XXVI Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
O Evangelho deste domingo relata-nos a parábola do Rico avarento e do pobre Lázaro. A liturgia mostra que é melhor nos tornarmos ricos aos olhos de Deus, do que viver apenas cheios de riquezas neste mundo perecível. Esta foi a grande diferença entre Lázaro e o Rico avarento relatado neste evangelho. Enquanto o Rico se banqueteava com grandes festas e sumptuosos banquetes, o pobre Lázaro jazia de fome junto da porta do Rico. Após a morte de ambos Lázaro foi colocado junto de Abraão, enquanto o rico ficou atormentado pelas chamas. Ao ver-se naquele suplício o homem suplicou a Abraão para que Lázaro pudesse com o seu dedo refrescar-lhe a língua. A resposta de Abraão: «Filho, lembra-te que recebeste os teus bens durante a vida e Lázaro somente os males. Por isso, ele agora encontra-se aqui consolado enquanto tu és atormentado». Em seguida, este homem Rico suplicou que ao menos Lázaro pudesse ir à sua casa paterna pois ainda tinha cinco irmãos de forma que os pudesse prevenir para não irem para aquele lugar de tormento.
Na verdade, muitas vezes pudemos ser tentados a ficar presos às coisas supérfluas e mundanas esquecendo-nos que a nossa vida não depende apenas destas realidades temporais, mas existe uma dimensão que nos transcende e que nos dão a possibilidade de alcançar os bens eternos.
A leitura do Livro de Amós, o profeta Amós denuncia violentamente o egoísmo dos ricos e poderosos, agarrados a uma vida de luxo e esbanjamento, indiferentes à sorte dos pequenos e dos pobres. O profeta avisa que Deus não está disposto a suportar uma situação que contrasta com o projeto que sonhou para o mundo e para os homens. Se Israel insistir em continuar nesse caminho, irá sofrer as consequências das suas escolhas egoístas.
A leitura da Epistola de São Paulo a Timóteo, num registo um pouco diferente das outras duas leituras deste dia, apresenta a “fotografia” do “homem de Deus”. O “homem de Deus” está em contraste total com o homem egoísta, apegado aos bens materiais, ambicioso e injusto de que falam as outras duas leituras. O “homem de Deus” é aquele que, correspondendo aos compromissos que assumiu no momento do seu batismo, se torna um sinal vivo de Deus no meio dos seus irmãos.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus, através da parábola do rico e do pobre Lázaro, diz-nos que é uma má opção assentar a própria vida sobre o dinheiro, o bem-estar, o conforto, os interesses egoístas. Quem se preocupa apenas em gozar a vida e fica indiferente ao sofrimento dos irmãos, falha completamente o sentido da existência. Há de perceber, quando fizer as contas finais, que a sua vida não valeu para nada.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna pois tenho cinco irmãos para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’». Palavra da Salvação

Palavra de Vida setembro 2025
«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» (Lc 15, 6)
Por vezes, podemos ser nós esses pastores, esses guardiões uns dos outros que, com amor, vamos à procura dos que se afastaram de nós, da nossa amizade, da nossa comunidade. Temos que procurar os que se encontram marginalizados, os perdidos, os mais frágeis, que as provações da vida afastaram para as margens da nossa sociedade.
Conta-nos uma professora: «Alguns alunos frequentavam as aulas só de vez em quando. Durante as horas em que eu não tinha aulas, ia até ao mercado próximo da escola: esperava poder encontrá-los lá, porque sabia que trabalhavam ali para ganhar alguma coisa. Um dia, finalmente, vi-os. Eles ficaram admirados pelo facto de eu ter ido pessoalmente à procura deles e ficaram sensibilizados por lhes manifestar o quanto eram importantes para a comunidade escolar. Assim, começaram outra vez a vir regularmente à escola e foi, realmente, uma festa para todos». Texto preparado por Patrizia Mazzola

No dia 1º de outubro, o Papa participa da conferência do Movimento Laudato si’
Em Castel Gandolfo – nos Castelos Romanos – próximo de Roma, no Centro Mariápolis dos Focolares, na quarta-feira, 1º de outubro, terá início a conferência internacional “Raising Hope for Climate Justice” (Espalhando Esperança pela Justiça Climática), promovida pelo Movimento Laudato si’ em colaboração com vários parceiros eclesiais e institucionais, por ocasião do décimo aniversário da encíclica sobre o cuidado da criação do Papa Francisco. O evento, programado até 3 de outubro, reunirá mais de 400 líderes religiosos, especialistas em clima, representantes da sociedade civil e de instituições do mundo inteiro, com o objetivo de traçar os próximos passos na implementação da conversão ecológica à luz do magistério da Igreja.
O Papa Leão XIV, na tarde de quarta-feira, presidirá a “Celebração da Esperança”. A sessão prevê vários testemunhos, como o da Ministra do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas do Brasil, Marina Silva, e do ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, há muito tempo empenhado em iniciativas relacionadas à proteção da criação. Após o discurso do Pontífice, está previsto um momento simbólico e espiritual de compromisso comum, seguido de um encontro de Leão XIV com um grupo de participantes da conferência. Nos dias seguintes, 2 e 3 de outubro, estão previstas sessões de trabalho, mesas-redondas e momentos espirituais.


Leão XIV: Terço pela paz na Praça São Pedro, em 11 de outubro
Antes da saudação aos fiéis de língua italiana, no final da Audiência Geral desta quarta-feira (24/09), Leão XIV recordou que “o mês de outubro, que se aproxima, é particularmente dedicado ao Santo Rosário na Igreja”. “Por isso, convido todos, todos os dias do próximo mês, a rezar o Rosário pela paz, pessoalmente, em família e em comunidade. Além disso, convido aqueles que trabalham no Vaticano a rezarem esta oração na Basílica de São Pedro todos os dias, às 19h.” nSábado 11 de outubro, é o dia em que a Igreja recorda São João XXIII, o Papa da Encíclica Pacem in Terris e da mensagem de rádio implorando aos líderes dos EUA e da URSS para “salvar a paz” no auge da Crise dos Mísseis de Cuba. É também o mesmo dia da abertura do Concílio Vaticano II, em 11 de outubro de 1962, com o famoso “discurso à lua”, do Papa Roncalli, ao final de um “grande dia de paz”. “Em particular, na noite de sábado, 11 de outubro, às 18h, rezaremos juntos aqui na Praça São Pedro, na vigília do Jubileu da Espiritualidade Mariana, comemorando também o aniversário da abertura do Concílio Vaticano II.”
Terço com a imagem original de Nossa Senhora de Fátima
Durante a Vigília, a imagem original de Nossa Senhora de Fátima, conhecida por fiéis de todo o mundo e símbolo da “Esperança que não desilude”, estará no adro da Basílica Vaticana. Esta será a quarta vez que a imagem deixa o Santuário de Fátima rumo a Roma: a primeira foi em 1984, para o Jubileu Extraordinário da Redenção, quando, em 25 de março, São João Paulo II consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria; a segunda vez foi no Grande Jubileu do Ano 2000; e a terceira, em outubro de 2013, para o Ano da Fé com o Papa Francisco. A escultura, criada pelo artista português José Ferreira Thedim, em 1920, é conservada na Capelinha das Aparições do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Ela foi solenemente coroada em 13 de maio de 1946, e a bala que atingiu João Paulo II no atentado de 1981 foi posteriormente inserida na coroa. Pouco antes, dirigindo-se aos fiéis de língua portuguesa, Leão XIV disse: “Queridos irmãos e irmãs, neste nosso tempo, entre os escombros do ódio que mata, sejamos portadores do amor de Jesus que ilumina e reergue a humanidade.” Em sua saudação aos fiéis de língua árabe, dirigiu-se aos alunos — no início do novo ano letivo — exortando-os a “preservar a fé e a alimentar-se do conhecimento, para um futuro melhor, no qual a humanidade possa desfrutar de paz e tranquilidade”.