Novos Ventos – 23 de Fevereiro

VII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Na semana passada ouvimos a passagem das Bem Aventuranças apresentadas pelo evangelista São Lucas, este domingo o mesmo evangelista propõe um novo caminho para os discípulos que vai muito além da Lei Judaica, essa nova proposta de vida consiste em «amar a todos» também os inimigos. Se apenas amamos aqueles que nos amam que fazemos de extraordinário também os pagãos, isto é, os não crentes amam os amigos. A proposta de Jesus é radical convidando «amar a todos», mesmo aqueles que nos fazem mal ou que nos querem mal e não basta apenas amar, mas é necessário rezar por eles. No discurso Jesus continua a dar orientações e regras aos seus discípulos, tendo como modelo atitude de Deus para connosco, «Sede misericordiosos, não julgueis e não condeneis». Na verdade, a capacidade de Deus em Perdoar é infinita, Ele nos ama com Amor Eterno e quer que os seus seguidores tenham a mesma conduta, isto é, usar de misericórdia como o Senhor é Misericordioso para connosco, termos a capacidade de não julgar, nem condenar, porque a medida com que usarmos para com os irmãos será usada connosco.

A leitura do Livro de Samuel, apresenta-nos David, o homem de coração magnânimo. Tendo a possibilidade de eliminar Saul, o inimigo que o perseguia para o matar, David decidiu não erguer a mão contra o “ungido do Senhor”. David acreditava que a vida pertence a Deus; e só Deus tem o direito de tirar a vida a alguém.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, Paulo de Tarso convida-nos a encararmos a morte física como a passagem para uma nova vida, ao lado de Deus, onde continuaremos a ser nós próprios, mas sem os limites que a materialidade do nosso corpo nos impõe. Estamos destinados à comunhão com Deus, a sentarmo-nos todos à mesa do Pai. Se esse é o nosso destino final, fará sentido odiarmos os nossos irmãos enquanto andamos na terra, a caminho da casa do Pai?

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus define os traços fundamentais da identidade do verdadeiro discípulo. De acordo com Jesus, o “amor” – o amor gratuito, incondicional, ilimitado, sem fronteiras – está no centro dessa identidade. A grande razão pela qual Jesus convida os discípulos a perdoar, a amar os inimigos, a rezar pelos violentos e os maus, é o facto de serem filhos de um Deus que é amor. Os filhos de Deus são chamados a mostrar ao mundo, com a sua forma de viver e de amar, a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: «Digo-vos a vós que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam. A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica. Dá a todo aquele que te pedir, e ao que levar o que é teu, não o reclames. Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também. Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto. Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». Palavra da Salvação


Palavra de vida – fevereiro

“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5,21)

O P. Timothy Radcliffe, um dos teólogos presentes no Sínodo dos Bispos da Igreja Católica, afirmou que “a coisa mais corajosa que podemos fazer neste Sínodo é sermos sinceros entre nós quanto às nossas dúvidas e às nossas perguntas, aquelas para as quais não temos respostas claras. Então nos aproximaremos como companheiros de busca, mendigos da verdade5”. 

Em uma conversação com alguns focolarinos, Margaret Karram assim comentou essa reflexão: “Pensando bem, percebi que muitas vezes não tive a coragem de dizer realmente o que eu pensava: talvez por receio de não ser compreendida, talvez para não dizer algo completamente diferente da opinião da maioria. Entendi que sermos ‘mendigos da verdade’ significa termos aquela atitude de proximidade, uns para com os outros, em que todos queremos o que Deus quer, em que todos juntos procuramos o bem6”. Patrizia Mazzola


Sínodo, encontro dos coordenadores e secretários dos dez Grupos

Realizou-se no final da manhã desta terça-feira (18/02) o encontro dos Coordenadores e Secretários dos 10 Grupos de Estudo sobre os temas que surgiram durante a Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O encontro – informa uma nota da Secretaria Geral do Sínodo – começou com um momento de oração no qual os participantes recordaram o Santo Padre, rezando por sua rápida recuperação.

Apresentação de cada coordenador

Em seguida, cada coordenador apresentou o trabalho de seu próprio grupo, detendo-se especialmente no método utilizado e nos sujeitos (pessoas/organizações) envolvidos, no prazo previsto para o relatório do grupo, nas dificuldades encontradas e nas questões em aberto. “Após esse rico momento de compartilhamento, que foi particularmente útil para os grupos de estudo que lidavam com questões ‘transversais’”, diz o comunicado, o padre Giacomo Costa S.I., Consultor da Secretaria Geral, forneceu alguns ‘elementos úteis para uma certa uniformidade na elaboração dos relatórios e na sua entrega’.

Acompanhamento da Comissão Canônica

Os coordenadores dos grupos foram informados sobre a disponibilidade da Comissão Canônica para acompanhar seus respectivos trabalhos, particularmente nas questões que também tocam a dimensão canônica. O cardeal Mario Grech recordou aos participantes a necessidade de levar em conta as contribuições externas que ainda podem chegar por e-mail (synodus@synod.va), até 31 de março de 2025, à Secretaria Geral, como havia anunciado na abertura da Segunda Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Como tem sido feito até agora, as novas contribuições serão encaminhadas aos secretários dos grupos envolvidos em tempo hábil.

Os Grupos de Estudo

Os dez Grupos de Estudo são o fruto da Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, durante a qual surgiu uma série de questões relevantes, relativas à vida e à missão da Igreja em uma perspectiva sinodal, sobre as quais a Assembleia chegou a um consenso consistente e que, por seu tema, exigem ser tratadas em nível de toda a Igreja e abordadas com um estudo aprofundado. Os dez Grupos de Estudo foram criados em março de 2024, seguindo o Quirógrafo do Papa Francisco sobre a colaboração entre os Dicastérios da Cúria Romana e a Secretaria Geral do Sínodo e sua Carta ao cardeal Mario Grech, na qual ele pediu ao cardeal que garantisse o trabalho dos grupos de estudo “de acordo com um método autenticamente sinodal” e à Secretaria Geral que “preparasse o esboço do trabalho que especificaria o mandato dos grupos à luz das minhas indicações”.

Da Itália às Filipinas, as orações pelo Papa chegam de todo o mundo

O cardeal vigário para a diocese de Roma, Baldassare Reina, também enfatizou que os fiéis da capital estão acompanhando “com atenção e confiança as condições de saúde do nosso Bispo”. Em seguida, pediu a todas as comunidades da capital que vivam “uma hora de adoração silenciosa antes da missa vespertina de hoje” para rezar pela saúde de Francisco. “Como uma grande família, pedimos que o Senhor dê ao nosso bispo a força necessária para enfrentar este momento delicado”, acrescentou.

As orações das Filipinas

Do outro lado do mundo, nas Filipinas, o cardeal Pablo Virgilio David, bispo de Kalookan e presidente da Conferência Episcopal do país, pediu aos fiéis de rezar pela “cura e recuperação” do Pontífice “neste momento difícil”. O núncio apostólico, dom Charles Brown, reiterou o mesmo pedido nos microfones da rádio católica filipina, Radio Veritas, acrescentando também que rezassem pela equipe médica que cuida do Papa.

Uma intenção especial pela saúde do Papa em Lisboa

O Patriarca de Lisboa, Rui Valério, enviou nesta quarta-feira (19/02) uma carta a todas as paróquias e comunidades da capital portuguesa, pedindo-lhes que acrescentem uma intenção especial de oração pela saúde do Papa, durante a celebração da missa. “Pelo Papa Francisco, Pastor da Igreja Universal”, escreve o arcebispo Valério a título de exemplo, “para que seja fortalecido e consolado neste momento de fragilidade e possa retomar os seus compromissos anteriores, rezemos, irmãos”. “Neste Ano Jubilar, dedicado ao tema da esperança, continuemos firmes em nossa peregrinação de fé, fortalecidos pelo testemunho dedicado de nosso” Pontífice, concluiu o prelado.

A Igreja Anglicana expressa proximidade

Quero “assegurar-lhe” as “minhas orações e as de tantos fiéis anglicanos pela saúde do Papa Francisco durante este tempo”, enfatizou o arcebispo anglicano de York, Reino Unido, Stephen Cottrell, em uma carta ao cardeal arcebispo de Londres, Vincent Nichols. “Continuamos a rezar para que Sua Santidade seja nutrida pela esperança do Evangelho”, continuou o prelado anglicano, “e conheça o amor e a cura de nosso Senhor Jesus Cristo nestes dias”. Em sua carta de resposta, o cardeal Nichols agradeceu ao arcebispo por sua “bondade e preocupação” e enfatizou que o “Santo Padre é revigorado pelo apoio das orações de tantos”. “Suas palavras, cheias de caridade e preocupação fraterna são”, escreveu ele, “um testemunho dos profundos laços que nos unem em Cristo”. 

Novos Ventos – 16 de Fevereiro

VI Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

O Evangelho deste domingo apresenta o relato das Bem Aventuranças, ainda que o evangelista São Lucas só ponha no sermão das montanhas quatro propostas de felicidade; Bem Aventurado ou feliz significam a mesma coisa. Enquanto a sociedade moderna e o mundo procuram evidenciar que a felicidade está em possuir riquezas, em exercer domínio sobre os outros, em evitar o sofrimento para estar em constante estado de alegria. Jesus mostra que a verdadeira felicidade não está nisso, mas que a verdadeira felicidade se pode encontrar nas contrariedades e dificuldades da vida. A primeira bem-aventurança apresentada neste excerto é: «Bem Aventurados os pobres, porque é vosso o reino dos céus». Não se trata de ausência de alimentos, ou ausência de bens, mas é mais a pobreza de alguém que não está apegado aos bens materiais, uma pessoa que não tem soberba daquilo que sabe ou que julga saber, mas que tem consciência de tudo o que possui é uma dádiva do amor de Deus.

Na vida temos que muitas vezes reconhecer que tudo o que somos e possuímos não é nosso, somos apenas administradores dos bens que Deus nos concede durante a nossa vida terrena, quando conseguimos entender tudo isto somos felizes, porque não ficamos presos e apenas focados nesta vida, mas somos peregrinos a caminho da pátria celeste.

A leitura do Profeta Jeremias, o profeta Jeremias garante que, se apostarmos tudo em realidades humanas e efémeras estaremos a desperdiçar a nossa existência; mas se colocarmos a nossa esperança em Deus e aceitarmos viver de acordo com as indicações de Deus, encontraremos vida em abundância e felicidade sem fim.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, Paulo, dirigindo-se aos cristãos de Corinto – e aos crentes de todos os lugares e tempos – convida-os a acreditar na ressurreição e a viver de olhos postos no mundo que há de vir. Se esse for o nosso horizonte, saberemos que as coisas deste mundo são passageiras e não devem ser a prioridade da nossa vida.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus mostra aos discípulos e à multidão como chegar à felicidade verdadeira. O caminho que Ele aponta – o das “bem-aventuranças” – contradiz absolutamente a lógica humana e inverte completamente a nossa escala de valores; mas apresenta-se com o selo de garantia do próprio Deus. De acordo com Jesus, é o caminho para um mundo mais humano, mais fraterno e mais feliz.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus desceu do monte, na companhia dos apóstolos, e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidónia. Erguendo então os olhos para os discípulos, disse: Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e proscreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação. Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. Ai de vós quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas. Palavra da Salvação


Palavra de vida – fevereiro

“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5,21)

Precisamos ser capazes de enxergar não só os nossos dons pessoais, mas também as muitas competências e o mundo complexo de pontos de vista e opiniões daqueles que nos rodeiam e com os quais nos relacionamos – quem sabe até de pessoas que encontramos por acaso. É importante mantermos no coração a autenticidade diante de todos e também estarmos conscientes dos limites do nosso ponto de vista. 

Esta Palavra de Vida poderia ser um lema a ser adotado em todas as situações de diálogo e de debate. Ouvir o outro, não necessariamente para aceitar tudo, mas para favorecer uma abertura da mente e do coração, sabendo que é sempre possível encontrar algo de bom naquilo que o outro diz. Trata-se de nos esvaziarmos de nós mesmos por amor e, assim, termos a possibilidade de construir algo juntos. Patrizia Mazzola


Peregrinação Diocesana a Fátima Diocese de Aveiro, dia 8 de Março 2025


O Papa em Sanremo: a música é um instrumento de paz, as guerras destroem as crianças

Dia Mundial da Criança

O Papa recordou uma lembrança pessoal, a de sua mãe, Regina Maria, que contava e explicava a ele “alguns trechos de óperas, fazendo-me entender o sentido da harmonia e as mensagens que a música pode transmitir”, disse ele. O Papa compartilhou no palco de Sanremo outra lembrança guardada “no coração”: o Dia Mundial da Criança, celebrado em maio de 2024 no Estádio Olímpico de Roma, apresentado por Carlo Conti. Um “momento lindo”, disse ele, com a presença de milhares de crianças de todo o mundo.

“As guerras destroem as crianças”

Foi para as “muitas crianças que não podem cantar” que o Papa Francisco chamou a atenção da Itália e do mundo: muitas crianças que “não podem cantar a vida, e choram e sofrem pelas muitas injustiças do mundo, pelas muitas guerras, pelas situações de conflito”. As guerras destroem as crianças. Nunca nos esqueçamos de que a guerra é sempre uma derrota.

O desejo de ver aqueles que se odiavam apertarem as mãos

“O que mais desejo”, confidenciou o Papa, “é ver aqueles que se odiaram apertarem as mãos, abraçarem-se e dizerem com a vida, a música e o canto: a paz é possível!” “Hoje, você está fazendo isso e o está fazendo através da música”, disse o Papa a Carlo Conti.

Comprometer-se com um mundo mais justo e fraterno

A todos os presentes, Francisco fez um pedido: “Vivam bem estas noites de música”. Saudou “todos os conectados, especialmente as pessoas que sofrem” e manifestou a esperança de que “a boa música possa chegar ao coração de todos”. A música pode abrir o coração para a harmonia, para a alegria de estar juntos, com uma linguagem comum e compreensiva, fazendo-nos comprometer com um mundo mais justo e fraterno.

Papa presente em audiência, missa e visita a estúdios do Cinecittà

A visita inédita de Francisco aos estúdios Cinecittà

Na manhã do dia seguinte, 18, Francisco faz uma visita inédita, ou seja, a primeira de um Pontífice aos estúdios de Cinecittà em Roma, o maior estúdio cinematográfico da Europa, que perde apenas para aquele de Hollywood. “Um momento muito esperado”, comentou De Mendonça, já que “é a primeira visita de um Pontífice ao Cinecittà”. Ao responder a pergunta de um jornalista sobre a participação também inédita de Francisco na primeira noite do Festival de Sanremo nesta terça-feira (11/02), o famoso evento musical italiano, através de uma mensagem em vídeo, o cardeal disse: “não existem lugares exclusivos para a missão da Igreja. O grande e vasto mundo é um lugar para a Palavra, para o anúncio. E Papa Francisco é realmente o mestre do anúncio do cristianismo, ao levar essa mensagem de paz e convivência intercultural e essa valorização constante do papel dos artistas na sociedade contemporânea. Ele disse ontem, em Veneza e repete em toda parte: o mundo precisa do talento e da vocação do artista”. Sobre a presença do Papa no Cinecittà, a subsecretária de Estado do Ministéiro da Cultura, Lucia Borgonzoni, confirmou que, se o tempo permitir, Francisco será acolhido por mais de 700 pessoas que demonstraram interesse pelo encontro, no set da Roma Antiga. Caso contrário, “será feito no estúdio Fellini, que é o Teatro 5”, um espaço muito amado pelo cineasta italiano. O local foi utilizado para produções nacionais e internacionais por apresentar edifícios emblemáticos da vida política, administrativa e religiosa da época da fundação de Roma, em 753 a.C. “A presença do Papa é um sinal de esperança”, confirmou Borgonzoni, além 

Segundo De Mendonça, o objetivo do Jubileu dos Artistas e do Mundo da Cultura é “promover um diálogo sobre a esperança. Colocá-la no centro do espaço público como tema cultural prioritário. Interceptar a esperança como um recurso necessário e poderoso, um recurso coletivo no qual devemos investir cada vez mais. Declarar juntos a esperança como um bem de primeira necessidade, e não simplesmente como um acessório. Perguntar-nos como o patrimônio cultural das religiões pode ser um transmissor mais ativo da esperança para as novas gerações”.

Novos Ventos – 09 de Fevereiro

V Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

O Evangelho deste domingo apresenta a pesca milagrosa realizada por Jesus, diante dos seus discípulos. Enquanto Jesus estava a ensinar as multidões vemos que estes discípulos tinham andado na faina toda a noite e estavam abatidos e cansados a colocar as embarcações na margem. Jesus convida estes pescadores azarados a afastar-se da terra e a lançar as redes para o outro lado da barca. Embora, Pedro e os companheiros percebiam mais da sua profissão, pois eram pescadores, não hesitam às Palavras de Jesus e numa atitude de «Confiança» lançam as redes para o outro lado da barca. Às vezes, também pode suceder connosco que nós é que sabemos e não ousamos a lançar as nossas redes para outro lado. Quantos jovens e por vezes adultos perdidos no mundo do álcool, da droga ou simplesmente focados no mundo do prazer e do dinheiro fácil, não têm a coragem suficiente para lançar as redes para outro lado e permanecem mergulhados no mundo da destruição. É necessário ser capaz de ter esta atitude de «confiança» em Jesus para começar a pescar coisas novas na vida. Depois, de ver abundância de peixe que haviam pescado Pedro tem outra atitude de um grande ser humano reconhecendo as suas fragilidades, ao ponto de dizer a Jesus: «Senhor, afasta-Te de mim que sou um homem pecador». Ousamos a ter uma atitude de maior confiança em Jesus e perceber que somos limitados, frágeis e pecadores.

A leitura do Profeta Isaías, traz-nos a descrição plástica do chamamento de um profeta – Isaías. Enquanto dialoga com Deus, Isaías apercebe-se de que Deus tem planos para ele. Apesar de se sentir frágil e indigno, Isaías abraça o convite de Deus e responde, com toda a convicção: “eis-me aqui: podeis enviar-me”. A resposta de Isaías poderia muito bem ser o modelo da nossa resposta ao Deus que chama.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, São Paulo fala-nos da ressurreição de Cristo, uma realidade que nos abre perspetivas novas e que nos permite encarar a vida com esperança. Recorda-nos que somos chamados – como o próprio Paulo foi – a acreditarmos e a sermos testemunhas da vida nova que brota de Jesus e da sua proposta.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Lucas oferece-nos uma imagem do “barco de Simão Pedro”, metáfora da comunidade cristã. Jesus está lá, sentado a ensinar todos aqueles que se dispõem a escutá-l’O. Os que viajam nesse barco devem orientar-se pela Palavra e pelas indicações de Jesus. O Mestre quer entregar-lhes uma missão: serem “pescadores de homens”. Eles são chamados a trabalhar com Jesus na libertação de todos os homens e mulheres afogados no sofrimento sem sentido.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos, de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

Palavra da Salvação


Palavra de vida – fevereiro

“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5,21)

A frase deste mês é tirada de uma série de recomendações finais que o apóstolo Paulo faz à comunidade dos tessalonicenses: “Não apagueis o Espírito, não desprezeis as profecias, mas examinai tudo e guardai o que for bom. Afastai-vos de toda espécie de mal1”. Profecia e discernimento, diálogo e escuta. Essas são as indicações de Paulo à comunidade, que tinha iniciado há pouco a caminhada de fé. Entre os diversos dons do Espírito, Paulo apreciava muito o da profecia2. O profeta não é aquele que prevê o futuro. Na realidade, ele tem o dom de ver e compreender a história pessoal e coletiva do ponto de vista de Deus.  Mas todos os dons são orientados pelo dom maior, a caridade, o amor fraterno3. Agostinho de Hipona afirma que só a caridade permite discernir a atitude a ser tomada diante das diversas situações4


Intenção de oração do Papa

“Pelas vocações à vida sacerdotal e Consagrada da Igreja”

Oração mensal

Pai de bondade, que continuas a chamar jovens para servir na missão de Cristo através da vida sacerdotal e religiosa, ensina-nos a acolher as suas dúvidas e desejos. Pedimos-te que nos concedas abertura e proximidade às suas perguntas, com uma escuta atenta e gratuita, para que acompanhemos os seus discernimentos com liberdade e entusiasmo renovados. Que, como comunidade eclesial, cultivemos uma pastoral vocacional alegre, corajosa, autêntica e mobilizadora. Que, centrados em Jesus e no seu reino, animados pela força do Espírito Santo, criemos condições favoráveis ao discernimento e que o «evangelho da vocação» acenda o coração daqueles que se abrem à tua voz. Ámen.


O Papa a Congresso Vocacional: “levem a Deus ali onde Ele os envia, essa é nossa vocação”

O Papa Francisco enviou nesta sexta-feira (07), uma mensagem aos participantes do Congresso Vocacional “Para quem sou? – Assembleia de chamados para a missão”. Promovido pela Conferência Episcopal Espanhola, junto à Pastoral Vocacional da Espanha, o encontro acontece de 07 a 09 de fevereiro, em Madrid, na Espanha.

Em sua mensagem, o pontífice agradeceu o trabalho vocacional no país, “trabalhando nos centros de formação ou simplesmente acompanhando aos jovens. Também aos que com seu exemplo de vida, fazem visível e – me atreveria a dizer – contagioso, o entregar-se com generosidade e confiança ao projeto que Deus tem para cada um de nos”, salientou o pontífice.

Utilizando a imagem bíblica “do jovem rico que pergunta ao Senhor o que tem que fazer para alcançar a vida eterna”, Francisco lembrou que “todos somos administradores dos dons de graça e de natureza que o Senhor nos deu”. O Santo Padre pediu ainda que estes dons gerem frutos, “de modo que o fruto chegue aos demais”.

Sem esquecer das inundações sofridas pela Espanha em outubro do último ano, o pontífice destacou os “testemunhos de valentia, de solidariedade” observados durante a tragédia, que matou ao menos 232 pessoas. Para Francisco, o desastre fez ver “que neste contexto o que tenho, o que sou, tem um propósito concreto: os outros. E quando não é assim, se vê claramente o amargor, o clamor da terra e de Deus que nos perguntam: Não eras tu responsável pelo seu irmão? (cf. Gn 4,8-11)”

Fazendo um paralelo entre a história do jovem rico e os jovens que auxiliaram, de forma voluntária, os atingidos pelas inundações de outubro e os migrantes do vulcão de La Palma, o Papa convidou os jovens a “captar o valor dos bens espirituais ou materiais que somos chamados a gerir” como forma de ajudar no discernimento da própria vocação.

Retomando ainda outros exemplos bíblicos – como o dos apóstolos – o pontífice convidou os participantes do Congresso a “anunciar a Jesus, na Palavra e nos sacramentos, atendendo uma pobreza que não é material, mas espiritual”. “Peçamos, irmãos, neste Congresso de Vocações um olhar capaz de perceber a necessidade do irmão, não de forma abstrata, mas no concreto dos olhos que se firmam em nós como os do paralítico do templo”, convidou o Santo Padre.

“No escritório, na família, no apostolado, no serviço, levem a Deus ali onde Ele os envia, essa é nossa vocação”, pediu o pontífice. “Não tenham medo e abandonem-se a vontade divina, o Espírito os surpreenderá a cada passo, fazendo-os descer do trem da vida, como a Santa Teresa de Calcutá, para reduzir as distância que os separam de Deus e do irmão, para mudar seus rumos e encontrar a Jesus no abraço daquele ao qual sois enviados”, finalizou o Santo Padre.

Novos Ventos – 02 de Fevereiro

Apresentação do Senhor – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste Domingo celebramos a Festa da Apresentação do Senhor. Conforme era costume na Tradição Judaica todo o filho primogénito varão era consagrado ao Senhor. Assim, sucedeu também com a Família de Nazaré, José e Maria levam o Menino ao templo, a fim de ser oferecido ao Senhor. Este gesto de Maria que «oferece», traduz-se num gesto litúrgico quando ao celebrarmos a Eucaristia, oferecemos os frutos da terra, oferecemos os nossos trabalhos e que serão colocados sobre o altar, como símbolo da nossa vida. Esta festa da Apresentação do Senhor revela aquilo que será o acontecimento da Paixão. Nessa altura encontrava-se no templo Simeão e Ana, o Senhor tinha revelado que não haveriam de morrer antes de ver o Messias e foram ao templo movidos pelo Espírito, Simeão recebeu o Menino nos braços e bendisse a Deus, depois começou a profetizar acerca do Menino dizendo: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». A Mãe de Jesus não compreende aquela profecia, mas guarda as palavras no Seu coração, Maria não entende que aquela espada de dor seria o momento da Paixão.

A leitura da Profecia de Malaquias, o profeta Malaquias anuncia a proximidade do “Dia do Senhor”, o dia em que Deus vai entrar no seu Templo para purificar o seu povo, para lhe renovar o coração e para o capacitar para viver num dinamismo novo. Começará nesse dia um tempo novo, o tempo da nova Aliança entre Deus e os homens.

A leitura da Epístola aos Hebreus, um catequista cristão, escrevendo “aos Hebreus”, apresenta Jesus como o irmão dos homens, que veio ao mundo para promover os “descendentes de Abraão” à categoria de Filhos amados de Deus. Oferecendo a sua vida por amor, ele introduziu na nossa débil, frágil e pecadora natureza humana, dinamismos de superação dos nossos limites, dinamismos de vida nova, de vida verdadeira e eterna.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, o evangelista Lucas mostra como Jesus, poucos dias após o seu nascimento, entrou no Templo de Jerusalém para concretizar a promessa outrora feita por Deus através do profeta Malaquias. Recebido por Simeão e Ana, representantes do Israel fiel que esperava ansiosamente o Messias de Deus, Jesus é apresentado como “luz para as nações” e “glória de Israel”. Ele traz ao mundo a salvação de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo». O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.  
Palavra da Salvação


Nicarágua, mais de 30 monjas Clarissas são expulsas de três mosteiros

Mais de 30 monjas da Ordem de Santa Clara, conhecidas como Clarissas, foram levadas dos três mosteiros nicaraguenses de Manágua, Matagalpa e Chinandega na noite de 28 para 29 de janeiro.

Religiosas expulsas do país

Em maio de 2023, as autoridades de Manágua dissolveram a Associação das Irmãs Clarissas Franciscanas e nove outras realidades e organizações. Várias congregações religiosas de irmãs foram parcial ou totalmente expulsas da Nicarágua nos últimos anos, em particular após as polêmicas consultas em novembro de 2021, nas quais Daniel Ortega foi reeleito para um quinto mandato, o quarto consecutivo.

Repressão contra ONGs

Medidas semelhantes também foram tomadas nas últimas horas. De fato, o governo nicaraguense cancelou o status legal de 10 outras associações que operavam como organizações sem fins lucrativos, elevando o número total de ONGs proibidas desde dezembro de 2018 no país centro-americano para mais de 5.600


Igreja/Portugal: «O mundo precisa de uma terapia do amor» – D. António Moiteiro

“Comunicação da fé em tempos de mudança” foi o tema que envolveu três dias, 28, 29 e 30 deste mês, em Fátima, as jornadas do clero das dioceses do centro do país (Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco e Viseu).

João Duque, professor da Universidade Católica Portuguesa (UCP) abriu a perspetiva do pós cristianismo e indicou a necessidade de “pensar o cristianismo de outro modo, desconstruindo algumas construções” e, ao falar da linguagem e do simbolismo, apontou desafios pessoais e institucionais do cristianismo. O docente apontou que “Não há uma única forma de ser cristão” e questionou “a relação do cristão não praticante com as paróquias”. “Jesus pregava aos membros de uma multidão, que não tinham as características do cristão comprometido; não teremos de rever este estatuto? O cristão não praticante não poderá beber do cristianismo na sociedade? Que relação há nas paróquias com estes cristãos não praticantes?”

A tarde foi preenchida com quatro ateliers: Margarida Cordo, Psicóloga Clínica e da Saúde, Terapeuta Familiar e Psicoterapeuta, apresentou o tema “Multi-identidades”; já João Almeida, docente no Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro, orientou o atelier sobre “redes sociais”.

A irmã Irene Guia, da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, orientou o atelier “Multiculturalidades” e o atelier sobre a Inteligência Artificial (IA), foi da responsabilidade de Cláudio Teixeira, Doutorado em Engenharia Informática pela Universidade de Aveiro.

A noite de 28 de janeiro terminou com um serão de conversa sobre o documento final do Sínodo dos Bispo, com D. José Ornelas e D. Virgílio Antunes, bispo de Leiria-Fátima e de Coimbra, respetivamente, numa conversa moderada por Leopoldina Simões.

No segundo dia das jornadas, 29 de janeiro, Maria José Schultz convidou o clero para uma viagem pelos relatos evangélicos que dão conta como Jesus saiu ao encontro de pessoas, em diversas situações vitais. “Mudou vidas, levando outros a quererem ser pessoas melhores, mais eles mesmos, na responsabilidade e no compromisso com o bem que receberam”, disse. A compaixão foi uma das atitudes destacadas pela oradora, e que em Jesus “prevalecia e emergia na sua maneira de olhar, julgar e tocar os outros”, um caminho da comunicação da fé. Foram ainda partilhadas “dicas” para o caminho da evangelização, como os “testemunhos credíveis e coerentes”, “espaços físicos que facilitem a partilha e o acolhimento”, “ritualidades e práticas litúrgicas que promovam o encontro com Jesus” e “espaços onde se ensine a rezar, esperar e confiar”. “A memória dos discípulos de Jesus não inclui discursos dogmáticos, verdades indiscutíveis, regulamentos e instruções; não impõe um modelo de pessoa nem exige um compromisso com a primeira abordagem; Como vimos, é um processo gradual, primeiro de busca, de abordagem incipiente, de participação e, finalmente, de identificação”, sintetizou.

No último dia das jornadas, 30 de janeiro, a manhã foi preenchida com duas intervenções do padre Juan Carvajal Blanco, da Diocese de Madrid (Espanha) que falou sobre “A iniciação dos discípulos de Jesus, Cristãos num mundo plural”. “A iniciação cristã é o caminho para as pessoas aprenderem a viver cristãmente e se transformarem à semelhança de Jesus”. “Se a fé se propõe como tarefa seremos considerados como gente estranha”, alertou o sacerdote que abordou a catequese que não se pode limitar a “seguir temas” mas que supõe “uma transformação”.


Novos Ventos – 19 de Janeiro

II Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste II Domingo do Tempo Comum a liturgia apresenta o episódio do milagre nas bodas de Caná na Galileia. Diante de uma festa de casamento em que tudo estava prestes a ser um fracasso, Jesus intervém e permite que tudo seja um grande êxito. No entanto, o texto revela que diante de tantos convidados na festa é Maria que se apercebe que alguma coisa não estava bem. Maria é assim muito subtil está presente nos momentos de alegria, mas também nos momentos difíceis, Ela não se impõe mas comunica ao Filho para interceder por aquele casal, por aquele casamento que poderia ser um fracasso. Maria como Mãe está sempre atenta aos seus filhos a cada um de nós, com um amor sempre maternal. Jesus ainda refutou dizendo que ainda não tinha chegado a Sua hora. Essa Hora é aquela da Sua total entrega pela salvação da humanidade é a hora de transformar o vinho no Seu Preciosíssimo Sangue e que constitui para nós uma Nova e eterna Aliança. É precisamente à volta da mesa que Jesus institui o Sacramento da Eucaristia e que realiza o Verdadeiro Milagre da Transubstanciação, isto é, tornar o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue.

Que Maria entre no coração de cada um de nós e seja o Porto seguro das nossas famílias e capazes deixar-nos conduzir pelos Seus ensinamentos ao ouvir as palavras: «Fazei tudo o que Ele vos disser».

A leitura do Livro de Isaías, um profeta anónimo fala a Jerusalém – a cidade triste e em ruínas que as tropas babilónicas destruíram e queimaram – e garante-lhe que Deus a ama com um amor sem fim. O amor de Deus irá regenerar Jerusalém, recriando-a e transformando-a numa “noiva” encantadora e resplandecente. Iluminada pelo amor, a cidade-esposa de Deus encherá de orgulho e de alegria o coração do seu marido.

A leitura do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, Paulo lembra aos cristãos de Corinto que os “carismas”, enquanto sinais do amor de Deus, se destinam ao bem de todos. Não podem servir para uso exclusivo de alguns, nem podem ser fator de divisão e de tensão comunitária. Na partilha comunitária dos dons de Deus manifesta-se o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, Jesus, no cenário da festa de casamento de um jovem casal de Caná da Galileia, apresenta o programa que se propõe concretizar: trazer o “vinho bom”, o “vinho” da alegria e do amor, à relação entre Deus e os homens. Da ação de Jesus – das suas palavras, dos seus gestos, do seu amor até ao extremo – nascerá a comunidade da nova “aliança”, a comunidade que vive no amor a Deus e que se dispõe a dar testemunho desse amor.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, __ ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam __ chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.
Palavra da Salvação


O Papa: não podemos ser cúmplices do abuso infantil

Abuso infantil, ato desprezível e atroz

Na semana passada, o Pontífice focou na “forma como, na sua obra, Jesus falou várias vezes sobre a importância de proteger, acolher e amar os mais pequenos”. “No entanto, ainda hoje no mundo, milhões de menores, mesmo não tendo a idade mínima para cumprir com as obrigações da vida adulta, são obrigados a trabalhar e muitos deles são expostos a trabalhos particularmente perigosos. Sem falar das crianças que são traficadas para prostituição ou pornografia, e dos casamentos forçados.”

“Infelizmente, nas nossas sociedades, existem muitas formas pelas quais as crianças são abusadas e maltratadas”, disse ainda Francisco, acrescentando: “O abuso infantil, de qualquer natureza, é um ato desprezível e atroz. Não é simplesmente um flagelo social e um crime; é uma violação muito grave dos mandamentos de Deus. Nenhuma criança deveria sofrer abusos. Mesmo um caso já é demais. Por isso, é necessário despertar consciências, praticar a proximidade e a solidariedade concreta com as crianças e os jovens vítimas de abusos e, ao mesmo tempo, construir confiança e sinergias entre aqueles que se comprometem a oferecer-lhes oportunidades e locais seguros para crescerem em paz.”

O Papa sublinhou que conhece um país da América Latina, “que produz uma fruta especial, muito especial, chamada “arando”, um tipo de mirtilo, mas para colher o arando são necessárias mãos delicadas e são as crianças a fazê-lo, escravizam as crianças para uma colheita”.

As crianças pagam o preço mais alto

Segundo o Papa, “a pobreza generalizada, a falta de ferramentas sociais de apoio às famílias, o aumento da marginalização nos últimos anos, a par do desemprego e da precariedade laboral, são fatores que descarregam sobre os mais jovens o preço mais elevado a pagar. Nas metrópoles, onde a exclusão social e a degradação moral são “gritantes”, existem crianças envolvidas no tráfico de droga e nas mais diversas atividades ilícitas“. “Quantas destas crianças vimos cair como vítimas de sacrifício! Por vezes, tragicamente, são induzidas a se tornarem “carrascos” de seus semelhantes, além de se prejudicarem a si mesmas, sua própria dignidade e humanidade. No entanto, quando na rua, no bairro da paróquia, estas vidas perdidas se apresentam ao nosso olhar, olhamos muitas vezes para o outro lado.”

Não ser cúmplice do trabalho infantil

Francisco prosseguiu sua catequese, dizendo que “é difícil para nós reconhecer a injustiça social que leva duas crianças, talvez residentes no mesmo bairro ou prédio, a tomarem caminhos e destinos diametralmente opostos, porque uma delas nasceu numa família desfavorecida. Uma fratura humana e social inaceitável: entre aqueles que podem sonhar e aqueles que devem sucumbir“. “Mas Jesus quer que todos sejamos livres e felizes e nos pede que paremos e ouçamos o sofrimento dos que não têm voz, dos que não têm escola. Combater a exploração, sobretudo a infantil, é a principal forma de construir um futuro melhor para toda a sociedade“, ressaltou Francisco, lembrando que “alguns países tiveram a sabedoria de incluir por escrito os direitos das crianças. As crianças têm direitos, pesquisem para descobrir quais são os direitos da criança”.


Núncio Cavalli: “Venha a Medjugorje, lugar de graça escolhido pelo Senhor”

Já há alguns anos o senhor vive na paróquia de Medjugorje e encontra peregrinos. Como tem sido a sua experiência? Eu nunca tinha estado em Medjugorje. Mas eu sou italiano e, como muitas pessoas do meu país, tive contato com aqueles que vieram para cá. Sempre percebia, quando retornavam de Medjugorje, que essas pessoas ficavam mais comprometidas em nível espiritual e humano: na igreja, nas catequeses, em fazer o bem. Eram muito mais comprometidas do que antes. Agora já estou aqui há três anos: é um lugar normal, sem nada de especial e, pela graça, se tornou, um lugar espiritual para onde vêm pessoas do mundo inteiro. Elas chegam começam a rezar. Elas entram em comunhão com o Senhor Jesus e a Virgem Maria os acompanha. É uma oração simples: querem mudar de vida, viver melhor do que antes, querem resolver ou enfrentar bem os problemas que têm. Uma mudança que se chama conversão, que ocorre em particular no Sacramento da Penitência. Isso acontece normalmente em Medjugorje.

Olhando para os tantos peregrinos que chegam, o que mais lhe chama a atenção?

Chegam jovens e adultos, sem nenhum patrocínio. Chegam todos com um objetivo: encontrar o Senhor e a Virgem Maria. Eles não encontram nada para ver ou visitar: como turismo religioso, somos zero. Mas aqui, jovens e adultos começam a rezar. Eu tinha acabado de chegar, em fevereiro de três anos atrás, e me vi entre os bancos ao ar livre atrás da igreja. Chega uma família latino-americana, com um jovem de quinze anos que era um rebelde, um verdadeiro rebelde! Depois de apenas cinco minutos ele veio se confessar… e seus pais o olhavam com surpresa. É um lugar de graça que o Senhor escolheu para ser encontrado. O ‘nulla osta’ do Papa significa dizer: ide, ide, ide! Ide porque é um lugar de graça, onde se encontra o Senhor e o Senhor é encontrado.

Graças às novas normas desejadas pelo Papa Francisco, agora o procedimento para examinar e pronunciar-se sobre esses casos se concentra mais nos frutos espirituais.

O Dicastério para a Doutrina da Fé examinou dois pontos que são documentáveis. O primeiro diz respeito aos frutos. Em Medjugorge chegam milhares e milhares de pessoas do mundo inteiro. Neste ano vieram dois milhões de pessoas, adultos e jovens. Quase 50.000 padres vieram para rezar, para se converter. Depois, outros frutos muito importantes são as muitas vocações. Tantas pessoas que rezam. O segundo elemento examinado foram as mensagens. Cada mensagem foi confrontada com a nossa fé e descobriu-se que as mensagens correspondem a ela. Frutos muito positivos e mensagens positivas para a fé: isso permitiu dizer que Medjugorje é um lugar de graça.

Palavra de Vida (Janeiro)

“Crês isto?”  (Jo 11,26).

“Uma das minhas filhas perdeu o emprego juntamente com todos os seus colegas, porque o governo extinguiu o órgão público para o qual trabalhavam”, diz Patrícia, de um país sul-americano. “Como forma de protesto, organizaram um acampamento em frente à sede da entidade. Eu procurava apoiá-los, participando de algumas das suas atividades, levando-lhes comida ou simplesmente ficando ali para conversar com eles.

Na Quinta-feira Santa, um grupo de sacerdotes que os acompanhava decidiu celebrar uma cerimônia, em que também foram oferecidos espaços de diálogo. Foi lido o Evangelho e se fez o gesto do lava-pés, em memória daquilo que Jesus tinha feito. A maioria dos presentes não adotava uma vida religiosa. Contudo, foi um momento de profunda união, de fraternidade e de esperança. Eles se sentiram abraçados e, com emoção, agradeciam aos sacerdotes que os acompanhavam na incerteza e no sofrimento.” 

A palavra de Jesus “Crês isto?” foi escolhida como guia para a “Semana de Oração pela Unidade Cristã de 20253”, mas serve para todos os tempos e lugares. Rezemos, então, e trabalhemos para que a nossa fé comum seja o que nos move na busca da fraternidade com todos: é a proposta e o desejo de Deus para a humanidade, mas exige a nossa adesão. A oração e a ação serão eficazes se brotarem dessa confiança em Deus e da nossa vivência coerente com essa fé. Silvano Malini