I Domingo de Advento – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira
A liturgia da Palavra deste primeiro domingo de Advento nos faz o convite a estarmos vigilantes e preparados.
Na primeira leitura do Livro Isaías, o profeta aponta para o monte elevado, no cimo do qual aparece o Templo do Senhor, lugar simbólico do encontro de Deus com o seu povo. «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo de Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas».
Na segunda leitura de São Paulo aos Romanos, convida a comunidade de Roma a conservar sempre a consciência de que o Senhor vem e que a sua vinda está agora mais perto ainda do que no momento em que pelo baptismo, entramos na comunidade do povo de Deus. Paulo desafia a comunidade cristã a «abandonar as obras das trevas e a revestir-se das armas da luz».
O Evangelista São Mateus sublinha de modo muito especial, que Jesus é o Messias, Aquele que realiza em Si tudo o que estava anunciado a seu respeito no Antigo Testamento. Assim, desafia de cada cristão a preparar-se para essa «Parusia», isto é vinda do Senhor e a melhor forma é permanecer vigilantes. Pois como nos diz o autor sagrado se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão não deixaria arrombar a sua casa. Neste início de Advento a primeira Palavra da caminhada de Advento/Natal desafia-nos a estar atentos. Assim, procuremos dar um pouco de atenção à vida familiar e também intensificar o espaço de oração com o Senhor.
“Vigiai, para que estejais preparados”
“E não deram por nada”. Estava eminente um evento extraordinário sobre a terra e estavam todos ocupados em atividades importantes, mas desatentos da única necessária. Entretidos com muitas coisas, satisfeitos com os afazeres comuns, com os olhos fixos na terra, sem levantar o olhar para o alto e sem entender a razão de ser das suas imprescindíveis ocupações.
Era assim no tempo de Noé, no tempo de Jesus e nos dias de hoje. Andamos todos sempre a correr, ocupados em múltiplas iniciativas, empenhados na construção da nossa cidade terrena. E é isso que devemos fazer – mas, sem correr –, obedecendo ao mandamento das origens: “Crescei, multiplicai-vos, enchei e submetei a terra…” (Gn 1, 28). Devemos comer e beber, contrair matrimónio, se é a nossa vocação… O que muitas vezes esquecemos é o “porquê”. É como se, durante uma viagem, esquecêssemos a meta e nos perdêssemos pelo caminho. Tudo tem um sentido, uma direção, um fim, uma meta: o encontro com Jesus.
Cada gesto, cada ação, é um passo que nos aproxima d’Ele. Com imensa gratidão a Jesus, caminhamos apreciando as pequenas alegrias que Ele difunde ao longo do nosso caminho, mas não ficando parados nelas. Realizamos com perfeição – pelo menos queremos fazê-lo – as tarefas que Ele nos confiou, com amor e doação, mas sempre com a intenção de nos prepararmos para o encontro com Ele, para que não cheguemos de mãos vazias. Porque esse encontro acontecerá, mesmo se não sabemos quando nem como. Fomos feitos para esse encontro, vivemos para ele.
Hoje começa o ano litúrgico, parábola do caminho da nossa vida e da história de todos os tempos. Hoje escutamos estas parábolas de Jesus para que, desde os primeiros passos, saibamos para onde nos dirigimos. Jesus quer que o recordemos, pois sabe como nos distraímos facilmente: excitados pela alegria dos bons momentos ou desencorajados pelas provas e pelo mal que há em nós e à nossa volta.
Acorda-nos, sacode-nos no nosso torpor, convida-nos a ficar atentos ao que está para acontecer, para estarmos prontos quando Ele chegar.
Prontos? Alguma vez estaremos? Ou será que, no último momento, será Jesus, mais uma vez, com um extremo ato de amor, a prepara-nos para o encontro com Ele?
Esta é a nossa parte: desejar o encontro com Jesus, esperá-Lo ansiosamente e sem esmorecer, fazer em cada momento o que Ele nos pede, rezar a oração que, desde o primeiro século, brota do coração dos cristãos: “Vem, Senhor Jesus”.
Vem, Senhor Jesus,
Alfa e Ómega,
Primeiro e Último,
Princípio e Fim.
Vem, Senhor Jesus,
esperança sempre viva,
por todos esperado,
mesmo inconscientemente.
Sim, vem, vem depressa.
(Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)
Confissões de Advento
São Jacinto, dia 10 de dezembro, às 20:30;
Torreira, dia 18 de dezembro, às 15:00;
Quintas do Norte, 18 de dezembro, às 16:30;
Torreira, dia 18 de dezembro, às 21:00;
“Vigília Imaculada Conceição”

Como tem sido habitual a Pastoral Juvenil do nosso arciprestado de Estarreja/Murtosa ao longo destes últimos anos tem proposto aos jovens do concelho a viver um momento de Oração e convívio na véspera da Imaculada Conceição.
Este momento será dinamizado pela Pastoral Juvenil do nosso arciprestado, o espaço onde se irá realizar a vigília é a Igreja do Monte, dia 7 de dezembro pelas 21:00. Depois do momento de oração haverá espaço para convívio e confraternização entre os jovens de cada uma das paróquias.
Vem e traz um amigo !!!
1ª Semana do Advento – ESTÁ ATENTO
1. LEITURA DO EVANGELHO – Mt 24, 37-44
2. MEDITAÇÃO
«Estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem».
O Advento é o tempo de espera, do alerta.
É tempo de estar preparados para algo de importante
que vai acontecer na nossa Vida.
É Jesus que vem.
Mas não vem para deixar tudo na mesma,
nem para ficar caladinho.
Vem, em nome de Deus: convidar-nos a viver de outra forma.
Vem ensinar-nos a ver e a viver, a levantar-se e andar,
a sermos pessoas novas, com um enorme e bom coração.
3. ORAÇÃO DIÁRIA
É de noite. Está escuro e frio. Lá fora e na minha alma.
São tantas as dificuldades, os fracassos…
Só apetece dormir, descansar, desistir e tentar.
Mas Tu insistes. E pedes-me que mantenha os olhos abertos
e o coração atento. Tu prometes que virás.
Senhor, dá-me olhos abertos,
capazes de seguir a Tua luz no meio da noite escura.
Dá-me um coração acolhedor,
capaz de se deixar tocar pela Tua esperança.
4. AÇÃO
– Conhecer o significado do Advento e do Natal e as principais figuras destes tempos litúrgicos;
– Ir à Missa e rezar por um bom Advento;
– Dizer uma palavra simpática a um elemento da família.