Novos Ventos – 23 de Fevereiro

VII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Na semana passada ouvimos a passagem das Bem Aventuranças apresentadas pelo evangelista São Lucas, este domingo o mesmo evangelista propõe um novo caminho para os discípulos que vai muito além da Lei Judaica, essa nova proposta de vida consiste em «amar a todos» também os inimigos. Se apenas amamos aqueles que nos amam que fazemos de extraordinário também os pagãos, isto é, os não crentes amam os amigos. A proposta de Jesus é radical convidando «amar a todos», mesmo aqueles que nos fazem mal ou que nos querem mal e não basta apenas amar, mas é necessário rezar por eles. No discurso Jesus continua a dar orientações e regras aos seus discípulos, tendo como modelo atitude de Deus para connosco, «Sede misericordiosos, não julgueis e não condeneis». Na verdade, a capacidade de Deus em Perdoar é infinita, Ele nos ama com Amor Eterno e quer que os seus seguidores tenham a mesma conduta, isto é, usar de misericórdia como o Senhor é Misericordioso para connosco, termos a capacidade de não julgar, nem condenar, porque a medida com que usarmos para com os irmãos será usada connosco.

A leitura do Livro de Samuel, apresenta-nos David, o homem de coração magnânimo. Tendo a possibilidade de eliminar Saul, o inimigo que o perseguia para o matar, David decidiu não erguer a mão contra o “ungido do Senhor”. David acreditava que a vida pertence a Deus; e só Deus tem o direito de tirar a vida a alguém.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, Paulo de Tarso convida-nos a encararmos a morte física como a passagem para uma nova vida, ao lado de Deus, onde continuaremos a ser nós próprios, mas sem os limites que a materialidade do nosso corpo nos impõe. Estamos destinados à comunhão com Deus, a sentarmo-nos todos à mesa do Pai. Se esse é o nosso destino final, fará sentido odiarmos os nossos irmãos enquanto andamos na terra, a caminho da casa do Pai?

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus define os traços fundamentais da identidade do verdadeiro discípulo. De acordo com Jesus, o “amor” – o amor gratuito, incondicional, ilimitado, sem fronteiras – está no centro dessa identidade. A grande razão pela qual Jesus convida os discípulos a perdoar, a amar os inimigos, a rezar pelos violentos e os maus, é o facto de serem filhos de um Deus que é amor. Os filhos de Deus são chamados a mostrar ao mundo, com a sua forma de viver e de amar, a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: «Digo-vos a vós que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam. A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica. Dá a todo aquele que te pedir, e ao que levar o que é teu, não o reclames. Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também. Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto. Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». Palavra da Salvação


Palavra de vida – fevereiro

“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5,21)

O P. Timothy Radcliffe, um dos teólogos presentes no Sínodo dos Bispos da Igreja Católica, afirmou que “a coisa mais corajosa que podemos fazer neste Sínodo é sermos sinceros entre nós quanto às nossas dúvidas e às nossas perguntas, aquelas para as quais não temos respostas claras. Então nos aproximaremos como companheiros de busca, mendigos da verdade5”. 

Em uma conversação com alguns focolarinos, Margaret Karram assim comentou essa reflexão: “Pensando bem, percebi que muitas vezes não tive a coragem de dizer realmente o que eu pensava: talvez por receio de não ser compreendida, talvez para não dizer algo completamente diferente da opinião da maioria. Entendi que sermos ‘mendigos da verdade’ significa termos aquela atitude de proximidade, uns para com os outros, em que todos queremos o que Deus quer, em que todos juntos procuramos o bem6”. Patrizia Mazzola


Sínodo, encontro dos coordenadores e secretários dos dez Grupos

Realizou-se no final da manhã desta terça-feira (18/02) o encontro dos Coordenadores e Secretários dos 10 Grupos de Estudo sobre os temas que surgiram durante a Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O encontro – informa uma nota da Secretaria Geral do Sínodo – começou com um momento de oração no qual os participantes recordaram o Santo Padre, rezando por sua rápida recuperação.

Apresentação de cada coordenador

Em seguida, cada coordenador apresentou o trabalho de seu próprio grupo, detendo-se especialmente no método utilizado e nos sujeitos (pessoas/organizações) envolvidos, no prazo previsto para o relatório do grupo, nas dificuldades encontradas e nas questões em aberto. “Após esse rico momento de compartilhamento, que foi particularmente útil para os grupos de estudo que lidavam com questões ‘transversais’”, diz o comunicado, o padre Giacomo Costa S.I., Consultor da Secretaria Geral, forneceu alguns ‘elementos úteis para uma certa uniformidade na elaboração dos relatórios e na sua entrega’.

Acompanhamento da Comissão Canônica

Os coordenadores dos grupos foram informados sobre a disponibilidade da Comissão Canônica para acompanhar seus respectivos trabalhos, particularmente nas questões que também tocam a dimensão canônica. O cardeal Mario Grech recordou aos participantes a necessidade de levar em conta as contribuições externas que ainda podem chegar por e-mail (synodus@synod.va), até 31 de março de 2025, à Secretaria Geral, como havia anunciado na abertura da Segunda Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Como tem sido feito até agora, as novas contribuições serão encaminhadas aos secretários dos grupos envolvidos em tempo hábil.

Os Grupos de Estudo

Os dez Grupos de Estudo são o fruto da Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, durante a qual surgiu uma série de questões relevantes, relativas à vida e à missão da Igreja em uma perspectiva sinodal, sobre as quais a Assembleia chegou a um consenso consistente e que, por seu tema, exigem ser tratadas em nível de toda a Igreja e abordadas com um estudo aprofundado. Os dez Grupos de Estudo foram criados em março de 2024, seguindo o Quirógrafo do Papa Francisco sobre a colaboração entre os Dicastérios da Cúria Romana e a Secretaria Geral do Sínodo e sua Carta ao cardeal Mario Grech, na qual ele pediu ao cardeal que garantisse o trabalho dos grupos de estudo “de acordo com um método autenticamente sinodal” e à Secretaria Geral que “preparasse o esboço do trabalho que especificaria o mandato dos grupos à luz das minhas indicações”.

Da Itália às Filipinas, as orações pelo Papa chegam de todo o mundo

O cardeal vigário para a diocese de Roma, Baldassare Reina, também enfatizou que os fiéis da capital estão acompanhando “com atenção e confiança as condições de saúde do nosso Bispo”. Em seguida, pediu a todas as comunidades da capital que vivam “uma hora de adoração silenciosa antes da missa vespertina de hoje” para rezar pela saúde de Francisco. “Como uma grande família, pedimos que o Senhor dê ao nosso bispo a força necessária para enfrentar este momento delicado”, acrescentou.

As orações das Filipinas

Do outro lado do mundo, nas Filipinas, o cardeal Pablo Virgilio David, bispo de Kalookan e presidente da Conferência Episcopal do país, pediu aos fiéis de rezar pela “cura e recuperação” do Pontífice “neste momento difícil”. O núncio apostólico, dom Charles Brown, reiterou o mesmo pedido nos microfones da rádio católica filipina, Radio Veritas, acrescentando também que rezassem pela equipe médica que cuida do Papa.

Uma intenção especial pela saúde do Papa em Lisboa

O Patriarca de Lisboa, Rui Valério, enviou nesta quarta-feira (19/02) uma carta a todas as paróquias e comunidades da capital portuguesa, pedindo-lhes que acrescentem uma intenção especial de oração pela saúde do Papa, durante a celebração da missa. “Pelo Papa Francisco, Pastor da Igreja Universal”, escreve o arcebispo Valério a título de exemplo, “para que seja fortalecido e consolado neste momento de fragilidade e possa retomar os seus compromissos anteriores, rezemos, irmãos”. “Neste Ano Jubilar, dedicado ao tema da esperança, continuemos firmes em nossa peregrinação de fé, fortalecidos pelo testemunho dedicado de nosso” Pontífice, concluiu o prelado.

A Igreja Anglicana expressa proximidade

Quero “assegurar-lhe” as “minhas orações e as de tantos fiéis anglicanos pela saúde do Papa Francisco durante este tempo”, enfatizou o arcebispo anglicano de York, Reino Unido, Stephen Cottrell, em uma carta ao cardeal arcebispo de Londres, Vincent Nichols. “Continuamos a rezar para que Sua Santidade seja nutrida pela esperança do Evangelho”, continuou o prelado anglicano, “e conheça o amor e a cura de nosso Senhor Jesus Cristo nestes dias”. Em sua carta de resposta, o cardeal Nichols agradeceu ao arcebispo por sua “bondade e preocupação” e enfatizou que o “Santo Padre é revigorado pelo apoio das orações de tantos”. “Suas palavras, cheias de caridade e preocupação fraterna são”, escreveu ele, “um testemunho dos profundos laços que nos unem em Cristo”. 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *