Novos Ventos – 3 de Novembro

XXXI Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste domingo põe em evidência a misericórdia e o amor de Deus pela humanidade.

Na primeira leitura do livro da Sabedoria nos é relatado atitude de Deus para com a humanidade decaída no pecado e que Deus se compadece usa de misericórdia: «De todos Vos compadeceis, porque sois omnipotente, e não olhais para os seus pecados, para que se arrependam».

Na segunda leitura de São Paulo aos Tessalonicenses, o Apóstolo procura corrigir certos rumores sobre a vinda do Senhor, que alguns começavam a entender mal. No entanto, Paulo demonstra que a atitude verdadeiramente cristã deve ser viver no quotidiano o evangelho e amar concretamente o irmão.

O Evangelho e São Lucas relata-nos a história de Zaqueu que era cobrador de impostos, uma profissão que não era muito bem vista pelas personalidades importantes da época. No entanto, Zaqueu ouvindo falar de Jesus e ao saber que Jesus atravessava a cidade de Jericó, Zaqueu subiu a uma árvore para ver Jesus. Este homem muitas vezes apontado pela profissão que exercia faz o que as multidões são incapazes de fazer a experiência do encontro. Um encontro pessoal que não se resume apenas à fisionomia de Jesus, mas é bem mais profundo ao ponto de transformar a sua vida. «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e se causei prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Este encontro de Zaqueu com Jesus faz com-[verter] o coração de Zaqueu, sendo capaz de olhar o amor ao próximo.


“Procurava ver Jesus [descobrir Jesus no irmão]”

Nesta passagem do Evangelho, quem nos causa mais admiração, Zaqueu ou Jesus? (A costumeira multidão de “corta-casacas” nem sequer a tomamos em consideração porque não queremos ser assim tão rudes e presunçosos).

Simpatizamos imediatamente com aquele homenzinho de pequena estatura, esperto, sempre ativo, empreendedor, determinado, livre dos condicionalismos sociais, do que pensam e dizem os outros. É guiado por um único desejo: ver Jesus. É conduzido pela inquietação, pelo desconforto interior. Tem dinheiro, mas sente-se vazio; o vil metal não é suficiente para lhe preencher o coração, pelo contrário, deixa-o na aridez. Vive insatisfeito, mas não resignado. E vemo-lo subir àquela árvore. Será por mera curiosidade ou por uma secreta procura de felicidade, pelo desejo sincero de um encontro que lhe mude a vida? Seja como for, a sua iniciativa resulta: encontra a alegria, a força da conversão, da generosidade da doação, a salvação. Não se fecha sobre os seus erros: é livre porque foi libertado.

Quantos poderiam encontrar a felicidade e a plenitude da vida se se colocassem à procura do rosto de Jesus, se se acendesse nos seus corações o desejo do Senhor, se fossem capazes de superar os condicionalismos sociais, se vencessem os preconceitos e os lugares comuns sobre Jesus, sobre a Igreja e se tivessem a coragem de O olhar nos olhos, de se deixarem interpelar pelo Seu evangelho…! Zaqueu é um modelo também para nós. De facto, a procura de Jesus pode esmorecer, na ilusão de já O termos encontrado, de já O conhecermos; Ele que é sempre novo, imprevisível, inatingível. A habituação à Sua presença (quer dizer que já não nos encontramos na Sua presença. Como cairíamos na rotina se vivêssemos verdadeiramente d’Ele?) pode ofuscar a alegria, distanciar-nos d’Ele, impedir a mudança de vida e imobilizar-nos, deixar-nos em “hibernação”. Acima de tudo, a nossa simpatia vai para Jesus: que sabe suscitar a insatisfação e o desejo de O procurar; que toma a iniciativa de procurar quem se encontra perdido; que com o Seu olhar encontra a ovelha perdida e não a incrimina; que acolhe o filho pródigo sem lhe atirar à cara o mal cometido e sem lhe exigir que restituía a herança perdida; que honra o pecador hospedando-se em sua casa. Talvez não saibamos suscitar a salvação à nossa volta porque temos sempre tantas coisas para dar e para ensinar aos outros: somos ricos. Jesus, pelo contrário, pediu a Zaqueu, tornou-se necessitado do seu acolhimento: Jesus era pobre. Assim permitiu a Zaqueu a possibilidade de dar e de no seu coração acontecer uma explosão de generosidade e de alegria.

Jesus,
suscita em nós e em muitos
o desejo de Te ver de Te encontrar,
a procura sincera do Teu rosto.
E Tu procura-nos sempre,
mesmo quando nos vês indiferentes,
esquecidos de Ti.
Vem ao nosso encontro, à nossa casa,
traz-nos a Tua salvação
e fica connosco.
Somos nós os pecadores, perdidos,
que vieste procurar.

 (Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


Beata Chiara “Luce” Badano: A Santidade de hoje!!!

Chiara “Luce” Badano nasceu em Savona, Itália, em 1971. Era generosa, extrovertida e solidária. Perto de completar 17 anos foi diagnosticada com câncer nos ossos. Suportou a enfermidade com alegria e oferecendo suas dores a Deus.
Morreu em 1990, aos 19 anos de idade. Foi beatificada no dia 25 de setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI. Possuía olhos límpidos e grandes, um sorriso, para alguns, doce, comunicativo, inteligente e determinado. Era alegre e esportiva, foi educada pela mãe, com as parábolas do Evangelho e, para alguns, aprendeu a conversar com Jesus e a lhe dizer “sempre sim”.Era uma “esportista por excelência”, gostava de patinar, das montanhas e do mar, lembra sua mãe. “Era uma menina cheia de vida: gostava de rir, cantar e dançar. Era uma jovem maravilhosa”, complementa.

Foi uma menina muito normal, mas com algo mais. Era extremamente dócil à graça e aos projetos que Deus tinha para ela e que aos poucos foram se revelando. No dia em que fez a sua primeira Comunhão recebeu um presente muito especial, o livro dos Evangelhos. Foi para ela um “magnífico livro” e “uma extraordinária mensagem”; como havia afirmado: “Para mim, é fácil aprender o alfabeto, deve ser a mesma coisa viver o Evangelho!“.


Carta Pastoral «Cada Família, uma história de amor».

  • 3. Encontrar sentido para a crise matrimonial

Quando se fala da crise matrimonial, da família, entende-se que a família é constantemente tentada a não ser aquilo que é. Não se vive juntos para ser cada vez menos feliz, mas para aprender a ser feliz de maneira nova, a partir das possibilidades que abre uma nova etapa. Amar uma pessoa é esperar dela algo indefinível e imprevisível; e é, ao mesmo tempo, proporcionar-lhe de alguma forma os meios para corresponder e satisfazer tal expectativa.

Por natureza, o matrimónio está ordenado para o bem dos esposos, procriação e educação dos filhos, mas, por vezes, estes laços enfraquecem ou quebram-se. Entre os pressupostos que enfraquecem e não dignificam a família tal como Deus a projetou, olhando a realidade circundante, constatamos um aumento de separações/divórcios, e cujos cônjuges contraem nova união, uniões de facto, católicos unidos apenas em casamento civil – modelos de famílias com que nos deparamos e que nos devem levar a pensar e repensar a realidade e formas de atuar, nomeadamente quando há vínculos que ainda os ligam à suposta alegria de ser família em Igreja: pedido dos sacramentos, envio dos filhos à catequese…

Há crises e dificuldades na vida matrimonial, mas isso não deve ser motivo de tristeza. «Cada crise esconde uma boa notícia, que é preciso saber escutar, afinando os ouvidos do coração» (AL 232). Diz o Papa Francisco, na exortação apostólica Amoris Laetitia, «Cada matrimónio é uma «história de salvação», o que supõe partir duma fragilidade que, graças ao dom de Deus e a uma resposta criativa e generosa, pouco a pouco vai dando lugar a uma realidade cada vez mais sólida e preciosa. Talvez a maior missão dum homem e duma mulher no amor seja esta: a de se tornarem, um ao outro, mais homem e mais mulher» (AL 221).

É preciso olhar para a família com o mesmo olhar de Cristo, aquele olhar para os noivos na boda de Caná, para a Samaritana, para a mulher adúltera ou para Nicodemos – um olhar novo.

O documento publicado na nossa Diocese de Aveiro «Acompanhar, Discernir e Integrar», de 26-11-2017, deve ser dado a conhecer a todos os casais que vivem a fragilidade do seu casamento e desejam encontrar o seu lugar na vida da comunidade cristã. 
(D. António Manuel Moiteiro Ramos)

Novos Ventos – 27 de Outubro

XXX Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste domingo põe em evidência a oração e como fazemos a oração. Como nos indica a liturgia a oração atravessa as nuvens.

Na primeira leitura do livro de Ben-Sirá nos é relatado atitude de Deus diante daquele que ora de coração sincero. Deus não faz acepção de pessoas e «A oração do humilde atravessa as nuvens e não descansa enquanto não chega ao seu destino». É um convite a orar sempre sem desanimar.

Na segunda leitura de São Paulo a Timóteo, o Apóstolo procura incutir ao seu amigo Timóteo a fidelidade a Jesus diante das diversas tribulações e perseguições que sofreu e que espera alcançar a coroa da Glória. «Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé». Diante das inúmeras angústias que sofreu Paulo coloca em evidência o permanecer firme na fé.

O Evangelho e São Lucas relata-nos a parábola (história) do publicano e do fariseu e as atitudes diferentes no modo de orar. Na verdade, enquanto o fariseu estava mais numa atitude de superioridade e evidenciava o que fazia «pago o dízimo dos meus lucros, sou melhor do que os outros homens». O publicano por sua vez reconhece a sua pequenez e a sua imperfeição e somente é capaz de dizer: «Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador». Qual é a minha atitude orante diante de Deus? Evidenciar as minhas qualidades e o que faço ou pedir a Deus esta graça de me ajudar a ser sempre um servo ao serviço do seu Reino?


“Como é o meu modo de orar?”

Após a escuta deste evangelho, poderíamos parafrasear assim um antigo provérbio: “Diz-me como rezas e dir-te-ei quem és”. A oração do fariseu mostra-nos uma boa pessoa, que observa a Lei na perfeição e até vai mais além do que está prescrito: na verdade, era pedido um dia de jejum por semana e ele jejua duas vezes. Excelente! Ele próprio tem consciência da sua “perfeição”, ao ponto de, na sua relação com Deus, nada precisar de pedir para si. Dispensa a ajuda de Deus para ir para o Céu, chega até lá por si mesmo, com as suas “pernas”. Quem está em dívida com o fariseu é o próprio Deus: deve-lhe o céu porque ele é impecável.

Alterado o relacionamento com Deus, altera-se também com os outros e surge o confronto, a crítica, o julgamento, a condenação. Este perfil traçado por Jesus, não será uma caricatura? Será que existem mesmo pessoas assim? Ou não será que Jesus quis desmascarar certas atitudes que se instalam também no meu coração? Tenho a certeza que em mim não cresça também alguma autossatisfação, um certo sentido de superioridade em relação a alguém?  Gostaria muito de me identificar com o publicano. É sincero o fariseu quando afirma que é cumpridor da lei e também é sincero o odiado cobrador de impostos quando diz que não a cumpre totalmente. É possível que tenha burlado; praticado a usura; que se tenha vendido ao inimigo, traindo o seu povo… Seja como for, reconhece aquilo que é: um pecador. Também eu o sou. Mas, francamente, reconheço-me sempre assim, com a mesma sinceridade? E quando me reconheço, abandono-me nas mãos de Deus com a mesma confiança? Espero tudo e apenas de Deus?

Se sou pecador, preciso de Deus como o publicano. Só por mim não me posso salvar. Preciso de Jesus para viver uma vida nova.

Jesus veio para os pecadores, não para os justos. Por isso, veio para o publicano e não para o fariseu. Com estes Jesus não consegue fazer nada, torna-se impotente. Com os outros, Jesus dá a Sua vida e pode realizar a Sua missão. Jesus veio para o publicano, veio para mim.Ele derruba os que se põem nos pedestais da vida e eleva os que se humildam, como predisse a Sua Mãe: “Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes” (Lc 1, 51-52).

Ó Deus, tem piedade de mim, pecador.
Nem sequer ouso levantar os olhos para o Céu.
Por vezes, fico tão envergonhado
que evito o Teu olhar.
Contudo, foi precisamente o Teu olhar
a levar Pedro ao arrependimento
e a chorar, amargamente
de dor pela sua traição,
e de alegria, pela Tua misericórdia.
Se não Te olhar, olha Tu para mim.
levanta o meu rosto para Ti.
De Ti espero o perdão e a salvação.
Tu vieste para usar de misericórdia:
de Ti a imploro, para cantar eternamente
os Teus louvores.                  
(Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


Carta Pastoral «Cada Família, uma história de amor».

  • 2. O Matrimónio Cristão: uma vocação e um sacramento

A vida de cada pessoa só faz sentido se entendida como vocação. A vocação para o matrimónio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher conforme sairam da mão do Criador. A união homem-mulher é desejada por Deus, é conforme à sua vontade. Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo o ser humano.

O matrimónio é uma vocação, sendo uma resposta ao chamamento específico para viver o amor conjugal como sinal imperfeito do amor entre Cristo e a Igreja. Por isso, a decisão de se casar e formar uma família deve ser fruto dum discernimento vocacional. É uma autêntica vocação divina e um caminho para a santidade. Os esposos cristãos encontram na vida matrimonial e familiar a matéria da sua santificação pessoal. «O bem-estar da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligado com uma favorável situação da comunidade conjugal e familiar» (GS 47; CCE 1603). Tal vocação, para ser amadurecida, requer uma preparação adequada e especial, e é um caminho específico de fé e de amor, tanto mais que esta vocação é dada ao casal para o bem da Igreja e da sociedade.  Deve ficar claro que não há apenas a vocação para a vida religiosa; há uma vocação para cada batizado e o matrimónio é uma delas. É importante que os esposos adquiram o sentido claro da dignidade da sua vocação, que saibam que foram chamados por Deus a chegar ao amor divino também através do amor humano.

O casamento não é uma instituição simplesmente humana, apesar das inúmeras variações que sofreu ao longo dos séculos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais.

A instituição do matrimónio foi oficialmente reconhecida como um dos Sacramentos da Igreja no IV Concílio de Latrão (1215). «Do princípio ao fim, a Escritura fala do matrimónio e do seu “mistério”, da sua instituição e do sentido que Deus lhe deu, da sua origem e da sua finalidade, das suas diversas realizações ao longo da história da salvação, das suas dificuldades nascidas do pecado e da sua renovação “no Senhor”, na nova Aliança de Cristo e da Igreja» (CCE 1602).

O matrimónio é uma realidade natural (o amor de um casal) elevada a sacramento.  O matrimónio realiza-se quando os esposos expressam o seu mútuo consentimento; consentimento que não é apenas um mero contrato, mas uma aliança, pois reflete as relações de Cristo com a Sua Igreja que, em si mesmas, são uma aliança. É considerado como sacramento porque é a imagem da união de Cristo com a sua Igreja. «O pacto matrimonial, entre os batizados, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, foi elevado por Cristo, como Senhor, à dignidade de sacramento» (CCE 1601). Esta total relação vincula a doação de um esposo ao outro com a finalidade de cada um dar ao outro algo de bom. Esta forma de doação requer que os esposos sejam totalmente um do outro, numa fidelidade que se fundamenta numa certa forma de amor chamada caridade conjugal. «Sinal da união de Cristo e da Igreja. Confere aos esposos a graça de se amarem com o amor com que Cristo amou a sua Igreja; a graça do sacramento aperfeiçoa assim o amor humano dos esposos, dá firmeza à sua unidade indissolúvel e santifica-os no caminho da vida eterna» (CCE 1661).

A união conjugal, sendo por natureza da ordem da comunhão de amor, tornou-se, em Cristo, sinal sacramental da graça eclesial. Não é um mero compromisso social; é compromisso assumido diante de Deus e da comunidade. A Igreja reconhece o facto de que muitos nubentes, fruto de uma sociedade secular e materialista, se apresentam na celebração sem acreditarem na sua verdadeira sacramentalidade. Mas, na realidade, o sacramento não é apenas um momento que depois passa a fazer parte do passado e das recordações. Quando um homem e uma mulher celebram o sacramento do matrimónio, Deus, por assim dizer, reflete-se neles: imprime neles os próprios traços e o caráter indelével do seu amor. «Esta graça própria do sacramento do matrimónio está destinada a aperfeiçoar o amor dos cônjuges e a fortalecer a unidade indissolúvel. Por meio desta graça, eles auxiliam-se mutuamente para a santidade, pela vida conjugal e pela procriação e educação dos filhos” (CCE 1641).

A relação matrimonial é o fulcro da estrutura familiar, isto é, a família é fruto e expressão do matrimónio. O “sim” pessoal e recíproco do homem e da mulher abre o espaço para o futuro, para a autêntica humanidade de cada um, e ao mesmo tempo está destinado à doação de uma nova vida. Dirigindo-se aos jovens, afirma o Papa Francisco: «Há uma beleza extraordinária na comunhão da família à volta da mesa e no pão partilhado com generosidade, mesmo que a mesa seja muito pobre. Há formosura na esposa despenteada e envelhecida, que continua a cuidar do seu esposo doente, sem olhar às suas forças e à sua própria saúde. Mesmo tendo passado a primavera do noivado, há formosura na fidelidade dos casais que se amam no outono da vida, nesses velhinhos que caminham de mão dada (CV 183).

A vida em casal é uma participação na obra fecunda de Deus, e cada um é para o outro uma permanente provocação do Espírito. Os dois são entre si reflexos do amor divino, que conforta com a palavra, o olhar, a ajuda, a carícia, o abraço… Os casais cristãos são chamados a viver segundo a sua vocação de imagens de Deus, que é um chamamento e um compromisso para toda a vida, através da vivência do amor mútuo, da partilha e da comunhão entre si, com os irmãos e com Deus.
 (D. António Manuel Moiteiro Ramos)

Novos Ventos – 20 de Outubro

XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste domingo põe em evidência a importância da oração e orar sempre sem desanimar. Quantas vezes, com diante das dificuldades ou dos sofrimentos que nos surgem facilmente deixamos de lado a oração. Hoje a liturgia deixa-nos este apelo a rezar sempre sem desanimar.

Na primeira leitura do livro do Êxodo nos é relatado a experiência de Moisés na batalha contra Amalec. Quando Moisés tinha as mãos levantadas o Povo de Israel ganhava vantagem. O convite a permanecer sempre com as mãos erguidas para o Senhor, muitas vezes o cansaço e as angústias levam-nos a baixar os braços. Erguer as mãos para Deus faz-nos ganhar vantagem.

Na segunda leitura de São Paulo a Timóteo, o Apóstolo procura incutir ao seu amigo Timóteo o amor à Palavra de Deus, contida na Sagrada Escritura: «Permanece firme no que aprendeste e aceitaste…Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva à Salvação».

O Evangelho e São Lucas relata-nos a experiência da viúva que constantemente súplica ao Juiz que fizesse justiça contra os seus adversários. A persistência desta viúva é louvada por Jesus, para nos mostrar que assim deve ser a nossa oração diante de Deus «pedir sempre sem desanimar».


“Orar sempre sem desanimar…”

Rezar sempre. Como é possível? Nem sequer os monges estão sempre a rezar, têm também outras tarefas para realizar. Nós somos pessoas comuns. A vida quotidiana exige uma inserção ativa: no trabalho, na família, nos compromissos diários. Mesmo procurando evitar cair no frenesim da sociedade, temos muitos afazeres desde manhã até à noite.

Alguns momentos para a oração somos capazes de os encontrar, mas será possível rezar sempre? Rezar sempre não significa desfiar uma oração atrás da outra. A oração é uma atitude do coração, uma orientação da alma: saber que Jesus está sempre presente, viver com Ele, d’Ele e por Ele. Então, entregamos-Lhe cada novo dia, dizendo: “Será tudo por Ti, só por Ti”. Depois, com o passar das horas, se fizermos cada coisa de acordo com a Sua vontade, fazendo tudo por amor, cada momento assim vivido torna-se oração.

Rezar sempre significa: querer o que Jesus quer e, deste modo, deixar que Ele viva em nós; fazer tudo por amor, sendo o amor. Rezar é amar. Mas esta expressão, “sem desanimar”, significa pedir com insistência ou com confiança? Se a oração é uma relação de amizade, então podemos falar de tudo com Jesus, confiar-Lhe as alegrias e preocupações, os projetos, colocar no Seu coração tudo o que trazemos no nosso. E também Ele nos fala e nos faz compreender que aquilo que Lhe estamos a pedir talvez não seja o melhor para nós… E assim a nossa oração muda, como mudou a de Jesus no Jardim das Oliveiras… Então, como Jesus, retomamos a nossa oração e não nos cansamos de pedir, com amizade, intensidade e confiança, que se faça a Sua vontade, assim na terra como nos céus.

Pai Bondoso,
Tu que escutas sempre
Aqueles que Te falam
com o coração sincero,
Conduz-nos ao encontro filial
e confiante Contigo
De tal modo que Te confiemos
todos os nossos desejos
E te peçamos tudo aquilo
que está no Teu coração.
Guia-nos para que se realizem
os Teus desígnios de Amor
Sobre cada um de nós
e sobre todas as criaturas.
Faz com que acolhendo com alegria
Os Teus desígnios toda a nossa vida decorra
Sobre o Teu olhar de Pai!
 (Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


Sínodo para a Amazónia

Este Sínodo especial decorre até dia 27. Participam bispos católicos da região, representantes indígenas, convidados e especialistas. D. Roque Paloschi, bispo de Porto Velho, referiu que “a inculturação não é feita com proselitismo” e destacou que os povos indígenas sofreram discriminação quanto às terras tradicionais. “A inculturação não é feita com proselitismo, mas com testemunho. Não se trata de impor uma cultura do alto, de cancelar a cultura dos outros. Nenhuma cultura é perfeita”. É necessário preservar as sementes em todas as culturas e a proclamação do Evangelho é um anúncio, “nova vida” e todos precisam de tornar-se uma nova pessoa no encontro com Cristo.


Carta Pastoral «Cada Família, uma história de amor».

Aprender a amar alguém não é algo que se improvisa, nem pode ser o objetivo dum breve curso antes da celebração do matrimónio. É preciso ajudar os jovens a descobrir o valor e a riqueza do matrimónio. Hoje, mais do que nunca, a preparação dos jovens para o matrimónio e para a vida familiar é necessária. Neste sentido, urge abrir caminhos para que os noivos não considerem o matrimónio como o fim do caminho, mas o assumam como uma vocação que os lança para diante, com a decisão firme e realista de atravessarem juntos todas as provações e momentos difíceis, construindo um caminho de amor (cf. CV 183).

O matrimónio tende a ser visto como mera forma de gratificação afetiva, que se pode constituir de qualquer maneira e modificar-se de acordo com a sensibilidade de cada um. Todavia, a Igreja continua a propor o matrimónio nos seus elementos essenciais – prole, bem dos cônjuges, unidade, indissolubilidade, sacramentalidade – não como um ideal para poucos, mas como uma realidade que, na graça de Cristo, pode ser vivida por todos os fiéis batizados. «É preciso encorajar os jovens batizados para não hesitarem perante a riqueza que o sacramento do matrimónio oferece aos seus projetos de amor, com a força do apoio que recebem da graça de Cristo e da possibilidade de participar plenamente na vida da Igreja» (AL 307).

A evangelização e a catequese de todos os que se preparam para o matrimónio cristão é fundamental, para que o mesmo seja vivido de forma integral. São necessários caminhos pastorais que nos levem a construir famílias felizes e fecundas segundo o plano de Deus, a recuperar a identidade cristã do matrimónio e da família.

O Matrimónio, um projeto a dois

O matrimónio é um bem que tem a sua origem no Deus Criador: Homem e mulher Ele os criou (Gn 1, 27). Segundo a Bíblia, o homem criado à imagem de Deus é homem e mulher: dois indivíduos chamados à unidade que exprime e anuncia a vocação de unidade e harmonia do próprio cosmos. Esta unidade é uma comunhão, onde cada um, mantendo a sua individualidade, a reconhece continuamente na relação com o outro. No par humano, o ser humano afirma-se como relacional, isto é, alguém que se descobre e constrói na relação com o outro. «Não lestes que o Criador, desde o princípio, os fez macho e fêmea? E disse: Por isso, o homem deixará o pai e a mãe, unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne?» (Mt 19, 4-5). O homem e a mulher são, pois, chamados, desde a sua origem, a viver na comunhão de vida e de amor. O que efetivamente liga o ser humano é a densidade do amor – amor que assume matizes diferentes, segundo o estado de vida a que cada um foi chamado. O matrimónio é uma questão de amor: só se podem casar aqueles que se escolhem livremente e se amam. O amor, mais que um sentimento, é uma opção. Lê-se no Cântico dos Cânticos «O meu amado é para mim e eu para ele (…). Eu sou para o meu amado e o meu amado é para mim» (2, 16; 6, 3). Daqui sobressai o vínculo e a reciprocidade que se constrói na relação a dois. Comunidade natural, a união do homem e da mulher encontra na Palavra de Deus a luz que a guia pelos caminhos do amor. Não há receitas, até porque cada casal vive a sua realidade, mas a vida de comunhão torna-se um sinal para o mundo e uma força de atração que leva a ser fonte de vida nova. A doação recíproca envolve cada vez mais o intercâmbio de dons espirituais e apoio moral, para um crescimento no amor e na responsabilidade.
(D. António Manuel Moiteiro Ramos)

Novos Ventos – 13 de Outubro

XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste domingo põe em evidência a experiência de cura, que o Senhor quer realizar em cada um de nós. No entanto, muitas vezes estamos demasiado fechados em nós, que não permitimos que o Senhor nos cure o nosso coração e a nossa vida.

Na primeira leitura do livro dos Reis nos é relatado a experiência do Sírio Naamã, que realizou uma viagem até ao Jordão a fim de ser curado. Porque acreditou nas palavras do profeta Eliseu e tendo mergulhado nas águas ficou curado. As águas do Baptismo que nos purifica e nos cura das nossas enfermidades do coração.

Na segunda leitura de São Paulo a Timóteo, o Apóstolo encoraja o seu amigo Timóteo a persistir na fidelidade ao Senhor mesmo diante das tribulações: «Se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos».

O Evangelho e São Lucas relata-nos a experiência dos leprosos que veem ao encontro de Jesus a fim de serem por Ele curados. A primeira atitude destes homens é ficar à distância porque não se podem aproximar da comunidade, mas clamam em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». No entanto, ao vemos que apenas um aceitou a conversão de coração como Jesus o afirma: «a tua fé te salvou». Os outros nove leprosos não se deixaram tocar pelo Senhor, é verdade que ficaram limpos da lepra, mas não se deixaram curar pelo Senhor.


“Vai a tua fé te salvou”

No trecho do Evangelho, o agradecimento do estrangeiro é muito mais do que um gesto de cortesia. Ele glorifica a Deus em alta voz, prostra-se aos pés de Jesus, agradece-Lhe. Reconhece que não é merecedor da cura que alcançou. É verdade que, se o compararmos com os outros nove, até tem um melhor comportamento: manteve a distância de Jesus que a Lei prescrevia, confiou nas Suas palavras, ia ter com os sacerdotes para que atestassem a cura alcançada, cumprindo assim, mais uma vez, os ditames da Lei. Teve comportamento exemplar, mas não ao ponto de merecer o dom da cura. Essa é apenas fruto da gratuidade do amor de Jesus. Foi isso que este estrangeiro descobriu. Os outros, os de casa, tão habituados a receber, não compreenderam. Acontece com frequência fixarmo-nos no dom e esquecermos o doador. Este samaritano compreendeu que Jesus é o dom do Pai para nós: Deus amou-nos tanto que nos deu o Seu Filho.

Como o Evangelho nos recorda, Jesus ia a caminho de Jerusalém, porque é de Jerusalém que chegará a salvação. Ali Ele se dará totalmente a nós, num amor até ao extremo. Jesus despojar-se-á totalmente de si mesmo para nos encher dos seus dons, de Si. Cada dom de Jesus é expressão do Seu amor, Sua expressão. Jesus dando-Se, deu-nos tudo. O Pai dando-nos Jesus, deu-nos tudo, deu-Se todo.

Foi a consciência da presença de Jesus, que de modo imprevisto irrompeu na vida deste leproso, que transformou a sua cura em salvação. Os outros também ficaram curados, mas não encontraram a salvação, a cura integral, a vida nova. Os outros, mesmo se curados, depois de alguns anos, morreram. O samaritano, graças à salvação alcançada, não morreu: vive para sempre, aquela plenitude de vida que a cura física simbolizava.

Jesus faz nascer o sol para todos, a todos dá o pão de cada dia, a todos concede o dom da vida. Mas para obter o dom da salvação é preciso reconhecer Jesus em cada um dos seus dons. Só então começa a vida nova: “levanta-te”, e começa um caminho novo: “vai”, o resultado final está garantido: “a tua fé te salvou”.

Jesus,abre os nosso olhos,

como fizeste com o estrangeiro leproso,

para que no dom da vida e em todos os outros dons

possamos reconhecer a tua presença e o teu amor.

O sol que se levanta em cada manhã, é um teu dom;

o pão de cada dia, é tua dádiva;

o irmão que encontro, é tua presença.

Quantos dons em cada dia!

Mas sendo de tal modo comuns nem nos damos conta que são dons,

dons extraordinários porque em todos eles

está a tua presença e o teu amor.

Solte-se a minha língua e abra-se o meu coração

para que te possa reconhecer e louvar-te em alta voz,

agradecendo-te e glorificando-te.

(Fabio Ciardi, in “Dovè Il Tu Tesoro…”)


5ª Congregação do Sínodo: propostas para um ministério laical feminino

A saúde integral da Amazônia, foi uma das preocupações expostas na congregação da manhã desta quarta-feira (9 de outubro) pelos Padre Sinodais. O modelo de desenvolvimento que devora a natureza, os incêndios que estão destruindo a região, a corrupção, a desflorestação e as plantações ilegais ameaçam tanto a saúde das pessoas quanto a do território e de todo o planeta.


Mais diálogo: Igreja ao lado das populações locais

Foi falado sobre a lentidão registrada, algumas vezes, por parte da Igreja em satisfazer as exigências da população. De fato, algumas vezes a Igreja está longe dos povos locais e este vazio é preenchido pela proposta das igrejas neopentecostais. Continua urgente e irrenunciável o diálogo ecumênico e inter-religioso: respeitoso e fecundo, dimensão fundamental para a Igreja em saída na região pan-amazônica, caracterizada por um contexto multicultural. A interculturalidade é mais do que um desafio. Não a uma imposição da própria cultura vinda de cima. Sim à acolhida do outro e a uma saudável descentralização no ponto de vista sinodal. A Igreja, sem esconder as dificuldades, seja missionária, tenha um rosto indígena e favoreça uma lógica segundo a qual a periferia seja o centro e o centro seja periferia em um rico movimento de mútua transformação.

Um ministério laical feminino

Ao mesmo tempo é preciso contrastar a

generalizada violência contra as mulheres.

 Foi lançada a ideia de instituir um ministério

 laical feminino para a evangelização. É preciso promover uma participação mais ativa da mulher na vida da Igreja em uma perspectiva samaritana.

Unidade na diversidade

Deve ser buscada a unidade na diversidade segundo a imagem do poliedro muitas vezes sugerida pelo Papa. Pede-se para passar, à escola de Jesus, de uma pastoral da visita a uma pastoral da presença e da escuta, proclamando a ternura divina e promovendo o cuidado da Casa Comum não apenas entre amigos, mas também entre os que estão longe e pensam de outro modo. Sobre Jesus devem ser enraizados os valores da fraternidade universal, da ecologia integral e dos estilos de vida inspirados no “bom viver” como resposta às muitas propostas egoístas dos nossos tempos.

Diante da tragédia climática denunciada em todo o planeta, o Sínodo é um momento de graça e uma grande oportunidade para a Igreja para que promova uma conversão ecológica e a educação integral.

Alguns excertos do 5º Sínodo (um olhar sobre a Igreja hoje)

Novos Ventos – 6 de Outubro

XXVII Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia da Palavra deste domingo põe em evidência o permanecer na Fé, mesmo diante das dificuldades e tribulações. Deus ama-nos de modo único e singular e não fica indiferente às nossas angústias.

Na primeira leitura da Profecia de Habacuc nos é relatada a experiência do Povo de Israel no exílio da Babilónia, estes deparando-se com diversas dificuldades interrogam Deus e essas dúvidas vieram a perturbar a sua fé. “Até quando Senhor…? Porquê? Contudo, as provações são um meio de purificação para a fé e todo aquele que permanecer na fidelidade ao Senhor, viverá para sempre em Deus e nenhum acontecimento poderá afetar esta intima comunhão com o Senhor.

Na segunda leitura de São Paulo a Timóteo, o Apóstolo encoraja o seu amigo Timóteo a persistir na fidelidade ao Evangelho e ao ministério que recebeu pela imposição das suas mãos: «Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor».

O Evangelho e São Lucas revela-nos a experiência dos Apóstolos diante das diversas circunstâncias da vida quotidiana, que afinal em cada um deles existe algumas dúvidas de fé. Os Apóstolos pedem a Jesus «Aumenta a nossa fé». Quantas vezes, diante das tribulações e de tanto sofrimento humano nos sentimos impotentes e somos levados a pensar como os discípulos; que a nossa fé é menor do que um grão de mostarda e demasiado frágil, contudo por vezes falta-nos a ousadia e a coragem de pedir ao Senhor para que aumente a nossa fé.


Simples servos

Na parábola o patrão somos nós, sempre exigentes e nunca satisfeitos, e o criado és Tu, Senhor, que deste a vida por nós.

Como deve viver quem quer ser verdadeiro discípulo de Jesus?  Em constante doação, ao serviço de todos, sem recompensa alguma. A tentação da recompensa humana vem muitas vezes, exprimindo-se de muitas formas: Não te lembras do bem que te fiz?! É assim que mostras a tua gratidão?!

O verdadeiro discípulo de Jesus é como Ele: ama porque quer amar, quer ser o amor concreto, quer servir a todos, porque o amor deve ser a “natureza” do cristão, do homem novo.

Assim como o sol não pode não iluminar e aquecer, a água não pode não irrigar, assim os discípulos de Jesus não podem não servir. Trabalhei, ajudei, dei-me totalmente? Só fiz o meu dever, agi segundo a minha “natureza”.

Devemos ir em frente com coragem, com plena disponibilidade, acreditando que fiz simplesmente o que era preciso fazer.

Jesus atuou assim e nós podemos fazer o mesmo, porque Ele nos ensinou a fazer.

Esta gratuidade no serviço dá-nos uma liberdade extraordinária!

Oração:

Tu, Senhor, que vieste para servir e não para ser servido, Tu que nos lavaste os pés e nos preparaste a mesa, dando-nos de comer, torna-nos também a nós servidores dos nossos irmãos, com generosidade e criatividade, sem nunca pedir recompensa!


A Palavra do Papa neste mês Missionário

“Quem está com Jesus sabe que tem aquilo que se dá, possui aquilo que se doa; e o segredo para possuir a vida é doá-la. Viver de omissões é renegar a nossa vocação: a omissão é o contrário da missão”.

“Ninguém está excluído da missão da Igreja. Sim, neste mês, o Senhor chama-te também a ti. Chama a ti, pai e mãe de família; a ti, jovem que sonhas com grandes coisas; a ti, que trabalhas numa fábrica, numa loja, num banco, num restaurante; a ti, que estás sem trabalho; a ti, que estás numa cama de hospital”.

“Vai! O Senhor não te deixará sozinho;

dando testemunho, descobrirás que o

Espírito Santo chegou antes de ti para

te preparar o caminho. Coragem, irmãos e irmãs! Coragem, Mãe Igreja: reencontra a tua fecundidade na alegria da missão”.

Pecamos contra a missão, quando caímos escravos dos medos que imobilizam, e nos deixamos paralisar pelo ‘sempre se fez assim’. E pecamos contra a missão, quando vivemos a vida como um peso e não como um dom”.


SOMOS NÓS QUE DECIDIMOS O NOSSO FUTURO

Realizam-se neste domingo, dia 6 de outubro, as Eleições Legislativas para a constituição da Assembleia da República, cujos resultados vão permitir a composição do Governo para os próximos quatro anos.

Portugal é um Estado de Direito Democrático. E uma democracia define-se pela possibilidade de participação dos cidadãos no seu próprio destino. O princípio da participação dos cidadãos exprime-se de muitos modos, e um deles, um dos mais importantes, é o nosso direito de voto. Com esse direito temos a possibilidade de participar na escolha de quem nos vai governar e de exprimir o que mais desejamos para o nosso futuro.