Solenidade da Santíssima Trindade – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste Domingo celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade, isto é, Deus que se revela em Três Pessoas distintas, (Pai, Filho e Espírito Santo), mas na realidade de uma Essência única (divina). Este Mistério Trinitário é difícil de compreender e muito mais de explicar através de palavras humanas. Contudo, será importante deixar algumas ideias ainda que básicas, mas que Jesus por meio de parábolas nos fez perceber um pouco mais deste Mistério Trinitário. Encontramos algumas passagens bíblicas em Jesus vai revelando a Essência desta Família Trinitária: «Eu sou a Videira, vós sois os ramos e o meu Pai é o agricultor, Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e poda todo aquele que está em Mim, para que possa ainda dar mais fruto» (Jo15,1-2). Pelo Sacramento do baptismo ficamos enxertados à Videira, o Pai é Aquele que cuida e trata e o Espírito Santo é a seiva ou o alimento que faz com que os ramos possam estar viçosos e dar fruto. Por outras palavras que dizemos no credo; o Pai é o Criador, o Filho é o Salvador e o Espírito Santo é o que dá a Vida, ou também designado por Amor e que estabelece a comunicação entre o Pai e o Filho e que comunica os seus Dons à Igreja.
Deste modo, pelo baptismo todo o cristão participa desta grande Família Trinitária, cada um de nós é baptizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Mais ainda, cada celebração litúrgica inicia com a invocação da Trindade fazendo a signação, ou o sinal da cruz. O Evangelho de hoje mostra-nos que na Trindade existe uma Comunhão de Amor entre as Três Pessoas Trinitárias, tudo é realizado por uma comunicação de Amor: «Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».
A leitura do Livro dos Provérbios, sugere-nos a contemplação do Deus criador. A sua bondade e o seu amor estão inscritos e manifestam-se aos homens na beleza e na harmonia das obras criadas (Jesus Cristo é “sabedoria” de Deus e o grande revelador do amor do Pai).
A leitura da Epistola de São Paulo aos Romanos, convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos “justifica”, de forma gratuita e incondicional. É através do Filho que os dons de Deus/Pai se derramam sobre nós e nos oferecem a vida em plenitude.
O Evangelho de São João, convoca-nos, outra vez, para contemplar o amor do Pai, que se manifesta na doação e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada histórica através do Espírito. A meta final desta “história de amor” é a nossa inserção plena na comunhão com o Deus/amor, com o Deus/família, com o Deus/comunidade.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará». Palavra da Salvação

Leão XIV: rezo pelas vítimas da tragédia na escola de Graz
Ao final da Audiência Geral na Praça São Pedro, o Papa recordou as onze pessoas que morreram no tiroteio na escola de ensino médio na cidade de Graz, na Áustria, garantindo sua proximidade “às famílias, aos professores e alunos”. Ele saudou os contadores e contabilistas que vieram a Roma em peregrinação, exortando-os a trabalhar por um “crescimento econômico” justo. “Asseguro minha oração pelas vítimas da tragédia ocorrida na escola de Graz. Estou próximo às famílias, professores e alunos.” Ao final da Audiência Geral realizada na Praça São Pedro, nesta quarta-feira (11/06), o Papa Leão XIV recordou o episódio ocorrido na última terça-feira, 10 de junho, que chocou a Comunidade internacional. A tragédia foi perpetrada na escola Borg, em Graz, na Estíria, a segunda maior cidade da Áustria, onde um ex-aluno atirou nas salas de aula. Onze vítimas, incluindo nove alunos, e cerca de trinta feridos, entre alunos e professores, alguns dos quais estão em estado grave. Entre as vítimas estão alunos da escola com idade entre 14 e 18 anos, e um adulto. Entre os mortos está também o suposto autor da tragédia, que teria tirado a própria vida. Um dos feridos, internado no Hospital Universitário de Graz, morreu poucas horas após o ataque. Por todos eles, o Pontífice eleva suas orações. “Que o Senhor acolha estes seus filhos na sua paz.”
Economia de “integridade” e “responsabilidade”
Um “crescimento econômico” orientado para a ética e a justiça, alcançável através de obras de “integridade” e “responsabilidade”, foi o apelo feito pelo Papa Leão XIV aos contadores e especialistas em contabilidade italianos e internacionais, que vieram a Roma em peregrinação. “Vocês desempenham um papel significativo na gestão de recursos financeiros e no apoio a empresas e aos cidadãos”, acrescentou Leão XIV. Em seguida, recordou a solenidade da Santíssima Trindade que será celebrada no próximo domingo, 15 de junho, desejando que a contemplação do seu “mistério” leve cada fiel “cada vez mais ao amor divino” a fim de cumprir “em todas as circunstâncias a vontade do Senhor”.
Cultivar a tradição do Sagrado Coração de Jesus
Em sua saudação em polonês, o Papa recordou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, tradicionalmente celebrada no mês de junho. “Encorajo-os a cultivar esta tradição”, exortou Leão XIV, convidando a confiar todas as preocupações e esperanças a esta “fonte de vida e santidade”. “Peçam com confiança ao Senhor que os faça conhecer o seu Coração e que ouça o seu clamor!”

Papa aos sacerdotes da Diocese de Roma: sejam credíveis e exemplares
Na manhã desta quinta-feira, 12 de junho, o Papa Leão XIV encontrou-se com cerca de dois mil clérigos da Diocese de Roma, na Sala Paulo VI, no Vaticano. O Pontífice, que é também o bispo desta Igreja particular, dirigiu-se com afeto aos sacerdotes e diáconos presentes, convidando-os a renovarem sua unidade, exemplo de vida e compromisso profético diante dos desafios da cidade e do mundo. O encontro teve início com uma saudação do cardeal Baldassare Reina, vigário do Santo Padre para a diocese. “Queridos presbíteros e diáconos que desempenham seu serviço na Diocese de Roma, saúdo a todos com afeto e amizade!” Assim iniciou o Papa Leão XIV seu primeiro discurso dirigido ao clero romano, manifestando o desejo de conhecer de perto os sacerdotes da diocese da qual é bispo e iniciar com eles um caminho de comunhão: “Agradeço pela vossa vida doada ao serviço do Reino, pelo esforço cotidiano, pela generosidade no exercício do ministério, por tudo aquilo que vivem no silêncio e que, às vezes, é acompanhado pelo sofrimento ou pela incompreensão.”
“Vigilantes contra o isolamento”
O primeiro aspecto que Leão XIV destacou foi a importância da comunhão. O Papa lembrou que “a Diocese de Roma preside toda a missão da Igreja na caridade e na comunhão, e isso só é possível graças aos sacerdotes, ao vínculo de graça com o Bispo e à fecunda corresponsabilidade com todo o povo de Deus”. Em seguida, o Pontífice reconheceu os desafios que ameaçam a comunhão entre os presbíteros: “Hoje essa comunhão é dificultada por um clima cultural que favorece o isolamento e a autorreferencialidade. Nenhum de nós está isento dessas armadilhas que ameaçam a solidez da nossa vida espiritual e a força do nosso ministério.”
Fidelidade e testemunho
Leão XIV reforçou que o sacerdote é chamado a ser testemunha de uma vida coerente e transparente: “Peço com o coração de pai e pastor: empenhemo-nos todos em sermos sacerdotes credíveis e exemplares! Recebemos uma graça extraordinária, foi-nos confiado um tesouro precioso do qual somos ministros, servos. E ao servo se pede fidelidade.” O Papa falou ainda do risco de se deixar seduzir pelo mundo e suas propostas: “A cidade, com suas mil ofertas, pode também nos afastar do desejo de uma vida santa, induzindo a um rebaixamento onde se perdem os valores profundos de ser presbítero.” Convidou, então, os presentes a recordar a força do chamado inicial: “Deixem-se atrair novamente pelo chamado do Mestre, para sentir e viver o amor da primeira hora, aquele que os levou a fazer escolhas fortes e renúncias corajosas.”
Profecia diante dos desafios do presente
O terceiro eixo do discurso do Pontífice foi o olhar profético sobre os desafios contemporâneos. O Papa reconheceu o sofrimento causado pelas injustiças, violências e marginalizações: “Nos ferem as violências que geram morte, nos interpelam as desigualdades, as pobrezas, tantas formas de exclusão social, o sofrimento difundido que assume traços de um mal-estar que já não poupa ninguém.” Recordando a realidade da capital italiana, o Santo Padre citou seu predecessor: “Como notava o Papa Francisco, à ‘grande beleza’ e ao fascínio da arte deve corresponder também ‘o simples decoro e a normal funcionalidade nos lugares e nas situações da vida ordinária, cotidiana’.” Leão XIV sublinhou também o chamado a não fugir dos desafios, mas a enfrentá-los à luz do Evangelho: “Esses desafios somos chamados a abraçá-los, a interpretá-los evangelicamente, a vivê-los como ocasiões de testemunho. Não fujamos diante deles!”


Palavra de vida (Junho 2025)
«Dai-lhes vós de comer» (Lc 9,13)
Ficam estupefactos. Está fora de questão: têm só cinco pães e dois peixes para alguns milhares de pessoas. Não é possível encontrar o necessário na pequena Betsaida, e não teriam dinheiro para o comprar. Jesus quer abrir-lhes os olhos. As necessidades e os problemas das pessoas tocam-no e esforça-se por lhes dar uma solução. Realiza-a partindo da realidade e valorizando aquilo que têm. É verdade, aquilo que têm é pouco, mas chama-os a uma missão: serem instrumentos da misericórdia de Deus que pensa nos seus filhos. O Pai intervém, e, todavia, “precisa” deles.O milagre “precisa” da nossa iniciativa e da nossa fé, que depois fará crescer. Silvano Malini















