XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste XXIII Domingo do Tempo Comum a liturgia da Palavra nos exorta a sabermos fazer escolhas verdadeiras no seguimento de Deus. Jesus dirigindo-se à multidão que O seguia disse: «Se alguém vem ter comigo e não Me preferir ao pai, à mãe…e até à própria vida, não pode ser Meu discípulo». Por vezes as nossas escolhas baseiam-se sobretudo nas relações humanas, a prioridade é os laços familiares e deixamos Deus para segundo ou terceiro plano. Jesus é claro ao dizer «aquele que não O colocar em primeiro lugar, esse não pode ser Seu discípulo». Muitas vezes, usamos Deus e a Igreja como «um supermercado» ao negociar os Sacramentos: vou à Igreja porque quero baptizar o filho por tradição, procuro a Igreja porque necessito de fazer o crisma, procuro a Igreja porque quero que o meu filho ou filha receba a primeira comunhão e preocupo-me mais com a festa e o status social, do que propriamente o Sacramento da Eucaristia, vou à Igreja porque desejo receber o Sacramento do matrimónio, porque é bonito toda a festa envolvente com os seus adornos e o grande banquete, mas não tenho uma vida de prática cristã, ou simplesmente nem acredito na existência de Deus. Jesus é claro ao dizer «não somos dignos d’ELE». Outro aspecto evidenciado por Jesus consiste em carregar «a cruz», este é outro enorme desafio deixado por Jesus. De facto, carregar a cruz é algo que ninguém quer, procuramos ter uma vida muito fantasiada à semelhança dos contos de fadas como se na vida não existem dificuldades, tribulações e sofrimentos, preferimos ignorar ou ocultar o caminho da cruz. O cristão não pode apagar o sinal que lhe foi impregnado no dia do seu baptismo. Se não entendemos o sentido da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, não percebem os o Mistério da Ressurreição de Cristo.
A leitura do Livro da Sabedoria, um “sábio” de Israel reflete sobre as limitações que são inerentes à nossa condição de seres humanos. Ele acredita que a única forma de chegarmos à vida verdadeira é acolhermos a “sabedoria” de Deus e deixarmo-nos guiar por ela. É esse o caminho que ele sugere a todos aqueles que se preocupam em construir uma vida plena de sentido.
A leitura da Epistola de São Paulo a Filémon, a partir da história de Onésimo, o escravo fugitivo, São Paulo lembra-nos que o amor é o foco fundamental que ilumina o caminho que os discípulos de Jesus percorrem na história. É o amor que nos permite descobrir a igualdade de todos os homens, filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo; é o amor que nos permite acolher e abraçar todos os “Onésimos” que encontramos no caminho.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus traça as coordenadas do “caminho do discípulo”. Quem se dispõe a percorrer esse caminho, deve caminhar de olhos postos em Jesus e no Reino de Deus. Não pode deixar-se distrair, nem pelas pessoas, nem pela preocupação dos bens materiais, nem pelos seus projetos e interesses pessoais. Quem embarca na aventura do Reino de Deus tem de fazê-lo sem reticências, sem condições, com total empenho e compromisso.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir, e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: ‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil? Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz. Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo». Palavra da Salvação

Palavra de Vida setembro 2025
«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» (Lc 15, 6)
No Antigo Oriente, os pastores costumavam contar as ovelhas, no regresso da pastagem, dispostos a ir à procura de alguma que faltasse. Estavam prontos a enfrentar até o deserto e a noite, tudo para encontrar as ovelhas que se tivessem perdido.
Esta parábola é uma história de perda e encontro, que coloca em primeiro plano o amor do pastor. Ele apercebe-se que falta uma ovelha, procura-a, encontra-a e carrega-a aos ombros, porque a encontrou debilitada e assustada, talvez ferida e incapaz de seguir o pastor só por si mesma. É ele que a traz de volta para um lugar seguro e, finalmente, cheio de alegria, convida os seus vizinhos para festejarem juntos.


Lisboa, Leão XIV: às famílias em luto, a força da esperança cristã
Em telegrama assinado pelo secretário de Estado Vaticano, Cardeal Parolin, o Papa expressa sua “proximidade espiritual” a todos os afetados pelo acidente do Elevador da Glória. Segundo os bombeiros, a causa do acidente ocorrido no centro da capital portuguesa na noite de quarta-feira, 3 de setembro, pode ter sido um cabo rompido. Amanhã é dia de luto nacional em Portugal.
O Papa Leão XIV, enviou ao Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom Rui Manuel de Sousa Valério, um telegrama assinado pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, pelas vítimas do acidente ocorrido nesta quarta-feira, dia 3 de setembro, na capital portuguesa, Lisboa. O Sumo Pontífice, lê-se no telegrama, informado da triste notícia do acidente ocorrido ontem em Lisboa do qual se registram várias vítimas mortais e feridos, pede e a Vossa Excelência que transmita às famílias enlutadas sentidas condolências, bem como sua proximidade espiritual. Ao mesmo tempo, o Santo Padre, sublinha o cardeal Parolin, implora do céu o completo restabelecimento dos feridos, e a força da esperança cristã para quantos foram atingidos por esse desastre. O Santo Padre, conclui a mensagem do telegrama, lembra ainda com especial gratidão aqueles que trabalharam nas operações de socorro e a todos, especialmente aos familiares dos falecidos, concede uma reconfortante benção apostólica.
Leão XIV: por intercessão de Acutis e Frassati, pedir o dom da fé a crianças e jovens
O Papa Leão XIV, na Audiência Geral desta quarta-feira (03/09), de volta à Praça São Pedro, refletiu sobre a humanidade de Cristo nos últimos momentos antes da sua morte, quando na cruz ele diz ter sede e lhe é oferecida uma esponja embebida em vinagre. “Na sede de Cristo podemos reconhecer toda a nossa sede”, disse o Pontífice, “não há nada de mais humano, nada de mais divino, do que saber dizer: eu preciso”. A sede do Senhor na cruz, recordou o Pontífice durante as saudações aos peregrinos vindos de diferentes partes do mundo, como do Brasil e de Portugal, ensina que pedir não é indigno, mas libertador: “Saúdo cordialmente os fiéis de língua portuguesa, de modo especial os grupos vindos de Portugal e do Brasil. Jamais devemos nos envergonhar de pedir: todos nós temos necessidade do Senhor e da sua graça. Peçamos a Ele a água viva que sacia a nossa sede de Deus. Deus os abençoe!”
Entregar a fraqueza a Deus sem vergonha
Aprender “a arte de pedir sem vergonha e de oferecer sem cálculo”, também foi enaltecido pelo Papa ao se dirigir aos fiéis de língua francesa, em especial, os provenientes de Luxemburgo e da França: “assim construiremos relações fraternas, verdadeiras e autênticas, portadoras de uma alegria que o mundo não conhece”, acrescentou o Pontífice. Aos peregrinos de língua árabe Leão XIV reforçou: “O cristão é chamado a entregar a sua fraqueza a Deus sem vergonha nem medo, porque só Ele é capaz de transformá-la numa ponte que conduz ao céu.”
Por intercessão dos futuros santos, Acutis e Frassati
Quando o Papa se dirigiu aos fiéis de língua polonesa, recordou que, passadas as férias de verão, o período é para retomar o ano escolar na Europa. Em véspera de duas importantes canonizações no próximo domingo, 7 de setembro, no Vaticano, Leão XIV também disse para pedir a intercessão dos futuros santos, os italianos Carlo Acutis e Pior Giorgio Frassati, o dom da fé. São dois jovens, que faleceram aos 15 e 24 anos respectivamente, que seguiam os valores do Evangelho e até hoje inspiram as famílias e irradiam a luz de Jesus a todos: “Que setembro seja um mês de oração pelas crianças e jovens que voltam às aulas e por aqueles que cuidam da sua educação. Peçam por eles, pela intercessão dos Beatos, e em breve Santos, Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis, o dom de uma fé profunda em seu caminho de amadurecimento.”


Papa recebe Herzog: cessar-fogo urgente em Gaza e entrada de ajuda humanitária
O Santo Padre Leão XIV recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira, 4 de setembro, no Palácio Apostólico Vaticano, o presidente do Estado de Israel, Isaac Herzog, que posteriormente se reuniu com o cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, acompanhado por dom Paul Richard Gallagher, secretário das Relações com os Estados e as Organizações Internacionais.
Durante as cordiais conversações com o Santo Padre e na Secretaria de Estado – informa um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé -, foi abordada a situação política e social do Oriente Médio, onde persistem numerosos conflitos, com particular atenção à trágica situação em Gaza. Espera-se uma rápida retomada das negociações para que, com disponibilidade e decisões corajosas, bem como com o apoio da comunidade internacional, se possa obter a libertação de todos os reféns, alcançar com urgência um cessar-fogo permanente, facilitar a entrada segura de ajuda humanitária nas zonas mais afetadas e garantir o pleno respeito do direito humanitário, bem como as legítimas aspirações dos dois povos.
A “única saída para a guerra”
Além disso, falou-se sobre como assegurar um futuro ao povo palestino e a paz e estabilidade da região, reiterando por parte da Santa Sé a solução de dois Estados como única saída para a guerra em curso. Foi também feita uma referência ao que está acontecendo na Cisjordânia e à importante questão da cidade de Jerusalém. No decorrer das conversações – lê-se ainda no referido comunicado -, concordou-se com o valor histórico das relações entre a Santa Sé e Israel e foram também abordadas algumas questões relativas às relações entre as Autoridades estatais e a Igreja local, com particular atenção para a importância das comunidades cristãs e o seu empenho in loco e em todo o Oriente Médio, em favor do desenvolvimento humano e social, especialmente nos setores da educação, da promoção da coesão social e da estabilidade da região.
















