Novos Ventos – 07 de Setembro

XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XXIII Domingo do Tempo Comum a liturgia da Palavra nos exorta a sabermos fazer escolhas verdadeiras no seguimento de Deus. Jesus dirigindo-se à multidão que O seguia disse: «Se alguém vem ter comigo e não Me preferir ao pai, à mãe…e até à própria vida, não pode ser Meu discípulo». Por vezes as nossas escolhas baseiam-se sobretudo nas relações humanas, a prioridade é os laços familiares e deixamos Deus para segundo ou terceiro plano. Jesus é claro ao dizer «aquele que não O colocar em primeiro lugar, esse não pode ser Seu discípulo». Muitas vezes, usamos Deus e a Igreja como «um supermercado» ao negociar os Sacramentos: vou à Igreja porque quero baptizar o filho por tradição, procuro a Igreja porque necessito de fazer o crisma, procuro a Igreja porque quero que o meu filho ou filha receba a primeira comunhão e preocupo-me mais com a festa e o status social, do que propriamente o Sacramento da Eucaristia, vou à Igreja porque desejo receber o Sacramento do matrimónio, porque é bonito toda a festa envolvente com os seus adornos e o grande banquete, mas não tenho uma vida de prática cristã, ou simplesmente nem acredito na existência de Deus. Jesus é claro ao dizer «não somos dignos d’ELE». Outro aspecto evidenciado por Jesus consiste em carregar «a cruz», este é outro enorme desafio deixado por Jesus. De facto, carregar a cruz é algo que ninguém quer, procuramos ter uma vida muito fantasiada à semelhança dos contos de fadas como se na vida não existem dificuldades, tribulações e sofrimentos, preferimos ignorar ou ocultar o caminho da cruz. O cristão não pode apagar o sinal que lhe foi impregnado no dia do seu baptismo. Se não entendemos o sentido da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, não percebem os o Mistério da Ressurreição de Cristo.

A leitura do Livro da Sabedoria, um “sábio” de Israel reflete sobre as limitações que são inerentes à nossa condição de seres humanos. Ele acredita que a única forma de chegarmos à vida verdadeira é acolhermos a “sabedoria” de Deus e deixarmo-nos guiar por ela. É esse o caminho que ele sugere a todos aqueles que se preocupam em construir uma vida plena de sentido.

A leitura da Epistola de São Paulo a Filémon, a partir da história de Onésimo, o escravo fugitivo, São Paulo lembra-nos que o amor é o foco fundamental que ilumina o caminho que os discípulos de Jesus percorrem na história. É o amor que nos permite descobrir a igualdade de todos os homens, filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo; é o amor que nos permite acolher e abraçar todos os “Onésimos” que encontramos no caminho.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus traça as coordenadas do “caminho do discípulo”. Quem se dispõe a percorrer esse caminho, deve caminhar de olhos postos em Jesus e no Reino de Deus. Não pode deixar-se distrair, nem pelas pessoas, nem pela preocupação dos bens materiais, nem pelos seus projetos e interesses pessoais. Quem embarca na aventura do Reino de Deus tem de fazê-lo sem reticências, sem condições, com total empenho e compromisso.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir, e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: ‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil? Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz. Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo». Palavra da Salvação


Palavra de Vida setembro 2025

«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» (Lc 15, 6)

No Antigo Oriente, os pastores costumavam contar as ovelhas, no regresso da pastagem, dispostos a ir à procura de alguma que faltasse. Estavam prontos a enfrentar até o deserto e a noite, tudo para encontrar as ovelhas que se tivessem perdido.

Esta parábola é uma história de perda e encontro, que coloca em primeiro plano o amor do pastor. Ele apercebe-se que falta uma ovelha, procura-a, encontra-a e carrega-a aos ombros, porque a encontrou debilitada e assustada, talvez ferida e incapaz de seguir o pastor só por si mesma. É ele que a traz de volta para um lugar seguro e, finalmente, cheio de alegria, convida os seus vizinhos para festejarem juntos.

Lisboa, Leão XIV: às famílias em luto, a força da esperança cristã

Em telegrama assinado pelo secretário de Estado Vaticano, Cardeal Parolin, o Papa expressa sua “proximidade espiritual” a todos os afetados pelo acidente do Elevador da Glória. Segundo os bombeiros, a causa do acidente ocorrido no centro da capital portuguesa na noite de quarta-feira, 3 de setembro, pode ter sido um cabo rompido. Amanhã é dia de luto nacional em Portugal.

O Papa Leão XIV, enviou ao Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom Rui Manuel de Sousa Valério, um telegrama assinado pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, pelas vítimas do acidente ocorrido nesta quarta-feira, dia 3 de setembro, na capital portuguesa, Lisboa. O Sumo Pontífice, lê-se no telegrama, informado da triste notícia do acidente ocorrido ontem em Lisboa do qual se registram várias vítimas mortais e feridos, pede e a Vossa Excelência que transmita às famílias enlutadas sentidas condolências, bem como sua proximidade espiritual. Ao mesmo tempo, o Santo Padre, sublinha o cardeal Parolin, implora do céu o completo restabelecimento dos feridos, e a força da esperança cristã para quantos foram atingidos por esse desastre. O Santo Padre, conclui a mensagem do telegrama, lembra ainda com especial gratidão aqueles que trabalharam nas operações de socorro e a todos, especialmente aos familiares dos falecidos, concede uma reconfortante benção apostólica.


Leão XIV: por intercessão de Acutis e Frassati, pedir o dom da fé a crianças e jovens

O Papa Leão XIV, na Audiência Geral desta quarta-feira (03/09), de volta à Praça São Pedro, refletiu sobre a humanidade de Cristo nos últimos momentos antes da sua morte, quando na cruz ele diz ter sede e lhe é oferecida uma esponja embebida em vinagre. “Na sede de Cristo podemos reconhecer toda a nossa sede”, disse o Pontífice, “não há nada de mais humano, nada de mais divino, do que saber dizer: eu preciso”. A sede do Senhor na cruz, recordou o Pontífice durante as saudações aos peregrinos vindos de diferentes partes do mundo, como do Brasil e de Portugal, ensina que pedir não é indigno, mas libertador: “Saúdo cordialmente os fiéis de língua portuguesa, de modo especial os grupos vindos de Portugal e do Brasil. Jamais devemos nos envergonhar de pedir: todos nós temos necessidade do Senhor e da sua graça. Peçamos a Ele a água viva que sacia a nossa sede de Deus. Deus os abençoe!”

Entregar a fraqueza a Deus sem vergonha

Aprender “a arte de pedir sem vergonha e de oferecer sem cálculo”, também foi enaltecido pelo Papa ao se dirigir aos fiéis de língua francesa, em especial, os provenientes de Luxemburgo e da França: “assim construiremos relações fraternas, verdadeiras e autênticas, portadoras de uma alegria que o mundo não conhece”, acrescentou o Pontífice. Aos peregrinos de língua árabe Leão XIV reforçou: “O cristão é chamado a entregar a sua fraqueza a Deus sem vergonha nem medo, porque só Ele é capaz de transformá-la numa ponte que conduz ao céu.”

Por intercessão dos futuros santos, Acutis e Frassati

Quando o Papa se dirigiu aos fiéis de língua polonesa, recordou que, passadas as férias de verão, o período é para retomar o ano escolar na Europa. Em véspera de duas importantes canonizações no próximo domingo, 7 de setembro, no Vaticano, Leão XIV também disse para pedir a intercessão dos futuros santos, os italianos Carlo Acutis e Pior Giorgio Frassati, o dom da fé. São dois jovens, que faleceram aos 15 e 24 anos respectivamente, que seguiam os valores do Evangelho e até hoje inspiram as famílias e irradiam a luz de Jesus a todos: “Que setembro seja um mês de oração pelas crianças e jovens que voltam às aulas e por aqueles que cuidam da sua educação. Peçam por eles, pela intercessão dos Beatos, e em breve Santos, Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis, o dom de uma fé profunda em seu caminho de amadurecimento.”

Papa recebe Herzog: cessar-fogo urgente em Gaza e entrada de ajuda humanitária

O Santo Padre Leão XIV recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira, 4 de setembro, no Palácio Apostólico Vaticano, o presidente do Estado de Israel, Isaac Herzog, que posteriormente se reuniu com o cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, acompanhado por dom Paul Richard Gallagher, secretário das Relações com os Estados e as Organizações Internacionais.

Durante as cordiais conversações com o Santo Padre e na Secretaria de Estado – informa um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé -, foi abordada a situação política e social do Oriente Médio, onde persistem numerosos conflitos, com particular atenção à trágica situação em Gaza. Espera-se uma rápida retomada das negociações para que, com disponibilidade e decisões corajosas, bem como com o apoio da comunidade internacional, se possa obter a libertação de todos os reféns, alcançar com urgência um cessar-fogo permanente, facilitar a entrada segura de ajuda humanitária nas zonas mais afetadas e garantir o pleno respeito do direito humanitário, bem como as legítimas aspirações dos dois povos.

A “única saída para a guerra”

Além disso, falou-se sobre como assegurar um futuro ao povo palestino e a paz e estabilidade da região, reiterando por parte da Santa Sé a solução de dois Estados como única saída para a guerra em curso. Foi também feita uma referência ao que está acontecendo na Cisjordânia e à importante questão da cidade de Jerusalém. No decorrer das conversações – lê-se ainda no referido comunicado -, concordou-se com o valor histórico das relações entre a Santa Sé e Israel e foram também abordadas algumas questões relativas às relações entre as Autoridades estatais e a Igreja local, com particular atenção para a importância das comunidades cristãs e o seu empenho in loco e em todo o Oriente Médio, em favor do desenvolvimento humano e social, especialmente nos setores da educação, da promoção da coesão social e da estabilidade da região.

Novos Ventos – 31 de Agosto

XXII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XXII Domingo do Tempo Comum a liturgia salienta que devemos ter uma atitude de simplicidade e humildade e não a procurar obter honras ou protagonismos. É no contexto de uma refeição que Jesus se encontra na casa de um fariseu importante e Jesus observa que os convidados iam escolhendo os melhores lugares à mesa. Ao ver tal atitude Jesus conta-lhes uma parábola (história) em que os convidados também tinham escolhido os melhores assentos e depois o dono da casa pediu que ocupassem outros lugares. Muitas vezes, pode acontecer com cada um de nós ter esta atitude de os lugares melhores, ou a pretensão de um certo protagonismo na sociedade, Jesus mostra que o verdadeiro protagonismo está naqueles que têm uma atitude de humildade e simplicidade e também em não fazer coisas com o pretexto de ser retribuído pelos homens, mas a verdadeira recompensa será dada por Deus.

Ainda que o nosso modo de atuar e viver não seja reconhecido pelos homens, o Senhor promete que essa recompensa será dada na ressurreição dos justos. Que a conduta da nossa vida seja pautada por «fazer o bem sem olhar a quem», isto é, sem estar à espera de receber recompensa.

A leitura do Livro de Ben-Sirá, um sábio judeu dos inícios do séc. II a.C. exorta os seus concidadãos a não se deixarem deslumbrar pela arrogante cultura helénica. Sugere-lhes que, fiéis aos valores dos antepassados, rejeitem a soberba e escolham a humildade. Dessa forma, agradarão a Deus e aos homens. A humildade não é a virtude dos fracos; é a opção daqueles que estão apostados em viver uma vida plena de sentido.

A leitura da Epistola aos Hebreus, um pregador cristão da segunda metade do séc. I convida os crentes a reavivarem a sua opção por Cristo. Afinal, a experiência cristã é uma experiência que nos leva até Deus, que nos insere na família de Deus, que nos faz entrar na Jerusalém celeste, que nos irmana aos “santos” cujos nomes estão inscritos no céu. Como não viver com alegria e entusiasmo esta escolha?O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, faz-nos entrar em casa de um fariseu que tinha convidado Jesus para a “refeição de sábado”. Aos convivas que lutavam pelos “primeiros lugares”, Jesus fala de humildade e de simplicidade. Ao dono da casa, rodeado de amigos unidos pela mesma rede de interesses, Jesus convida a sair fora daquele círculo exclusivo e privilegiado, para abraçar o amor gratuito e desinteressado a todos. Humildade, simplicidade, amor universal, acolhimento misericordioso de todos: segundo Jesus, é a partir desses valores que será possível contruir o Reino de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos. Palavra da Salvação

Encontro de Rimini: Frassati e Acutis santos sem superpoder, símbolo de “normalidade”

O santo não tem “superpoderes”, mas “adere ao ideal para o qual foi criado”. Na “normalidade”, ele agita as coisas e é “uma reação ao marasmo geral”. Ele sabe “aprofundar-se” na vida cotidiana, “aproveitando ao máximo” a própria existência, inclusive por meio do humor e da ironia. E talvez seja propriamente um santo a “salvar, em última análise, a sociedade”. Ou melhor, uma “sociedade de santos”. As figuras de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati, que serão canonizados juntos em 7 de setembro, foram o foco do painel “Novos Santos”, realizado na quarta-feira, 27 de agosto, último dia do encontro de Rimini, norte da Itália. Entre os palestrantes, estavam Paolo Asolan, professor de Teologia Pastoral Fundamental e decano do Pontifício Instituto Pastoral Redentor Hominis da Pontifícia Universidade Lateranense; Marco Cesare Giorgio, presidente do Centro Cultural Pier Giorgio Frassati; Antonia Salzano, mãe de Carlo Acutis (presente por videoconferência); dom Domenico Sorrentino, bispo de Assis – Nocera Umbra – Gualdo Tadino e Foligno. O encontro foi moderado por Bernhard Scholz, presidente do Encontro para a Amizade entre os Povos (ETS).

Laicato, vocação e obras: o legado de Frassati

“Piergiorgio soube ser feliz nas circunstâncias ordinárias da vida”, afirmou Cesare Giorgio, que em seguida leu as palavras do escritor Stefano Iacomuzzi, que teve a oportunidade de conhecer alguns amigos de Frassati. “Gostei dele também porque ele serviu de contrapeso às imagens distantes dos grandes santos.” A imagem proposta lembra o que já havia sido delineado por padre Giussani e Bento XVI: o santo “não é alguém com superpoderes, mas alguém que adere ao ideal para o qual foi criado”. “Mas o que fez de extraordinário Piergiorgio?”, perguntou Cesare Giorgio, provocativo. “Ele viveu tudo de forma integral e unida.” Entre seus legados estão “o papel dos leigos”, o chamado à santidade aberto a “todos” e as muitas obras nascidas ao redor do mundo dedicadas a Frassati.

“Uma multidão de indecisos, e ele, determinado”

Em seu discurso, Asolan observou como o jovem de Turim deixou “a vida de Cristo fluir em sua vida”, segundo “um encanto” que se sentiu desde o primeiro encontro, desde o primeiro olhar: um “algo a mais, que é explicável”. Em seguida, Asolan coletou três citações significativas sobre Frassati. A primeira é do político italiano Filippo Turati, que escreveu em julho de 1925: “O que se lê sobre ele é tão novo e inusitado que enche de reverente espanto até mesmo aqueles que não compartilhavam de sua fé”. A segunda é uma frase “gritada” por Frassati certa noite, após receber um ataque motivado politicamente e um soco: “Vossa violência não pode superar a força de nossa fé, porque Cristo não morre”. A terceira é o testemunho de um amigo, que explicou sua impressão sobre Frassati da seguinte forma: “Uma multidão de indecisos, e ele, determinado. Um enxame de desorientados, e ele, orientado. Uma fila interminável de decepcionados, e ele, contente”. Um jovem que, para seus coetâneos, representava “a reação ao marasmo geral”, louvado por aquela “normalidade” que era a manifestação da “presença de Jesus Cristo” nele.

Uma sociedade de santos

“Quem, em última análise, salvará a sociedade não será um diplomata, um douto ou um herói, mas um santo, ou melhor, uma sociedade de santos.” O arcebispo Sorrentino escolheu as palavras do beato Giuseppe Toniolo, “conselheiro de Leão XIII para a Rerum Novarum“, para descrever as figuras de Carlo Acutis e Piergiorgio Frassati: “Carlo, como Piergiorgio, insere-se nesta lógica.” Em seguida, dedicou um trecho a outro santo, Francisco de Assis, cujo Cântico das Criaturas – observou Sorrentino – “Carlo o vive”, através do seu amor pela “beleza da vida”.


Leão XIV: “A esperança cristã não é evasão, mas determinação”

A Sala Paulo VI acolheu milhares de fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira, 27 de agosto. Quem não conseguiu entrar, foi acomodado do lado de fora do auditório e na Basílica Vaticana e também recebeu a saudação do Papa antes e depois do encontro semanal. Em sua catequese, Leão XIV deu continuidade ao ciclo no âmbito deste Ano Santo, dedicado ao tema “Jesus Cristo nossa Esperança”. O tema, «Quem procurais?” (Jo 18,4) fala do início da Paixão de Jesus, em que é preso no Jardim das Oliveiras.

O evangelista João não apresenta um Jesus assustado, em fuga, mas um homem livre, que se deixa levar. Ao responder “Eu Sou”, o Mestre revela que a esperança cristã não é evasão, mas determinação. “Esta atitude é o resultado de uma oração profunda em que não pedimos a Deus que nos poupe ao sofrimento, mas que tenhamos a força para perseverar no amor”, explicou o Pontífice. Aliás, Jesus viveu cada dia da sua vida como preparação para esta hora dramática e sublime. Sabe que perder a vida por amor não é um fracasso, mas possui uma misteriosa fecundidade. Como o grão de trigo que, caindo na terra, morre e se torna fecundo. “É aí que reside a verdadeira esperança: não em tentar evitar a dor, mas em acreditar que, mesmo no coração do sofrimento mais injusto, reside a semente de uma nova vida.”

Isto serve de lição a nós, que, ao defendermos nossos projetos, nossas certezas, acabamos sozinhos. O Evangelho de Marcos fala também de um jovem que, quando Jesus é preso, foge nu (Mc 14,51). No final do Evangelho, é precisamente um jovem quem anuncia a ressurreição às mulheres, já não nu, mas vestido com uma túnica branca.

Para o Santo Padre, se trata de uma imagem profundamente evocativa, pois também nós, ao tentarmos seguir Jesus, somos despojados das nossas certezas e tentados a abandonar o caminho do Evangelho, porque o amor parece uma viagem impossível. “Queridos irmãos e irmãs, aprendamos também nós a entregar-nos à boa vontade do Pai, permitindo que a nossa vida seja uma resposta ao bem que recebemos. A vida não tem de ter tudo sob controlo. Basta escolher amar livremente todos os dias. Esta é a verdadeira esperança: saber que, mesmo na escuridão da provação, o amor de Deus nos sustenta e permite que o fruto da vida eterna amadureça em nós”.

ONU: “até o final do ano, 640 mil pessoas em Gaza correm risco de passar fome”

“Mais de meio milhão de pessoas sofrem atualmente de fome, miséria e risco de morte em Gaza. Até o final de setembro, esse número pode ultrapassar 640 mil. Praticamente ninguém está imune à fome, e prevê-se que pelo menos 132 mil crianças menores de 5 anos sofrerão de desnutrição aguda até meados de 2026”. A denúncia vem de Joyce Msuya, vice-chefe de Assuntos Humanitários da ONU, durante a reunião do Conselho de Segurança, na qual ela reiterou que “esta fome não é resultado da seca ou de alguma forma de desastre natural. É uma catástrofe criada, e também é o resultado de 22 meses de distribuição limitada e comprometida de suprimentos humanitários e comerciais essenciais”. Nas últimas horas, as autoridades da Faixa de Gaza comunicaram a morte de mais quatro pessoas devido à fome. Uma crise que se agrava — afirmam ainda as Nações Unidas — devido ao bloqueio que Israel está impondo também ao envio de tendas para os refugiados.

O PMA lança um apelo para reativar a rede alimentar

O Programa Mundial de Alimentos alertou que Gaza está “à beira do colapso” e lançou um apelo para reativar urgentemente sua rede de 200 pontos de distribuição de alimentos para evitar a propagação de bolsões de fome. “O desespero está aumentando vertiginosamente, e eu vi isso em primeira mão”, disse a diretora executiva do WFP, Cindy McCain, após encontrar crianças palestinas famintas, que ela descreveu como “irreconhecíveis” em comparação com as fotos tiradas quando estavam saudáveis. Nestas horas, espera-se a chegada de um comboio de 25 caminhões com ajuda alimentar da Jordânia.

Pizzaballa: “transferir populações é imoral”

Na quarta-feira, a “ordem de evacuação” da cidade de Gaza pelo exército israelense chegou aos fiéis da paróquia ortodoxa de São Porfírio. O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca de Jerusalém dos latinos, que no dia anterior, juntamente com o patriarca ortodoxo Teófilo III, havia expressado o desejo de que as comunidades religiosas e os fiéis não deixassem Gaza, intervindo em streaming em uma reunião na igreja do Carmine, em Pavia, reiterou que “transferir populações é imoral, além de contrário às convenções internacionais”. A situação que se vive hoje “é muito grave”, acrescentou. “A parte sul da cidade foi quase completamente arrasada, no norte, onde fica nossa paróquia, 80% está destruída. Falta comida”. Depois, há o problema da educação. “Ninguém fala sobre isso”, disse o patriarca latino, mas “pelo terceiro ano consecutivo, as crianças não poderão ir à escola”. Por fim, “os medicamentos não chegam: sem antibióticos, é complicado tratar os feridos. Muitos vivem em tendas, sem nada”.

Novos Ventos – 17 de Agosto

XX Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

No XX Domingo do Tempo Comum o evangelista São Lucas põe em evidência duas temáticas apresentadas por Jesus «o fogo à terra e a divisão». No primeiro caso, Jesus diz que veio trazer o fogo à terra. Mas de que fogo se trata? O fogo que Jesus veio trazer e que desejava incendiar o mundo era «o fogo» do Seu Amor. Como seria diferente e mais belo o nosso mundo se os homens ardessem desse Amor que Jesus veio trazer à humanidade. Todavia, os homens preferem viver na escuridão, preferem uma cultura de morte, do que se deixar inebriar e queimar por esse Amor divino. O outro tema apresentado por Jesus está relacionado com as «divisões» familiares, estarão na mesma casa uns divididos contra os outros. Parece quase uma contradição, Jesus sendo Amor e afirma que veio trazer a divisão no seio familiar. Afinal, qual é a causa da divisão? O motivo principal das divisões está relacionado com os próprios interesses e paixões. Como seriam felizes as famílias se nelas houvesse um verdadeiro amor evangélico em que Jesus seria o centro de todo o ambiente familiar, mas pelo contrário a liberdade e o nosso egocentrismo leva a criar roturas.

A leitura do Livro de Jeremias, fala-nos dos sofrimentos que o profeta Jeremias teve de enfrentar por causa da sua fidelidade à missão que Deus lhe confiou. Homem sensível e bom, pouco preparado para o confronto e a hostilidade, Jeremias teve de denunciar, de demolir falsas esperanças, de causar alarme social, a fim de que a Palavra de Deus chegasse ao coração dos seus contemporâneos. Detestado por todos, castigado pelos líderes, Jeremias cumpriu, mesmo assim, a sua missão. Não esteve sozinho: Deus acompanhou-o, consolou-o e salvou-o. Deus nunca abandona os seus profetas.

A leitura da Epistola aos Hebreus, um “mestre” cristão da segunda metade do séc. I, dirigindo-se a cristãos assustados, acomodados e desmotivados, convida-os a reavivar a fé e o entusiasmo. A vida cristã é como uma corrida em direção a uma meta onde Cristo está à nossa espera. Quem quiser vencer, tem de se empenhar seriamente na corrida, de olhos postos em Cristo, sem se deixar distrair e atrasar pelos acidentes do caminho.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus descreve aos discípulos a missão que recebeu do Pai: “Eu vim trazer o fogo à terra”. Apaixonado por Deus e pelo Reino, Jesus queria contagiar o mundo e os homens com a sua paixão. Trouxe uma esperança nova aos pobres, aos doentes, aos marginalizados, aos malditos; combateu e venceu o egoísmo, a violência, a injustiça, o pecado, a morte. Quis que os seus discípulos abraçassem esse mesmo projeto e que, abrasados pelo fogo do Espírito, fossem testemunhas do Evangelho em todo o mundo. Hoje, é pela ação desses discípulos que o “fogo” de Deus continua a aquecer e a purificar o mundo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? Tenho de receber um batismo e estou ansioso até que ele se realize. Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra». Palavra da Salvação


17 de agosto, o Papa celebrará a missa com os pobres na diocese de Albano

Um comunicado da Prefeitura da Casa Pontifícia informa que no domingo, 17 de agosto, às 9h30, (4h30, hora de Brasília) Leão XIV irá ao Santuário de Santa Maria della Rotonda, em Albano, para celebrar a Santa Missa com os pobres assistidos pela diocese e com os operadores da Caritas diocesana. Às 12h, seguirá o Angelus na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo. Na pequena cidade do Lácio, o Pontífice celebrou a missa no dia 20 de julho passado, durante seu período de descanso de verão.

O Papa: basta de armas na Ucrânia e de fome em Gaza. Libertem os reféns

Cessar-fogo e acordo de paz na Ucrânia, resolução da crise humanitária e da fome e libertação dos reféns israelenses em Gaza. Esses são os objetivos da “soft diplomacy” da Santa Sé para problemas que “não podem ser resolvidos com a guerra”, e é isso que o Papa Leão XIV pede e deseja, segundo afirmou na noite desta quarta-feira a alguns jornalistas à sua chegada a Castel Gandolfo, onde passará um segundo período de descanso de verão, até 19 de agosto. Enquanto cumprimentava as muitas pessoas que aguardavam sua chegada, em frente ao portão da Vila Barberini, que será sua residência nestes dias, o Papa respondeu às perguntas de alguns repórteres sobre a atualidade internacional.

Buscar sempre o diálogo, o trabalho diplomático

Quando questionado sobre o que espera da cúpula de 15 de agosto entre o presidente estadunidense Donald Trump e o russo Vladimir Putin, Leão XIV responde: é preciso buscar sempre “o cessar-fogo, é preciso acabar com a violência, com tantas mortes. Vamos ver como eles podem chegar a um acordo. Porque a guerra depois de tanto tempo, qual é o objetivo? É preciso sempre buscar o diálogo, o trabalho diplomático e não a violência, não as armas”. E à pergunta se está preocupado com a possibilidade da população de Gaza ser deportada, o Papa responde: “É preciso resolver a crise humanitária, não se pode continuar assim. Conhecemos a violência do terrorismo e respeitamos os muitos que morreram e também os reféns, é preciso que sejam libertados. Mas também é preciso pensar nos muitos que estão morrendo de fome”.

Problemas que não se resolvem com a guerra

Por fim, perguntam-lhe o que está fazendo a Santa Sé para pôr fim a estes e outros conflitos. O Pontífice responde que “a Santa Sé não pode pôr fim… mas estamos trabalhando, digamos, uma soft diplomacy’, sempre convidando, incentivando a busca da não violência através do diálogo e procurando soluções, porque estes problemas não se resolvem com a guerra».

Na audiência geral: Deus conceda a paz a todos os povos

Na manhã desta quarta-feira, durante a audiência geral na Sala Paulo VI, ao saudar os peregrinos poloneses, o Pontífice chamou a atenção do mundo para as populações dos países assolados por conflitos e violência.  “Supliquem a Deus que conceda a paz a todos os povos que vivem a tragédia da guerra”. O ponto de partida para o apelo do Pontífice foi a figura de São Maximiliano Maria Kolbe, o franciscano polonês que morreu no campo de concentração de Auschwitz, onde se ofereceu para tomar o lugar de um pai de família destinado ao bunker da fome.


Palavra de vida (Agosto)

«Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração» (Lc 12,34)

Esta Palavra convida-nos a fazer um exame de consciência: qual é o meu tesouro, a realidade que mais estimo? Pode assumir diferentes facetas, como o estatuto económico, ou também a fama, o sucesso, o poder. A experiência diz-nos que é preciso voltar continuamente à vida verdadeira, à vida que não passa, à vida radical e exigente do amor evangélico: «Para um cristão, não basta ser-se bom, misericordioso, humilde, manso, paciente… É necessário ter, para com os irmãos, a caridade que Jesus nos ensinou. […] De facto, a caridade não é só uma intenção de dar a vida. É dar a vida»[5].

Diante de cada próximo que encontramos no nosso dia (na família, no trabalho, em toda a parte) devemos amá-lo com esta medida. E assim vive-se sem pensar em nós, mas pensando nos outros, experimentando uma verdadeira liberdade. Augusto Parody Reyes

Santa Sé: comércio desleal alimenta a pobreza

Existe um comércio de vocação saudável, que é fundado “no princípio da destinação universal dos bens”, que garante o desenvolvimento e, portanto, a dignidade. Mas, infelizmente, também existem formas de “comércio injusto”, que penalizam com regras “internacionais injustas” aqueles países estruturalmente mais fracos, que “frequentemente sofrem de uma carência de capitais, agravada frequentemente pelo peso da dívida externa”. Dom Arnaud du Cheyron de Beaumont, à frente da Delegação da Santa Sé, debruça-se sobre as dinâmicas de um setor fundamental e vital na era da economia globalizada, em uma declaração na 3ª Conferência Internacional sobre os Países em Desenvolvimento sem Litoral, realizada em Awaza, no Turcomenistão, no último dia 6 de agosto.

Com as regras da solidariedade

Os países em desenvolvimento sem acesso ao mar são uma porção geográfica que mais sofre com as modalidades de um comércio incorreto, que nessas áreas chega facilmente a provocar “um intenso excesso de exploração ambiental”, levando “à fome e à pobreza”. Para contornar este cenário, afirma dom Arnaud du Cheyron de Beaumont, “o comércio deve ser moldado pelas exigências da justiça e da solidariedade” e o internacional, “oportunamente orientado, promove o desenvolvimento e pode criar novas possibilidades de emprego e fornecer recursos úteis”.

A pobreza é filha de injustiças

Assim como em muitas outras circunstâncias, o representante vaticano apela à comunidade internacional para que opte por uma vontade política concreta, em particular em favor dos países tema da conferência no Turcomenistão, que são frequentemente sobrecarregados por formas de pobreza “difusa e complexa”, que nega a “milhões de pessoas as suas necessidades fundamentais”. Esses países, recorda o representante da Santa Sé, embora diferentes em história, cultura e economia, “enfrentam os mesmos desafios sistêmicos, incluindo encargos insustentáveis da dívida, altos custos de transporte e vulnerabilidade às mudanças climáticas e a choques externos”. A pobreza, observa ainda o prelado, “deriva de várias formas de privação cultural e da negação dos direitos culturais”, mas ela “não é inevitável; é consequência de estruturas injustas e de escolhas políticas e, por isso, pode e deve ser superada”.

Que o comércio promova o bem de todos

A pessoa humana, conclui dom Beaumont, “deve permanecer no centro de todas as estratégias de desenvolvimento”. Ele acrescenta que o comércio e o crescimento econômico “não são fins em si mesmos, mas meios para promover o desenvolvimento humano integral de cada pessoa e o progresso do bem comum”.

Novos Ventos – 10 de Agosto

XIX Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XIX Domingo do Tempo Comum a liturgia põe em evidência a dificuldade na adesão ao seguimento de Jesus «Não temas, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o reino». Na verdade, foram muitas as pessoas que Jesus curou, alimentou as multidões famintas, escutaram os seus ensinamentos, porém, apenas um pequeno grupo foi capaz de seguir o Mestre. Jesus adverte os discípulos e os seus seguidores a não acumular tesouros neste mundo, mas em procurar adquirir tesouros onde nenhum ladrão poderá roubar. Esse tesouro consiste através da adesão a Jesus Cristo e procurar pôr em prática os Seus ensinamentos. Jesus, faz outra advertência aos discípulos que consiste em manter a chama da fé acesa. Talvez os discípulos julgassem que uma vez fazendo parte do grupo dos amigos de Jesus, que estariam salvaguardados das dificuldades e provações. Todos nós percebemos que não é assim, não é pelo facto de sermos cristãos empenhados na nossa comunidade que estamos isentos de problemas na vida. Por isso, é que Jesus adverte a manter a chama da fé acesa.

A nossa vida é um mistério insondável, pois não sabemos o dia nem a hora da nossa partida deste mundo. Esse momento virá sem que nós o sabermos. A nossa atitude deve ser de vigilância de forma a que possamos estar preparados para esse encontro com Deus.

A leitura do Livro da Sabedoria, um “sábio” de Israel recorda a noite em que Deus libertou os hebreus da escravidão do Egito. Para os egípcios, foi uma noite de desolação e de morte; para os hebreus, foi uma noite de libertação e de glória. Os hebreus perceberam nessa noite, que caminhar com Deus e seguir as indicações que Ele deixa é fonte permanente de vida e de liberdade. É nessa direção que o “sábio” nos convida a construir a nossa vida.

A leitura da Epistola aos Hebreus, um “catequista” cristão anónimo propõe-nos Abraão e Sara como modelos de fé. Eles confiaram incondicionalmente em Deus e não hesitaram em caminhar ao encontro dos bens prometidos. Essa “aposta” trouxe-lhes frutos: ultrapassando as limitações e a caducidade da vida presente, puderam alcançar os bens eternos.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus lembra aos discípulos que foram escolhidos para levar o projeto do Reino de Deus ao encontro do mundo. Devem, portanto, viver para o serviço do Reino. Nesse sentido, têm de estar sempre atentos e vigilantes, cumprindo a cada instante as tarefas que Deus lhes pede, servindo o Reino com humildade e simplicidade.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não temas, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o reino. Vendei o que possuís e dai-o em esmola. Fazei bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável nos céus, onde o ladrão não chega nem a traça rói. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração. Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que esperam o seu senhor ao voltar do casamento, para lhe abrirem logo a porta, quando chegar e bater. Felizes esses servos, que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo: cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá. Se vier à meia-noite ou de madrugada, felizes serão se assim os encontrar. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não o deixaria arrombar a sua casa. Estai vós também preparados, porque na hora em que não pensais virá o Filho do homem». Disse Pedro a Jesus: «Senhor, é para nós que dizes esta parábola, ou também para todos os outros?». O Senhor respondeu: «Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor estabelecerá à frente da sua casa, para dar devidamente a cada um a sua ração de trigo? Feliz o servo a quem o senhor, ao chegar, encontrar assim ocupado. Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens. Mas se aquele servo disser consigo mesmo: ‘O meu senhor tarda em vir’, e começar a bater em servos e servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo chegará no dia em que menos espera e a horas que ele não sabe; ele o expulsará e fará que tenha a sorte dos infiéis. O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou ou não cumpriu a sua vontade, levará muitas vergastadas. Aquele, porém, que, sem a conhecer, tenha feito ações que mereçam vergastadas, levará apenas algumas. A quem muito foi dado, muito será exigido; a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá».  Palavra da Salvação


Palavra de vida (Agosto)

«Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração» (Lc 12,34)

Neste contexto, o “coração” significa o centro unificador da pessoa, que confere um sentido a tudo aquilo que ela vive. É o lugar da sinceridade, onde não se pode enganar nem dissimular. Normalmente indica as verdadeiras intenções, aquilo que se pensa, no que se acredita e o que realmente se quer. O “tesouro” é aquilo que, para nós, tem maior valor e, portanto, a nossa prioridade, aquilo que acreditamos dar maior segurança ao presente e ao futuro. “Hoje em dia – afirmou o Papa Francisco – tudo se compra e se paga, e parece que o próprio sentido da dignidade dependa das coisas que se podem obter com o poder do dinheiro. Somos instigados a acumular, a consumir e a distrairmo-nos, aprisionados por um sistema degradante, que não nos permite olhar para além das nossas necessidades imediatas e mesquinhas»[3]. Mas, no mais íntimo de cada mulher e de cada homem, existe uma procura premente daquela felicidade que não desilude, que nenhum bem material pode saciar.

Escreveu Chiara Lubich: «Sim, existe aquilo que tu procuras: há, no teu coração, uma sede infinita e imortal; uma Esperança que não morre; uma fé que rasga as trevas da morte e é luz para aqueles que creem. Não é em vão que tu esperas, que crês! Não é em vão! Tu esperas, tu crês para Amar»[4]. Augusto Parody Reyes


“Irmãos e irmãs, bom dia!”, disse o Papa hoje, num bonito português na Audiência Geral

O Papa Leão XIV surpreendeu os fiéis em língua portuguesa presentes na Praça São Pedro na manhã desta quarta-feira (06/08), mas também de todo o mundo que seguiam a Audiência Geral: ao iniciar a catequese jubilar dedicada a Cristo, que meditou sobre a preparação ao mistério pascal, o Pontífice literalmente saiu do script e da saudação tradicional em italiano, para usar de forma espontânea um bonito português para saudar todos os peregrinos: “Irmãos e irmãs, bom dia!”. Após a leitura da catequese em italiano, quando refletiu a importância espiritual de se preparar para o encontro com Cristo, Leão XIV saudou diretamente os fiéis de língua portuguesa, como um grupo de Várzea Grande/SP, com uma enorme bandeira aberta na Praça São Pedro – mas falando em italiano: “Dirijo uma saudação cordial a todos os peregrinos de língua portuguesa, especialmente aos que vieram de Portugal e do Brasil. Queridos irmãos e irmãs, ainda com os extraordinários acontecimentos do Jubileu dos Jovens vivos na memória, continuemos a rezar para que o Espírito Santo possa predispor os corações de tantos jovens ao anúncio do Evangelho. Deus os abençoe!”

A mensagem aos jovens de Burkina Faso e Níger

Ainda recordando o recente Jubileu dos Jovens, que reuniu mais de um milhão de fiéis em Roma no último final de semana, ao se dirigir aos fiéis de língua francesa na Audiência Geral, o Papa renovou a proximidade aos povos que sofrem com intensos conflitos e instabilidade: “Saúdo com alegria as delegações de jovens de Burkina Faso e do Níger, que vieram a Roma no âmbito do Jubileu dos Jovens. Desejo renovar a minha oração pelos seus países. Vocês vieram aqui como peregrinos da esperança. Sigam em frente, a esperança não decepciona, como artesãos de paz e de reconciliação vocês têm tudo para preparar um mundo melhor e mais fraterno.”

A Transfiguração do Senhor

Já aos peregrinhos em língua italiana, polonesa e alemã, o Papa Leão XIV recordou a Solenidade da Transfiguração do Senhor que a Igreja celebra neste 6 de agosto, 40 dias antes da Exaltação da Cruz em 14 de setembro. A festa convida à contemplação através de um momento luminoso da vida de Jesus, em que Ele revela a sua glória divina a três discípulos: Pedro, João e Tiago. O ponto central dessa solenidade, naturalmente, é o mistério de quando Jesus se transfigura para mostrar que a cruz não é fim, renovando o caminho de fé e luz que guia todos os fiéis. “Se nos abrirmos a Cristo e seguirmos a sua Palavra, Ele ilumina e transfigurará também as nossas vidas. Assim, podemos fazer brilhar a sua luz no mundo”, disse o Papa aos alemães. 

Sacerdote alemão pedala até Roma para entregar a Leão XIV cartas de crianças doentes

Foram três dias e outras noites sem dormir. O Pe. Pawel Nowak viajou de bicicleta por cerca de 1600 Km da cidade alemã de Hildesheim até Roma por uma boa causa: arrecadar fundos para apoiar a “Kinderhospiz Löwenherz”, uma instituição que abriga crianças doentes em fase terminal, da cidade de Syke. 

0s “anjos da guarda” de carro

A pedalada do sacerdote foi assistida por muitos “anjos da guarda” sobre quatro rodas. Vários membros da sua comunidade em Bremen o apoiaram. “Eu apenas ofereci nossa ajuda caso ele precisasse” e, em determinado momento, foi o que aconteceu, conta Veronika Hellmann. Ao longo do trajeto, acompanharam o Pe. Nowak de carro – como se faz com os profissionais, no Giro d’Italia ou no Tour de France – e forneceram-lhe comida, bebida e tudo o que ele precisava nos pontos de encontro combinados. Por exemplo, um dia, um pneu de reserva.

O encontro com o Papa Leão XIV

Na quarta-feira, 6 de agosto, Pe. Pawel Nowak contou sua façanha a Leão XIV. “Encontrei pessoalmente o Papa. Depois da Audiência Geral pude apertar a sua mão e trocar algumas palavras com ele”, conta Nowak feliz. O Pontífice, amante do esporte como é, ficou impressionado com o empenho do sacerdote. Quando soube que ele havia pedalado por três dias e três noites sem dormir até Roma, quis tirar uma selfie com ele, conta Pe. Nowak à mídia do Vaticano após o encontro, durante o qual também entregou a Leão XIV os presentes das crianças da instituição. O Papa agradeceu e deu sua bênção ao sacerdote, à sua paróquia, às crianças doentes e às suas famílias.

Pronto para um novo desafio sobre duas rodas

O sacerdote esportista já planeja seu próximo desafio esportivo e beneficente. “Vou ficar em Roma até sábado de manhã, mas depois vou partir para a Áustria, onde pretendo participar de uma corrida, uma corrida de verdade, a primeira da minha vida, com um objetivo ambicioso: trata-se do campeonato mundial de ultracycling, a ‘Race around Austria’”. Os participantes, entre os quais muitos ciclistas profissionais conhecidos, terão de percorrer 2.200 km e 30 mil metros de desnível, atravessando toda a Áustria. O sacerdote de 39 anos está ansioso por se colocar à prova mais uma vez. Na Áustria, irá competir para angariar fundos em favor da Fundação para o Câncer Infantil de Bremen.

Novos Ventos – 03 de Agosto

XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XVIII Domingo do Tempo Comum a liturgia apresenta um episódio muito pertinente para os dias de hoje; trata-se de um problema familiar de heranças. Este homem ao qual se desconhece a sua proveniência e nem o seu nome, pode representar cada um de nós. Sabemos de antemão que tinha um irmão e cuja relação estava ferida por causa de heranças. Este homem vai pedir a Jesus que possa intervir diante do irmão, para que este reparta a herança com ele. A resposta de Jesus é clara: «Amigo, quem Me fez juiz das vossas partilhas?» e prossegue ao dirigir-se aos presentes «…a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». De facto, Jesus adverte os presentes para não acumularem tesouros nem riquezas neste mundo, mas em se tornarem ricos aos olhos de Deus.

A nossa cultura ocidental está cada vez mais pautada pela fama, poder social, pelo carreirismo, pela ganância desenfreada em possuir coisas materiais, do que procurar ter a paz interior e criar bases sólidas e ambientes familiares saudáveis. O relato do Evangelho de hoje permite nos perceber que as grandes rupturas familiares entre irmãos é derivado às partilhas, por vezes ao ponto de não se voltarem a falar. Por último, Jesus lança uma pergunta que leva a questionar o verdadeiro sentido da vida: “Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?».

A leitura do Livro de Coelet, um sábio de Israel (o “Cohelet”) oferece-nos a sua reflexão sobre o sentido da vida. Com pessimismo, mas também com realismo, constata que não vale a pena o homem afadigar-se a acumular bens que um dia abandonará. Esses bens nunca encherão de sentido a vida do homem. Embora a reflexão do “Cohelet” não vá mais além, constitui um patamar para partirmos à descoberta de Deus e para encontramos n’Ele o sentido último da nossa existência.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Colossenses, Paulo convida-nos a optar pelas “coisas do alto”, em detrimento das “coisas da terra” (brilhantes e sugestivas, mas também efémeras e fúteis). Aquele que, no batismo, foi enxertado com Cristo, tem de viver de tal forma que seja, no meio dos seus irmãos, “imagem do Criador”.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus, através da parábola do “rico insensato”, denuncia a falência de uma vida voltada exclusivamente para o gozo dos bens materiais. Quem aposta tudo no conforto, no bem-estar, na segurança que o dinheiro proporciona, é um “louco”. As suas opções irresponsáveis levam-no a passar ao lado das coisas mais belas da vida, das coisas que realizam o homem e lhe proporcionam uma felicidade sem fim.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?». Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: ‘Que hei de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? Vou fazer assim: Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’. Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’. Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus». Palavra da Salvação


Palavra de vida (Agosto)

«Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração» (Lc 12,34)

Este ensinamento de Jesus é mencionado pelo evangelista Lucas. Jesus ia, com os seus discípulos, a caminho de Jerusalém, para a Sua Páscoa de morte e ressurreição. Dirige-se a eles, chamando-lhes «pequeno rebanho»[1], confiando-lhes o que Ele tinha no coração, os sentimentos profundos do seu espírito. Entre estes estão o desapego dos bens terrenos, a confiança na providência do Pai e a vigilância interior, na espera ativa do Reino de Deus.

Nos versículos precedentes Jesus encoraja-os ao desprendimento de tudo, até da própria vida e a não se angustiarem por causa das necessidades materiais, porque o Pai conhece as suas necessidades. Convida-os a procurar acima de tudo o Reino de Deus, encorajando-os a acumular «um tesouro inesgotável no Céu»[2]. É claro que Jesus não exorta à passividade em relação às coisas terrenas, ou a uma conduta irresponsável no trabalho. A sua intenção é libertar-nos da ansiedade, da inquietação, do medo. Augusto Parody Reyes


Jubileu dos Jovens: 25 mil peregrinos alojados na ‘Fiera di Roma’

Café da manhã italiano para todos

Outros estão tomando café da manhã em mesas de madeira dispostas ao longo do corredor que separa os nove pavilhões onde acabaram de passar a noite. Cada pavilhão tem sua própria e eficiente distribuição de produtos para o café da manhã: croissants, geleias, torradas, sucos de frutas. Os jovens observam os voluntários prepararem a primeira refeição do dia. Será que ficarão satisfeitos com o café da manhã “à italiana”? As placas das dezenas de ônibus estacionados entre os pavilhões revela suas nacionalidades: vêm da Polônia, Portugal, França, Espanha e dezenas de outros países. Mais de 250 chuveiros e uma fila interminável de banheiros portáteis também foram instalados entre os pavilhões. Os madrugadores já estão usando os banheiros para escovar os dentes ou lavar o rosto.

De Paris, uma peregrina de “última hora”

Naturalmente, há uma estrutura inflável, posicionada entre duas enormes pilhas de garrafas d’água, abrigando um posto médico móvel. Os médicos já estão ocupados nas primeiras horas da manhã. Na fila está Eulalie Lescure, 26 anos, de Paris, que acaba de acompanhar uma amiga ao médico. Ela descreve sua partida com um sorriso, descrevendo-se como uma “peregrina de última hora”: “Comprei a passagem para Roma há uma semana e não estava muito preparada. Vim sozinha, mas me juntei com um grupo de cerca de 3.000 pessoas e, claro, todos os dias encontro novos peregrinos.” Eulalie já havia participado da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa e pode comparar as duas experiências. Já dormi aqui duas noites. Dormi bem. O único problema eram as luzes: só as apagavam à 1h da manhã e voltavam a acender às 5h. Resumindo, tivemos apenas quatro horas de escuridão. As acomodações são espartanas, mas tudo bem. Não vim para ficar em um hotel cinco estrelas. Não é esse o ponto. Acho que nos hospedar aqui é uma boa ideia. Em Lisboa, fui voluntário, aqui estou vivenciando o Jubileu como peregrino. Assisti à missa de abertura do Jubileu da Juventude na Praça de São Pedro. Foi muito bonito, principalmente ver o Papa. Visitamos o centro de Roma e a Basílica de São João de Latrão, e conheci muitos italianos, espanhóis e portugueses.

Na Fiera di Roma, um mundo em miniatura vivendo em paz

Muitas línguas, muitas culturas, muitas maneiras diferentes de se comportar. Hoje em dia, os pavilhões da Fiera di Roma oferecem um vislumbre representativo de um mundo em miniatura, com seus desafios de compartilhar espaços e recursos comuns que devem ser suficientes para todos. Como no mundo adulto, também aqui a cooperação de todos é necessária para conviver e viver em paz. “Estou hospedada na Domus, uma residência reservada para voluntários como eu, que fazem a segurança na Basílica de São Pedro. Mas quando soube dessa iniciativa aqui na Fiera di Roma, vim fazer a segurança aqui”, conta Sofia Colonna, 22 anos, de Messina. “Sou responsável – explica – pela segurança do Pavilhão 7. Meu trabalho, juntamente com os outros voluntários do meu grupo, é garantir que os peregrinos se sintam confortáveis em seu pavilhão e que prevaleça um clima de serenidade.” Quem trabalha com segurança conhece bem os ingredientes da coexistência pacífica. “Os jovens peregrinos são todos muito animados, mas tudo aqui acontece dentro dos limites da educação católica, então há um forte senso de educação e um desejo de colaboração. A colaboração dos peregrinos”, conclui Sofia, que estará de plantão na Fiera di Roma até 4 de agosto e na Praça de São Pedro até o final de setembro, “é essencial para ajudar a criar uma atmosfera positiva”.

Terra Santa, o compromisso da CEI com as comunidades afetadas pela guerra

A Conferência Episcopal Italiana continua ao lado das comunidades da Terra Santa, devastadas por anos de violência e agora por um conflito que causa morte e destruição, com graves repercussões nos territórios vizinhos. Nesta região devastada, o Serviço nacional de intervenções caritativas para o desenvolvimento dos povos financiou 143 projetos, totalizando quase 43 milhões de euros. Nos últimos meses, devido à emergência causada pelo fechamento de outros hospitais e ao grande fluxo de refugiados, foi necessário financiamento para o hospital de Karak, administrado pelas Missionárias Combonianas na fronteira com a Cisjordânia. Mais 300.000 euros foram recentemente disponibilizados. Além disso, por meio da Caritas Italiana, projetos da Caritas Jerusalém e de outros parceiros da sociedade civil palestina e israelense foram apoiados.

Próximos da Terra Santa com a oração e ajuda concreta

Nos últimos dois anos, 1.645.000 euros foram destinados para atender à emergência humanitária, fornecer assistência médica e apoio psicossocial às famílias em Gaza, Jerusalém Oriental e Cisjordânia, iniciar programas de reabilitação socioeconômica e promover o diálogo entre israelenses e palestinos, sem nunca perder a esperança de uma paz duradoura. “Fazemo-nos próximos da comunidade da Terra Santa em oração e com ajuda concreta: sua dor é a nossa dor, suas lágrimas são as nossas. Não podemos nos acostumar com o clamor que se eleva dia e noite a Deus, mas também aos nossos ouvidos. Estar presente faz a diferença e promove verdadeiramente a paz, uma paz de que a Terra Santa e o mundo inteiro precisam”, afirma o cardeal Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha e presidente da CEI.