer ao homem… A essa adesão chama-se “fé”; e dela depende a instauração do “Reino” no mundo. Os discípulos, comprometidos com a construção do “Reino” devem, no entanto, ter consciência de que não agem por si próprios; eles são, apenas, instrumentos através dos quais Deus realiza a salvação. Resta-lhes cumprir o seu papel com humildade e gratuidade, como “servos que apenas fizeram o que deviam fazer”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, os apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé». O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te daí e vai plantar-te no mar’, e ela obedecer-vos-ia. Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: ‘Vem depressa sentar-te à mesa’? Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, até que eu tenha comido e bebido. Depois comerás e beberás tu’?. Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou? Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer’. Palavra da Salvação
Palavra de Vida (outubro 2025)
«O meu auxílio vem do Senhor, que fez o Céu e a Terra». (Sal 121[120],2)
Quem de nós, nesta vida, não teve por vezes a sensação de já não conseguir mais? Foi também a experiência do autor do salmo 121 que, perante circunstâncias difíceis, se questionou de onde lhe podia vir o auxílio de que necessitava. A resposta é a afirmação da sua fé em Deus, em Quem confia. A convicção com que fala do Senhor, que cuida e protege cada um e todo o povo, exprime uma certeza que parece nascer de uma profunda experiência pessoal.
«O meu auxílio vem do Senhor, que fez o Céu e a Terra»
O resto do salmo, de facto, é o anúncio de um Deus poderoso e amoroso que criou tudo quanto existe e o protege dia e noite. O Senhor “não vai permitir que o teu pé tropece; aquele que te guarda não se deixa adormecer” [1], afirma o salmista, desejoso de persuadir quem o lê. Rodeado pelas dificuldades, o autor levantou os olhos [2], procurou um apoio fora de si mesmo, para além do seu horizonte mais imediato, e encontrou uma resposta. Experimentou que o auxílio vem d’Aquele que pensou e deu vida a cada criatura, que a continua a sustentar, em cada momento, e nunca a abandona [3]. Acredita nesse Deus que vela noite e dia sobre todo o seu povo – é “Aquele que guarda Israel” [4] – a tal ponto que sente a necessidade de o comunicar a todos. Texto extraído dos escritos de Chiara Lubich:
Leão XIV: Terço pela paz na Praça São Pedro, em 11 de outubro
Antes da saudação aos fiéis de língua italiana, no final da Audiência Geral desta quarta-feira (24/09), Leão XIV recordou que “o mês de outubro, que se aproxima, é particularmente dedicado ao Santo Rosário na Igreja”. “Por isso, convido todos, todos os dias do próximo mês, a rezar o Rosário pela paz, pessoalmente, em família e em comunidade. Além disso, convido aqueles que trabalham no Vaticano a rezarem esta oração na Basílica de São Pedro todos os dias, às 19h.” Sábado 11 de outubro, é o dia em que a Igreja recorda São João XXIII, o Papa da Encíclica Pacem in Terris e da mensagem de rádio implorando aos líderes dos EUA e da URSS para “salvar a paz” no auge da Crise dos Mísseis de Cuba. É também o mesmo dia da abertura do Concílio Vaticano II, em 11 de outubro de 1962, com o famoso “discurso à lua”, do Papa Roncalli, ao final de um “grande dia de paz”. “Em particular, na noite de sábado, 11 de outubro, às 18h, rezaremos juntos aqui na Praça São Pedro, na vigília do Jubileu da Espiritualidade Mariana, comemorando também o aniversário da abertura do Concílio Vaticano II.”
Leão XIV: entristecido com os confrontos em Madagascar
O Papa Leão XIV expressou sua “tristeza” com as notícias vindas de Madagáscar, país da África Oriental abalado há dias pela violência após manifestações lideradas por grupos de jovens contra os cortes de água e eletricidade. Em seu apelo ao final da Audiência Geral, desta quarta-feira (1°/10), na Praça São Pedro, o Pontífice falou de “confrontos violentos” entre as forças de segurança e os manifestantes, “que resultaram na morte de alguns deles e deixaram cem feridos”. De acordo com os últimos dados divulgados pela ONU, 22 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas. “Rezemos ao Senhor para que todas as formas de violência sejam sempre evitadas e que a busca constante da harmonia social seja favorecida através da promoção da justiça e do bem comum.”
As manifestações
Inspiradas pelos protestos da “Geração Z” no Quênia e no Nepal, as manifestações em Madagáscar, as maiores que o país já viu, surgiram do desespero econômico e social de milhões de malgaxes. Serviços básicos precários, infraestrutura em colapso, apagões constantes e corrupção no alto escalão do governo estão, em parte, na raiz desse descontentamento. Os grupos de jovens, utilizando as mídias sociais, iniciaram uma mobilização que culminou nos protestos que levaram o presidente Andry Rajoelina, que chegou ao poder pela primeira vez por meio de um golpe em 2009, a destituir seu governo em 29 de setembro.
Outras cidades envolvidas nos protestos
De acordo com as Nações Unidas, as vítimas incluíam não apenas manifestantes, mas também passantes que morreram em confrontos com as forças de segurança, que dispararam gás lacrimogêneo, e outras pessoas mortas em atos de violência sucessivas, perpetrados por gangues criminosos. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores de Madagáscar rejeitou o número de mortos, considerando-o baseado em “rumores ou desinformação”. Enquanto isso, um novo chamado à mobilização nacional foi lançado para esta quarta-feira, instando os funcionários públicos a aderirem a uma greve geral. Uma nova manifestação foi convocada no bairro de Ambohijatovo, na capital, Antananarivo, um centro simbólico da vida política malgaxe, onde os manifestantes conseguiram acesso na última terça-feira. Os protestos se espalharam posteriormente para outras cidades, incluindo Diego Suarez, no norte da ilha.
O Papa: “Sejam instrumentos de reconciliação no mundo”
“O centro da nossa fé e o coração da nossa esperança estão profundamente enraizados na ressurreição de Cristo.” Com estas palavras o Papa Leão XVI iniciou sua catequese na Audiência Geral, desta quarta-feira (1°/10), realizada na Praça São Pedro. De acordo com o Papa, “a ressurreição de Jesus não é um triunfo retumbante, nem é uma vingança ou uma desforra contra os seus inimigos. É um testemunho maravilhoso de como o amor é capaz de ressurgir após uma grande derrota para continuar a sua viagem imparável“. “Quando recuperamos de um trauma causado por outros, a nossa primeira reação é, normalmente, a raiva, o desejo de fazer alguém pagar pelo que sofremos. O Ressuscitado não reage assim. Tendo emergido das profundezas da morte, Jesus não se vinga. Não retribui com gestos de poder, mas com mansidão manifesta a alegria de um amor maior do que qualquer ferida e mais forte do que qualquer traição.”
Jesus leva o dom da paz
Leão XIV frisou que “o Ressuscitado não sente necessidade de reiterar ou afirmar a sua superioridade. Ele aparece aos seus amigos — os discípulos — e o faz com extrema discrição, sem forçar a sua capacidade de o acolher. O seu único desejo é regressar à comunhão com eles, ajudando-os a superar o sentimento de culpa. Vemos isso muito claramente no Cenáculo, onde o Senhor aparece aos seus amigos aprisionados pelo medo”. “É um momento que expressa uma força extraordinária: Jesus, depois de descer às profundezas da morte para libertar os que ali estavam presos, entra no quarto fechado dos paralisados pelo medo, levando um dom que ninguém ousaria esperar: a paz.”
Serem instrumentos de reconciliação no mundo
“A sua saudação é simples, quase comum: «A paz esteja com vocês!»“, disse ainda o Papa, e “Jesus mostra aos discípulos as mãos e o lado, marcados pelas marcas da sua paixão”, ou seja, “as feridas” que “não servem para repreender, mas para confirmar um amor mais forte do que qualquer infidelidade. São a prova de que no momento do nosso fracasso, Deus não recuou. Ele não desistiu de nós”. “O Senhor mostra-se nu e desarmado. Não exige, não chantageia. O seu é um amor que não humilha; é a paz de quem sofreu por amor e agora pode finalmente dizer que valeu a pena”. “No entanto, muitas vezes mascaramos as nossas feridas por orgulho ou medo de parecermos fracos. Dizemos: “Não faz mal”, “já passou”, mas não estamos verdadeiramente em paz com as traições que nos feriram. Por vezes, preferimos esconder a nossa luta para perdoar para não parecermos vulneráveis e corrermos o risco de sofrer ainda mais. Jesus não faz isso. Ele oferece as suas chagas como garantia de perdão. E mostra que a Ressurreição não é o apagamento do passado, mas a sua transfiguração em esperança de misericórdia.” «Tal como o Pai me enviou, também Eu vos envio». “Com estas palavras”, Jesus “confia aos apóstolos uma tarefa que não é tanto um poder, mas uma responsabilidade: serem instrumentos de reconciliação no mundo“.
XXVI Domingo do Tempo Comum – Ano C Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
O Evangelho deste domingo relata-nos a parábola do Rico avarento e do pobre Lázaro. A liturgia mostra que é melhor nos tornarmos ricos aos olhos de Deus, do que viver apenas cheios de riquezas neste mundo perecível. Esta foi a grande diferença entre Lázaro e o Rico avarento relatado neste evangelho. Enquanto o Rico se banqueteava com grandes festas e sumptuosos banquetes, o pobre Lázaro jazia de fome junto da porta do Rico. Após a morte de ambos Lázaro foi colocado junto de Abraão, enquanto o rico ficou atormentado pelas chamas. Ao ver-se naquele suplício o homem suplicou a Abraão para que Lázaro pudesse com o seu dedo refrescar-lhe a língua. A resposta de Abraão: «Filho, lembra-te que recebeste os teus bens durante a vida e Lázaro somente os males. Por isso, ele agora encontra-se aqui consolado enquanto tu és atormentado». Em seguida, este homem Rico suplicou que ao menos Lázaro pudesse ir à sua casa paterna pois ainda tinha cinco irmãos de forma que os pudesse prevenir para não irem para aquele lugar de tormento.
Na verdade, muitas vezes pudemos ser tentados a ficar presos às coisas supérfluas e mundanas esquecendo-nos que a nossa vida não depende apenas destas realidades temporais, mas existe uma dimensão que nos transcende e que nos dão a possibilidade de alcançar os bens eternos.
A leitura do Livro de Amós, o profeta Amós denuncia violentamente o egoísmo dos ricos e poderosos, agarrados a uma vida de luxo e esbanjamento, indiferentes à sorte dos pequenos e dos pobres. O profeta avisa que Deus não está disposto a suportar uma situação que contrasta com o projeto que sonhou para o mundo e para os homens. Se Israel insistir em continuar nesse caminho, irá sofrer as consequências das suas escolhas egoístas.
A leitura da Epistola de São Paulo a Timóteo, num registo um pouco diferente das outras duas leituras deste dia, apresenta a “fotografia” do “homem de Deus”. O “homem de Deus” está em contraste total com o homem egoísta, apegado aos bens materiais, ambicioso e injusto de que falam as outras duas leituras. O “homem de Deus” é aquele que, correspondendo aos compromissos que assumiu no momento do seu batismo, se torna um sinal vivo de Deus no meio dos seus irmãos.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus, através da parábola do rico e do pobre Lázaro, diz-nos que é uma má opção assentar a própria vida sobre o dinheiro, o bem-estar, o conforto, os interesses egoístas. Quem se preocupa apenas em gozar a vida e fica indiferente ao sofrimento dos irmãos, falha completamente o sentido da existência. Há de perceber, quando fizer as contas finais, que a sua vida não valeu para nada.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna pois tenho cinco irmãos para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’». Palavra da Salvação
Palavra de Vida setembro 2025
«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» (Lc 15, 6)
Por vezes, podemos ser nós esses pastores, esses guardiões uns dos outros que, com amor, vamos à procura dos que se afastaram de nós, da nossa amizade, da nossa comunidade. Temos que procurar os que se encontram marginalizados, os perdidos, os mais frágeis, que as provações da vida afastaram para as margens da nossa sociedade.
Conta-nos uma professora: «Alguns alunos frequentavam as aulas só de vez em quando. Durante as horas em que eu não tinha aulas, ia até ao mercado próximo da escola: esperava poder encontrá-los lá, porque sabia que trabalhavam ali para ganhar alguma coisa. Um dia, finalmente, vi-os. Eles ficaram admirados pelo facto de eu ter ido pessoalmente à procura deles e ficaram sensibilizados por lhes manifestar o quanto eram importantes para a comunidade escolar. Assim, começaram outra vez a vir regularmente à escola e foi, realmente, uma festa para todos». Texto preparado por Patrizia Mazzola
No dia 1º de outubro, o Papa participa da conferência do Movimento Laudato si’
Em Castel Gandolfo – nos Castelos Romanos – próximo de Roma, no Centro Mariápolis dos Focolares, na quarta-feira, 1º de outubro, terá início a conferência internacional “Raising Hope for Climate Justice” (Espalhando Esperança pela Justiça Climática), promovida pelo Movimento Laudato si’ em colaboração com vários parceiros eclesiais e institucionais, por ocasião do décimo aniversário da encíclica sobre o cuidado da criação do Papa Francisco. O evento, programado até 3 de outubro, reunirá mais de 400 líderes religiosos, especialistas em clima, representantes da sociedade civil e de instituições do mundo inteiro, com o objetivo de traçar os próximos passos na implementação da conversão ecológica à luz do magistério da Igreja.
O Papa Leão XIV, na tarde de quarta-feira, presidirá a “Celebração da Esperança”. A sessão prevê vários testemunhos, como o da Ministra do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas do Brasil, Marina Silva, e do ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, há muito tempo empenhado em iniciativas relacionadas à proteção da criação. Após o discurso do Pontífice, está previsto um momento simbólico e espiritual de compromisso comum, seguido de um encontro de Leão XIV com um grupo de participantes da conferência. Nos dias seguintes, 2 e 3 de outubro, estão previstas sessões de trabalho, mesas-redondas e momentos espirituais.
Leão XIV: Terço pela paz na Praça São Pedro, em 11 de outubro
Antes da saudação aos fiéis de língua italiana, no final da Audiência Geral desta quarta-feira (24/09), Leão XIV recordou que “o mês de outubro, que se aproxima, é particularmente dedicado ao Santo Rosário na Igreja”. “Por isso, convido todos, todos os dias do próximo mês, a rezar o Rosário pela paz, pessoalmente, em família e em comunidade. Além disso, convido aqueles que trabalham no Vaticano a rezarem esta oração na Basílica de São Pedro todos os dias, às 19h.” nSábado 11 de outubro, é o dia em que a Igreja recorda São João XXIII, o Papa da Encíclica Pacem in Terris e da mensagem de rádio implorando aos líderes dos EUA e da URSS para “salvar a paz” no auge da Crise dos Mísseis de Cuba. É também o mesmo dia da abertura do Concílio Vaticano II, em 11 de outubro de 1962, com o famoso “discurso à lua”, do Papa Roncalli, ao final de um “grande dia de paz”. “Em particular, na noite de sábado, 11 de outubro, às 18h, rezaremos juntos aqui na Praça São Pedro, na vigília do Jubileu da Espiritualidade Mariana, comemorando também o aniversário da abertura do Concílio Vaticano II.”
Terço com a imagem original de Nossa Senhora de Fátima
Durante a Vigília, a imagem original de Nossa Senhora de Fátima, conhecida por fiéis de todo o mundo e símbolo da “Esperança que não desilude”, estará no adro da Basílica Vaticana. Esta será a quarta vez que a imagem deixa o Santuário de Fátima rumo a Roma: a primeira foi em 1984, para o Jubileu Extraordinário da Redenção, quando, em 25 de março, São João Paulo II consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria; a segunda vez foi no Grande Jubileu do Ano 2000; e a terceira, em outubro de 2013, para o Ano da Fé com o Papa Francisco. A escultura, criada pelo artista português José Ferreira Thedim, em 1920, é conservada na Capelinha das Aparições do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Ela foi solenemente coroada em 13 de maio de 1946, e a bala que atingiu João Paulo II no atentado de 1981 foi posteriormente inserida na coroa. Pouco antes, dirigindo-se aos fiéis de língua portuguesa, Leão XIV disse: “Queridos irmãos e irmãs, neste nosso tempo, entre os escombros do ódio que mata, sejamos portadores do amor de Jesus que ilumina e reergue a humanidade.” Em sua saudação aos fiéis de língua árabe, dirigiu-se aos alunos — no início do novo ano letivo — exortando-os a “preservar a fé e a alimentar-se do conhecimento, para um futuro melhor, no qual a humanidade possa desfrutar de paz e tranquilidade”.
XXV Domingo do Tempo Comum – Ano C Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
O Evangelho deste domingo apresenta a parábola do administrador desonesto, que não foi cuidadoso em administrar os bens do seu senhor. Deste modo, o proprietário ao saber que o administrador não estava a gerir bem o seu património, mandou chamar o gerente e pediu-lhe contas de todos os seus bens. O administrador tendo percebido que iria perder o seu trabalho mandou chamar os devedores do seu senhor e de forma astuciosa de forma a garantir de que alguém haveria de ter compaixão dele e lhe desse trabalho, assim ao perguntar o valor que estavam a dever ao senhorio ele ordenou que pudessem escrever metade do valor em debito de forma a poder garantir quem lhe desse trabalho. Esta parábola pode refletir muito bem a sociedade contemporânea que muitas vezes «não olha a meios para atingir os seus fins», mesmo que isso leve a prejudicar os outros. Foi o que escutámos nesta parábola do evangelho deste domingo. No entanto, Jesus coloca em evidência os filhos da luz que procedem de outra forma, não que estão preocupados com as coisas deste mundo, mas com valores mais elevados e que só na fidelidade a Jesus Cristo podemos respeitar a dignidade do ser humano sem corrupção. Jesus, é claro ao dizer que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, ou seja, que o dinheiro não deve sobrepor ao respeito por Deus e pelos outros.
A leitura do Livro de Amós, traz-nos a palavra de Amós, o profeta da justiça social. Dirigindo-se aos comerciantes sem escrúpulos, apostados em “espezinhar os pobres” e em “eliminar os humildes da terra”, Amós avisa: “Deus não esquecerá nenhuma das vossas obras”. A injustiça, a exploração dos pobres, a humilhação dos mais fracos, a subversão da verdade, a escravização dos irmãos, são a subversão completa do projeto que Deus tem para o mundo e para os homens. Os que escolhem esses caminhos, terão que dar contas a Deus das opções que fizeram.
A leitura da Epistola de São Paulo a Timóteo, o autor da primeira Carta a Timóteo convida os crentes a sentirem-se irmãos de todos os homens, sem exceção. Todos temos por Pai o mesmo Deus, todos fomos redimidos pelo mesmo Cristo Jesus. Todos fazemos parte de uma única família; as dores e esperanças dos nossos irmãos dizem-nos respeito; somos chamados à fraternidade e à comunhão. Essa solidariedade que devemos ter uns com os outros deve, inclusive, transparecer no nosso diálogo com Deus, na nossa oração.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus conta uma parábola sobre um administrador astuto, que percebeu quais eram os valores em que valia a pena apostar. Numa altura em que a sua vida tinha chegado a uma encruzilhada, propôs-se prescindir de um lucro imediato e precário, para garantir uma recompensa duradoura e consistente. Jesus avisa os seus discípulos para fazerem o mesmo. A aposta nos bens materiais nunca será, segundo Jesus, uma aposta que dê pleno sentido à vida do homem.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador, que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. O administrador disse consigo: ‘Que hei de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’, Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes. Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro». Palavra da Salvação
Palavra de Vida setembro 2025
«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» (Lc 15, 6)
Esta Palavra de Vida é um convite à gratidão pela misericórdia que Deus tem pessoalmente por cada um de nós. O facto de nos regozijarmos, de nos alegrarmos juntos, apresenta-nos uma imagem da unidade, onde não existe contraposição entre “justos” e “pecadores”, mas onde cada um participa na alegria do outro.
Escreveu Chiara Lubich: «É um convite para compreender o coração de Deus, para acreditar no seu amor. Levados, como somos, a calcular e a medir, às vezes pensamos que também Deus tem por nós um amor que, a um certo ponto, se poderia cansar […] A lógica de Deus não é como a nossa. Deus espera-nos sempre: aliás, damos-Lhe uma imensa alegria todas as vezes que voltamos para Ele – ainda que se trate de um número infinito de vezes» 2]. Texto preparado por Patrizia Mazzola
Para o Jubileu dos Operadores de Justiça, esperados mais de 15 mil participantes
Para o evento, são esperados em Roma mais de 15.000 participantes, proveniente de aproximadamente 100 países, com inúmeras delegações da Itália, Espanha, Portugal, Polônia, França, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Argentina, México, Colômbia, Chile, Austrália, Nigéria, Peru e Filipinas. Muitas também as instituições de todo o mundo, as associações de categorias, as universidades, em particular as faculdades de direito das universidades pontifícias e católicas, e as entidades representadas, incluindo o Ministério da Justiça da República Italiana, o Tribunal Constitucional, o Conselho Superior da Magistratura, a Suprema Corte de Cassação, a Confederação dos Juristas Católicos da França, a Suprema Corte dos Estados Unidos, a Suprema Corte do Brasil, a Suprema Corte de Justiça da Colômbia, a Suprema Corte da Espanha, o Poder Judiciário do Vaticano, a ENAV, o Tribunal de Contas, a Presidência do Conselho de Estado Italiano, a União Internacional dos Juristas Católicos e a União dos Juristas Católicos Italianos, e a Associação Nacional dos Magistrados (ANM).
Programa: a lectio na Praça de São Pedro
O evento jubilar terá início na manhã do dia 20 de setembro, na Praça de São Pedro, às 10h30, com a saudação oficial do arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, que fará a introdução da Lectio de dom Juan Ignacio Arrieta, secretário do Dicastério para Textos Legislativos, sobre o tema “Iustitia Imago Dei: Operador de Justiça, Instrumento de Esperança”. O evento, originalmente previsto para a Sala Paulo VI, teve que ser transferido para a Praça de São Pedro devido ao grande número de participantes. Para entrar na praça, a partir das 8h, é necessário retirar o ingresso no Ponto de Informações Jubilares, aberto diariamente das 7h às 19h, na Via della Conciliazione 7, até sexta-feira, 19 de setembro. Haverá tradução simultânea para os peregrinos por meio do aplicativo Vatican Vox, de fácil download, e os organizadores recomendam o uso de fones de ouvido.
Audiência com o Papa às 12h
Em seguida, às 12h, também na Praça de São Pedro, Leão XIV realizará a Audiência Jubilar, dirigindo-se em particular aos Operadores de Justiça. Todos os peregrinos poderão então realizar sua peregrinação à Porta Santa da Basílica de São Pedro entre 13h e 18h. No sábado à tarde, às 17h, no Palazzo della Cancelleria, em Roma, haverá um encontro com Samuel Alito, Juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, organizado pela Embaixada dos EUA junto à Santa Sé (o evento é somente para convidados). Às 18h30, no Palazzo Altemps, em Roma, haverá também uma Disputatio organizada pela Embaixada da França junto à Santa Sé e pelos Pii Stabilimenti da França a Roma e Loreto, presidida pelo Professor Patrick Valdrini.
Papa ganha “festa” de aniversário dos cardeais
Ao final da Comemoração dos Mártires e Testemunhas da Fé do Século XXI na Basílica de São Paulo, o Papa Leão XIV saudou os representantes das outras Igrejas e Comunidades Cristãs na Sacristia e, posteriormente, se entreteve com os cardeais e outras personalidades presentes na Sala da Pinacoteca. Ali, o decano do Colégio Cardinalício, o cardeal Giovanni Battista Re, dirigiu-lhe algumas palavras de felicitações pelo seu aniversário.
O Papa agradeceu à Sua Eminência, destacando a coincidência com a Festa da Exaltação da Cruz: “Desde o início da minha vocação, sempre respondi ‘não a minha vontade, mas a tua, Senhor’”.
Expressando o desejo de que o entusiasmo dos fiéis neste Ano Jubilar possa dar frutos para a missão de anunciar o Evangelho, o Papa declarou-se feliz por celebrar este dia com uma celebração de caráter ecumênico e convidou a continuar juntos, “testemunhas de unidade, caridade e esperança”. Após um breve brinde, o corte do bolo e o canto de parabéns entoado pelos presentes, o Papa deixou a Basílica e parou para saudar a multidão do lado de fora antes de retornar ao Vaticano.
XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano C Festa da Exaltação da Santa Cruz Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste Domingo celebramos a Festa da Exaltação da Santa Cruz. A liturgia salienta a experiência do povo de Israel; a infidelidade a Deus leva o povo de Israel a passar por diversas provações. Moisés é o guia espiritual daquele povo de coração endurecido, que tem dificuldade em reconhecer a ação de Deus desde a libertação da terra da escravidão, aos sinais e prodígios a caminho da terra Prometida. Diante das infidelidades o Senhor permite que o povo da aliança passe por diversas provações e lá está Moisés a interceder pelo povo. A primeira leitura apresenta o episódio das serpentes venenosas que matavam o povo de Israel, Moisés faz uma serpente de bronze para que todos aqueles que fossem mordidos pelas serpentes venenosas ao olhar para a serpente de bronze fossem curados. O evangelho faz alusão à primeira leitura, mas agora já não é a serpente, mas é Cristo elevado sobre a Cruz que salva os homens e através da Sua entrega na Cruz é garantia da promessa salvífica. Para muitas pessoas o símbolo da cruz não passa de um mero adorno que carregam ao peito, mas para os cristãos a cruz é sinal de Vitória e de esperança numa Vida que não tem fim.
A leitura do Livro dos Números, traz-nos uma história do tempo em que os israelitas vagueavam pelo deserto. Deus propõe-se corrigir a tendência de Israel para a murmuração e a ingratidão; mas, constatando que o “remédio” podia “matar o doente”, Deus engendra uma estratégia de salvação. A serpente de bronze levantada sobre um poste, através da qual Deus cura o seu Povo, sinaliza o amor e a bondade de Deus; e é, por outro lado, um símbolo dessa força salvífica que alguns séculos mais tarde brotará da cruz de Cristo, o homem levantado ao alto para dar vida a todo o mundo.
A leitura da Epistola de São Paulo aos Filipenses, Paulo apresenta aos crentes de Filipos a sua leitura da incarnação de Cristo. Jesus, o Filho de Deus, despojou-se da sua dignidade divina e veio ao encontro dos homens, revestido da nossa frágil natureza. Ele escolheu o caminho da obediência ao Pai e do serviço aos homens, até ao dom da vida. A cruz é a expressão máxima desse caminho e dessa opção. Paulo pede aos filipenses – e aos “discípulos” de todas as épocas e lugares – que aceitem percorrer o mesmo caminho que Jesus percorreu.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, Jesus, em conversa com um fariseu chamado Nicodemos, desvela-lhe o sentido e o significado da Sua presença no meio dos homens: Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus tornar-se-á particularmente evidente quando, na cruz, Jesus entregar a sua vida por todos. Os que olharem para o Crucificado e acolherem a lição de amor que Ele oferece, encontrarão vida em abundância.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». Palavra da Salvação
Palavra de Vida setembro 2025
«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» (Lc 15, 6)
Podemos resumir os temas presentes nesta narração em três ações: perder-se, encontrar, festejar. Perder-se. A boa notícia é que o Senhor vai à procura de quem se perde. Perdemo-nos muitas vezes nos vários desertos que atravessamos, nos quais somos forçados a viver ou nos quais nos refugiamos: os desertos do abandono, da marginalização, da pobreza, das incompreensões, da falta de unidade. O Pastor procura-nos também aí e, ainda que o possamos perder de vista, Ele encontra-nos sempre. Encontrar. Procuremos imaginar a cena da fatigante procura feita pelo pastor no deserto. É uma imagem tocante pela sua força expressiva. Podemos compreender a alegria experimentada, tanto pelo pastor como pela ovelha. E este encontro renova na ovelha perdida a sensação de segurança, por já não estar em perigo. O “reencontrar”, portanto, é mesmo um ato de misericórdia divina. Festejar. Ele chama os seus amigos para festejar com ele, porque quer partilhar a sua alegria, tal como acontece nas duas parábolas que se seguem a esta, a da moeda perdida e a do pai misericordioso [1]. Jesus quer fazer-nos compreender a importância de participar na alegria com todos e imunizar-nos contra a tentação de julgar os outros. Todos somos “encontrados”.Texto preparado por Patrizia Mazzola
Parolin: da Europa ao Oriente Médio, há o risco de uma escalada sem fim
Espaço para o diálogo e a diplomacia
Além disso, a Santa Sé continua incansavelmente sua ação diplomática. “Estamos fazendo tudo o que podemos”, afirmou. “Nossa diplomacia está buscando contato com todos os protagonistas, conversamos, insistimos, esses são os instrumentos de que dispomos para tentar deter essa escalada”.
O uso do termo genocídio
O cardeal respondeu então a uma pergunta sobre a resolução desta quinta-feira do Parlamento Europeu, que convida os Estados-Membros a reconhecerem a Palestina, mas não contém a palavra “genocídio” para o que está acontecendo em Gaza, ao contrário do documento assinado na segunda-feira passada por alguns sacerdotes e bispos: “eles provavelmente encontraram no que está acontecendo os elementos para dar essa definição. Nós – esclareceu – por enquanto ainda não o fizemos. Isso se verá. É preciso estudar, é preciso que haja condições para se poder fazer uma afirmação desse tipo”. Comentando, por fim, o encontro da semana passada no Vaticano entre o Papa Leão XIV e o presidente israelense, Isaac Herzog, Parolin disse que o chefe de Estado deu “garantias de que não haverá ocupação de Gaza”. “Eu acredito na boa fé de todos, depois é preciso ver os fatos”, concluiu.
As tensões nos Estados Unidos
À margem da conferência, houve também espaço para um comentário sobre o trágico tiroteio que matou o ativista cristão conservador Charlie Kirk nos Estados Unidos. “Somos contra todos os tipos de violência”, disse o cardeal Parolin, respondendo a uma pergunta dos jornalistas. “Devemos ser muito tolerantes e respeitosos com todos, mesmo que não compartilhemos as mesmas visões, declarações e pensamentos. Se não formos tolerantes e respeitosos, e formos violentos, isso realmente causará um grande problema dentro da comunidade internacional e nacional”.
“Um presente do céu”, a solidariedade da Aeronáutica Italiana ao Hospital do Papa
Solidariedade, ciência e coragem. São essas as características que há anos unem o Hospital Pediátrico Bambino Gesù e a Aeronáutica Militar Italiana, instituições diferentes, mas unidas pela mesma missão de defender a vida. Em dezembro de 2024, no Auditório Parco della Musica, em Roma, foi lançada a iniciativa beneficente Un Dono dal Cielo per il Bambino Gesù (Um presente do céu para o Bambino Gesù), que inclui eventos das Forças Armadas em apoio à instituição hospitalar pediátrica, em particular a temporada acrobática 225 das Frecce Tricolori. A campanha tem um objetivo ambicioso: financiar a compra de uma “bioimpressora 3D”, uma tecnologia de ponta capaz de reproduzir tecidos biológicos complexos. Um passo decisivo para a medicina regenerativa e para os pequenos pacientes do hospital. A ligação entre a Aeronáutica e o Bambino Gesù não se limita, porém, à arrecadação de fundos.
Cada missão, uma corrida contra o tempo
Todos os dias, os pilotos do 31º Esquadrão enfrentam missões delicadas de transporte médico de emergência, muitas vezes com recém-nascidos em estado crítico. “Quando se voa para salvar uma vida”, explica o capitão Daniele Inguglia, “cada detalhe conta. Operamos seguindo protocolos precisos e o paciente viaja sempre com uma equipe médica especializada”. Por exemplo, “um piloto nunca decola sem conhecer não apenas um aeroporto secundário, mas também um centro hospitalar alternativo, capaz de receber e tratar o paciente com o mesmo nível de assistência. Cada missão é uma corrida contra o tempo, mas nunca se está sozinho: por trás há uma máquina organizacional pronta para intervir em qualquer imprevisto”.
A possibilidade de fazer o bem
Por trás da frieza dos procedimentos, porém, há também muita humanidade. Inguglia lembra-se da noite em que, depois de colocar seu filho na cama, foi chamado para transportar uma criança quase da mesma idade: “Você vive um curto-circuito emocional. De um lado, a serenidade da sua família; do outro, o desespero silencioso dos pais que entram a bordo agarrando-se à esperança, muitas vezes a única coisa que lhes resta. Mas você sabe que pode fazer a diferença. É isso que nos motiva a seguir em frente”. Muitas vezes, dessas viagens nascem laços que continuam mesmo após o fim da missão, com mensagens de gratidão por parte das famílias.
Racionalidade com humanidade
Do lado hospitalar, Matteo Di Nardo, médico reanimador do Bambino Gesù, conta a escolha de sua especialização e o valor da “ECMO”, uma técnica de oxigenação extracorpórea utilizada em poucos centros e, acima de tudo, um suporte vital para pacientes com insuficiência cardíaca ou respiratória grave. “A nossa profissão exige racionalidade e humanidade em conjunto, num trabalho de equipe. Com a Aeronáutica, com os colegas, com as famílias. Só assim é possível proteger o dom mais sagrado: a vida”.
Leão XIV aos Carmelitas: sejam testemunhas da unidade nas sociedades fragmentadas
O Pontífice expressa sua alegria pelo evento, ressaltando que ele é “uma ocasião de renovação espiritual”, especialmente neste Ano Jubilar. Citando o trecho da Carta aos Hebreus, “Mantenhamos sem vacilar a profissão da nossa esperança”, ele encoraja os carmelitas a viverem plenamente sua vocação. Recordando o tema do Capítulo, “Nossa fraternidade contemplativa discerne sua missão”, o Papa reitera que uma vida de oração partilhada é o fundamento do carisma carmelita de “serviço à Igreja e ao mundo”. “Esse vínculo deve permanecer uma realidade vivida, moldando cada aspecto do seu ministério”, escreve o Papa. O Pontífice exorta os religiosos a discernirem “os sinais dos tempos especialmente através da perspectiva dos pobres e a responderem com uma silenciosa constância de amor”. Leão XIV recorda o valor do trabalho cotidiano e convida os carmelitas “a encarnarem o olhar amoroso de Cristo, que abraça cada pessoa com misericórdia e ternura”. “Seja através da pregação de retiros, do acompanhamento espiritual, do trabalho paroquial ou da educação dos jovens, rezo para que o vínculo da caridade em suas comunidades testemunhe o dom da unidade, especialmente nas partes da sociedade fragmentadas pela divisão e pela polarização”, ressalta o Papa.
Concluindo, o Papa Leão XIV confia os trabalhos capitulares à proteção de Nossa Senhora do Carmo e concede a Bênção Apostólica a todos os membros da Ordem, como penhor de sabedoria, alegria e paz.