Novos Ventos – 27 de Julho

XVII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste XVII Domingo do Tempo Comum nos desafia a ter duas atitudes diante do Senhor; a capacidade de pedir ao Senhor que nos ensine a orar com o coração, isto é, uma oração simples, humilde e verdadeira. Este, foi o pedido que os discípulos fizeram a Jesus «Senhor ensina-nos a orar». O segundo aspecto e que está bem explicito no evangelho de hoje é que essa oração não é apenas feita de conceitos ou de uma forma teórica, mas essa oração deve ser acompanhada de gestos de amor concreto aos irmãos. Jesus concretiza através de parábolas (histórias) a forma de como tornar esse amor muito concreto: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter a necessidade de ir a sua casa durante a noite pedir alimento…se não der por ser seu amigo deverá dar-lho pela sua insistência». Jesus nos mostra que não se trata de um amor teórico feito só de palavras, mas consiste num amor concreto aos outros.

No evangelho deste domingo Jesus afirma: nós sendo maus sabemos dar coisas boas aos outros, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem. Isto deve levar-nos a questionar sobre aquilo que pedimos a Deus. Nesta afirmação dada por Jesus já intuímos que Deus é Bom e na sua Bondade dá o melhor para cada um de nós que é o Espírito Santo. Será que é o Espírito Santo que eu peço a Deus? Será que peço a sabedoria, o entendimento, ou a capacidade de O conhecer e amar cada vez mais? Ou peço somente coisas supérfluas e materiais que me tornam cada vez mais pobre e vazio de Deus?

A leitura do Livro dos Génesis, o patriarca Abraão dirige-se ao Deus que veio visitá-lo e dialoga com Ele. Abraão expõe a Deus as suas inquietações, as suas dúvidas, as suas questões, num diálogo respeitoso, mas também frontal, sincero, confiante. Deus responde de forma franca às perguntas de Abraão e partilha com ele os planos que tem para o mundo e para os homens. É um diálogo honesto e verdadeiro de amigos que têm apreço um pelo outro e que se interessam pelo que o outro pensa e sente. Esta “conversa” pode ser modelo da nossa oração, do nosso diálogo com Deus.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Colossenses, Paulo, dirigindo-se aos cristãos da cidade de Colossos, recorda-lhes o papel e o lugar de Cristo no projeto salvador de Deus em favor dos homens; e convida-os a serem coerentes com os compromissos que assumiram no dia em que escolheram caminhar com Cristo.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus conta aos discípulos a sua experiência de Deus e mostra-lhes como devem falar com Deus. Convida-os a verem Deus como um pai bom e cheio de amor, sempre disponível para escutar os seus filhos; pede-lhes que, quando falarem com esse Pai, procurem perceber e acolher os projetos que Ele tem para o mundo e para os homens; sugere-lhes que se entreguem nas mãos desse Pai e que confiem n’Ele incondicionalmente. Assim, cada momento de oração será uma experiência inolvidável de intimidade, de familiaridade e de comunhão.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’». Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: ‘Amigo, empresta-me três pães, porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar’.  Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos já nos deitámos; não posso levantar-me para te dar os pães’. Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa. Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque quem pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate à porta, abrir-se-á. Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!». Palavra da Salvação


O capelão hospitalar na Ucrânia: “sob as bombas, com fé e resiliência”

A situação na Ucrânia continua difícil, com ataques aéreos no terreno. Uma criança de 10 anos foi morta e cinco pessoas ficaram feridas durante um ataque russo na cidade de Kramatorsk. No final da noite de segunda-feira (21/07), um ataque com um drone atingiu a comunidade de Putyvl, ferindo 13 pessoas, incluindo uma criança de 5 anos. Em Odessa, ouviram-se fortes explosões. As ações desses dias seguem o grave ataque ocorrido na noite de 21 de julho, quando a Rússia lançou 426 drones e 24 mísseis, atingindo várias regiões, em particular Kiev, Kharkiv e Ivano-Frankivsk. Na capital, pelo menos 6 bairros sofreram incêndios e destruição. Edifícios residenciais, uma creche, um supermercado e armazéns foram danificados. O prefeito de Ivano-Frankivsk (no oeste da Ucrânia), Ruslan Martsinkiv, falou sobre o ataque mais intenso à região desde o início da invasão em grande escala.

Uma noite de medo

À mídia vaticana, o sacerdote greco-católico de Ivano-Frankivsk, Pe. Yaroslav Rokhman, relatou sua preocupação tanto com sua família (ele é casado e tem dois filhos) quanto com os paroquianos, mas também com as pacientes e os médicos do Centro Regional Pré-natal, onde ele atua como capelão. “Durante toda a noite ouvia-se o forte barulho das explosões”, afirmou ele, “obviamente eu estava muito preocupado com meus filhos, porque a minha filha de 8 anos estava em pânico. Descemos para o porão e foi difícil convencê-la de que estávamos em um lugar seguro. Eu pensava em todas as crianças que estavam em situação semelhante ou pior. Porque pelo menos nós moramos em uma casa particular, mas muitas famílias moram em prédios altos e para elas é muito difícil descer para os abrigos”. O padre Roman lembrou que, no início da guerra, eles também moravam em um condomínio e muitas vezes tinham que correr para um porão e dormir lá vestidos com suas roupas.

Os temores das mulheres grávidas

O jovem padre também estava preocupado com as pacientes do centro perinatal que, durante os bombardeios, são levadas para o porão do hospital. “Não há espaço suficiente para todas. Elas precisam de boas condições”, diz ele, “não de um porão adaptado como abrigo”. O padre greco-católico explica que as sensações que se experimentam durante os bombardeios são de grande medo e impotência. “O barulho é tão forte que percebemos que se trata de algo próximo, estamos indefesos, não podemos fazer nada. Você tem medo pela sua vida, pela vida dos seus filhos, pela vida de outras pessoas queridas: amigos, paroquianos, vizinhos. É extremamente perturbador e hoje muitos ucranianos estão passando por isso. Ao mesmo tempo, chega um novo dia e percebemos que devemos deixar esse medo para trás e seguir em frente com coragem para enfrentar um novo dia, para recomeçar o nosso trabalho”.


O Papa a Mattarella: grato pelo seu incansável serviço à causa da paz

Leão XIV envia um telegrama de felicitações ao Presidente da República Italiana, que completou 84 anos na quarta-feira, 23 de julho, e assegura ao chefe de Estado suas orações “pela elevada tarefa que ele desempenha com espírito de abnegação em favor da unidade da querida nação italiana”

Leão XIV enviou um telegrama ao Presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, por ocasião de seu aniversário, assegurando ao chefe de Estado suas orações “pela elevada tarefa que desempenha com espírito de abnegação em favor da unidade da querida nação italiana”. “Compartilho a alegria deste auspicioso aniversário com todos aqueles que lhe são próximos e que o acompanham com carinho e gratidão por seu serviço exemplar e incansável à causa da paz e da concórdia entre os povos”, escreve o Pontífice. Por fim, o Papa confia o presidente italiano “à intercessão maternal da Virgem Maria e dos santos padroeiros da Itália” e concede sua bênção apostólica, estendendo-a “à sua família, aos seus colaboradores e a todo o país”.

Jubileu dos Jovens: o mundo em Roma para o “momento mais esperado” do Ano Santo

“O momento mais esperado” do Ano Santo, que verá Roma se abrir “ao mundo”, mesmo às zonas tragicamente marcadas por conflitos. Para que cada jovem, ao se confrontar com seus coetâneos, possa sentir “um abraço” e manter a fé naquele apelo de ser “sentinelas da manhã” que o Papa João Paulo II havia relançado há 25 anos. Sob esses auspícios, foram apresentados na manhã desta quarta-feira, 23 de julho, na Sala de Imprensa da Santa Sé, os eventos do próximo Jubileu dos Jovens, programado de 28 de julho a 3 de agosto.

Dom Rino Fisichella: jovens de 146 países

Dom Fisichella explicou como o Jubileu dos jovens representa “o momento mais esperado” do Ano Santo, “porque é o mais participativo”. Os peregrinos vêm de 146 países diferentes, sendo 68% da Europa e o restante dos outros continentes. Menção especial para os jovens que chegam de zonas de guerra: Líbano, Iraque, Mianmar, Ucrânia, Israel, Síria e Sudão do Sul, para um “abraço” ideal que envolverá as novas gerações de todo o mundo. O arcebispo agradeceu ao governo italiano por sua “participação diária” na organização dos eventos. Em seguida, delineou a programação dos dias. Na segunda-feira, 28 de julho, chegará o primeiro meio milhão de peregrinos. Para recebê-los, foram mobilizadas 270 paróquias, 400 estruturas escolares, 40 locais extraescolares, casas da Proteção Civil, pavilhões esportivos e famílias. O dia coincidirá também com o início do Jubileu dos Missionários Digitais. Para o descanso dos jovens, foram preparados 20 pontos específicos, com credenciais para receber almoços e jantares.

Angelilli: surpreende “o impacto emocional”

“Um evento memorável”, definiu Angelilli, não só pelo impacto visual “da mobilização, que sempre surpreende”, mas também pelo seu “impacto emocional”. A região receberá mais de 4 mil voluntários, garantindo-lhes alojamento e refeições, com 30 tendas climatizadas, 5 cozinhas de campanha e 300 vagas de estacionamento. No que diz respeito ao transporte público, estão previstos 400 turnos de serviço extraordinário e 60 ônibus dedicados, além de 21 horas de operação ininterrupta das linhas A e C do metrô. No âmbito da saúde, em colaboração com a Ares e o 118, estarão ativas 500 unidades operacionais. Além disso, outros serviços, incluindo um helicóptero sanitário estará à disposição do evento.

Giannini: jovens protegidos em toda a cidade

“Nenhum sinal negativo sobre este evento” é a garantia Giannini. Isso não diminui, no entanto, a preparação máxima para os dias “clou” em Tor Vergata, sobre os quais será impossível sobrevoar com drones e aeronaves para garantir a segurança dos peregrinos. “Todas as pessoas que acessarem os eventos deverão passar por uma série de controle”, mas a proteção dos jovens será ampliada para vários locais da cidade, especialmente aqueles com maior concentração de pessoas, como estações de metrô e ônibus ou o Circo Massimo no dia dedicado ao Sacramento da Reconciliação.

Novos Ventos – 20 de Julho

XVI Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XVI Domingo do Tempo Comum, o evangelista Lucas descreve o episódio em que Jesus vai à casa de Marta e Maria. O contexto desta cena envolve uma atitude de acolhimento feito por ambas as irmãs ao «receber Jesus em sua casa». Importa salientar que esta atitude nobre faz abrir não somente as portas da casa, mas sobretudo o coração onde se faz a experiência do encontro, isso pressupõe uma liberdade interior capaz de sair de si mesmo para acolher o Mestre. No entanto, esse acolhimento não é feito somente com palavras é necessário preparar tudo, antes de mais o coração, mas claro que também é preciso arrumar a casa, criar harmonia para receber uma Pessoa tão importante, mas também preparar a refeição e pôr a mesa, isto é, servir o Senhor com todo o amor. Esta foi a atitude de Marta enquanto Maria estava sentada aos pés de Jesus a ouvi-Lo, ao verificar isso, Marta tem uma atitude de impaciência e até se mostra um pouco irritada, ou com inveja ao verificar que Maria estava tranquila a ouvir Jesus, enquanto ela andava atarefada com tantos afazeres. Diante disso ela interveio e disse a Jesus «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que me venha ajudar». A atitude de Marta não estava errada ela queria servir o Senhor com todo o seu amor, mas perde a caridade para com a sua irmã. Jesus responde a Marta que Maria fez uma boa escolha colocar-se a seus pés a escutá-Lo.

Será que a minha vida é focada apenas pelo trabalho, pelos afazeres pela rotina da vida, ou sou capaz de tirar tempo para me colocar diante de Jesus no sacrário para O poder ouvir? A vida não se baseia apenas em trabalhar, mas procurar acolher Jesus na nossa casa, fazendo das nossas famílias autênticas igrejas domésticas onde Jesus tem lugar para ficar.

A leitura do Livro dos Génesis, propõe-nos o exemplo de Abraão, o homem que não se importa de gastar tempo com o “outro”. Quando aparecem junto da sua tenda três visitantes inesperados, Abraão acolhe-os, prepara-lhes um banquete, oferece-lhes o que tem de melhor. Em cada pessoa que nos “visita”, é Deus que vem ao nosso encontro. O tempo que gastamos a acolher e a cuidar dos nossos irmãos é um tempo que enche de significado a nossa vida.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Colossenses, Paulo fala aos cristãos de Colossos da sua experiência: ele tem-se esforçado por testemunhar em todo o lado o projeto salvador de Deus revelado em Cristo. Espera que também os cristãos de Colossos se disponham a construir as suas vidas à volta de Cristo. Nesse sentido, exorta-os a viverem numa comunhão cada vez mais perfeita com Cristo, pois é em Cristo que os crentes encontrarão a salvação e a vida em plenitude.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, duas irmãs – Marta e Maria – acolhem Jesus na sua casa. Marta prepara para o hóspede uma boa refeição; Maria senta-se aos pés de Jesus, a escutar o que Jesus diz. São duas atitudes válidas, próprias do discípulo. Mas Lucas, o narrador deste episódio, aproveita para sugerir que a escuta da Palavra de Jesus deve preceder a ação. A ação sem a escuta de Jesus torna-se mero ativismo que, mais tarde ou mais cedo, se esvazia de sentido.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação, e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada». Palavra da Salvação


Palavra de vida (Julho 2025)

«Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão» (Lc 10,33)

A resposta final e decisiva expressa-se com um convite claro: «Vai e faz tu também o mesmo»[5]. É isso que Jesus repete a quem aceita a sua Palavra: tornar-se próximos, tomando a iniciativa de “tocar” as feridas das pessoas que encontramos, no dia a dia, pelas estradas da vida.

Para viver a proximidade evangélica, antes de tudo, peçamos a Jesus que nos cure da cegueira dos preconceitos e da indiferença, que nos impede de ver para além de nós mesmos. Depois, aprendamos com o Samaritano a capacidade da compaixão, que o levou a colocar em jogo a sua própria vida. Imitemos a sua prontidão para dar o primeiro passo em direção ao outro com a disponibilidade para o escutar, para fazer nossa a sua dor, livres dos juízos e do medo de “perder tempo”. Foi a experiência de uma jovem coreana: «Procurei ajudar um adolescente que não era da minha cultura e que eu não conhecia bem. No entanto, apesar de não saber o que fazer nem como fazer, enchi-me de coragem e tentei ajudá-lo. Para minha surpresa, ao oferecer aquela ajuda, notei que me senti “curada” das minhas feridas interiores». Esta Palavra oferece-nos a chave de ouro para atuar o humanismo cristão: torna-nos conscientes da nossa humanidade comum, em que se reflete a imagem de Deus, e ensina-nos a ir com coragem para além da mera “proximidade” física e cultural. Nesta perspetiva, é possível alargar as fronteiras do “nós” até ao horizonte do “todos” e redescobrir a base fundamental da vida social. Letizia Magri 

Ordenação Diaconal

Natural de Ílhavo, Rafael Malaquias Oliveira de 26 anos, vai ser ordenado diácono no próximo dia 20 de julho, numa celebração presidida por D. António Moiteiro, na igreja matriz de Ílhavo.

Em estágio pastoral nas paróquias da Branca e Ribeira de Fráguas, concluiu o ciclo de estudos do Mestrado Integrado em Teologia, com a tese ‘Os leigos numa Igreja sinodal. Um itinerário eclesiológico: da «hierarcologia» à corresponsabilidade’, onde foi aprovado com distinção, em maio deste ano, na Universidade Católica Portuguesa (UCP).

O Rafael prestará “Juramento de Fidelidade” no dia 17 de julho, na missa das 19h00 na Igreja Matriz da Branca, em celebração presidida pelo Bispo de Aveiro.

Antes da ordenação terão lugar duas vigílias de oração, na sua paróquia de origem e onde serve pastoralmente:

– dia 18 de julho, 21h30, na Igreja Matriz da Branca

– dia 19 de julho, 21h00, na Igreja Matriz de Ílhavo

A ordenação diaconal acontecerá no domingo 20 de julho, pelas 16h00, na Igreja Matriz de Ílhavo.


O Papa às clarissas: é belo que a Igreja conheça a vida de vocês

Uma visita para rezar juntos. Assim foi a visita de Leão XIV ao Mosteiro das Clarissas em Albano – um dos municípios mais importantes dos Castelos Romanos -, dedicado à Imaculada Conceição. Conforme relatado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa visitou na manhã desta terça-feira (15/07) as religiosas após celebrar a Missa na capela da Estação dos Carabineiros, em Castel Gandolfo, onde se encontra a residência de verão do Papa. Acolhido na entrada do Mosteiro, o Pontífice foi até a capela, onde se deteve para rezar com as monjas. Em seguida, na sala capitular, Leão XIV passou um tempo em conversação com elas, cumprimentando cada Clarissa e dirigindo-lhes algumas palavras: “É belo que a Igreja conheça a vida de vocês”, porque é um testemunho precioso.

No final, antes de recitarem juntos o Pai-Nosso e se despedir delas, Leão XIV presenteou o Mosteiro com um cálice e uma patena para a Missa e recebeu de presente um ícone da Face de Cristo.

Papa celebra missa a policiais que trabalham na região de Castel Gandolfo

Na manhã desta terça-feira, 15 de julho, o Papa Leão XIV presidiu a Santa Missa na capela da Estação dos Carabineiros de Castel Gandolfo, situada na histórica Vila dos Jesuítas e muito próxima do Palácio Apostólico. A celebração contou com a presença do ministro da Defesa da Itália, do comandante das Forças Armadas e de diversos membros da Arma dos Carabineiros, instituição que presta um serviço policial essencial à ordem pública italiana e à segurança do Estado.

Na homilia, Leão XIV, ao refletir sobre o Evangelho proposto pela liturgia, sublinhou o sentido profundo das palavras “irmão” e “irmã” à luz da vontade de Deus: “Jesus, o Filho unigênito de Deus, explica o sentido dessas palavras em relação a si mesmo e ao seu Pai, revelando um vínculo mais forte que o do sangue, pois nos envolve a todos, unindo cada homem e cada mulher. Todos nós, de fato, somos verdadeiramente irmãos e irmãs de Jesus quando fazemos a vontade de Deus, isto é, quando vivemos amando uns aos outros, como Deus nos amou.” Nesta perspectiva, o Papa destacou ainda a figura de Maria como modelo de escuta e fidelidade à Palavra e afirmou que “o amor de Deus é tão grande que Jesus não reserva nem mesmo sua mãe para si, entregando Maria como nossa mãe, na hora da cruz.” Em seguida, recordou as palavras de Santo Agostinho, que considerava mais importante para Maria ser discípula do que mãe de Cristo: “Maria foi bem-aventurada porque ouviu a palavra de Deus e a colocou em prática.”

O Santo Padre, em tom de gratidão e reconhecimento, recordou o 75º aniversário da proclamação da Virgo Fidelis (Virgem fiel) como padroeira da Arma dos Carabineiros, instituída por Pio XII em 1949, feita também em Castel Gandolfo: “Após a tragédia da guerra, em um período de reconstrução moral e material, a fidelidade de Maria a Deus tornava-se assim modelo da fidelidade de cada Carabineiro à Pátria e ao povo italiano. Essa virtude expressa a dedicação, a pureza, a constância no compromisso com o bem comum, que os Carabineiros protegem ao garantir a segurança pública e defender os direitos de todos, especialmente daqueles que se encontram em situações de perigo. Expresso, portanto, profunda gratidão pelo serviço nobre e exigente que a Arma presta à Itália e aos seus cidadãos, assim como à Santa Sé e aos fiéis que visitam Roma: penso especialmente nos muitos peregrinos deste ano jubilar.” Leão XIV dirigiu palavras de encorajamento aos presentes, especialmente às autoridades civis e militares, convidando-os a permanecerem firmes em meio às dificuldades: “Diante das injustiças que ferem a ordem social, não cedam à tentação de pensar que o mal pode triunfar. Especialmente neste tempo de guerras e de violência, permaneçam fiéis ao seu juramento: como servidores do Estado, respondam ao crime com a força da lei e da honestidade.”

Por fim, o Papa homenageou a memória dos Carabineiros que deram a vida cumprindo o seu dever, com menção especial ao venerável Salvo D’Acquisto, herói da Segunda Guerra Mundial, cuja causa de beatificação está em andamento.

Novos Ventos – 13 de Julho

XV Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XV Domingo do Tempo Comum, o evangelho nos apresenta dois grandes temas; o primeiro consiste na ânsia da humanidade sobre realidade da vida futura: «O que é preciso fazer para receber como herança a vida eterna?»; o segundo, porém consiste na resposta dada por Jesus ao doutor da lei sobre a importância de «amar o próximo». O Evangelho deste domingo relata o episódio do samaritano que presta auxílio àquele homem maltratado pelos salteadores. Neste excerto, verificamos duas atitudes diferentes; a indiferença de alguns ilustres da sociedade os sacerdotes e levitas que mostram indiferença diante daquele homem ferido e maltratado, optam por passar ao lado, ignorar, não querem sujar as mãos nem se comprometem com o sofrimento alheio. Diferente é a atitude daquele estrangeiro que indo de viagem ao ver aquele homem, aproxima-se cuida dele e trata-lhe as feridas. O evangelho deste domingo é um desafio constante para nós os crentes a não permanecermos indiferentes diante dos problemas e sofrimentos dos outros. Por vezes, nós somos tentados a passar à margem tal como o sacerdote, vivemos tão acomodados no nosso pequeno mundo que o sofrimento dos outros nos passa ao lado, ou se calhar até preferimos passar para o outro lado da rua para não nos incomodarmos. Quantas vezes nos deparamos com pessoas caídas e que esperam receber de nós uma palavra de afeto, uns breves minutos de atenção e nós atarefados simplesmente ignoramos. Hoje, o mundo necessita de samaritanos para levantar aqueles que estão caídos, esmagados pelo sofrimento. Vivemos num mundo cada vez mais globalizado que nos permite estar a assistir em simultâneo o que acontece no outro lado do mundo, mas o nosso coração permanece insensível às tragédias e sofrimentos dos outros. A resposta de Jesus é clara dizendo que o nosso próximo é aquele que encontramos no caminho da vida e que o nosso dever enquanto cristãos é prestar-lhes auxílio.

A leitura do Livro de Deuteronómio, Moisés lembra aos hebreus prestes a entrar na Terra Prometida que devem, em cada passo da sua vida e da sua história, escutar a voz de Deus, cumprir os preceitos e mandamentos que Deus lhes propôs, converterem-se a Deus com todo o coração e com toda a alma. Se o povo perseverar nesse caminho, encontrará vida e felicidade.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Colossenses, Paulo apresenta-nos um hino que celebra a grandeza universal de Cristo, aquele que tem soberania sobre toda a criação e que é a cabeça da Igreja. O hino exorta os crentes a fazerem de Cristo a sua referência e a viverem em comunhão com Ele. Por Cristo passa, indubitavelmente, o caminho que conduz à vida eterna.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus ajuda um “mestre da Lei” a perceber que a vida deve ser construída à volta de dois eixos fundamentais: o amor a Deus e a compaixão pelo “próximo”. Para que as coisas fiquem perfeitamente claras, Jesus conta uma parábola que define claramente quem é esse “próximo”: é qualquer pessoa com quem nos cruzamos e que necessita do nosso cuidado, da nossa solicitude, do nosso amor. Quem vive guiado pelo amor caminha em direção à vida eterna.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei de fazer para receber como herança a vida eterna?». Jesus disse-lhe: «Que está escrito na Lei? Como lês tu?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio-morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo». Palavra da Salvação


Palavra de vida (Julho 2025)

«Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão» (Lc 10,33)

É preciso ser capaz de não olhar apenas para os dons pessoais, mas também para as muitas potencialidades e a multiplicidade de visões e de opiniões que se apresentam diante de nós, naqueles que vivem ao nosso lado e com quem nos relacionamos, e até nas pessoas que encontramos por acaso. É importante, com todos, manter a autenticidade no coração e também ter a consciência dos limites do nosso ponto de vista. Esta palavra de vida poderia ser um lema a adotar em todas as situações de diálogo e de confronto. Escutar o outro – não necessariamente para aceitar tudo, mas sabendo que é possível encontrar algo de bom naquilo que ele diz – favorece uma abertura do coração e do pensamento. É fazer o vazio dentro de nós, por amor, e ter assim a possibilidade de construir algo juntos.

«Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele  e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão»

Ao doutor da Lei, que conhece bem o mandamento divino do amor ao próximo[3], Jesus propõe como modelo um estrangeiro, considerado cismático e inimigo. Ele viu o viajante ferido e encheu-se de compaixão, um sentimento que nasce de dentro, da profundidade do coração humano. Por isso, interrompe a sua viagem, aproxima-se e cuida dele.  Jesus sabe que cada pessoa humana está ferida pelo pecado e esta é precisamente a Sua missão: curar os corações com a misericórdia e o perdão gratuito de Deus, para que sejam capazes, por sua vez, de proximidade e partilha. «[…] Para aprender a ser misericordiosos como o Pai, perfeitos como Ele, é preciso olhar para Jesus, revelação total do amor do Pai. […] O amor é o valor absoluto que dá sentido a tudo o resto […] que encontra a sua expressão mais elevada na misericórdia. É a Misericórdia que ajuda a ver sempre novas as pessoas com quem vivemos no dia a dia, na família, na escola, no trabalho, sem recordar os seus defeitos, os seus erros. Leva-nos a não julgar, mas a perdoar as ofensas que sofremos. E até a esquecê-las»[4]Letizia Magri 


Paz e diálogo no Mediterrâneo, os jovens da “Bel Espoir” em Istambul

Diálogo para fazer a paz prevalecer

Dirigindo-se aos fiéis após a divina liturgia celebrada na Catedral de São Jorge, em particular aos peregrinos da França, o primaz ortodoxo sublinhou a importância do diálogo como meio para resolver todas as controvérsias e para que a paz prevaleça no mundo. Os jovens em navegação no Mediterrâneo foram exortados a ter coragem, a não ter medo do diálogo: “Não tenham medo do seu próximo, mesmo que reze de forma diferente, que compreenda Deus de forma diferente, porque em cada pessoa habita uma centelha divina, uma presença misteriosa d’Aquele que nos criou à Sua imagem e semelhança. O diálogo começa com um olhar, um gesto, uma palavra bondosa, onde Cristo, a Palavra de Deus, se torna o elo que tudo une. O diálogo começa quando aceitamos a experiência da alteridade”. E num “mundo tenso, marcado por tantos conflitos – na Ucrânia, na Terra Santa, no Oriente Médio, na África – o testemunho de vocês como jovens cristãos é ainda mais precioso”, disse Bartolomeu.

Os jovens do “Bel Espoir”

De março a outubro, partindo de Barcelona e chegando a Marselha, quase duzentos jovens, com idades entre 20 e 35 anos, de todas as nacionalidades, culturas e religiões, divididos em oito grupos, revezam-se a bordo da escuna “Bel Espoir”. Respondendo ao apelo do Papa Francisco para construir a paz no Mediterrâneo, viajam de costa a costa participando em sessões de formação sobre a paz, organizando conferências e festivais em cada porto de escala e vivendo uma experiência de encontro e fraternidade que lançará as bases para o futuro. O espírito é o dos Encontros Mediterrâneos de Bari (2020), Florença (2022), Marselha (2023) e Tirana (2024). As associações Mar Yam e Bel Espoir (Amis de Jeudi Dimanche) são coordenadas diretamente pela Arquidiocese de Marselha, liderada pelo cardeal Aveline, a quem o Papa Francisco confiou a missão de promover e construir a paz no Mediterrâneo. Cerca de trinta portos serão eventualmente alcançados por esta “odisseia” moderna. Em Istambul, na Turquia, o programa incluiu uma visita à igreja de São Salvador em Chora e ao convento dominicano, recebidos pelo padre Claudio Monge, professor de interculturalidade das religiões, residente na Turquia há vinte e dois anos, incluindo uma mesa-redonda sobre ecologia integral a serviço da paz. Uma celebração foi realizada na catedral católica armênia, na presença do cardeal arcebispo de Marselha. As visitas também incluíram uma visita à mesquita de Solimão, o Magnífico, e a outros lugares simbólicos de Istambul. Esta terça-feira, 8 de julho, a navegação foi retomada em direção à Grécia.

É urgente cuidar da casa comum

O simbolismo do espaço, comparado às antigas igrejas dos primeiros séculos, inspirou o Santo Padre a um apelo à conversão: “Devemos rezar pela conversão de muitas pessoas, dentro e fora da Igreja, que ainda não reconhecem a urgência de cuidar da casa comum.” E, em seguida, recordou os “tantos desastres naturais que ainda vemos no mundo, quase todos os dias, em tantos lugares, em tantos países, que são, em parte, causados também pelos excessos do ser humano, com seu estilo de vida. Por isso, devemos nos perguntar se nós mesmos estamos vivendo ou não essa conversão: o quanto ela é necessária!”

Esperança e vida nova

O Pontífice uniu o clima de oração à dura realidade global: “Compartilhamos hoje um momento familiar e sereno, ainda que em um mundo em chamas — seja pelo aquecimento global, seja pelos conflitos armados —, que tornam tão atual a mensagem do Papa Francisco nas Encíclicas Laudato si’ e Fratelli tutti”. Ao refletir o Evangelho proposto, o Papa Leão disse que “o medo dos discípulos na tempestade é o mesmo que acomete grande parte da humanidade. No entanto, no coração do Jubileu, nós confessamos: há esperança! Nós a encontramos em Jesus, o Salvador do mundo”, e completou: “Ele ainda hoje, soberanamente, acalma a tempestade. Seu poder não arruína, mas cria; não destrói, mas faz existir, dando vida nova. E também podemos nos perguntar: “Quem é este, que até os ventos e o mar obedecem?” (Mt 8,27)

Cuidar, reconciliar, transformar

O Papa destacou a sintonia entre Jesus e a natureza: “As parábolas com que anunciava o Reino de Deus revelam um profundo vínculo com aquela terra e aquelas águas, com o ritmo das estações e a vida das criaturas.”, e ao citar o termo usado por Mateus para descrever a tempestade — a palavra seismós — que remete a outro momento decisivo, o terremoto na morte e ressurreição de Jesus, o Santo Padre sublinhou: “O Evangelho nos permite entrever o Ressuscitado, presente em nossa história virada de cabeça para baixo. A repreensão que Jesus dirige ao vento e ao mar manifesta seu poder de vida e salvação, que domina essas forças diante das quais as criaturas se sentem perdidas”. Leão XIV recordou que a fé implica compromisso: “Nossa missão é cuidar da criação, levar a ela paz e reconciliação. Nós escutamos o clamor da terra e dos pobres, pois esse clamor chegou ao coração de Deus. Nossa indignação é a sua indignação, nosso trabalho é o seu trabalho”. Ao citar o salmo 29, que fala da voz forte do Senhor, completou:   “Essa voz compromete a Igreja com a profecia, mesmo quando isso exige a ousadia de nos opor ao poder destrutivo dos príncipes deste mundo. A aliança indestrutível entre o Criador e as criaturas, de fato, mobiliza nossas inteligências e nossos esforços, para que o mal se transforme em bem, a injustiça em justiça, a avareza em comunhão.”.

Novos Ventos – 06 de Julho

XIV Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XIV Domingo do Tempo Comum a liturgia coloca em evidência a dificuldade sentida na Igreja ao longo de todos os tempos «A messe é grande e os operários são poucos». Num mundo cada vez mais secularizado vemos a dificuldade de famílias e jovens que queiram abraçar a vida religiosa e consagrada, como se tudo na vida dependesse apenas destas realidades temporais, onde o capitalismo e o consumismo fosse a última razão de viver. Assistimos cada vez mais a uma sociedade onde o valor humano entrou numa cultura do descartável, isto é, deixar de ter interesse jogar fora; as relações familiares entraram em colapso vive-se momentos de crise familiar, mas de igual forma podemos constatar que o mesmo se passa no compromisso com Deus e a Igreja. O evangelho deste domingo salienta a escolha e eleição dos setenta e dois discípulos e que Jesus os envia em missão. Esta é a nossa identidade cristã somos enviados, todos temos o compromisso de testemunhar e somos enviados a evangelizar com a própria vida os mistérios de Cristo Ressuscitado. Jesus adverte que esta ação evangelizadora não é fácil encontramos obstáculos e que nem todos estão abertos a receber a Sua mensagem «Eu vos envio como cordeiros para o meio dos lobos».

“Eu vos envio”! Este é o mandato de Jesus. Procuremos refletir nesta frase: O que é que Jesus me está a pedir? Qual é a minha missão nesta paróquia da Torreira? Tantos serviços que poderia estar a exercer nesta comunidade como catequista, como acólito, como leitor, como cantor, como visitador de doentes, como zelador, ou até exercendo o ministério do acolhimento às pessoas que vêm de férias passar o seu período de descanso.

A leitura do Livro de Isaías, um profeta anónimo, enviado aos desanimados habitantes de Jerusalém, proclama o amor de pai e de mãe que Deus tem pelo seu Povo. O profeta é sempre um “enviado” de Deus, através do qual Deus consola os seus filhos, liberta-os do medo e acena-lhes com a esperança do mundo novo que está para chegar.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Gálatas, o apóstolo Paulo indica, a partir da sua própria experiência, qual deve ser a primeira preocupação do “enviado” de Jesus. No centro do testemunho de qualquer “enviado” deve estar a cruz de Jesus: a maneira como Ele amou, até ao extremo de dar a vida por todos. Paulo, no que lhe diz respeito, tem procurado concretizar essa missão. Provam-no as feridas que recebeu por causa do seu serviço ao Evangelho.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, conta que Jesus, quando se dirigia para Jerusalém, enviou setenta e dois discípulos à sua frente, “a todas as cidades e lugares aonde Ele devia de ir”. A missão desses discípulos é a mesma de Jesus: propor a Boa Nova do Reino de Deus e “curar” todos os que estão feridos pela dureza da vida ou pela maldade dos homens. Pela ação dos “enviados” de Jesus, concretiza-se a vitória do Reino de Deus sobre tudo aquilo que oprime e escraviza os seres humanos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’. Palavra da Salvação


Leão XIV encontra as crianças da Colônia de Férias do Vaticano e crianças ucranianas

O Papa foi à Sala Paulo VI esta manhã para saudar o grupo de crianças e adolescentes da Colônia de Férias de Verão do Vaticano, ao qual se uniram as crianças da Ucrânia, acolhidas pela Caritas italiana. Houve uma sessão de perguntas e respostas sobre os temas da infância, a participação na missa, a diversidade, o acolhimento e o tema da guerra, com o convite do Pontífice para que as crianças sejam construtoras de paz e amizade, e não promotoras de ódio e inveja. Nesta quinta-feira, 3 de julho, o Papa Leão XIV passou uma parte da manhã na companhia das crianças: primeiro, com cerca de 300 crianças e adolescentes da Ucrânia, acolhidos pela Caritas italiana durante o verão. Depois, com as 310 crianças e adolescentes que participam da Colônia de Férias de Verão do Vaticano “Estate Ragazzi in Vaticano”, na Sala Paulo VI. O Pontífice uniu-se a eles pouco antes das 12h, no final das audiências.

Recebido pelos animadores, informa um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa conversou com as crianças e respondeu a algumas perguntas. Falou de sua infância, da participação na missa onde encontrava outras crianças, outros amigos, mas sobretudo do lugar onde encontrava “o melhor amigo, Jesus”. Em seguida, falou sobre diversidade e acolhimento, dirigindo inicialmente algumas palavras de boas-vindas em inglês às crianças ucranianas e acrescentando que “é importante nos respeitar mutuamente, não nos deter nas diferenças, mas construir pontes, amizades. Todos podemos ser amigos, irmãos, irmãs”. Respondendo a uma pergunta sobre a guerra, o Pontífice explicou que mesmo quando crianças, é necessário aprender a ser construtores de paz e amizade, a não entrar em guerras e batalhas, não promover o ódio e a inveja: “Jesus nos chama a todos para sermos amigos”, porque é importante “aprender desde criança a ter respeito recíproco, a ver no outro alguém como eu”. As crianças e os adolescentes deram presentes ao Papa, dentre os quais objetos feitos por eles durante a Colônia Férias de Verão, crachá, desenhos e trabalhos feitos pelas crianças ucranianas. Ao final, após as fotos tiradas juntos, o Papa Leão os convidou a rezarem a Ave-Maria e abençoou a todos.


Palavra de vida (Julho 2025)

«Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão» (Lc 10,33)

Martine ia numa carruagem do metro de uma grande cidade europeia. Todos os passageiros estavam concentrados nos seus telemóveis. Virtualmente estavam ligados, mas, de facto, estavam aprisionados no isolamento. Questionou-se: «Será que perdemos a capacidade de nos olharmos nos olhos?». É uma experiência comum, sobretudo nas sociedades ricas de bens materiais, mas cada vez mais pobres em relacionamentos humanos. O Evangelho, no entanto, apresenta-nos sempre a sua proposta original, criativa, capaz de “fazer novas todas as coisas”[1]. No longo diálogo com o doutor da Lei que o questiona sobre o que é preciso fazer para ter como herança a vida eterna[2], Jesus responde com a famosa parábola do Bom Samaritano: um sacerdote e um levita – figuras de relevo na sociedade daquele tempo – veem um homem agredido por salteadores, caído na berma da estrada, mas passam adiante. Letizia Magri 


Compromissos do Papa em agosto e setembro, missa com os jovens em Tor Vergata

Vários compromissos aguardam Leão XIV nos próximos meses de agosto e setembro. O Departamento das Celebrações Litúrgicas Pontifícias publicou o calendário dos compromissos litúrgicos do Papa que, a partir de domingo, 6 de julho, se transferirá para Castel Gandolfo para um período de descanso.

Compromissos de agosto

O primeiro compromisso é a missa no domingo, 3 de agosto, às 9h locais (4h de Brasília) presidida pelo Pontífice no Jubileu dos Jovens. A celebração, que contará com a presença de milhares de jovens de todo o mundo, será realizada em Tor Vergata, um local situado na periferia de Roma que entrou para a história pela grande missa presidida por João Paulo II durante o Jubileu do ano 2000. No dia 15 de agosto, Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, o Papa celebrará a missa, às 10h locais (5h de Brasília), na paróquia pontifícia de São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo.

Celebrações de setembro

No domingo, 7 de setembro, às 10h locais (5h de Brasília), na Praça São Pedro, Leão XIV presidirá a Santa Missa de canonização dos Beatos Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis. A data foi anunciada pelo Pontífice durante seu primeiro Consistório ordinário público, em 13 de junho. Uma semana depois, no domingo, 14 de setembro, o Papa participará, às 17h locais (12h de Brasília), na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, da Comemoração Ecumênica dos novos mártires e testemunhas da fé. O último compromisso do mês de setembro está previsto para o domingo, 28, com a missa na Praça São Pedro, às 10h (5h de Brasília), para o Jubileu dos Catequistas.

Novos Ventos – 22 de Junho

XII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XII Domingo do Tempo Comum a liturgia põe em evidência três pontos fulcrais do ser cristão: a oração, quem é Jesus e ter consciência de que não há cristão sem cruz. O primeiro ponto encontramos no primeiro versículo deste evangelho; Jesus estava a orar com os seus discípulos. Então, para ser discípulo de Jesus é necessário criar momentos e espaços de oração, criar uma relação íntima e de comunhão com Deus. O segundo ponto verificamos que Jesus questiona os discípulos sobre o que pensam acerca da Sua Pessoa «Quem dizeis que Eu sou?». A resposta dada por Pedro é muito assertiva «Tu és o Messias de Deus». Todavia, nem sempre a ideia que nós temos de Jesus é a mais correta. A nossa ideia de Jesus pode tornar-se um pouco distorcida, queremos um Jesus que faça a nossa vontade, um Jesus operador de milagres, um Jesus que não permita o mal no mundo, que faça cessar as guerras. Diante destas tragédias muitas vezes atribuímos as culpas para Deus. A pergunta que Jesus faz aos discípulos torna-se muito pertinente para os nossos dias «e vós quem dizeis que Eu sou?». Quem é Jesus para mim? Qual a importância que ocupa na minha vida, na minha família? Outro aspeto que é importante salientar é a conclusão do Evangelho de hoje, pois às vezes o sofrimento e a cruz nós a repudiamos, ou seja, não queremos uma vida com dificuldades e Jesus recorda aos discípulos que não existe outro caminho «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua crus todos os dias e siga-Me». O livre-arbítrio “se quiser…”, “renunciar a si mesmo” e claro “tomar a Cruz”. Mas será isto uma forma de masoquismo? Claro que não, a vida é cheia de contratempos e dificuldades e Jesus carregou as nossas maldades ao tomar a sua Cruz por Amor a cada um de nós.

A leitura da Profecia de Zacarias, o profeta Zacarias desafia os habitantes de Jerusalém a olharem para um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega se transformou em fonte de vida nova para os seus irmãos. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Gálatas, Paulo convida os cristãos das comunidades da Galácia a “revestirem-se” de Cristo. “Revestir-se de Cristo” é fazer de Cristo a sua referência, viver em comunhão com Ele, caminhar ao ritmo d’Ele, abraçar o projeto que Ele veio propor. Os que fazem essa opção entram numa grande família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus confronta os discípulos com uma questão decisiva: “quem dizeis que Eu sou, que lugar ocupo eu no vosso projeto de vida?” Depois, convida-os a ir com Ele até Jerusalém, até à cruz, até ao dom total da vida por amor. Jesus garante aos discípulos que uma vida vivida em chave de amor, de serviço, de entrega, de dom, não é uma vida desperdiçada; mas é uma vida plenamente realizada.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Eles responderam: «Uns, dizem que és João Batista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou». Disse-lhes Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «És o Messias de Deus». Ele, porém, proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Depois, dirigindo-Se a todos, disse: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á». Palavra da Salvação


Leão XIV aos bispos italianos: a Igreja deve ser casa de paz e reconciliação

Colegialidade e fidelidade ao Evangelho

Em clima fraterno, Leão XIV agradeceu a oração dos bispos e das comunidades: “Preciso muito delas!” Em seguida, inspirando-se no espírito do Concílio Vaticano II e no decreto Lumen Gentium, ressaltou que deseja viver seu serviço em colegialidade com o episcopado, como parte de um único colégio apostólico, com Pedro à frente. Nesse sentido, destacou a importância da comunhão entre os bispos e com o Papa, refletida também na colaboração com as instituições civis, a serviço do bem comum. “A CEI é chamada a ser expressão de colegialidade e lugar de escuta, articulação e coordenação pastoral, sempre na fidelidade ao Evangelho”, afirmou.

Coragem diante dos desafios do tempo presente

Diante dos desafios do tempo presente, como a secularização, o esfriamento da fé, a crise demográfica e as transformações culturais, o Papa evocou palavras proferidas por Francisco na abertura da 70ª Assembleia da CEI, para lembrar que é necessária “audácia” diante da tendência de normalizar realidades inaceitáveis. A profecia, disse, não exige rupturas, mas sim escolhas corajosas, que nascem da escuta atenta de Deus e do povo: “A Igreja deve deixar-se ‘incomodar’ pelas situações humanas, animada pelo espírito das Bem-aventuranças, que são programa e critério do agir cristão”.

A alegria do Evangelho no centro da missão

O Papa insistiu na centralidade do anúncio de Jesus Cristo, que deve ser colocado no centro da vida da Igreja e das suas estruturas pastorais. “É necessário um renovado impulso na evangelização, que ajude as pessoas a viverem uma relação pessoal com o Senhor. Trata-se de reacender a alegria do Evangelho”, afirmou. Citando a Evangelii Gaudium, Leão XIV ressaltou que, num tempo de dispersão e fragmentação, é urgente retornar ao kerygma, o núcleo vivo da fé: “Este é o primeiro grande compromisso que deve nos motivar: levar Cristo ‘nas veias’ da humanidade, renovando e compartilhando a missão apostólica: ‘O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos’ (1Jo 1,3).”

Igreja como casa da paz

Entre os apelos centrais do discurso, esteve o chamado à paz. Leão XIV afirmou que a Igreja não pode deixar de ser, em cada território, espaço de reconciliação, “casa da paz” onde se aprende a desarmar hostilidades e cultivar justiça e perdão: “O Senhor nos envia ao mundo para levar o seu próprio dom: ‘A paz esteja convosco!’”, e completou: “Espero, então, que cada diocese possa promover percursos de educação para a não violência, iniciativas de mediação em conflitos locais, projetos de acolhida que transformem o medo do outro em oportunidade de encontro. […] A paz não é uma utopia espiritual: é um caminho humilde, feito de gestos cotidianos, que entrelaça paciência e coragem, escuta e ação. E que pede hoje, mais do que nunca, nossa presença vigilante e geradora.”


Palavra de vida (Junho 2025)

«Dai-lhes vós de comer» (Lc 9,13)

Portanto, à objeção dos apóstolos, Jesus responde assumindo a situação, mas pede-lhes que façam a própria parte. Mesmo se pequena, não a desdenha. Não resolve o problema por eles. O milagre acontece, mas requer a participação deles com tudo aquilo que têm e que puderam providenciar, colocado à disposição de Jesus para todos. Isto implica um certo sacrifício e confiança Nele. O Mestre parte daquilo que nos acontece para nos ensinar a cuidar juntos uns dos outros. Diante das necessidades dos outros, não nos podemos desculpar (“não é da nossa conta”, “não posso fazer nada”, “que se arranjem, como todos fazemos…”). Na sociedade pensada por Deus, são felizes aqueles que dão de comer aos que têm fome, que vestem os pobres, que visitam quem se encontra em necessidade[2].

«Dai-lhes vós de comer»

A narração deste episódio recorda a imagem do banquete descrito no livro de Isaías, oferecido pelo próprio Deus a todos os povos, quando Ele «enxugará as lágrimas de todas as faces»[3]. Jesus manda que se sentem em grupos de cinquenta, como nas grandes ocasiões. Como Filho, comporta-se como o Pai, e isso realça a sua divindade. Ele mesmo dará tudo, até se fazer alimento para nós, na Eucaristia, o novo banquete da partilha. Diante das muitas necessidades surgidas durante a pandemia de covid-19, a comunidade dos Focolares de Barcelona criou um grupo, através das redes sociais, no qual se partilhavam as necessidades e se metiam em comum bens e recursos. E é impressionante ver como circulam móveis, alimentos, medicamentos, eletrodomésticos… Porque «sozinhos podemos fazer pouco», dizem, «mas juntos podemos fazer muito». Ainda hoje o grupo “Fent família” ajuda a fazer com que, como nas primeiras comunidades cristãs, ninguém entre eles seja necessitado[4]. Silvano Malini

Papa Leão XIV: não devemos nos acostumar com a guerra

Queridos irmãos e irmãs! O coração da Igreja está dilacerado pelos gritos que se elevam dos lugares de guerra, especialmente da Ucrânia, do Irã, de Israel e de Gaza. Não devemos nos acostumar com a guerra! Estas foram as palavras pronunciadas pelo Papa Leão XIV no final da Audiência Geral, desta quarta-feira (18/06), realizada na Praça São Pedro. Em seu apelo, o Pontífice disse ainda que “devemos rejeitar como tentação o fascínio das armas poderosas e sofisticadas”. Na realidade, como a guerra atual utiliza armas científicas de todos os tipos, sua atrocidade ameaça levar os combatentes a uma barbárie muito maior do que a de tempos passados. “Por isso, em nome da dignidade humana e do direito internacional”, disse ainda Leão XIV, “repito aos responsáveis ​​o que o Papa Francisco costumava dizer”: ‘A guerra é sempre uma derrota!’ E com Pio XII: ‘Nada se perde com a paz. Tudo pode ser perdido com a guerra’.

Em sua saudação em italiano, o Papa recordou a Solenidade de Corpus Christi celebrada na quinta-feira, 19 de junho. Que a festa de Corpus Christi, que celebraremos amanhã, nos ofereça a oportunidade de aprofundar nossa fé e nosso amor pela Eucaristia. Na saudação em língua portuguesa, o Papa convidou a ter “cuidado para não esquecer o nosso papel na economia da salvação. Deus, com a sua graça, é o grande protagonista, mas o Senhor conta com a nossa ativa colaboração para nos curar de todas as enfermidades físicas ou espirituais”.