Novos Ventos – 06 de Abril

V Domingo da Quaresma – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste quinto domingo da Quaresma, o Evangelho de São João relata-nos o episódio da mulher adultera. O grupo dos escribas e fariseus encontra-se numa atitude meramente acusatória apresentam a Jesus uma mulher surpreendida em flagrante adultério, dizendo: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». Diante desta atitude de acusação, Jesus inclina o rosto para o chão e começa a escrever na terra e depois diz-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Podemos tirar daqui algumas lições de vida: em primeiro lugar onde se encontra o homem que tinha estado com a mulher? Afinal, tal acto tinha de ter a intervenção de um homem. Porventura, não seria nenhum daqueles que acusavam a mulher? Porque não trazem a pessoa que estava com a mulher? Neste sentido, vemos a reação de Jesus que é incapaz de condenar, mas leva aqueles que tinham atitude acusatória a olhar para os seus próprios erros e defeitos; «aquele que estiver sem pecados atire a primeira pedra. Saíram todos a começar pelos mais velhos ficando apenas Jesus e a mulher. Muitas das vezes, também nós temos a mesma reação daqueles escribas e fariseus, prontos a condenar e acusar; na escola acusamos os colegas por alguma falta cometida, no trabalho acusamos os outros para obter uma posição de carreira mais aliciante e não somos capazes de ver que também erramos e falhamos. Saibamos reconhecer as nossas fragilidades e não apenas ter uma atitude farisaica.

A leitura do Livro de Isaías, o Deus que libertou os hebreus da escravidão do Egito anuncia aos exilados na Babilónia que irá concretizar uma nova intervenção salvadora em favor do seu povo. Os exilados irão ser libertados; e, acompanhados por Deus, percorrerão um caminho que os trará novamente para a terra de onde tinham sido arrancados, a terra onde corre leite e mel. É esse o desafio que Deus deixa também a nós, neste tempo de Quaresma: caminharmos da escravidão para a liberdade, da vida velha para a vida nova.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Filipenses, Paulo de Tarso partilha com os cristãos da cidade de Filipos a sua experiência: desde que se encontrou com Cristo, Paulo deixou para trás todo o “lixo” que lhe limitava os movimentos e que o impedia de correr ao encontro de Cristo. A sua grande preocupação é identificar-se cada vez mais com Cristo e correr para a meta final, onde espera encontrar a vida definitiva.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, Jesus mostra, a partir da história de uma mulher acusada de cometer adultério, como é que Deus lida com as nossas decisões erradas: “Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar”. O perdão de Deus, fruto do seu amor, falará sempre mais alto do que o nosso pecado. A grande preocupação de Deus não é castigar quem falhou; mas é apontar aos seus queridos filhos um caminho novo, de liberdade, de realização e de vida sem fim.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo, e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-l’O, ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar». Palavra da Salvação


Palavra de vida (Abril 2025)

«Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes?» (Is 43,19)

O exílio na Babilónia e a destruição do Templo de Jerusalém tinham provocado um trauma coletivo no povo de Israel e suscitavam uma interrogação teológica: será que Deus ainda está connosco ou será que nos abandonou? O objetivo desta parte do livro de Isaías é ajudar o povo a compreender o que Deus está a realizar, a confiar n’Ele e, assim, poder regressar à pátria. É precisamente na experiência do exílio que se revela o rosto criador e salvador de Deus. Patrizia Mazzola

Voltar a Niceia, como irmãos

Voltar a Niceia 1700 anos depois, durante o Jubileu de 2025, significa, antes de tudo, reencontrar-se como irmãos com todos os cristãos do mundo: a confissão de fé que brotou do primeiro concílio ecumênico é, de fato, compartilhada não só pelas Igrejas Orientais, pelas Igrejas Ortodoxas e pela Igreja Católica, mas também é comum às comunidades eclesiais nascidas da Reforma. Significa reencontra-se entre irmãos em torno do que é realmente essencial, porque o que nos une é mais forte do que o que nos divide: “Todos juntos, cremos no Deus trinitário, em Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, na salvação em Jesus Cristo, de acordo com as Escrituras lidas na Igreja e sob a ação do Espírito Santo. Juntos, acreditamos na Igreja, no batismo, na ressurreição dos mortos e na vida eterna”. Esse é o ponto central do documento “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador” publicado pela Comissão Teológica Internacional para comemorar Niceia. Um dos objetivos do primeiro concílio ecumênico era determinar uma data comum para a celebração da Páscoa, uma questão controversa já na Igreja dos primeiros séculos: alguns a celebravam em concomitância com a Pesah judaica no dia 14 do mês de nisan, outros a celebravam no domingo seguinte à Pesah judaica. Niceia foi fundamental para encontrar uma data comum, definindo o domingo após a primeira lua cheia da primavera como a data para a celebração da Páscoa. A situação mudou no século XVI com a reforma do calendário de Gregório XIII: as Igrejas do Ocidente hoje calculam a data de acordo com esse calendário, enquanto as do Oriente continuam a usar o calendário juliano usado por toda a Igreja antes da reforma gregoriana. Mas é significativo e profético que, precisamente no aniversário de Nicéia deste ano, todas as Igrejas cristãs celebrem a Páscoa no mesmo dia, domingo, 20 de abril. É um sinal e uma esperança para se chegar o mais rápido possível a uma data aceita por todos.


O Papa: Jesus desce ao inferno de hoje das guerras e da dor dos inocentes

Jesus continua descendo ao inferno de hoje

De acordo com Francisco, “Jesus desceu até Jericó, uma cidade situada abaixo do nível do mar, considerada uma imagem do inferno, onde Jesus quer ir em busca daqueles que se sentem perdidos”.

“Na realidade, o Senhor Ressuscitado continua descendo ao inferno de hoje, aos lugares de guerra, de dor dos inocentes, nos corações das mães que veem morrer seus filhos, na fome dos pobres.”

“Num certo sentido, Zaqueu está perdido; talvez tenha feito algumas más escolhas ou talvez a vida o tenha colocado em situações das quais tem dificuldade de escapar. Lucas insiste em descrever as características deste homem: não é apenas um publicano, isto é, alguém que cobra impostos aos seus concidadãos para os invasores romanos, mas é o chefe dos publicanos, como se dissesse que o seu pecado é multiplicado.”

Lidar com as limitações que temos

O Papa escreve que “Lucas acrescenta então que Zaqueu é rico, insinuando que enriqueceu às custas dos outros, abusando da sua posição. Mas tudo isto tem consequências: Zaqueu sente-se provavelmente excluído, desprezado por todos”. “Ao ouvir que Jesus passava pela cidade, Zaqueu sente o desejo de O ver. Não se atreve a imaginar um encontro, bastaria apenas observá-Lo de longe. Mas os nossos desejos também encontram obstáculos e não se realizam automaticamente: Zaqueu é de baixa estatura! É a nossa realidade, temos limitações com as quais temos de lidar. Depois há os outros, que às vezes não nos ajudam: a multidão impede Zaqueu de ver Jesus. Talvez seja também um pouco de vingança”, ressalta o Pontífice.

Com o Senhor o inesperado acontece sempre

“Mas quando temos um desejo forte, não nos desanimamos. Encontramos uma solução. Mas é preciso ter coragem e não ter vergonha, é preciso ter um pouco da simplicidade das crianças e não nos preocuparmos tanto com a imagem“, escreve Francisco. “Zaqueu, como uma criança, sobe numa árvore. Tinha de ser um bom ponto de observação, principalmente para observar sem ser visto, escondendo-se atrás da folhagem”, ressalta. “Mas com o Senhor o inesperado acontece sempre: Jesus, quando se aproxima, olha para cima. Zaqueu sente-se exposto e provavelmente espera uma repreensão pública. O povo talvez assim esperasse, mas fica desiludido: Jesus pede a Zaqueu que desça imediatamente, quase surpreendido ao vê-lo na árvore, e diz-lhe: «Hoje é necessário que eu fique em tua casa». Deus não pode passar sem procurar os perdidos.”

O olhar de Jesus é de misericórdia

O evangelista Lucas “destaca a alegria do coração de Zaqueu. É a alegria de quem se sente visto, reconhecido e, sobretudo, perdoado”. “O olhar de Jesus não é de reprovação, mas de misericórdia. É aquela misericórdia que, por vezes, temos dificuldade em aceitar, especialmente quando Deus perdoa aqueles que achamos que não a merecem. Murmuramos porque gostaríamos de colocar limites no amor de Deus.”

Jubileu “Peregrinos na Esperança”

O Jubileu “Peregrinos de Esperança” tem sido um tempo propício à nossa conversão, não esquecendo os meios que nos são propostos: a peregrinação, o sacramento da reconciliação e a indulgência. A nossa peregrinação a Fátima, no início deste mês, foi um tempo de encontro com Deus, através de Maria, e da nossa Diocese no conjunto das suas comunidades cristãs.

A celebração do Jubileu dos doentes e, de um modo mais alargado da Pastoral da Saúde, deve acontecer nas paróquias com a Santa Unção, visitas aos doentes, encontro com os visitadores, ministros da comunhão.

Lembro, igualmente, que no dia 10 de maio, como está anunciado no Programa Pastoral deste ano, temos o Jubileu das crianças e adolescentes no Santuário de Vagos. Proximamente será enviado, pelo Departamento da Infância e Adolescência, o Programa elaborado para esse dia. Organizemos as catequeses para que nesse dia estejamos todos presentes e façamos festa.

Novos Ventos – 30 de Março

IV Domingo da Quaresma – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste quarto domingo da Quaresma, o Evangelho relata-nos a parábola do «Filho pródigo ou do Pai misericordioso». O filho mais novo ao pedir a sua parte da herança e a deixar a «casa» paterna para partir para uma terra longínqua, rompe com os laços familiares. Enquanto tem dinheiro não se lembra da «casa paterna» e esbanja todo o seu dinheiro desordenadamente com mulheres de má vida. Depois que o dinheiro lhe falta, ele obriga-se a ir trabalhar no campo guardar porcos e nem sequer tem direito a se alimentar da comida dos porcos. Este filho perde tudo: a dignidade de filho, a dignidade de ser humano, torna-se com menos valor do que os animais, pois até esse alimento lhe é negado. Só quando se vê desprovido de tudo é que toma consciência dos erros que cometeu e decide voltar à casa paterna.

Esta é a imagem de muitos cristãos que se julgando autossuficientes rompem com os laços familiares abandonando muitas vezes os seus pais biológicos, mas este modo de proceder temo-lo muitas vezes com Deus, vimos pedir à Igreja a herança que nos é confiada através do Sacramento do baptismo, mas logo abandonamos a Igreja e cortamos essa intimidade com Deus, no fundo manchamos as vestes brancas do Baptismo. Atitude do Pai misericordioso é manter-se sempre à espera do nosso regresso à «Casa da Igreja». Deus abraça-nos com um Amor infinito e a Sua Misericórdia. ELE espera confiante que possamos voltar à Igreja, pelo Sacramento da Penitência somos abraçados pelo Amor Misericordioso de Deus. Tenho coragem de reconhecer as minhas faltas e regressar ao abraço misericordioso de Deus?

A leitura do Livro de Josué, mostra-nos o Povo de Deus a começar uma nova vida na terra de Canaã. Para trás ficaram a escravidão do Egito e a desolação do deserto. Agora, na Terra Prometida, Israel pode começar a viver de uma forma nova, construindo um futuro de liberdade e de felicidade. É essa experiência – de passagem da escravidão à liberdade, da vida velha à vida nova – que somos convidados a fazer neste tempo de Quaresma.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, Paulo de Tarso, recorrendo ao conceito de “reconciliação”, lembra-nos que Cristo veio derrotar o egoísmo e o pecado e sanar a separação que havia entre Deus e os homens. Aqueles que aceitam ligar-se a Cristo e caminhar atrás d’Ele, estão reconciliados com Deus. Vivem uma vida nova, a vida dos filhos queridos e amados de Deus.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, através da parábola do “pai misericordioso”, Jesus garante-nos que Deus nunca nos fechará as portas: estará sempre à nossa espera de braços abertos, pronto para nos acolher e para nos reintegrar na sua família. “Voltar para Deus” é a opção certa para quem quiser dar sentido pleno à sua existência.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’». Palavra da Salvação


Jubileu “Peregrinos na Esperança”

O Jubileu “Peregrinos de Esperança” tem sido um tempo propício à nossa conversão, não esquecendo os meios que nos são propostos: a peregrinação, o sacramento da reconciliação e a indulgência. A nossa peregrinação a Fátima, no início deste mês, foi um tempo de encontro com Deus, através de Maria, e da nossa Diocese no conjunto das suas comunidades cristãs.

A celebração do Jubileu dos doentes e, de um modo mais alargado da Pastoral da Saúde, deve acontecer nas paróquias com a Santa Unção, visitas aos doentes, encontro com os visitadores, ministros da comunhão.

Lembro, igualmente, que no dia 10 de maio, como está anunciado no Programa Pastoral deste ano, temos o Jubileu das crianças e adolescentes no Santuário de Vagos. Proximamente será enviado, pelo Departamento da Infância e Adolescência, o Programa elaborado para esse dia. Organizemos as catequeses para que nesse dia estejamos todos presentes e façamos festa.


O Papa convalescente em Santa Marta, concelebra Missa na capela e continua terapia

 Terapia, fisioterapia, oxigenação

“Ele está convalescendo nos termos descritos pelos médicos no sábado”, explicou a Sala de Imprensa da Santa Sé. Alfieri e Carbone (respectivamente o diretor da equipe que acompanhou o Papa durante sua hospitalização e o médico referente do Santo Padre) explicaram que o Papa terá que continuar sua terapia farmacológica “ainda por um longo tempo e por via oral” e fisioterapia motora e respiratória em tempo integral (a mesma que realizou durante sua hospitalização no Gemelli), e, em seguida, a recomendação de evitar encontros, tanto individuais quanto em grupo, assistência 24 horas para atender às “necessidades”, começando com oxigênio, e para intervir em caso de eventuais emergências. Esse serviço é garantido pela Diretoria de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano. Uma equipe médica está sempre presente com o Papa. A administração de oxigênio continua da mesma forma como anunciada nos últimos dias de sua hospitalização: portanto, à noite, oxigenação de alto fluxo com cânulas nasais, que continua durante o dia, mas com uma redução progressiva.

Missas e atividade de trabalho

Como já havia feito no Gemelli, quando concelebrou a Missa na capela do décimo andar, em Santa Marta o Papa também foi à pequena capela do segundo andar para concelebrar a Missa. Francisco também prossegue com atividade de trabalho na forma descrita nos últimos dias. Esta terça-feira mesmo, o boletim do meio-dia anunciou as nomeações do núncio apostólico em Belarus, monsenhor Ignazio Ceffalia, e do defensor do vínculo do Tribunal da Rota Romana, monsenhor Francesco Ibba. Ainda não há indicações precisas sobre o programa para os próximos dias, muito menos para o futuro, com as celebrações dos vários Jubileus e ritos da Semana Santa. A recuperação é, naturalmente, aguardada e “esperadas melhoras clínicas”, como dizem os médicos. “Algumas coisas estão em processo de decisão, para serem avaliadas com base nas melhoras que ocorrerão na semana que vem”, explica a Sala de Imprensa.

Aumentam os católicos no mundo: são 1406 milhões

Aumento da população católica no mundo

1. A população católica mundial aumentou em 1,15% entre 2022 e 2023, passando de aproximadamente 1.390 para 1.406 milhões, uma porcentagem muito semelhante à dos dois anos anteriores. A distribuição dos católicos batizados, de acordo com o diferente peso demográfico dos continentes, é diferente nas diversas áreas geográficas. A África reúne 20% dos católicos de todo o planeta e é caracterizada por uma difusão muito dinâmica da Igreja Católica: o número de católicos aumenta de 272 milhões em 2022 para 281 milhões em 2023, com uma variação relativa de +3,31%. Entre os países do continente africano, em particular, a República Democrática do Congo é confirmada em primeiro lugar no número de católicos batizados, com quase 55 milhões, seguida pela Nigéria, com 35 milhões; Uganda, Tanzânia e Quênia também registram números respeitáveis.

Com um crescimento de 0,9% no biênio, a América consolida sua posição como o continente ao qual pertencem 47,8% dos católicos do mundo. Desses, 27,4% residem na América do Sul (onde o Brasil, com 182 milhões, representa 13% do total mundial e continua sendo o país com o maior número de católicos), 6,6% na América do Norte e os 13,8% restantes na América Central. Se relacionarmos o número de católicos com o tamanho da população, Argentina, Colômbia e Paraguai se destacam com mais de 90% da população. O continente asiático registra um crescimento de católicos de 0,6% no biênio, seu peso em 2023 é de cerca de 11% no mundo católico. 76,7% dos católicos do Sudeste Asiático em 2023 estão concentrados nas Filipinas, com 93 milhões, e na Índia, com 23 milhões. A Europa, embora abrigue 20,4% da comunidade católica mundial, continua sendo a área menos dinâmica, com um crescimento no número de católicos no biênio de apenas 0,2%. Essa variação, por outro lado, diante de uma dinâmica demográfica quase estagnada, se traduz em uma ligeira melhora na presença de católicos, chegando a quase 39,6% em 2023. Itália, Polônia e Espanha possuem uma incidência de católicos superior a 90% da população atual. Os católicos da Oceania são pouco mais de 11 milhões em 2023, 1,9% a mais do que em 2022.

Novos Ventos – 16 de Março

II Domingo da Quaresma – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste segundo domingo da Quaresma, o evangelista São Lucas apresenta o episódio da Transfiguração de Jesus, os discípulos entram numa experiência profundamente mística com o Transcendente. Os discípulos vêm Jesus as vestes e o semblante de Jesus ficaram com uma luz refulgente, Moisés e Elias falam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Mesmo sem compreenderem o sentido daquela experiência que os envolvia, eles sentem-se numa atmosfera tão forte e intensa com o sobrenatural que os leva a dizer: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Tal é o mistério que os envolve que se esquecem de si mesmos. Aquela experiência do «paraíso» leva os discípulos a querer permanecer naquele lugar. Além, daquilo que é-lhes permitido ver, eis que também ouvem uma voz que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». O nosso Deus é próximo e que se comunica connosco, dá-se a conhecer aos homens por meio do Seu Filho e convida a humanidade a «escutá-l’O». Vivemos numa época em que se ouve muitos ruídos e vozes, mas não somos capazes de fazer silêncio para escutar Jesus, o Único que nos ama gratuitamente, sem esperar nada em troca e que por nós ofereceu a Sua própria Vida, para nos livrar da morte.

A leitura do Livro de Génesis, apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Ele confiou plenamente em Deus, mesmo quando as promessas de Deus pareciam inverosímeis; e não saiu defraudado. Com Abraão, somos convidados a “acreditar”, isto é, a viver numa atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às suas promessas.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Filipenses, Paulo de Tarso pede aos cristãos da cidade de Filipos que não se limitem a uma vivência religiosa feita de práticas externas e de gestos vazios. Os crentes verdadeiros são aqueles que vivem de olhos postos no Senhor Jesus, aquele que “transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso”. Os filipenses e os cristãos de todas as épocas e lugares, devem caminhar para Ele sem hesitação, firmes na fé e guiados pela Boa Nova da salvação.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus pede aos discípulos que confiem n’Ele e que ousem segui-l’O no caminho de Jerusalém. Esse caminho, embora passe pela cruz, conduz à ressurreição, à vida nova e eterna. Aos discípulos, relutantes e assustados, Deus confirma a verdade da proposta de Jesus: “Este é o meu Filho, o meu Eleito. Escutai-O”. É uma proposta que também nós somos convidados a abraçar.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspeto do seu rosto, e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.
Palavra da Salvação


Palavra de vida – março

«Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que está na
tua própria vista?»
 (Lc 6,41)

Jesus conhece bem o nosso coração. Quantas vezes, na vida de cada dia, fazemos esta triste experiência: é fácil criticar – até com severidade – os erros ou fragilidades de um irmão ou de uma irmã, sem nos apercebermos que, ao fazê-lo, estamos a atribuir-nos uma prerrogativa que pertence só a Deus. A verdade é que, para “tirarmos a trave” da nossa vista precisamos daquela humildade que nasce da consciência de sermos pecadores, continuamente necessitados do perdão de Deus. Só quem tem a coragem de tomar consciência da sua própria “trave”, daquilo de que precisa para se converter, poderá compreender – sem julgar e sem exagerar – as fragilidades e fraquezas, suas e dos outros.

Contudo, Jesus não nos pede para fechar os olhos e deixar andar as coisas. Ele quer que os seus seguidores se ajudem reciprocamente a progredir pelo caminho de uma vida nova. Também o apóstolo Paulo pede com insistência que nos preocupemos com os outros: corrigindo os indisciplinados, confortando os desanimados, amparando os fracos e sendo pacientes com todos[4]. Só o amor é capaz de tal serviço. Augusto Parody Reyes

Peregrinação a Santiago de Compostela 25 e 26 de Abril

ITINERÁRIO: 1º DIA (25 de Abril)| TORREIRA / PADRON / SANTIAGO Em hora e local a informar previamente, saída em direção a Espanha comparagens técnicas pelo caminho. Chegada ao fi nal da manhã a Padrón. Celebração da Eucaris a em Padrón, local ligado à história de São Tiago. Segundo a tradição, a bar ca que transportou o corpo de S. Tiago desde a Terra Santa, atracou neste local nas margens do rio Sar. A barca foi amarrada a uma pedra (padrão). Visita à igreja de São Tiago onde se encontra a laje debaixo do altar-mor. Viagem para a região das Rias Baixas. Almoço em restau rante local. De tarde, visita da Ilha de La Toja com a sua capela coberta de conchas e a sua fábrica de sabonetes. Passeio pela Ria de Arosa com degustação de mexilhão e vinho da região. Ao fi nal da tarde, chegada a San ago de Compostela. Instalação no hotel. Jantar e alojamento.

2º DIA (26 de Abril) | SANTIAGO DE COMPOSTELA / TORREIRA


Exercícios Espirituais no Vaticano, 4ª Meditação: “A segunda morte”

A Bíblia descreve a história humana como uma tensão entre a promessa da vida eterna e a realidade da morte. Israel, com sua fidelidade e infidelidade, encarna essa luta, permanecendo em busca perpétua da terra prometida. São Paulo fala do homem como um homem agonizante que vive (2 Cor 6, 9), expressando o paradoxo da existência. Entre os profetas, Ezequiel descreve esta condição na visão do vale dos ossos secos (Ez 37): Israel aparece como um cemitério a céu aberto, desprovido de vida e esperança. Deus ordena ao profeta que fale aos ossos, que se juntam e se revestem de carne, mas permanecem sem vida até que seu Espírito sopre sobre eles.

Essa visão não se refere apenas ao retorno do exílio, mas reflete a condição humana: muitas vezes existimos sem realmente viver. Os ossos secos simbolizam a “primeira morte”, a interior, que se manifesta no medo, na apatia e na perda da esperança. Foi isso que aconteceu com Adão e Eva depois do pecado: seus corpos estavam vivos, mas separados de Deus.

Somente o Espírito de Deus pode restaurar a vida autêntica. No entanto, há também uma “segunda morte”, muitas vezes entendida como condenação eterna, mas que também pode ser vista como morte biológica. Aquele que já superou a primeira morte – isto é, o medo, o egoísmo e a ilusão de controle – enfrenta a segunda sem terror. São Francisco de Assis expressa isso no Cântico do Irmão Sol, louvando quem acolhe a morte em Deus. O Apocalipse afirma que “o vencedor ficará livre da segunda morte” (Ap 2, 11): quem vive na fé e na esperança pode passar por ela sem ser esmagado por ela. A visão de Ezequiel nos ensina que a ressurreição começa agora: Deus não espera nossa morte para nos dar a vida eterna, mas a oferece já no presente, se acolhermos seu Espírito. A verdadeira pergunta é: queremos permanecer como ossos secos ou deixar-nos reanimar pela vida verdadeira?

Uma corrente universal de oração pelo Papa Francisco

A proximidade da Argentina

Várias iniciativas de oração em muitas partes do mundo que se multiplicam em vista do 12º aniversário da eleição de Bergoglio à Cátedra de Pedro: no dia 13 de março, na igreja nacional dos argentinos em Roma, dedicada a Nossa Senhora das Dores, será celebrada uma missa em ação de graças, seguindo a celebrada em 25 de fevereiro passado. Na Argentina, terra natal de Francisco, por instrução da Conferência Episcopal do país, uma oração especial pela rápida recuperação do Pontífice será realizada durante as celebrações eucarísticas de quinta-feira. 

Apoio da Espanha e da Romênia

Iniciativas de proximidade também estão sendo realizadas na Espanha: a seção nacional da Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre” oferece a possibilidade, por meio de seu site, de oferecer missas para o Bispo de Roma e rezar por sua saúde, esperando que todos possam “contribuir para a paz e a unidade com o sucessor de São Pedro”. O carinho e oração vêm da comunidade cigana de Blaj, que o Papa Francisco encontrou durante sua visita à Romênia em 2 de junho de 2019. No último sábado, foi realizado um momento de oração na igreja do bairro Lautaro, a mesma que recebeu o Pontífice seis anos atrás.

“Querido Francisco…”, desenhos e saudações dos pequenos pacientes do Hospital Menino Jesus

“Querido Papa, eu o aconselho a ler muitos livros”, sugere Eugenio. “Querido Papa, eu o aconselho a ganhar um playstation de presente”, escreve Alex. Os pequenos pacientes do Hospital Pediátrico Menino Jesus fizeram muitos desenhos com “conselhos” sobre como passar o tempo, dirigidos ao Papa Francisco, que está internado no Hospital Gemelli, em Roma, desde 14 de fevereiro. Uma das sugestões é a de se tratar junto com as crianças internadas no hospital, que fica na Colina do Janículo, de onde se avista a cúpula da Basílica de São Pedro: “Querido Francisco, venha para o nosso hospital… olha que vista linda! Também está a sua casa”, escreve Giulia, que desenhou uma janela de onde se pode ver um sol sorridente e a basílica vaticana.

Uma poesia para o Pontífice

Não apenas conselhos, mas também mensagens de proximidade para uma rápida recuperação. “Minha oração por você”, diz o desenho de Nico. E novamente, “Querido Papa Francisco, rezamos por você para que sua hospitalização seja mais leve”, escrevem a mãe Olga e o filho Alessandro. “Você e eu juntos”, em seu desenho Cláudia segura a mão do Papa. Giulia, Eugênio, Evelina, Aldo, Amélia, Sofia, Alex e Nicole, por sua vez, dedicam uma poesia ao pontífice: “O Papa no hospital nos faz sentir todos mal. Pensamos, coitadinho que está doentinho. Com carinho, dizemos a ele: “Avante, Francisco! Rezamos por você”.

Novos Ventos – 09 de Março

I Domingo da Quaresma – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste primeiro domingo da Quaresma, o evangelista São Lucas apresenta o relato das Tentações de Jesus. O deserto aqui representado é lugar de intimidade com Deus, sítio ermo onde a pessoa é capaz de ir ao mais profundo de si mesmo, mas por vezes, o deserto, pode também representar a ausência de Deus, isto é, quando o indivíduo está voltado para si mesmo e se torna incapaz de ouvir a voz interior que fala ao mais íntimo e profundo do coração. As Tentações de Jesus aqui representadas neste Evangelho expressam as tentações de cada um de nós, o ter/possuir, a riqueza e o poder. Na verdade, os bens são essenciais à vida do ser humano, mas é necessário não se preocupar apenas no alimento para o corpo, mas procurar outro tipo de alimento e que perdura, isto é, que possa saciar todo o nosso ser. Por outro lado, por vezes somos também tentados no possuir coisas materiais, embora tudo isto seja necessário é importante ter consciência que os bens servem apenas para usufruir enquanto estamos neste mundo, mas que nada levaremos connosco no dia em que deixarmos esta realidade corpórea. Por último, importa salientar que o poder exercido sem regra leva à destruição da vida humana e da nossa “casa comum”, neste momento histórico vemos que quem exerce poder não tem em vista a dignidade do ser humano, mas o poder é exercido sem regra nem limites. A liturgia de hoje recorda-nos que Deus é o Único que tem Poder e Domínio sobre a humanidade.

A leitura do Livro de Deuteronómio, traz-nos uma “confissão de fé” que os israelitas faziam quando apresentavam a Deus as primícias dos frutos da terra. Reconhecendo a ação salvadora e libertadora de Deus nas suas vidas, os crentes israelitas afirmavam a sua fé e a sua inabalável confiança no poder e no amor de Deus; constatando que tudo o que tinham provinha da generosidade e da solicitude de Deus, percebiam que só Deus é fonte de vida em abundância.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, diz-nos que a salvação é-nos dada através de Jesus. Quem acredita em Jesus e abraça a proposta de vida que Ele traz, será salvo. Os que acolhem a proposta de Jesus tornam-se membros de uma família onde “não há diferença entre judeu e grego”, pois “todos têm o mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam”.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, apresenta-nos uma catequese sobre as opções de Jesus. Ele recusou sempre as propostas e os valores que punham em causa o projeto de Deus para o mundo e para os homens. Para Jesus, os valores de Deus tiveram sempre primazia sobre os bens materiais, a sede de poder, a embriaguez oferecida pelo êxito fácil. Aos seus discípulos Jesus pede que sigam um caminho semelhante.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’». O Diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto’». Então o Diabo levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: ‘Ele dará ordens aos seus anjos a teu respeito, para que Te guardem’; e ainda: ‘Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra’». Jesus respondeu-lhe: «Está mandado: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’». Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo.

Palavra da Salvação


Palavra de vida – março

«Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que está na
tua própria vista?»
 (Lc 6,41)

Jesus desce da montanha, depois de uma noite em oração, e escolhe os seus apóstolos. Tendo chegado a um local plano, dirige-lhes um longo discurso que começa com a proclamação das Bem-Aventuranças. No texto de Lucas, ao contrário de Mateus, elas são apenas quatro e referem-se aos pobres, aos que têm fome, aos que sofrem e aos aflitos, acrescentando outras tantas advertências contra os ricos, os que estão saciados e os arrogantes[1]. Jesus faz desta predileção de Deus pelos últimos a sua missão. Na sinagoga de Nazaré[2] tinha afirmado que o Espírito do Senhor estava sobre ele e o enviava a anunciar a boa nova aos pobres, a libertação aos cativos e a liberdade aos oprimidos.

Logo a seguir, Jesus exorta os discípulos a amar até os inimigos[3]. Mensagem que tem o seu fundamento no comportamento do Pai celeste: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6,36). Este apelo é o ponto de partida para o que se segue: «Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados» (Lc 6,37). Depois, Jesus faz uma advertência usando uma imagem intencionalmente desproporcionada: Augusto Parody Reyes

Peregrinação a Santiago de Compostela 25 e 26 de Abril

ITINERÁRIO: 1º DIA (25 de Abril)| TORREIRA / PADRON / SANTIAGO Em hora e local a informar previamente, saída em direção a Espanha comparagens técnicas pelo caminho. Chegada ao fi nal da manhã a Padrón. Celebração da Eucaris a em Padrón, local ligado à história de São Tiago. Segundo a tradição, a bar ca que transportou o corpo de S. Tiago desde a Terra Santa, atracou neste local nas margens do rio Sar. A barca foi amarrada a uma pedra (padrão). Visita à igreja de São Tiago onde se encontra a laje debaixo do altar-mor. Viagem para a região das Rias Baixas. Almoço em restau rante local. De tarde, visita da Ilha de La Toja com a sua capela coberta de conchas e a sua fábrica de sabonetes. Passeio pela Ria de Arosa com degustação de mexilhão e vinho da região. Ao fi nal da tarde, chegada a San ago de Compostela. Instalação no hotel. Jantar e alojamento.

2º DIA (26 de Abril) | SANTIAGO DE COMPOSTELA / TORREIRA


Jubileu do Voluntariado: 25 mil fiéis de 100 países neste final de semana em Roma

Cerca de 25 mil  peregrinos, provenientes de mais de 100 países de todo o mundo, se reunirão em Roma neste final de semana, 8 e 9 de março, para participar do quinto dos grandes eventos do Jubileu, aquele dedicado ao Mundo do Voluntariado. Entre eles, para citar apenas os mais representados, quase 15 mil voluntários são da própria Itália, sendo 5 mil dos grupos das Misericórdias, 4 mil da Proteção Civil e 800 da Caritas. Outros 124 virão da Espanha, 123 dos Estados Unidos, 85 do Brasil, e numerosos grupos também estarão presentes da Polônia, Argentina, México, Colômbia e também haverá representantes de países como Austrália, Chile, Equador e Índia.

Diálogos, encontros, iniciativas

No sábado, 8 de março, os peregrinos, que representarão em Roma muitas associações, grupos e organizações voluntárias de todo o mundo, terão a oportunidade de vivenciar, entre 8h e 17h, a peregrinação à Porta Santa da Basílica São Pedro e a oportunidade de receber o Sacramento da Reconciliação nas igrejas do Jubileu. Das 15h às 18h, serão realizados os “Diálogos com a Cidade”, encontros culturais, artísticos e espirituais em várias praças de Roma. Na Piazza Risorgimento, a fundação Focsiv irá propor atividades de conscientização sobre o trabalho voluntário e vai animar a praça com seus voluntários, envolvendo adultos e crianças. Também o Movimento pela Vida, na Piazza dell’Oro, na área externa da Basílica de San Giovanni Battista dei Fiorentini, apresentará suas iniciativas com atividades de entretenimento para as crianças, envolvendo os presentes com o testemunho de algumas mães. Dentro da Basílica de San Salvatore in Lauro, a Proteção Civil irá divulgar o serviço que realiza nas cidades italianas, e as Misericórdias, fora da mesma Basílica, oferecerão serviços de saúde preventiva.

Papa: as cinzas recordam-nos a esperança a que somos chamados

Expostos às “poeiras finas” que poluem o mundo

Segundo o Papa, “é preciso conservar a memória. Recebemos as cinzas inclinando a cabeça, como que para nos olharmos a nós mesmos, para nos olharmos por dentro. As cinzas ajudam-nos a fazer memória da fragilidade e da insignificância da nossa vida: somos pó, fomos criados do pó e voltaremos ao pó”.

“Feitos de cinzas e de terra, tocamos a fragilidade ao experimentarmos a doença, a pobreza, o sofrimento que, por vezes, se abate inesperadamente sobre nós e sobre as nossas famílias. Percebemos que somos frágeis também quando, na vida social e política do nosso tempo, nos encontramos expostos às “poeiras finas” que poluem o mundo: a contraposição ideológica, a lógica da prevaricação, o regresso de velhas ideologias identitárias que teorizam a exclusão dos outros, a exploração dos recursos da terra, a violência nas suas diversas formas, a guerra entre os povos. Tudo isto são “poeiras tóxicas” que turvam o ar do nosso planeta e impedem a coexistência pacífica, enquanto a incerteza e o medo do futuro crescem dentro de nós todos os dias.”

Quaresma, convite a reavivar em nós a esperança

“Esta condição de fragilidade lembra o drama da morte, que nas nossas sociedades da aparência tentamos exorcizar de muitas maneiras e até apartar da nossa linguagem, mas que se impõe como uma realidade que temos de levar em consideração, como um sinal da precariedade e da transitoriedade de nossas vidas”, recorda o Papa. “Assim, apesar das máscaras que usamos e dos artifícios criados muitas vezes habilmente para nos distrair, as cinzas recordam-nos quem somos e isto nos faz-nos”, escreve Francisco.

O Papa recorda no texto que a Quaresma é “um convite a reavivar em nós a esperança. Se recebemos as cinzas com a cabeça inclinada para reavivar a memória do que somos, o tempo quaresmal não quer deixar-nos de cabeça baixa, antes pelo contrário, exorta-nos a levantar a cabeça para Aquele que se ergue das profundezas da morte, levando-nos também das cinzas do pecado e da morte para a glória da vida eterna”.

“As cinzas recordam-nos então a esperança a que somos chamados, porque Jesus, o Filho de Deus, misturou-se com o pó da terra, elevando-o ao céu. Ele desceu às profundezas do pó, morrendo por nós e reconciliando-nos com o Pai, como ouvimos ao apóstolo Paulo: «Aquele que não havia conhecido o pecado, Deus o fez pecado por nós».”

Esmola, oração e jejum

“Irmãos e irmãs, com as cinzas sobre a cabeça, caminhamos em direção à esperança da Páscoa”, escreve o Papa. “Convertamo-nos a Deus, voltemos a Ele com todo o coração, coloquemo-Lo de novo no centro da nossa vida, para que a memória do que somos – frágeis e mortais como cinza lançada ao vento – seja finalmente iluminada pela esperança do Ressuscitado.”

Novos Ventos – 02 de Março

VIII Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste oitavo domingo do Tempo Comum o evangelista São Lucas salienta que nenhuma pessoa que anda por caminho errantes e que levam à perdição é capaz de orientar e ajudar outro a caminhar para a luz para o caminho da justiça e do amor. Jesus dirigindo a palavra aos seus discípulos disse a seguinte mensagem “Que todo o discípulo perfeito deverá imitar o exemplo e a vida do mestre”. Depois, adverte os discípulos que não devem ser ávidos a ver os defeitos dos outros e não ser capazes de analisar os próprios defeitos, dando o conselho de tirar primeiro a cegueira dos nossos olhos, isto é, tudo aquilo que nos impede de caminhar para a perfeição de vida cristã e só depois então ajudar os outros a percorrer esse caminho que nos leva à verdadeira e plena felicidade, que não consiste nas coisas fúteis nem nos bens materiais, mas consiste num estado de intima e profunda comunhão com Deus. Por último, desafia a cada um retirar do seu coração «tudo» aquilo que é velho e que corrompe o coração, para que reine apenas o bem e tudo aquilo que possa edificar de forma a que possa construir comunidades comprometidas com Deus e uns com os outros.

A leitura do Livro de Bem – Sirá, na mesma linha, oferece-nos um conselho muito prático, mas também muito sábio: não julguemos as pessoas pela primeira impressão, pela forma como se apresentam ou pelas atitudes mais ou menos exuberantes que exibem: deixemo-las falar, escutemos o que dizem, pois as palavras revelam, mais tarde ou mais cedo, a verdade ou a mentira que há em cada coração.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, traz-nos a conclusão de uma catequese de Paulo de Tarso sobre a ressurreição dos mortos. É uma temática substancialmente diferente da que aparece nas outras duas leituras deste domingo. Podemos, no entanto, dizer que a ressurreição, a vida plena, é a meta final do caminho para aqueles que se deixam guiar por Jesus e que vivem de acordo com o seu Evangelho.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus põe os seus discípulos de sobreaviso contra os “guias cegos”, arrogantes e prepotentes, sedentos de protagonismo, cujo interesse está nos seus projetos pessoais e não no bem dos seus irmãos. Os caminhos que eles apontam não levam à vida. Os discípulos poderão detetar esses “falsos mestres” pelas suas ações e pelas suas palavras, que acabam por revelar os interesses inconfessáveis que escondem no coração. Se as propostas que nos apresentam não estão em linha com as propostas de Jesus, esses “guias” não devem ser escutados.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola: «Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova? O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre. Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’, se tu não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão. Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração». Palavra da Salvação


Palavra de vida – fevereiro

“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5,21)

É esta a experiência de Antía, que participa no grupo de artes performativas Mosaico, nascido na Espanha, em 2017, como Gen Rosso Local Project. Este grupo é composto por jovens espanhóis que, através da sua arte e Workshops, partilham a sua experiência de fraternidade. Antía conta-nos: «É a ligação com os meus valores: um mundo fraterno, onde cada um (mesmo os mais jovens, inexperientes, vulneráveis…) dá o seu próprio contributo para este projeto. Mosaico faz-me acreditar que um mundo mais unido não é uma utopia, apesar das dificuldades e do trabalho duro que comporta. Cresci neste trabalho em grupo, com um diálogo que, por vezes, pode parecer demasiado frontal e que obriga muitas vezes a renunciar às minhas ideias que eu considerava as melhores. E o resultado é que “o bem” é construído pedaço a pedaço juntos, por todos nós»[7]. Patrizia Mazzola


O Papa: em Jesus Cristo somos conservados na esperança que não engana

Quaresma enriquecida pela graça do Ano Jubilar

“Nesta Quaresma, enriquecida pela graça do Ano Jubilar”, o Papa oferece algumas reflexões sobre “o que significa caminhar juntos na esperança“e evidencia “os apelos à conversão que a misericórdia de Deus dirige a todos nós, enquanto indivíduos e comunidades”. Em primeiro lugar, caminhar. “O lema do Jubileu – “Peregrinos de Esperança” – traz à mente a longa travessia do povo de Israel em direção à Terra Prometida, narrada no livro do Êxodo: a difícil passagem da escravidão para a liberdade, desejada e guiada pelo Senhor, que ama o seu povo e sempre lhe é fiel. Não podemos recordar o êxodo bíblico sem pensar em tantos irmãos e irmãs que, hoje, fogem de situações de miséria e violência e vão à procura de uma vida melhor para si e para seus entes queridos”. De acordo com Francisco, “aqui, surge um primeiro apelo à conversão, porque todos nós somos peregrinos na vida, mas cada um pode perguntar-se: como me deixo interpelar por esta condição? Estou realmente a caminho ou estou paralisado, estático, com medo e sem esperança, acomodado na minha zona de conforto? Busco caminhos de libertação das situações de pecado e falta de dignidade? Seria um bom exercício quaresmal confrontar-nos com a realidade concreta de algum migrante ou peregrino e deixar que ela nos interpele, a fim de descobrir o que Deus pede de nós para sermos melhores viajantes rumo à casa do Pai. Esse é um bom “exame” para o viandante”.

Caminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja “Em segundo lugar, façamos esta viagem juntosCaminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja. Os cristãos são chamados a percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos”, ressalta o Pontífice. “Caminhar juntos significa ser tecelões de unidade, partindo da nossa dignidade comum de filhos de Deus; significa caminhar lado a lado, sem pisar ou subjugar o outro, sem alimentar invejas ou hipocrisias, sem deixar que ninguém fique para trás ou se sinta excluído. Sigamos na mesma direção

Papa no Gemelli: condições continuam críticas, mas estáveis

“Caro Santo Padre, aqui de Gaza somos aqueles que estavam na missa de hoje. Está muito, muito frio, mas queremos lhe mostrar a nossa gratidão, a nossa proximidade, a nossa oração. O mundo inteiro está rezando pelo senhor e é muito grato, e todos nós desejamos a sua saúde”.

Proximidade com o Papa

Envoltos em suas jaquetas e cachecóis, alinhados em frente ao altar sob o afresco da Sagrada Família que dá nome à igreja, os paroquianos de Gaza enviaram um vídeo de menos de 40 segundos ao Papa para desejar-lhe uma rápida recuperação e assegurar-lhe suas orações durante esse período difícil de sua hospitalização em Gemelli. Como, por outro lado, o pároco Gabriel Romanelli e seu povo, abrigados entre a paróquia e o colégio, poderiam não estar próximos do Papa que, desde o início da guerra, sem nunca perder um compromisso, telefonou todas as noites às 19h? Videochamadas de menos de um minuto para saber sobre a saúde, as condições de vida, o que eles comeram naquele dia, para brincar com as crianças e enviar sua bênção, às vezes até em árabe.

“Desejamos-lhe boa saúde”

“Muito obrigado, nós lhe desejamos boa saúde, rezamos pelo senhor o tempo todo”, ouve-se no vídeo um idoso de Gaza. Ao lado dele, mulheres, crianças, Irmãs Missionárias da Caridade. Todos juntos concluem em coro: ‘Deus a abençoe o tempo todo. Shukran, shukran!”.

Encontro fixo

Mesmo de seu quarto no Hospital Gemelli, Francisco telefonou para o pároco e seu assistente, padre Yusuf Asad, ambos sacerdotes do Verbo Encarnado, durante os primeiros dias de sua hospitalização. Nos dois primeiros dias de sua hospitalização – apesar das dificuldades de saúde e do apagão em toda a Cidade de Gaza – houve até mesmo duas videochamadas que o Papa fez pelo smartphone de um dos poucos colaboradores da equipe admitidos no décimo andar. Nos últimos dias, o Pontífice, também devido à piora de seu estado de saúde – que, segundo um dos boletins dos dias passados do Vaticano, apresentou uma “leve melhora” – não conseguiu manter o compromisso com seus amigos gazawis. Ele o fez na segunda-feira, conforme relatado pelo Escritório de Imprensa do Vaticano, telefonando para a Sagrada Família à noite. E precisamente para agradecer-lhes pelo vídeo que havia recebido.