XXXI Domingo do Tempo Comum – Ano C
Comemoração dos Fiéis Defuntos
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste domingo celebramos a «Comemoração dos Fiéis Defuntos». Esta é uma continuação lógica da Solenidade de Todos os Santos; se nos limitássemos apenas a lembrar os nossos irmãos que já alcançaram a Plenitude da Santidade, não seria perfeita a comunhão de todos os crentes que ainda se encontrando num processo de purificação esperam receber a Glória da eternidade. A liturgia deste domingo faz alusão a essa realidade plena da vida eterna. Na segunda missa o Evangelho relatado é da ressurreição de Lázaro.
É importante realçar o diálogo entre Marta e Jesus que vai sendo gradual. Inicialmente Marta com um discurso muito humano pede a Jesus que restitua a vida de seu irmão Lázaro, mas Jesus revela que existe Vida para além da Morte «Eu sou a Ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá…». Embora, Jesus tenha restituído a vida a Lázaro, Jesus procura dizer que a morte não é o fim em si mesma, mas que quem acredita jamais conhece a morte. A terceira missa aborda a questão do Verdadeiro alimento que é o «Corpo e Sangue de Jesus» oferecido por Jesus para a salvação da humanidade «Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia». Na verdade, Jesus é o verdadeiro Pão que desceu do Céu, Ele é a Palavra que Incarnou no seio da Virgem Maria, isto é, o Verbo que se fez carne.
A leitura do Livro de Isaías, a perspetiva messiânica terá a sua plena realização quando o Senhor, ao vencer completamente a morte, vier a coroar a Sua obra na altura da ressurreição geral.
A leitura da Epistola de São Paulo aos Tessalonicenses, Paulo afirma que a morte não é uma fatalidade biológica ou um aniquilamento. É a nossa «Páscoa», isto é passagem. Aqueles que passaram para o outro lado da vida, não estão mortos. Estão na paz de Deus, unidos a Ele com todo o Seu ser, na perpétua comunhão da incorruptível vida divina». (GS 18).
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, mostra que o Pão Eucarístico é penhor de vida eterna. Quem comer dele viverá eternamente, embora tenha de passar pela morte corporal. Pode parecer um pouco confusa esta linguagem de Jesus, diante da realidade da vida de todo o ser humano que a natureza carnal tem de passar pela morte. Assim, aconteceu com Lázaro e o filho da viúva de Naim, que embora Jesus lhes tenha restituído a vida voltaram a morrer. O Único que não sofreu a corrupção da Morte, mas passou para o outro lado da Vida foi Jesus. Assim, em Jesus todos aqueles que tenham sido marcados com o Seu selo serão todos restituídos à Vida.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». Os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?». Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente». Palavra da Salvação

Leão XIV: valorizar a contribuição que professores e educadores oferecem à comunidade
Encontro profundo entre as pessoas
Sobre a interioridade, Santo Agostinho diz que «o som das nossas palavras atinge os ouvidos, mas o verdadeiro mestre está dentro» e acrescenta: «Aqueles a quem o Espírito não instrui internamente, vão-se sem ter aprendido nada». De acordo com Leão XIV, Santo Agostinho nos lembra “que é um erro pensar que para ensinar bastem palavras bonitas ou boas salas de aula, laboratórios e bibliotecas. Estes são apenas meios e espaços físicos, certamente úteis, mas o Mestre está dentro. A verdade não circula através de sons, muros e corredores, mas no encontro profundo entre as pessoas, sem o qual qualquer proposta educativa está destinada ao fracasso“. “Vivemos num mundo dominado por telas e filtros tecnológicos muitas vezes superficiais, no qual os alunos precisam de ajuda para entrar em contato com a sua interioridade. E não só eles”, frisou o Papa, lembrando que “também para os educadores, frequentemente cansados e sobrecarregados com tarefas burocráticas, é real o risco de esquecer o que São John Henry Newman sintetizou com a expressão: cor ad cor loquitur (“o coração fala ao coração”) e que Santo Agostinho recomendava, dizendo: «Não saias de ti, mas volta para dentro de ti mesmo, a Verdade habita no coração do homem»”. “São expressões que convidam a olhar para a formação como uma estrada na qual professores e discípulos caminham juntos, conscientes de não procurar em vão, mas, ao mesmo tempo, de ter de continuar a procurar, depois de ter encontrado. Só este esforço humilde e partilhado – que nos contextos escolares se configura como projeto educativo – pode levar alunos e professores a aproximarem-se da verdade.”
Estímulo para o crescimento
A seguir, o Papa falou sobre a unidade, recordando o seu lema: In Illo uno unum (Em Cristo, somos um). “Também esta é uma expressão agostiniana que nos lembra que só em Cristo encontramos verdadeiramente a unidade, como membros unidos à Cabeça e como companheiros de viagem no caminho de contínua aprendizagem da vida”, sublinhou. Segundo o Papa, “esta dimensão do “com”, constantemente presente nos escritos de Santo Agostinho, é fundamental nos contextos educativos, como desafio a “descentrar-se” e como estímulo para o crescimento“. “Por esta razão, decidi retomar e atualizar o projeto do Pacto Educativo Global, que foi uma das intuições proféticas do Papa Francisco, meu venerado predecessor. Afinal, como ensina o Mestre de Hipona, o nosso ser não nos pertence: «A tua alma – diz ele – […] já não é tua, mas de todos os irmãos». E se isso é verdade em sentido geral, é-o ainda mais na reciprocidade típica dos processos educativos, nos quais a partilha do saber não pode deixar de se configurar como um grande ato de amor.”

Leão XIV recorda as vítimas do furacão Melissa, na Jamaica
No final da Audiência Geral, desta quarta-feira (29/10), realizada na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV recordou as vítimas do furacão Melissa que chegou à Jamaica pelo noroeste do país. “Nos últimos dias, o furacão Melissa atingiu a Jamaica, uma tempestade catastrófica que está causando violentas inundações. Atualmente, está atravessando Cuba com uma força devastadora. Milhares de pessoas foram deslocadas, enquanto casas, infraestruturas e vários hospitais foram danificados.” O Santo Padre assegura sua “proximidade, reza por aqueles que perderam a vida, por aqueles que estão fugindo e pelas populações que, à espera do desenrolar da tempestade, estão vivendo momentos de ansiedade e preocupação”. “Encorajo as autoridades civis a fazerem tudo o que for possível e agradeço às comunidades cristãs, junto com as organizações de voluntários, pela ajuda que estão prestando.”
Danos causados pelo furacão Melissa
O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, declarou a ilha uma “zona de desastre” após a passagem do furacão, que registrou ventos de até 300 quilômetros por hora. “Os relatos que recebemos até agora incluem danos a hospitais, danos significativos a propriedades residenciais, habitações e também a propriedades comerciais”, disse Holness, descrevendo os “impactos devastadores” do furacão. A tempestade, segundo o vice-presidente do Conselho Jamaicano para Gestão de Riscos de Catástrofes, Desmond McKenzie, danificou quatro hospitais e deixou um sem energia, obrigando as autoridades a evacuar 75 pacientes. Mais de meio milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica na última terça-feira à noite. A tempestade foi considerada responsável pela morte de sete pessoas no Caribe, incluindo três na Jamaica, três no Haiti e uma na República Dominicana, onde outra pessoa continua desaparecida.


O Papa aos jovens: dar voz aos mais frágeis, atenção à fé conhecida on-line
O Papa Leão XIV recebeu em audiência, na Sala dos Papas, no Vaticano, nesta sexta-feira (31/10), os membros do Órgão Consultivo Internacional da Juventude (International Youth Advisory Body), ligado ao Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. O Santo Padre fez três breves reflexões sobre a participação, sinodalidade e missão.
Participação
Em relação à participação, Leão XIV disse que os membros do organismo são chamados a se sentirem “participantes da vida e da missão da Igreja”, que como eles bem sabem “é uma missão universal, ou seja, dirigida a todos os homens e mulheres, de todas as áreas geográficas, de todas as culturas e condições sociais”. Segundo o Pontífice, a autêntica participação eclesial “nasce da proximidade com o Coração de Cristo, ou seja, tem uma raiz espiritual, não ideológica ou política”. “Quem está próximo a Jesus, começa a sentir como Ele sente, começa a levar no coração o mundo inteiro”, disse o Papa, ressaltando que a pessoa madura “sabe partilhar os problemas dos outros e os torna seus”. Isso é “um sinal de maturidade humana e espiritual”.
Sinodalidade
“A Sinodalidade é um dos modos de implementar a natureza da Igreja, que é comunhão. A imagem da Santíssima Trindade, também a Igreja é comunhão de pessoas: fiéis de todas as idades, línguas e nacionalidades que caminham juntos, que se enriquecem mutuamente, que partilham os bens espirituais próprios de cada um”, sublinhou. “Na Igreja sinodal, portanto, queremos ouvir o que o Espírito Santo diz aos jovens, queremos acolher os seus carismas, os dons específicos da sua idade e da sua sensibilidade”, disse ainda o Papa Leão. De acordo com o Papa, “na Igreja sinodal, os jovens também são chamados a ser porta-vozes de seus coetâneos”. Através de vocês queremos prestar atenção também às vozes dos jovens mais frágeis, dos mais pobres, dos que estão sozinhos, dos refugiados, daqueles que lutam para se integrar na sociedade e terem acesso às oportunidades educativas, vozes que muitas vezes são sufocadas pelo barulho dos poderosos, dos que são bem-sucedidos, daqueles que vivem em realidades ‘exclusivas’. O Papa disse ainda que “a Igreja sinodal também é um desafio para os jovens, uma provocação, poderíamos dizer, porque os impele a não viverem a fé isoladamente”. Leão XIV recordou que “nos últimos anos, muitos jovens se aproximaram da fé através das redes sociais, por meio de programas de sucesso e testemunhos cristãos on-line de grande popularidade”.