Novos Ventos – 8 de Dezembro

II Domingo de Advento – Ano A
Solenidade da Imaculada Conceição de Maria

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste segundo domingo de Advento leva-nos a contemplar o mistério de Maria, Ela é Imaculada e agraciada por Deus.

Na primeira leitura do Livro Isaías, o profeta mostra através da história mítica de Adão e Eva, o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência… Viver à margem de Deus leva, inevitavelmente, a trilhar caminhos de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte. Contudo, Deus vem sempre ao encontro do homem para o reconduzir à vida: «Onde estás?». Esta é a grande questão que Deus faz a Adão e a cada um de nós.

Na segunda leitura de São Paulo aos Romanos, o apóstolo encoraja a comunidade de Roma a ter esperança que Jesus Cristo é o Salvador de todos os homens. Ele nasceu para todos os povos.

O Evangelista São Lucas relata-nos o mistério da Encarnação no seio de Maria. Na Anunciação do Anjo, Maria fica perturbada com as palavras que o mensageiro de Deus dirige à jovem de Nazaré. Maria não entende as palavras do Anjo, mas com enorme disponibilidade interior aceita o anúncio de um mistério profundo e inefável que já tinha sido anunciado através dos Profetas. O Profeta Isaías diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho que será chamado Emanuel». Quando o Anjo lhe revela o que está para acontecer Maria sem perceber o desígnio insondável de Deus, mas pronuncia o seu «FIAT». Saiba cada um de nós dizer os pequenos sins a cada Vontade de Deus.


“Vigiai, para que estejais preparados”

No coração do Advento, celebramos esta festa de Maria, totalmente Santa. Estamos ainda a começar o ano litúrgico e ela já nos mostra a sua conclusão. Há razões históricas para celebrarmos nesta data a Sua Imaculada Conceição, e é uma feliz escolha, pois, deste modo, ela nos introduz no templo da plena Revelação e nos conduz imediatamente para o mistério: Deus que é Amor. É o Filho, Deus vindo ao mundo, a revelar-nos o tríplice Amor, do único indivisível Deus Uno-Trindade, amor denso e fecundo que circula “numa dança” entre o Amante – o Pai, o Amado –, o Filho, o Amor – e o Espírito. Mas, antes de dar a conhecer ao mundo o grande mistério, (Jesus) confia-o a Maria e ela passa a estar envolta e imersa nele; Maria “entra na dança dos Três”. Maria, Mãe, gera o Filho de Deus, como o Pai; dá-se ao Pai, Filha perfeita, juntamente com o Filho; com Eles, Maria “respira” o Espírito e é esposa e Mãe do Belo Amor.

Entre todos os Padres da Igreja, talvez seja S. Máximo de Turim aquele que melhor soube exprimir o que aconteceu a Maria na Anunciação: “Certamente no seio da Santa Mãe, quando desce o Espírito santo, quando o Altíssimo estende a Sua sombra, quando Cisto é gerado, está contida a profissão de fé. Era conveniente, de facto, que a Mãe – que traria a salvação para o mundo – confirmasse nas suas entranhas o mistério da Trindade”.

Os Três vêm ao encontro de Maria e realiza-se, como em nenhuma outra criatura, a bem-aventurança do seu Filho: “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 8). Maria sente a descida do Espírito, sopro suave e silencioso, o abraço seguro do Pai que como nuvem a envolve, vê o Filho de Deus crescer em si. Acolhe Deus, por Ele se deixa encher e transformar, vê-O, porque o seu coração é puro, como mais nenhum coração humano o foi. Não por sua virtude, mas por dom de Deus: Deus criou-a com capacidade de O poder conter. Ele, infinito, precisava de um vazio infinito e criou Maria imaculada. Ele, o Santo, precisava de uma morada santa e criou Maria Toda Santa, enchendo-a de graça.

Olhamos para Maria com alegre admiração: a primeira a quem foram revelados os mistérios, a primeira capaz de os acolher, a primeira que se deixou envolver por eles, se deixou envolver e transformar.

Olhamos para Maria com gratidão porque é por meio dela que também nós podemos conhecer o mistério da descida do Espírito, o amor imenso do Pai, a vinda de Jesus, Filho do Altíssimo. Olhamos para Maria como mãe e modelo que nos faz compreender a finalidade do ano litúrgico, do nosso caminho sobre a terra, de toda a história do universo: sermos também nós, como ela e por ela gerados, imersos na vida trinitária, até nos tonarmos outros Jesus e, n’Ele, verdadeiros filhos de Deus Pai, movidos apenas pelo amor do Espírito; tornarmo-nos amor como Deus é amor.


Virgem Imaculada,
Ensina-nos a esvaziar o coração e a mente
De todas as vaidades.
Cheia de Graça,
Torna-nos capazes de acolher
O Deus que vem.
Toda Santa, Fica entre nós
Como entre os discípulos no Cenáculo
A pedir a descida do Espírito.
Mãe de Deus, Leva os teus filhos contigo
Para o seio do Pai.
Santa Maria, Reza por nós pecadores,
Agora e na hora da nossa morte. Ámen.
(Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


Confissões de Advento

São Jacinto, dia 10 de dezembro, às 20:30;
Torreira, dia 18 de dezembro, às 15:00;
Quintas do Norte, 18 de dezembro, às 16:30;
Torreira, dia 18 de dezembro, às 21:00;


“Viver a Palavra”

«Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor»(Mt 24,42).
Aqui, Jesus revela um grande segredo: viver bem o momento presente.
Porque Ele pode vir quando estivermos no trabalho, ocupados em coisas
normais do nosso dia-a-dia, naqueles afazeres em que, muitas vezes,
nos esquecemos de Deus, porque estamos demasiaso ocupados com
as preocupações do futuro.
Vigia bem quem ama.
É próprio do amor vigiar!


2ª Semana do Advento – PREPARA-TE

1. LEITURA DO EVANGELHO – Mt 3, 1-12

2. MEDITAÇÃO
«Uma voz grita no deserto: Preparai o caminho do Senhor. Endireitai as suas veredas.»
Deus avisa. Deus manda-te muitos profetas, muitos sinais, muitas vozes. E todas te dizem o mesmo: «Prepara o caminho».
Prepara-te para o encontro com cristo. Não continues preso nas tuas rotinas, na tua mediocridade, na tua apatia.
O Senhor está a chegar. Ele vem…para ti.
Muda o que tiveres a mudar para que o encontro com Ele seja de festa. Para que a bela notícia que Ele traz possa encher-te de alegria e gozo.

3. ORAÇÃO DIÁRIA
Senhor, limpa-me os ouvidos.
Assim poderei escutar melhor
os Teus profetas.
Abre-me os olhos
e poderei ver os sinais,
que mostram a Tua chegada.
Acalma o meu coração
para que todo o meu ser,
deseje encontrar-se conTigo.

4. AÇÃO
– Construir o Presépio na sala de catequese;
– Ir à Missa e fazer uma surpresa aos pais;
– Refletir, pedir desculpa pelas coisas menos boas que aconteceram em família.

Novos Ventos – 1 de Dezembro

I Domingo de Advento – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste primeiro domingo de Advento nos faz o convite a estarmos vigilantes e preparados.

Na primeira leitura do Livro Isaías, o profeta aponta para o monte elevado, no cimo do qual aparece o Templo do Senhor, lugar simbólico do encontro de Deus com o seu povo. «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo de Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas».

Na segunda leitura de São Paulo aos Romanos, convida a comunidade de Roma a conservar sempre a consciência de que o Senhor vem e que a sua vinda está agora mais perto ainda do que no momento em que pelo baptismo, entramos na comunidade do povo de Deus. Paulo desafia a comunidade cristã a «abandonar as obras das trevas e a revestir-se das armas da luz».

O Evangelista São Mateus sublinha de modo muito especial, que Jesus é o Messias, Aquele que realiza em Si tudo o que estava anunciado a seu respeito no Antigo Testamento. Assim, desafia de cada cristão a preparar-se para essa «Parusia», isto é vinda do Senhor e a melhor forma é permanecer vigilantes. Pois como nos diz o autor sagrado se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão não deixaria arrombar a sua casa. Neste início de Advento a primeira Palavra da caminhada de Advento/Natal desafia-nos a estar atentos. Assim, procuremos dar um pouco de atenção à vida familiar e também intensificar o espaço de oração com o Senhor.


“Vigiai, para que estejais preparados”

“E não deram por nada”. Estava eminente um evento extraordinário sobre a terra e estavam todos ocupados em atividades importantes, mas desatentos da única necessária. Entretidos com muitas coisas, satisfeitos com os afazeres comuns, com os olhos fixos na terra, sem levantar o olhar para o alto e sem entender a razão de ser das suas imprescindíveis ocupações.

Era assim no tempo de Noé, no tempo de Jesus e nos dias de hoje. Andamos todos sempre a correr, ocupados em múltiplas iniciativas, empenhados na construção da nossa cidade terrena. E é isso que devemos fazer – mas, sem correr –, obedecendo ao mandamento das origens: “Crescei, multiplicai-vos, enchei e submetei a terra…” (Gn 1, 28). Devemos comer e beber, contrair matrimónio, se é a nossa vocação… O que muitas vezes esquecemos é o “porquê”. É como se, durante uma viagem, esquecêssemos a meta e nos perdêssemos pelo caminho. Tudo tem um sentido, uma direção, um fim, uma meta: o encontro com Jesus.

Cada gesto, cada ação, é um passo que nos aproxima d’Ele. Com imensa gratidão a Jesus, caminhamos apreciando as pequenas alegrias que Ele difunde ao longo do nosso caminho, mas não ficando parados nelas. Realizamos com perfeição – pelo menos queremos fazê-lo – as tarefas que Ele nos confiou, com amor e doação, mas sempre com a intenção de nos prepararmos para o encontro com Ele, para que não cheguemos de mãos vazias. Porque esse encontro acontecerá, mesmo se não sabemos quando nem como. Fomos feitos para esse encontro, vivemos para ele.

Hoje começa o ano litúrgico, parábola do caminho da nossa vida e da história de todos os tempos. Hoje escutamos estas parábolas de Jesus para que, desde os primeiros passos, saibamos para onde nos dirigimos. Jesus quer que o recordemos, pois sabe como nos distraímos facilmente: excitados pela alegria dos bons momentos ou desencorajados pelas provas e pelo mal que há em nós e à nossa volta.

Acorda-nos, sacode-nos no nosso torpor, convida-nos a ficar atentos ao que está para acontecer, para estarmos prontos quando Ele chegar.

Prontos? Alguma vez estaremos? Ou será que, no último momento, será Jesus, mais uma vez, com um extremo ato de amor, a prepara-nos para o encontro com Ele?

Esta é a nossa parte: desejar o encontro com Jesus, esperá-Lo ansiosamente e sem esmorecer, fazer em cada momento o que Ele nos pede, rezar a oração que, desde o primeiro século, brota do coração dos cristãos: “Vem, Senhor Jesus”.


Vem, Senhor Jesus,
Alfa e Ómega,
Primeiro e Último,
Princípio e Fim.
Vem, Senhor Jesus,
esperança sempre viva,
por todos esperado,
mesmo inconscientemente.
Sim, vem, vem depressa.
 (Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


Confissões de Advento

São Jacinto, dia 10 de dezembro, às 20:30;
Torreira, dia 18 de dezembro, às 15:00;
Quintas do Norte, 18 de dezembro, às 16:30;
Torreira, dia 18 de dezembro, às 21:00;


“Vigília Imaculada Conceição”

Como tem sido habitual a Pastoral Juvenil do nosso arciprestado de Estarreja/Murtosa ao longo destes últimos anos tem proposto aos jovens do concelho a viver um momento de Oração e convívio na véspera da Imaculada Conceição.
Este momento será dinamizado pela Pastoral Juvenil do nosso arciprestado, o espaço onde se irá realizar a vigília é a Igreja do Monte, dia 7 de dezembro pelas 21:00. Depois do momento de oração haverá espaço para convívio e confraternização entre os jovens de cada uma das paróquias.
Vem e traz um amigo !!!


1ª Semana do Advento – ESTÁ ATENTO

1. LEITURA DO EVANGELHO – Mt 24, 37-44

2. MEDITAÇÃO

«Estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem».

O Advento é o tempo de espera, do alerta.
É tempo de estar preparados para algo de importante
que vai acontecer na nossa Vida.
É Jesus que vem.
Mas não vem para deixar tudo na mesma,
nem para ficar caladinho.
Vem, em nome de Deus: convidar-nos a viver de outra forma.
Vem ensinar-nos a ver e a viver, a levantar-se e andar,
a sermos pessoas novas, com um enorme e bom coração.

3. ORAÇÃO DIÁRIA

É de noite. Está escuro e frio. Lá fora e na minha alma.
São tantas as dificuldades, os fracassos…
Só apetece dormir, descansar, desistir e tentar.
Mas Tu insistes. E pedes-me que mantenha os olhos abertos
e o coração atento. Tu prometes que virás.
Senhor, dá-me olhos abertos,
capazes de seguir a Tua luz no meio da noite escura.
Dá-me um coração acolhedor,
capaz de se deixar tocar pela Tua esperança.

4. AÇÃO

– Conhecer o significado do Advento e do Natal e as principais figuras destes tempos litúrgicos;
– Ir à Missa e rezar por um bom Advento;
– Dizer uma palavra simpática a um elemento da família.

Novos Ventos – 24 de Novembro

XXXIV Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste último domingo do Tempo Comum reflete sobre a dimensão Real de Jesus Cristo Rei do Universo.

Na primeira leitura do Livro de Samuel, o autor sagrado faz alusão à unção de David como rei de Israel. De facto, David fez a união de todas as tribos do povo do Antigo Testamento, e recebeu a promessa de que da sua descendência nasceria o Messias, o enviado de Deus. O rei David, antepassado de Jesus, é a figura de Cristo.

Na segunda leitura de São Paulo aos Colossenses, é nos apresentado um hino Cristológico o qual Paulo procurou transmitir às comunidades primitivas, de modo que o povo de Deus o soubesse contemplar: «Cristo é o “Primogénito de toda a criatura” e o “Primogénito de entre os mortos”, “Cabeça da Igreja, que é o seu corpo”, vértice e plenitude de todo o Universo.

O Evangelho e São Lucas coloca em evidência a realeza de Jesus Cristo, ao transcrever a passagem do ladrão arrependido. Na verdade, muitos daqueles que tinham acompanhado Jesus bem de perto esperavam que Jesus pudesse restaurar o reino de Israel um reino dividido muitas vezes pelos interesses políticos da época e que causavam divisões e guerras entre os povos. Contudo, Jesus apresenta-se como um Rei bem diferente não de uma nação concreta mas Rei do Universo. Diante do pedido que o ladrão arrependido faz a Jesus: «Jesus lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza». Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».


“Não vos alarmeis!”

Por três vezes, neste breve trecho do Evangelho, Jesus é ridicularizado e convidado a salvar-se a Si mesmo. Não Ele é um Rei? O motivo da Sua condenação não é esse? Não está até escrito sobre a cruz? Se Ele é um rei, como pode ter chegado àquele estado? Onde está o Seu poder? Se Ele é rei, pode pedir ajuda, pode salvar-se. É isso que lhe dizem os chefes do povo, que repete um soldado e um dos condenados.Assim todos ficam a saber que Ele é rei: Pilatos, Herodes, as legiões romanas, a multidão… Mas consideram-no um iludido, um louco, um rei burlesco.
E, pelo contrário, é um verdadeiro rei, mesmo se não o é segundo os nossos modelos. Os reis dão ordens e fazem-se servir, Jesus veio para servir. Os reis ocupam sempre os primeiros lugares, Ele escolheu o último. Os reis têm poder (são prepotentes?), Jesus é mando e humilde de coração. Os reis têm segurança pessoal e exército para se defenderem; Ele está só, indefeso e deixa que lhe tirem vida.
Melhor dizendo, não é que Ele deixe que lhe tirem a vida, como parece aos que estão ali à volta dele. Jesus dá a vida pelo seu povo, voluntária e livremente. Esta é a grande diferença e o segredo da Sua realeza. “Salva-te a Ti mesmo?”. Não, Jesus renuncia a salvar-se a Si mesmo, para salvar o seu povo. Como bom pastor dá a vida pelo seu rebanho. Ele morre em vez de nós. Para Ele escolhe a morte, para nós a vida. Para Ele a ignominia, para nós a glória. Ele desce do trono para nos elevar a nós. Ele torna-se servo, para nos tornar reis. Se Jesus nos torna reis… deveremos agir como Ele: dar a vida uns pelos outros, como Ele a dá…Tudo isto já Ele tinha anunciado em todo o Evangelho, mas agora atualiza-o plenamente. A Sua realeza consiste em amar, e não há amor maior do que dar a vida pelos amigos. Jesus dá a Sua vida por cada um de nós, a quem não considera “súbditos”, mas “amigos”. Haverá mais algum rei cujos súbditos (aqueles que estão abaixo dele) não o sejam porque são todos seus amigos? Ali, sobre a cruz, levantado entre o céu e a terra, Jesus atrai-nos todos para Si e faz nascer um povo novo, que introduz no Seu reino. O primeiro que lá entrou foi um assassino, um condenado à morte. Mas soube dirigir a Jesus as palavras certas. Não Lhe disse como os outros: “Salva-te a Ti mesmo”, mas “Salva-me, recorda-Te de mim”. É o único que reconhece a realeza de Jesus. De facto, a um rei pede-se clemência, e um condenado à morte pede para que lhe seja concedida graça (amnistia).É isso que também eu faço hoje: sou um “des-graçado”, um pecador digno da condenação. “Quanto a nós, fez-se justiça” (é justa a nossa condenação), repito com o bom ladrão. Por isso, me encontro na condição de pedir a graça. Faço-o porque reconheço que Jesus é o meu rei, omnipotente e cheio de amor. A Ele me entrego com confiança e esperança.
“Hoje”, disse Jesus ao malfeitor. “Hoje”, repete-o também a todos nós: Ele não começa a reinar na outra vida, mas já desde agora, a partir de “hoje”.


Viver a Palavra

«Para amar como Jesus nos amou, é preciso «FAZER-SE UM» com cada irmão: entrar o mais profundamente possível no espírito do outro; compreender realmente os seus problemas e as suas exigências; partilhar os seus sofrimentos e as suas alegrias; dedicar-se a cada irmão; tornar-se, de certa maneira, o outro, ser o outro»1 . Fazer-se um em tudo, excepto no pecado, no mal, nesse não!
Diz-se que a copa de uma árvore corresponde, em muitos casos, ao diâmetro das suas raízes.
Assim acontecerá connosco: se fizermos com que a nossa relação com Deus cresça em profundidade todos os dias, crescerá também em nós o desejo de partilhar a alegria e levar os pesos daqueles que estão ao nosso redor (PV. Nov)


 Hoje, acolhe-me também a mim no Teu reino,Senhor Jesus,
para que a minha vida seja, um pouco, antecipação do céu.
Acolhe, hoje, no Teu reino cada homem, cada mulher,
para que a terra seja, um pouco, antecipação do céu.
Impregna o poder, aqui entre nós,
com o Teu estilo de serviço e dedicação,
para que a terra seja, um pouco, antecipação do céu.
E chegue depressa, para todos, o dia em que
nos acolherás no Teu Paraíso
e estaremos Contigo, sempre.
(Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


“Vigília Imaculada Conceição”

Como tem sido habitual a Pastoral Juvenil do nosso arciprestado de Estarreja/Murtosa ao longo destes últimos anos tem proposto aos jovens do concelho a viver um momento de Oração e convívio na véspera da Imaculada Conceição.
Este momento será dinamizado pela Pastoral Juvenil do nosso arciprestado. O espaço onde se irá realizar a vigília é na Igreja do Monte, dia 7 de dezembro pelas 21:00. Depois do momento de oração haverá espaço para convívio e confraternização entre os jovens de cada uma das paróquias.
Vem e traz um amigo !!!


Carta Pastoral «Cada Família, uma história de amor».

  • 4. Perspetivas e desafios ao encontro da realidade matrimonial

A caridade fraterna não pode ser esquecida. «Acima de tudo, mantende entre vós uma intensa caridade, porque o amor cobre a multidão de pecados» (1Ped 4,8); «redime o teu pecado pela justiça; e as tuas iniquidades, pela piedade para com os infelizes» (Dn 4,24). Esta é a lógica que deve prevalecer na Igreja, para fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais. Tudo isto implica construir comunidades paroquiais vivas, capazes de acolher os novos esposos e ajudar a inseri-los nas comunidades, oferecendo-lhes espaços de formação e de reflexão; organizar equipas de apoio para desencadear um processo pedagógico de aproximação ou manutenção dos novos casais com a comunidade eclesial, auxiliando-os nos momentos difíceis e nas dificuldades dos primeiros anos da vida matrimonial… ajudar todos os casais a serem Igreja na sua conjugalidade. Um estilo de vida cristã encontra o seu estímulo, apoio e consistência no exemplo dos pais, que se torna para os nubentes um verdadeiro testemunho. Para iluminar este caminho, seria bom animar as famílias a crescerem na fé, estimulá-las para a leitura da Palavra de Deus, convidá-las a criar espaços semanais de oração familiar, porque «a família que reza unida permanece unida»; estimulá-las a participar na Eucaristia, que é força e estímulo para viver cada dia a aliança matrimonial como «igreja doméstica; encorajá-las a vencer a rotina com a festa, a não perder a capacidade de celebrar em família, a alegrar-se e festejar as experiências belas.

É verdade que, em alguns ambientes, se produziu uma desertificação espiritual, fruto do projeto de sociedades que querem construir sem Deus ou que destroem as raízes cristãs. E a própria família pode ser também ambiente árido, onde há que conservar a fé e procurar irradiá-la. Mas os desafios existem para ser superados. Há que seguir em frente, sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança. «E é isto o que eu peço, que o vosso amor cresça cada vez mais em conhecimento e sensibilidade, a fim de poderdes discernir o que mais convém» (Fl 1,9-10).

A preparação para o matrimónio, para a vida conjugal e familiar, poderá ser a resposta para muitos problemas sociais e eclesiais. O que parece humanamente impossível, torna-se possível com a força de Deus. A todos convido a vivermos e testemunharmos melhor aquilo que nos compete ser e testemunhar.

(D. António Manuel Moiteiro Ramos)

Novos Ventos – 17 de Novembro

XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste domingo reflete sobre o sentido da história da salvação e diz-nos que a meta final para onde Deus nos conduz é o novo céu e a nova terra da felicidade plena, da vida definitiva. Este quadro faz nascer em nós a esperança e dá-nos a coragem para enfrentar a adversidade para lutar pelo Advento do Reino, em que se encontrará a plenitude da salvação.

Na primeira leitura da Profecia de Malaquias, um “mensageiro de Deus” anuncia a uma comunidade desanimada, céptica e apática que Deus não abandonou o seu Povo. O Deus libertador vai intervir no mundo, vai derrotar o que oprime e rouba a vida e vai fazer com que nasça esse “sol de justiça” que traz a salvação.

Na segunda leitura de São Paulo aos Tessalonicenses, o Apóstolo reforça a ideia de que, enquanto esperamos a vida definitiva, não temos o direito de nos instalarmos na preguiça e no comodismo, alheando-nos das grandes questões do mundo e evitando dar o nosso contributo na construção do Reino.

O Evangelho e São Lucas faz uma reflexão sobre o percurso que a Igreja é chamada a fazer, até à segunda vinda de Jesus. A missão dos discípulos em caminhada na história é comprometer-se na transformação do mundo, de forma que a velha realidade desapareça e nasça o Reino. Esse “caminho” será percorrido no meio de dificuldades e perseguições; mas os discípulos terão sempre a ajuda e a força de Deus.


“Não vos alarmeis!”

O ano litúrgico está a chegar ao seu termo, convidando-nos a pensar no fim dos tempos, no nosso fim e no fim da história. Também a leitura do Evangelho de Lucas se volta para o fim e nos apresenta – antes da ceia pascal – o último grande discurso de Jesus sobre a destruição de Jerusalém, símbolo do fim do mundo. O fim do mundo! Sempre descrito com imagens tão trágicas e acontecimentos tão catastróficos que só o facto de se nomear já assusta. Quando acontecerá? Como será? A responder a essas questões logo se apresentam adivinhos, astrólogos e demais profetas da desgraça, com previsões tão terríveis que é melhor nem escutar. Não lhes demos mesmo nenhum crédito.

Quando será, de facto? Também os discípulos de Jesus o quiseram saber, mas Ele, ao contrário dos astrólogos, não lhes respondeu, porque aquilo que importa é outra coisa: o que é o fim do mundo e como é que nos devemos preparar.

O fim do mundo é tão simplesmente o regresso de Jesus. Devemos olhar para Ele, não para as coisas que possam suceder à volta. Jesus virá ao nosso encontro e nos levará com Ele, para o Seu Reino, onde haverá alegria, paz, plenitude da vida, contentamento sem fim. Jesus sempre nos ensinou que não importa saber quando é que Ele voltará, mas como O devemos esperar. Ele convida-nos a esperá-Lo com anseio e entusiasmo, com confiança, vigilantes na oração, como se espera uma pessoa muito querida que, depois de muito tempo, não vemos a hora que chegue. O fim do mundo – a nossa morte será uma sua antecipação – não será uma tragédia (“Não vos alarmeis”), mas o encontro com Jesus, desde há muito esperado e desejado.

Antes disso acontece o caminho da vida, a sucessão dos acontecimentos históricos. É agora o período difícil não o do fim, que assinalará a libertação do nosso sofrimento quotidiano. Este é o tempo das violências, das guerras, dos ódios, das perseguições. É este tempo de agora que devemos temer, não o do fim.O nosso é um caminho cansativo, marcado por contradições, por desilusões que podem advir até de pessoas muito chegadas, por doenças, por falta de trabalho, inseguranças… Jesus que conhece a nossa história já previa as revoltas entre povos, os terramotos, as secas, as epidemias…

Mas Ele não nos deixa sozinhos neste caminho em direção ao fim. Ele está lá à nossa espera, na meta da vida, mas também está aqui, ao longo do nosso percurso, e sugere-nos modos de atuar, de falar, de estar… Acima de tudo, protege-nos e coloca ao nosso serviço a Sua omnipotência: “Nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá”! De que ter medo, então?


Viver a Palavra
“Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram” (Rom 12,15).
Um Amor Sem Confins O apóstolo Paulo, na carta aos Romanos, de onde foi retirada esta frase, convida todos a passar do amor simplesmente para com aqueles que partilham a mesma fé, ao amor evangélico, para com todos os seres humanos. Porque, para os crentes, o amor não tem fronteiras, nem se pode limitar só a alguns.
É um convite a colocar-se “NA PELE DO OUTRO”, como expressão concreta de uma verdadeira caridade. (PV. Nov)


Jesus,
Tu conheces a dureza do nosso caminho:
também o percorreste.
Tu conheces as provas que nos esperam,
dia após dia:
também Tu as viveste.
Tu sabes como é difícil o desapego
das coisas mais belas, mais queridas, mais santas…
Tu conheces a frieza da nossa morte:
também passaste por ela.
Permanece então ao nosso lado,
companheiro da nossa viagem,
dá-nos a força da constância,
sem nunca cedermos ao desalento,
até chegarmos ao encontro Contigo,
no fim dos tempos,
quando todas as vaidades cairão
e ficarás apenas Tu, nosso único bem,
na alegria do Céu.
(Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


“Say e Yes”

O projeto Say Yes, como caminhada catequética dos adolescentes do 7º ao 10º anos, envolveu 54 paróquias da diocese. Neste projeto estão empenhadas cerca de 420 catequistas e mais de 2.400 adolescentes.
Sabemos que alguns catequistas e sacerdotes, têm tido alguma dificuldade quer no desenvolvimento dos encontros com adolescentes, quer na procura dos materiais de apoio: símbolos, hinos das variadas jornadas, videos, mapa… e, sobretudo, na forma melhor de se fazer esta catequese que pede, naturalmente mais atenção e preparação.
Neste sentido, o departamento da catequese de adolescentes, disponibilizou-se para fazer um encontro não para explicar o projeto (o que foi feito já pelo P. Tiago), mas para tirar dúvidas e para mostrar algumas formas práticas de execução. Queremos fazer uma abordagem prática de implementação. Por isso, pedimos que mobilize os catequistas de adolescentes da sua paróquia e que estão com este projeto, para participarem num dos seguintes encontros:
28 de Novembro, às 21,15, no salão paroquial de Ílhavo (para catequistas do arciprestado de Aveiro, Ilhavo e Vagos)
2 Dezembro, às 21 hs, no salão Paroquial de Albergaria-a-Velha (para catequistas do arciprestado de Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga e Estarreja/Murtosa)


Carta Pastoral «Cada Família, uma história de amor».

  • 4. Perspetivas e desafios ao encontro da realidade matrimonial

Tem que se tornar efetivo um acompanhamento que se traduza em percursos remotos e diferenciados de preparação para o matrimónio, o acompanhamento dos casais novos e o acompanhamento das famílias feridas (separados, divorciados não recasados, divorciados recasados, famílias monoparentais). O discernimento deve ajudar a encontrar os caminhos possíveis de resposta a Deus e de crescimento no meio dos limites. É preciso enfrentar todas as situações de forma construtiva, procurando transformá-las em oportunidades de caminho para a plenitude do matrimónio e da família à luz do Evangelho. Trata-se de acolhê-las e acompanhá-las com misericórdia, paciência e delicadeza – estar atentos ao modo em que as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição. «Na abordagem pastoral das pessoas que contraíram matrimónio civil, que são divorciadas novamente casadas, ou que simplesmente convivem, compete à Igreja revelar-lhes a pedagogia divina da graça nas suas vidas e ajudá-las a alcançar a plenitude do desígnio que Deus tem para elas» (AL 297). Ajudar cada um a encontrar a sua própria maneira de participar na comunidade eclesial. A sua participação pode exprimir-se em diferentes serviços eclesiais, sendo necessário discernir quais as diferentes formas de inclusão e nunca de exclusão. A caridade fraterna não pode ser esquecida. «Acima de tudo, mantende entre vós uma intensa caridade, porque o amor cobre a multidão de pecados» (1Ped 4,8); «redime o teu pecado pela justiça; e as tuas iniquidades, pela piedade para com os infelizes» (Dn 4,24). Esta é a lógica que deve prevalecer na Igreja, para fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais. Tudo isto implica construir comunidades paroquiais vivas, capazes de acolher os novos esposos e ajudar a inseri-los nas comunidades, oferecendo-lhes espaços de formação e de reflexão; organizar equipas de apoio para desencadear um processo pedagógico de aproximação ou manutenção dos novos casais com a comunidade eclesial, auxiliando-os nos momentos difíceis e nas dificuldades dos primeiros anos da vida matrimonial… ajudar todos os casais a serem Igreja na sua conjugalidade.

(D. António Manuel Moiteiro Ramos)

Novos Ventos – 10 de Novembro

XXXII Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste domingo põe em evidência a realidade escatológica, isto é, a vida para além da morte a “VIDA ETERNA”. «O Senhor não é um Deus de mortos, mas de vivos».

Na primeira leitura do livro dos Macabeus nos é relatado o episódio dos sete irmãos Macabeus que animados pela fé na «ressurreição dos mortos» desobedecem ao rei da Síria comer a carne imolada aos ídolos. O último irmão quando estava a para morrer, falou assim: «vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará;…».

Na segunda leitura de São Paulo aos Tessalonicenses, o Apóstolo exorta a comunidade de Tessalónica a permanecer firmes no Senhor em toda a espécie de boas obras e palavras.

O Evangelho e São Lucas relata-nos um episódio sobre o grande tema que interpela a humanidade de todos os tempos sobre o sentido da morte. O evangelista Lucas põe em evidência este grupo de saduceus que negam a ressurreição, e colocam em questão um episódio de uma mulher que casou sete vezes por fim também tendo falecido a mulher de qual deles era esposa na ressurreição. Com a resposta dada aos Saduceus Jesus faz-nos perceber que a realidade que nos transcende é bem diferente «nem se casam, nem são dados em casamento, pois são como Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus».


“Procurava ver Jesus [descobrir Jesus no irmão”

Escutando Jesus neste trecho do evangelho vem-nos à mente a imagem da bolota. Se a enterrarmos agora, na primavera não germina uma bolota, mas um fio de erva que rapidamente se tornará carvalho, muito diferente da bolota, mas dela nascido.

O mesmo acontece com o nosso corpo, com a morte, semeado na terra. Deposto na terra, ressurgirá diferente daquele que tinha sido “semeado”, mesmo se será o mesmo.

Se à bolota – depois de ter sido colocada na terra – fosse possível ver o resultado, ficaria surpreendida, encantada diante da majestade do carvalho, encher-se-ia de orgulho. O mesmo acontecerá connosco, ao vermo-nos ressuscitados no paraíso.

Lá ninguém se casará nem será dado em casamento, porque a finalidade do matrimónio já foi atingida e se possui na sua dimensão mais profunda. Estaremos no amor, sem necessidade de meios para o atingir, e será a plenitude do amor, como nunca o conseguiremos atingir sobre a terra. Teremos a vida em abundância na sua definitiva plenitude, sem necessidade de recorrer à geração para a continuar no tempo. Seremos íntimos uns aos outros em total transparência e cada um mergulhará o seu próprio ser Palavra de Deus, o seu ser verdadeiro, na Palavra do outro, até a tornar sua, até se tornar o outro e o outro fará no mesmo na reciprocidade do dom e do acolhimento.

Seremos como os anjos do céu, compenetrados de luz, da luz de Jesus, filhos e filhas com Ele, unidos à volta do Pai, envolvidos no abraço do Espírito, tornados nova verdadeira família. Superemos a mesquinhez, como a daqueles saduceus, que imaginam (e por isso rejeitam) um paraíso à medida deste mundo, onde projetar as nossas exigências mesmo as mais nobres. A vida do paraíso não será um prolongamento desta nossa vida, mas ressurreição! Não será ressurreição como a de Lázaro, da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim, que depois voltaram a morrer, mas a ressurreição de Jesus, uma vida nova sem fim: a vida do Deus da vida.

O Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacob, o Deus dos nossos pais, será o nosso Deus, a nossa vida, como nunca a teremos experimentado sobre esta terra.

Nós Te agradecemos, Senhor,
por teres voltado para o Pai,
para nos preparares um lugar.
Mantém vivo em nós,
e acrescenta,
o desejo do Céu,
de irmos ocupar o lugar,
infinitamente mais belo
do que a fantasia possa imaginar
ou o coração esperar.
Ensina-nos a viver aqui
com o olhar fixo Ali
para vivermos já desde agora
as novidades de vida, antecipação de Céu,
que o teu Espírito
como garantia
semeou nos nossos corações.

 (Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


Semana de Oração pelos Seminários                                            

Estamos a celebrar a semana de Oração pelos Seminários que concluirá no dia 17 de Novembro, onde dou graças a Deus pelo VI aniversário de ordenação sacerdotal.

Oração

Senhor Jesus Cristo, fonte de vida nova, Tu que não olhas ao que somos
Mas ao que poderemos chegar a ser, abre caminhos de construção do Reino, ajudando-nos a ser mansos e humildes de coração.
Tu que vives e revelas o imenso amor do Pai, nós te pedimos que continues a despertar o coração dos jovens para que aceitem o desafio de Te seguir, caminhando em liberdade, sem medos e resistências, e, animados pelo Espírito Santo, se façam ao largo e lancem as redes para a pesca.
Por intercessão da Virgem Maria e de São José, nós Vos pedimos pelos Seminários, pelos seminaristas e por todos os jovens a quem chamas e envias.
Fazei que neles brotem sinais de esperança, sementes de entrega e verdadeiro serviço.
Concede-nos, pela graça do baptismo,
O dom da escuta da Tua voz
E da resposta generosa,
Colaborando na edificação do Reino de Deus.
Ámen.


Carta Pastoral «Cada Família, uma história de amor».

  • 4. Perspetivas e desafios ao encontro da realidade matrimonial

Temos vindo a assistir a uma nova geração em que os vínculos familiares não são sólidos; vive-se imersos em tensões; diminuiu o tempo de contacto dos pais com os filhos; ausência de envolvimento dos pais na educação e transmissão da fé; estruturas familiares de convivência cada vez mais instáveis… perde-se o sentido profundo do amor esponsal e da família.

A complexa realidade social e os desafios que a família é chamada a enfrentar atualmente exigem um empenhamento maior de toda a comunidade cristã na preparação dos noivos e na vida em casal. Mas «aqueles que se casam são, para as comunidades cristãs, um recurso precioso, porque, esforçando-se sinceramente por crescer no amor e no dom recíproco, podem contribuir para renovar o próprio tecido de todo o corpo eclesial: a forma particular de amizade que vivem pode tornar-se contagiosa, fazendo crescer na amizade e na fraternidade a comunidade cristã de que fazem parte» (AL 207).

É fundamental procurar que os noivos descubram a importância duma séria preparação para o casamento. A preparação para o matrimónio é mais do que a preparação do dia do matrimónio, é a preparação para a vida de casados. A este propósito, afirma o Papa francisco: «É necessário prepara-se para o matrimónio, e isso requer educar-se a si mesmo, desenvolver as melhores virtudes, sobretudo o amor, a paciência, a capacidade de diálogo e de serviço» (CV 265). Este período de preparação tem de começar a assumir traços de um verdadeiro itinerário de identificação, de redescoberta da fé e de inserção na comunidade eclesial. A formação deverá conseguir uma mentalidade e uma personalidade capazes de não se deixar arrastar pelas conceções contrárias à unidade e à estabilidade do matrimónio. Um desafio é ajudar a descobrir que o matrimónio não se pode entender como algo acabado. O casamento não acontece no dia da cerimónia, necessita ser construído diariamente por ambos. Esta preparação em três etapas: remota, próxima e imediata, deverá levar a descobrir as potencialidades e exigências de crescimento humano e cristão da sua existência e garantir que os noivos cristãos tenham ideias exatas, e um sincero «sentire cum ecclesia», sobre o próprio matrimónio, sobre os papéis mútuos da mulher e do homem no casal, na família e na sociedade, sobre a sexualidade e a abertura aos outros. A publicação, pela Diocese, do documento Catecumenado Matrimonial, deve ser um texto de estudo na pastoral familiar diocesana.
(D. António Manuel Moiteiro Ramos)