Novos Ventos – 17 de Agosto

XX Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

No XX Domingo do Tempo Comum o evangelista São Lucas põe em evidência duas temáticas apresentadas por Jesus «o fogo à terra e a divisão». No primeiro caso, Jesus diz que veio trazer o fogo à terra. Mas de que fogo se trata? O fogo que Jesus veio trazer e que desejava incendiar o mundo era «o fogo» do Seu Amor. Como seria diferente e mais belo o nosso mundo se os homens ardessem desse Amor que Jesus veio trazer à humanidade. Todavia, os homens preferem viver na escuridão, preferem uma cultura de morte, do que se deixar inebriar e queimar por esse Amor divino. O outro tema apresentado por Jesus está relacionado com as «divisões» familiares, estarão na mesma casa uns divididos contra os outros. Parece quase uma contradição, Jesus sendo Amor e afirma que veio trazer a divisão no seio familiar. Afinal, qual é a causa da divisão? O motivo principal das divisões está relacionado com os próprios interesses e paixões. Como seriam felizes as famílias se nelas houvesse um verdadeiro amor evangélico em que Jesus seria o centro de todo o ambiente familiar, mas pelo contrário a liberdade e o nosso egocentrismo leva a criar roturas.

A leitura do Livro de Jeremias, fala-nos dos sofrimentos que o profeta Jeremias teve de enfrentar por causa da sua fidelidade à missão que Deus lhe confiou. Homem sensível e bom, pouco preparado para o confronto e a hostilidade, Jeremias teve de denunciar, de demolir falsas esperanças, de causar alarme social, a fim de que a Palavra de Deus chegasse ao coração dos seus contemporâneos. Detestado por todos, castigado pelos líderes, Jeremias cumpriu, mesmo assim, a sua missão. Não esteve sozinho: Deus acompanhou-o, consolou-o e salvou-o. Deus nunca abandona os seus profetas.

A leitura da Epistola aos Hebreus, um “mestre” cristão da segunda metade do séc. I, dirigindo-se a cristãos assustados, acomodados e desmotivados, convida-os a reavivar a fé e o entusiasmo. A vida cristã é como uma corrida em direção a uma meta onde Cristo está à nossa espera. Quem quiser vencer, tem de se empenhar seriamente na corrida, de olhos postos em Cristo, sem se deixar distrair e atrasar pelos acidentes do caminho.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus descreve aos discípulos a missão que recebeu do Pai: “Eu vim trazer o fogo à terra”. Apaixonado por Deus e pelo Reino, Jesus queria contagiar o mundo e os homens com a sua paixão. Trouxe uma esperança nova aos pobres, aos doentes, aos marginalizados, aos malditos; combateu e venceu o egoísmo, a violência, a injustiça, o pecado, a morte. Quis que os seus discípulos abraçassem esse mesmo projeto e que, abrasados pelo fogo do Espírito, fossem testemunhas do Evangelho em todo o mundo. Hoje, é pela ação desses discípulos que o “fogo” de Deus continua a aquecer e a purificar o mundo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? Tenho de receber um batismo e estou ansioso até que ele se realize. Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra». Palavra da Salvação


17 de agosto, o Papa celebrará a missa com os pobres na diocese de Albano

Um comunicado da Prefeitura da Casa Pontifícia informa que no domingo, 17 de agosto, às 9h30, (4h30, hora de Brasília) Leão XIV irá ao Santuário de Santa Maria della Rotonda, em Albano, para celebrar a Santa Missa com os pobres assistidos pela diocese e com os operadores da Caritas diocesana. Às 12h, seguirá o Angelus na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo. Na pequena cidade do Lácio, o Pontífice celebrou a missa no dia 20 de julho passado, durante seu período de descanso de verão.

O Papa: basta de armas na Ucrânia e de fome em Gaza. Libertem os reféns

Cessar-fogo e acordo de paz na Ucrânia, resolução da crise humanitária e da fome e libertação dos reféns israelenses em Gaza. Esses são os objetivos da “soft diplomacy” da Santa Sé para problemas que “não podem ser resolvidos com a guerra”, e é isso que o Papa Leão XIV pede e deseja, segundo afirmou na noite desta quarta-feira a alguns jornalistas à sua chegada a Castel Gandolfo, onde passará um segundo período de descanso de verão, até 19 de agosto. Enquanto cumprimentava as muitas pessoas que aguardavam sua chegada, em frente ao portão da Vila Barberini, que será sua residência nestes dias, o Papa respondeu às perguntas de alguns repórteres sobre a atualidade internacional.

Buscar sempre o diálogo, o trabalho diplomático

Quando questionado sobre o que espera da cúpula de 15 de agosto entre o presidente estadunidense Donald Trump e o russo Vladimir Putin, Leão XIV responde: é preciso buscar sempre “o cessar-fogo, é preciso acabar com a violência, com tantas mortes. Vamos ver como eles podem chegar a um acordo. Porque a guerra depois de tanto tempo, qual é o objetivo? É preciso sempre buscar o diálogo, o trabalho diplomático e não a violência, não as armas”. E à pergunta se está preocupado com a possibilidade da população de Gaza ser deportada, o Papa responde: “É preciso resolver a crise humanitária, não se pode continuar assim. Conhecemos a violência do terrorismo e respeitamos os muitos que morreram e também os reféns, é preciso que sejam libertados. Mas também é preciso pensar nos muitos que estão morrendo de fome”.

Problemas que não se resolvem com a guerra

Por fim, perguntam-lhe o que está fazendo a Santa Sé para pôr fim a estes e outros conflitos. O Pontífice responde que “a Santa Sé não pode pôr fim… mas estamos trabalhando, digamos, uma soft diplomacy’, sempre convidando, incentivando a busca da não violência através do diálogo e procurando soluções, porque estes problemas não se resolvem com a guerra».

Na audiência geral: Deus conceda a paz a todos os povos

Na manhã desta quarta-feira, durante a audiência geral na Sala Paulo VI, ao saudar os peregrinos poloneses, o Pontífice chamou a atenção do mundo para as populações dos países assolados por conflitos e violência.  “Supliquem a Deus que conceda a paz a todos os povos que vivem a tragédia da guerra”. O ponto de partida para o apelo do Pontífice foi a figura de São Maximiliano Maria Kolbe, o franciscano polonês que morreu no campo de concentração de Auschwitz, onde se ofereceu para tomar o lugar de um pai de família destinado ao bunker da fome.


Palavra de vida (Agosto)

«Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração» (Lc 12,34)

Esta Palavra convida-nos a fazer um exame de consciência: qual é o meu tesouro, a realidade que mais estimo? Pode assumir diferentes facetas, como o estatuto económico, ou também a fama, o sucesso, o poder. A experiência diz-nos que é preciso voltar continuamente à vida verdadeira, à vida que não passa, à vida radical e exigente do amor evangélico: «Para um cristão, não basta ser-se bom, misericordioso, humilde, manso, paciente… É necessário ter, para com os irmãos, a caridade que Jesus nos ensinou. […] De facto, a caridade não é só uma intenção de dar a vida. É dar a vida»[5].

Diante de cada próximo que encontramos no nosso dia (na família, no trabalho, em toda a parte) devemos amá-lo com esta medida. E assim vive-se sem pensar em nós, mas pensando nos outros, experimentando uma verdadeira liberdade. Augusto Parody Reyes

Santa Sé: comércio desleal alimenta a pobreza

Existe um comércio de vocação saudável, que é fundado “no princípio da destinação universal dos bens”, que garante o desenvolvimento e, portanto, a dignidade. Mas, infelizmente, também existem formas de “comércio injusto”, que penalizam com regras “internacionais injustas” aqueles países estruturalmente mais fracos, que “frequentemente sofrem de uma carência de capitais, agravada frequentemente pelo peso da dívida externa”. Dom Arnaud du Cheyron de Beaumont, à frente da Delegação da Santa Sé, debruça-se sobre as dinâmicas de um setor fundamental e vital na era da economia globalizada, em uma declaração na 3ª Conferência Internacional sobre os Países em Desenvolvimento sem Litoral, realizada em Awaza, no Turcomenistão, no último dia 6 de agosto.

Com as regras da solidariedade

Os países em desenvolvimento sem acesso ao mar são uma porção geográfica que mais sofre com as modalidades de um comércio incorreto, que nessas áreas chega facilmente a provocar “um intenso excesso de exploração ambiental”, levando “à fome e à pobreza”. Para contornar este cenário, afirma dom Arnaud du Cheyron de Beaumont, “o comércio deve ser moldado pelas exigências da justiça e da solidariedade” e o internacional, “oportunamente orientado, promove o desenvolvimento e pode criar novas possibilidades de emprego e fornecer recursos úteis”.

A pobreza é filha de injustiças

Assim como em muitas outras circunstâncias, o representante vaticano apela à comunidade internacional para que opte por uma vontade política concreta, em particular em favor dos países tema da conferência no Turcomenistão, que são frequentemente sobrecarregados por formas de pobreza “difusa e complexa”, que nega a “milhões de pessoas as suas necessidades fundamentais”. Esses países, recorda o representante da Santa Sé, embora diferentes em história, cultura e economia, “enfrentam os mesmos desafios sistêmicos, incluindo encargos insustentáveis da dívida, altos custos de transporte e vulnerabilidade às mudanças climáticas e a choques externos”. A pobreza, observa ainda o prelado, “deriva de várias formas de privação cultural e da negação dos direitos culturais”, mas ela “não é inevitável; é consequência de estruturas injustas e de escolhas políticas e, por isso, pode e deve ser superada”.

Que o comércio promova o bem de todos

A pessoa humana, conclui dom Beaumont, “deve permanecer no centro de todas as estratégias de desenvolvimento”. Ele acrescenta que o comércio e o crescimento econômico “não são fins em si mesmos, mas meios para promover o desenvolvimento humano integral de cada pessoa e o progresso do bem comum”.

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