XXXII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Dedicação da Basílica de Latrão
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste domingo celebramos a «Dedicação da Basílica de Latrão». O Evangelho de hoje reflete sobre a importância de zelar pelos edifícios sagrados e fazer deles espaços de oração. Ao entrar no Templo de Jerusalém, Jesus observa que havia cambistas e vendedores de pombas que faziam os seus negócios. Ao constatar que o Templo estava a ser profanado, Jesus expulsou todos aqueles que faziam os seus negócios e retorquiu que o Templo era uma casa de oração.
Os judeus ficaram incomodados com esta atitude de Jesus e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?». A resposta dada por Jesus procura demonstrar de que Ele é o Filho de Deus: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Os judeus não entenderam as palavras que Jesus dissera, porque julgavam que dizia a reconstrução do edifício e este tinha demorado anos para ser construído, porém Jesus falava do Templo do seu Corpo, isto é, revelava que depois de passar pela Morte três dias depois haveria de Ressuscitar dos Mortos. É evidente que nem os judeus nem os Apóstolos compreenderam o que Jesus lhes tinha dito, só depois da Ressurreição de Jesus os discípulos se lembram das palavras que Jesus lhes dissera.
Neste dia em que celebramos a dedicação da Basílica principal de todas as igrejas, somos desafiados a recordar as pessoas que por gerações marcaram e foram testemunhas exemplares de uma vida entregue ao serviço da Igreja.
A leitura do Livro de Ezequiel, o profeta Ezequiel anuncia aos exilados na Babilónia que Deus vai fixar definitivamente a sua morada no meio do Seu Povo. Da “casa de Deus” brotará um rio de água viva e abundante que se derramará sobre toda a terra de Israel. Essa água irá fecundar o deserto, fazer com que nasçam árvores de toda a espécie, carregadas de frutos comestíveis e de folhas medicinais que serão remédio contra a morte. O povo de Deus, vivificado pela água que brota da morada de Deus, conhecerá a vida em abundância, a felicidade sem fim.
A leitura da Epistola de São Paulo aos Coríntios, Paulo recorda aos cristãos de Corinto (e aos cristãos de todos os tempos e lugares) que são, no mundo, o Templo de Deus onde reside o Espírito. Animados pelo Espírito, os cristãos são chamados a viver segundo um dinamismo novo, dando testemunho da bondade e da misericórdia de Deus no meio dos seus irmãos.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, Jesus apresenta-Se como “o Templo Novo” onde Deus reside e onde marca encontro com os homens para lhes oferecer a sua Vida e a sua salvação. Quem quiser encontrar Deus deve aproximar-se de Jesus, tornar-se seu discípulo, abraçar o seu projeto, seguir os seus passos, viver animado pelo seu Espírito.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio». Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela tua casa». Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?». Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?». Jesus, porém, falava do templo do seu Corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus. Palavra da Salvação

Palavra de Vida (Novembro 2025)
«Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9)
Um observatório de investigação, criado por três universidades italianas, revelou recentemente que durante um ano circularam mais de um milhão de mensagens de ódio na internet. Tornam-se cada vez mais violentas, em particular contra os estrangeiros, contra os judeus, e sobretudo contra as mulheres. É evidente que não podemos generalizar, mas todos nos deparamos – na família, no trabalho, no âmbito do desporto, etc. – com atitudes conflituosas, ofensivas e antagónicas, que dividem e comprometem a convivência social. Além disso, no mundo inteiro, estão atualmente em curso 56 conflitos armados, o número mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial, com um grande número de vítimas civis. Neste contexto, as palavras de Jesus ecoam ainda mais provocatórias, verdadeiras e fortes: Texto preparado por Augusto Parody Reyes


A Igreja precisa de pastores santos, não de funcionários solitários
Tempo dedicado à oração, investimento mais fecundo da vida
Outra atitude é que “o coração do seminarista se forma na relação pessoal com Jesus. A oração não é um exercício acessório, nela se aprende a reconhecer a sua voz e a deixar-se conduzir por Ele. Quem não reza, não conhece o Mestre; e quem não O conhece, não pode amá-Lo de verdade nem se configurar com Ele. O tempo dedicado à oração é o investimento mais fecundo da vida, porque nela o Senhor molda os sentimentos, purifica os desejos e fortalece a vocação. Não pode falar de Deus quem pouco fala com Deus! Cristo se deixa encontrar de maneira privilegiada na Sagrada Escritura. É preciso aproximar-se dela com reverência, com espírito de fé, buscando o Amigo que se revela em suas páginas. Ali, quem se tornará sacerdote, descobre como Cristo pensa, como Ele vê o mundo, como Ele se comove com os pobres e, aos poucos, vai se revestindo dos mesmos critérios e atitudes”.
Eucaristia, centro da existência
A oração e a busca da verdade não são caminhos paralelos, mas uma única estrada que conduz ao Mestre. A piedade sem doutrina torna-se sentimentalismo frágil; a doutrina sem oração torna-se estéril e fria. Cultivem ambas com equilíbrio e paixão, sabendo que só assim poderão proclamar autenticamente o que vivem e viver coerentemente o que proclamam. Quando a inteligência se abre à verdade revelada e o coração se inflama na oração, a formação torna-se fecunda e prepara para um sacerdócio sólido e luminoso. “A vida espiritual e a vida intelectual se orientam para o altar, lugar onde se constrói e se revela plenamente a identidade sacerdotal“, recorda o Papa Leão. “Ali, no Santo Sacrifício, o sacerdote aprende a oferecer a sua vida, como Cristo na cruz. Alimentado pela Eucaristia, descobre a unidade entre ministério e sacrifício, e compreende que a sua vocação consiste em ser sacrifício com Cristo. Assim, quando a cruz é abraçada como parte inseparável da vida, a Eucaristia deixa de ser vista apenas como um rito e torna-se o verdadeiro centro da existência“.
Barcos-Hospitais Papa Francisco e São João XXIII rumo à COP 30 em Belém
O Barco-Hospital Papa Francisco e o Barco-Hospital Papa São João XXIII iniciaram a missão com destino a Belém, no Pará, na manhã de domingo (02/11) para prestar apoio humanitário e serviços de saúde durante a 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP 30, que será realizada na capital paraense de 6 a 20 de novembro. O Barco-Hospital Papa São João XXIII havia chegado na madrugada do mesmo dia no município de Óbidos/PA, vindo de Manaus, capital do Amazonas. A iniciativa é fruto da parceria entre o governo do Pará e a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, responsável pela gestão das duas embarcações hospitalares. Ao todo são mais de 86 multiprofissionais que estarão atendendo de 7 a 12 de novembro, com início sempre às 6h30. As embarcações ficarão no distrito de Icoaraci para atendimentos como: consultas de várias especialidades; exames de ultrassonografia, mamografia, tomografia, Raio X e de laboratório; cirurgias; odontologia; oftalmologia, entre outros atendimentos.
O modelo de referência de barco-hospital ao mundo
Durante a COP 30 será apresentada a realidade da saúde pública na Amazônia com o seu contexto, as dificuldades, os desafios enfrentados, além de compartilhar a importância de valorizar o serviço voluntário na área da saúde, da medicina à odontologia. “Podemos pontualizar sobre a questão de como fazer saúde pública, sobre a importância de trabalhar o incentivo da parte do voluntariado, da iniciativa privada, como também o financiamento do governo, para que a gente consiga levar da melhor forma possível a condição de saúde pública às comunidades, aos povos aqui da região”, disse o Frei Ezequiel Salvatico, responsável pelo Barco-Hospital Papa Francisco, que continuou: “A expectativa é que a gente também possa apresentar aos outros países que somos um modelo único, que trabalhamos no sistema do SUS, conciliando esse processo de uma forma dinâmica. Talvez podemos pontualizar sobre esse modelo de referência, que hoje conseguimos chegar até a porta dos ribeirinhos com uma especialidade, até mesmo resolvendo alguns casos de saúde no momento. Nesse sentido, a expectativa é para apresentar também à delegação do Vaticano a realidade que nós temos da Igreja Católica aqui na Amazônia.”.


Suécia: um olhar sobre a vida contemplativa com a Ir. Isabel no Monte Carmelo
A Irmã Isabel, originária da ilha de Rügen e crescida numa família católica no leste da Alemanha, descreve o seu caminho rumo ao Carmelo como uma busca da sua vocação. Dado que a Igreja católica não estava muito presente na sua região natal, ela decidiu estudar Teologia na Baviera. Durante o período de estudo e de busca da vontade de Deus, percebeu que queria entrar para o Carmelo. O seu pároco recordou-lhe as anteriores viagens à Suécia, feitas quando jovem, durante as quais já tinha visitado esse mosteiro. A decisão foi, por isso, «bastante rápida». Em respeito à oração contemplativa que sempre a atraiu, escreveu uma tese sobre a oração interior de Teresa de Ávila. A preocupação inicial sobre se a vida claustral fosse compatível com o seu temperamento – cresceu com muitos irmãos – dissolveu-se depois de um mês em Assis, onde sentiu que já não queria sair. «Quero ficar dentro», ela percebeu, e a clausura não era «um problema» para ela.
O Carmelo de Glumslöv
Atualmente vivem no Carmelo de Glumslöv 13 religiosas. A principal missão é a oração contemplativa, a busca da união com Deus. A comunidade considera que essa união «tem consequências para o mundo», na «força» ou «solução curadora» e na penitência pelos pecados do mundo. «Muitas pessoas esqueceram-se de Deus, muitas esqueceram-se de Jesus, e nós procuramos simplesmente proporcioná-los, talvez até mais de quanto fosse necessário», disse a Irmã Isabel. A vida diária no mosteiro inclui também tarefas práticas como cozinhar e costurar roupas que, todavia, estão ao serviço da oração, que está sempre em primeiro lugar.
Segundo a Irmã Isabel, o mosteiro atrai os jovens. Isso porque as religiosas procuram viver «o mais próximo possível» das constituições originais de Santa Madre Teresa de Ávila. Para a própria Ir. Isabel, esse foi um motivo decisivo para a escolha desse Carmelo, pois nele via realizada a vida concreta que tinha estudado nas Escrituras. O contato com o mundo externo é disciplinado pelas irmãs carmelitas. O contato normal com os pais, familiares e amigos é possível, mas reduzido. As visitas familiares estão limitadas a 7 dias por ano, a comunicação ocorre principalmente por carta, embora o aumento dos custos de correio a torne mais difícil. As notícias do mundo chegam às religiosas sobretudo através da Madre Priora, mas também através de visitas de amigos e familiares. Aprende-se «o que é mais importante», não necessariamente todos os pormenores. O contato com os vizinhos é diferente: uns têm uma atitude positiva, outros, por exemplo, têm uma percepção negativa do toque dos sinos. Há também casos de «agressões à fé» ou ao «cristianismo em geral».