Novos Ventos – 12 de Outubro

XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste vigésimo oitavo domingo do Tempo Comum o evangelista São Lucas apresenta a passagem dos leprosos. Este excerto nos leva a refletir sobre a condição física [no sentido que eram portadores de uma doença contagiosa] e espiritual do ser humano porque aqueles homens ao saber que Jesus passava por aquela cidade ousam clamar por Jesus para que os pudesse livrar daquela enfermidade, pois tinham fé que somente Jesus os poderia curar e com enorme confiança suplicam: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós».

Muitos milagres de Jesus são realizados através do toque, ou pela imposição das mãos, ou simplesmente através de oração que Jesus dirige ao Pai, aqui Jesus apenas diz-lhes para se irem mostrar aos sacerdotes. Atitude destes homens é de confiança diante da proposta feita por Jesus, não questionam nem colocam objeções. Curioso que eles nem chegam a estar diante dos sacerdotes, mas são limpos da lepra enquanto vão a caminho. Todavia, um dos leprosos ao ver-se curado, isto é, ao sentir-se amado por Jesus e transformado interiormente volta atrás para agradecer a Jesus. Quantas vezes, também a nossa vida quotidiana é marcada por tantas lepras, tantas imperfeições e só no verdadeiro encontro com Cristo é que se realiza a cura do coração, é no diálogo e na oração que sentimos verdadeiramente o amor de Deus que nos transforma.

A leitura do Segundo Livro dos Reis, Deus, através da ação do profeta Eliseu, oferece a sua salvação a um leproso estrangeiro, o general sírio Naamã. Curado da sua doença física e da sua cegueira espiritual, Naamã reconhece o poder de Deus e proclama a sua fé. Só Javé é o Senhor da vida, só Ele pode salvar. A misericórdia infinita de Deus derrama-se sobre todos os que n’Ele confiam, independentemente da sua origem étnica, da sua história de vida, da sua condição social ou religiosa.

A leitura da Epistola de São Paulo a Timóteo, um catequista cristão do final do séc. I convida os crentes a terem sempre diante dos olhos o exemplo de Cristo. Ele, embora tenha passado pelo caminho da cruz, chegou à ressurreição. O cristão, na esteira de Cristo, não deve ter medo de enfrentar as dificuldades e as perseguições: é através desse caminho que chegará à salvação, à vida definitiva.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, alguns leprosos pedem a Jesus que se compadeça deles. Foram colocados à margem da vida e foi-lhes roubada toda a esperança. Jesus, profundamente compadecido, dispõe-se a oferecer-lhes a salvação de Deus. Mostra-lhes o caminho que eles devem percorrer para chegarem à vida nova. Estranhamente, só um deles reconheceu os dons de Deus e se mostrou grato pela salvação que lhe foi oferecida. Era um samaritano, um “herege”. Por vezes são os “improváveis”, aqueles pelos quais ninguém dá nada, que mais facilmente se deixam “tocar” pela bondade de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto em terra aos pés de Jesus, para Lhe agradecer. Era um samaritano. Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?». E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou». Palavra da Salvação


Palavra de Vida (outubro 2025)

«O meu auxílio vem do Senhor, que fez o Céu e a Terra». (Sal 121[120],2)

Afirma Chiara Lubich: «Nos momentos de incerteza, de angústia e de suspensão, Deus quer que acreditemos no seu amor e pede-nos um ato de confiança: (…) quer que aproveitemos estas circunstâncias dolorosas para Lhe demonstrarmos que acreditamos no seu amor. E isto significa: ter fé que Ele é o nosso Pai e que cuida de nós. Confiar-lhe todas as nossas preocupações. Entregar-lhas a Ele»[5]. Mas de que modo o auxílio que vem de Deus chega a cada um de nós? A Escritura narra muitos episódios em que isto se concretiza através do agir de homens e mulheres, como Moisés, Elias, Eliseu ou Ester, chamados a serem instrumentos da solicitude divina pelo povo ou por alguma pessoa em particular. Também nós, se “levantarmos o olhar”, reconheceremos a ação de pessoas que, conscientemente ou não, vêm em nosso auxílio. Ficaremos gratos a Deus, de quem vem, em última instância, todo o bem (Ele criou o coração de cada um) e podemos testemunhá-lo aos outros. Claro que é difícil darmo-nos conta disso se ficarmos fechados em nós mesmos e se, nos momentos difíceis, pretendermos resolver as situações só com as nossas forças. Quando, pelo contrário, nos abrimos, olhamos à nossa volta e levantamos os olhos, descobrimos que também podemos ser instrumentos de Deus que cuida dos seus filhos. Apercebemo-nos das necessidades dos outros e podemos ser uma ajuda preciosa para eles. Preparado por Silvano Malini

Leão XIV, primeira viagem à Turquia e ao Líbano, de 27 de novembro a 2 de dezembro

Uma promessa e um sonho. Turquia, terra do Concílio de Niceia, cujo aniversário de 1.700 anos está sendo comemorado. Líbano, o País dos Cedros, o país “mensagem”, segundo João Paulo II, o país atormentado por guerras e crises. O Papa Leão XIV retoma o legado do Papa Francisco e realiza sua primeira viagem apostólica à Turquia e ao Líbano, de 27 de novembro a 2 de dezembro. O Pontífice agostiniano realiza assim o desejo de seu predecessor de celebrar o aniversário importante do primeiro Concílio da história junto com bispos e patriarcas no mesmo local da assembleia, agora chamado İznik, a 130 km da capital Istambul, e realiza o que Francisco sempre chamou de “sonho”, isto é, levar o carinho do Sucessor de Pedro ao povo libanês, atingido em muitas frentes, mas sempre firme, sempre pronto para seguir em frente.

Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé

O anúncio da viagem foi feito nesta terça-feira, 7 de outubro, pela Sala de Imprensa da Santa Sé. O comunicado diz: “Aceitando o convite do Chefe de Estado e das autoridades eclesiásticas do país, o Santo Padre Leão XIV realizará uma Viagem Apostólica à Turquia de 27 a 30 de novembro próximo, indo em peregrinação a İznik por ocasião do aniversário de 1.700 anos do Primeiro Concílio de Niceia. Sucessivamente, atendendo ao convite do Chefe de Estado e das autoridades eclesiásticas do Líbano, o Santo Padre realizará uma Viagem Apostólica ao país de 30 de novembro a 2 de dezembro.”


Imagem de Nossa Senhora de Fátima parte na sexta-feira de Portugal ao encontro do Papa

O Papa Leão XIV irá presidir o Terço pela Paz neste sábado, 11 de outubro, junto com os fiéis e peregrinos que participam tanto do Jubileu da Vida Consagrada quanto aquele da Espiritualidade Mariana. Na Praça São Pedro, a oração conjunta será acompanhada pela imagem original de Nossa Senhora de Fátima, aquela venerada diariamente na Capelinha das Aparições no santuário mariano de Portugal. A estátua parte da Cova da Iria nesta sexta-feira, 10 de outubro, para estar presente no programa divulgado pelo Dicastério para a Evangelização e segundo um pedido que ainda havia partido do Papa Francisco em 2024. Serão dois os momentos em que o Papa Leão XIV estará junto à imagem da Virgem Maria: no sábado (11/10), às 18h do horário local na Vigília do Jubileu da Espiritualidade Mariana para o Terço pela Paz, e no domingo (12/10) na missa em que preside a partir das 10h30 da hora italiana. Os dois momentos serão realizados na Praça São Pedro.

O encontro de Nossa Senhora de Fátima com os fiéis

Ao longo do dia de sábado (11/10), os fiéis terão oportunidade de venerar e estar próximos da imagem de Nossa Senhora na Igreja de Santa Maria in Traspontina. Nesse dia, o programa prevê: às 9h missa presidida pelo reitor do Santuário de Fátima, Pe. Carlos Cabecinhas; às 12h o Rosário presidido pelo Pe. Giuseppe Midili; e às 17h, procissão da Igreja de Santa Maria in Traspontina até à Praça São Pedro. Segundo o Dicastério para a Evangelização, a presença da imagem da Virgem Maria no Jubileu da Espiritualidade Mariana deverá enriquecer “ainda mais este momento de oração e reflexão”. Para dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, estátua é “um dos ícones marianos mais significativos para os cristãos de todo o mundo” e “a presença da amada imagem original de Nossa Senhora de Fátima permitirá a todos fazer a experiência da proximidade da Virgem Maria”.

A imagem original com cedro do Brasil

A estátua de Nossa Senhora de Fátima é uma obra do artista português José Ferreira Thedim, criada em 1920. Ela se encontra habitualmente na Capelinha das Aparições, na Cova da Iria, local onde em 1917 a Virgem apareceu a Lúcia, Francisco e Jacinta. A imagem de 104 centímetros de altura foi esculpida com a madeira de cedro do Brasil e a partir do testemunho da Irmã Lúcia. Foi coroada solenemente em 13 de maio de 1946 e, a bala que atingiu João Paulo II no atentado que sofreu em 1981, foi mais tarde incrustada na coroa.

Imagem volta à Fátima para Peregrinação Internacional em 12 de outubro

A imagem de Nossa Senhora deve regressar a Fátima, em Portugal, ainda no domingo (12/10) para estar presente nas celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária nos dias 12 e 13 de outubro em memória da sexta aparição de Nossa Senhora aos Três Pastorinhos. Dom Claudio Dalla Zuanna, arcebispo da Beira, em Moçambique, preside a peregrinação que já tem 138 grupos de peregrinos confirmados, provenientes de mais de 30 países dos continentes europeu, asiático, americano e africano. A Itália até agora é o país com o maior número de grupos e de peregrinos registrados, seguindo-se pela Espanha, França, Polônia e Vietnã. 

Leão XIV: Terço pela paz na Praça São Pedro, em 11 de outubro

Antes da saudação aos fiéis de língua italiana, no final da Audiência Geral desta quarta-feira (24/09), Leão XIV recordou que “o mês de outubro, que se aproxima, é particularmente dedicado ao Santo Rosário na Igreja”. “Por isso, convido todos, todos os dias do próximo mês, a rezar o Rosário pela paz, pessoalmente, em família e em comunidade. Além disso, convido aqueles que trabalham no Vaticano a rezarem esta oração na Basílica de São Pedro todos os dias, às 19h.” Sábado 11 de outubro, é o dia em que a Igreja recorda São João XXIII, o Papa da Encíclica Pacem in Terris e da mensagem de rádio implorando aos líderes dos EUA e da URSS para “salvar a paz” no auge da Crise dos Mísseis de Cuba. É também o mesmo dia da abertura do Concílio Vaticano II, em 11 de outubro de 1962, com o famoso “discurso à lua”, do Papa Roncalli, ao final de um “grande dia de paz”. “Em particular, na noite de sábado, 11 de outubro, às 18h, rezaremos juntos aqui na Praça São Pedro, na vigília do Jubileu da Espiritualidade Mariana, comemorando também o aniversário da abertura do Concílio Vaticano II.”