IV Domingo da Páscoa – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste IV Domingo de Páscoa celebramos o domingo do Bom Pastor. Jesus é apresentado como o verdadeiro Bom Pastor que deu a Vida pelo seu rebanho. Contudo, a liberdade dada ao homem levou-o a seguir outros caminhos e a transviar-se dessa plena felicidade. O próprio Jesus sentiu na própria carne a rejeição e o abandono de tantos que O atraiçoaram, tantos que no caminho do Calvário Lhe viraram as costas, mas ELE o Bom Pastor ofereceu a Sua Vida por cada um de nós. Ao longo da história da Igreja vemos tantos homens e mulheres que procuraram seguir os passos de Cristo de forma radical e também eles foram incompreendidos pela sociedade do seu tempo, muitas vezes, injuriados, maltratados e até perseguidos por aqueles que estão dentro da própria Igreja, porque aquilo que diziam eram contrários ao pensamento do mundo; por exemplo São Francisco de Assis, Santo Padre Pio de Pietrelcina, Papa Bento XVI, Papa Francisco, etc. Ainda hoje assistimos uma forte perseguição à Igreja, pessoas empenhadas dentro da Igreja e aqueles que vivem à margem, isto é, que estão fora; assistimos constantemente a factos como estes caluniar ou não estar em comunhão com o Sumo Pontífice, só porque a nossa linha de pensamento não se enquadra com o caminho sinodal, ou simplesmente pela tentativa de maior comunhão e unidade entre as igrejas. Todavia, a figura de Pedro, por sucessão Apostólica é representado pelo Papa que exerce o poder de ligar e desligar e nós continuamos ainda hoje a perseguir a Igreja de Cristo. Como vivo eu esta comunhão com a Igreja? Serei também eu destas ovelhas tresmalhadas que não estão em comunhão com o Papa? Neste domingo do Bom Pastor, sou desafiado a rezar pelo Papa Leão XIV, pelo colégio cardinalício, pelos nossos bispos e pelos nossos párocos.
A leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos, fala-nos de pessoas que assumem atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) apresenta. De um lado estão “ovelhas” comodamente instaladas nas suas certezas, no seu orgulho, nas suas velhas seguranças, na sua autossuficiência, que recusam pertencer ao rebanho de Jesus; de outro, estão ovelhas interessadas em escutar a voz de Jesus e dispostas a segui-l’O até às pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta.
A leitura do Livro do Apocalipse, mostra-nos o reencontro final de Jesus com as suas ovelhas. Aquelas ovelhas que escutaram a voz de Jesus e O seguiram, venceram a injustiça, a violência e a morte. No final do seu caminho na terra, reencontraram Jesus, o Bom Pastor; com Ele acederão eternamente às fontes da água viva.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, apresenta Cristo como o Pastor bom e verdadeiro, que ama as suas ovelhas e que conhece cada uma delas. Aqueles e aquelas que querem fazer parte do rebanho de Jesus, devem escutar as suas indicações, acolher as suas propostas, dispor-se a segui-l’O. Jesus conduzi-las-á onde há vida verdadeira e nunca permitirá que as suas ovelhas – essas ovelhas a quem Ele tanto quer – lhe sejam roubadas.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus: «As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos, e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só». Palavra da Salvação

Conclave, eis como se elege o Papa
A distribuição das cédulas
Preparadas e distribuídas as cédulas pelos cerimoniários (pelo menos duas ou três para cada cardeal eleitor), o último cardeal diácono sorteia, entre todos os cardeais eleitores, três escrutinadores, três encarregados de coletar os votos dos enfermos (infirmarii) e três revisores. Se nesse sorteio forem sorteados os nomes dos cardeais eleitores que, devido a enfermidade ou outro motivo, não puderem desempenhar essas funções, os nomes de outros cardeais serão sorteados em seu lugar. Essa é a fase de pré-escrutínio. Antes que os eleitores comecem a escrever, o secretário do Colégio de cardeais, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e os cerimoniários devem deixar a Capela Sistina, depois o último cardeal diácono fecha a porta, abrindo-a e fechando-a quantas vezes forem necessárias, como quando os infirmarii saem para coletar os votos dos enfermos e retornam à Capela.
O escrutínio
Após todos os eleitores terem colocado suas cédulas na urna, o primeiro escrutinador sacode a urna várias vezes para embaralhar as cédulas e, imediatamente depois, o último escrutinador procede à contagem das cédulas, retirando-as visivelmente uma a uma da urna e colocando-as em outro recipiente vazio. Se o número de cédulas não corresponder ao número de eleitores, todas elas deverão ser queimadas e uma segunda votação deverá ser realizada imediatamente. Se, ao invés, corresponder ao número de eleitores, segue-se a contagem. Os três escrutinadores sentam-se em uma mesa em frente ao altar: o primeiro pega uma cédula, abre-a, observa o nome do eleito e a passa para o segundo, que, depois de verificar o nome do eleito, a passa para o terceiro, que a lê em voz alta – para que todos os eleitores presentes possam marcar o voto em uma folha reservada para isso – e anota o nome lido. Se, durante a apuração, os escrutinadores encontrarem duas cédulas dobradas de modo que pareçam ter sido preenchidas por um único eleitor, se elas tiverem o mesmo nome, serão contadas como um único voto; se, ao invés, tiverem dois nomes diferentes, nenhum dos votos será válido, mas em nenhum dos casos a votação será anulada. Quando a contagem das cédulas termina, os escrutinadores somam os votos obtidos pelos vários nomes e os anotam em uma folha de papel separada. O último dos escrutinadores, na medida em que lê as cédulas, perfura-as com uma agulha no ponto em que a palavra Eligo está localizada e as insere em uma linha, para que possam ser preservadas com mais segurança. Quando a leitura dos nomes é concluída, as pontas da linha são amarradas com um nó e as cédulas são colocadas em um recipiente ou em um dos lados da mesa. A este ponto, os votos são contados e, depois de conferidos, as cédulas são queimadas em um fogão de ferro fundido usado pela primeira vez durante o Conclave de 1939. Um segundo fogão, de 2005, conectado, é usado para os produtos químicos que devem dar a cor preta no caso de não eleição e branca no caso de eleição. São necessários pelo menos 2/3 (dois terços) dos votos para eleger o Romano Pontífice. No caso específico do Conclave que começará na quarta-feira, 7 de maio, serão necessários 89 votos para eleger o Papa, sendo que o número de cardeais eleitores é 133.
Votações
As votações são feitas todos os dias, duas vezes pela manhã e duas vezes à tarde, e se os cardeais eleitores tiverem dificuldade em chegar a um acordo sobre a pessoa a ser eleita, após três dias sem resultado, as votações são suspensas por no máximo um dia, para uma pausa de oração, discussão livre entre os eleitores e uma breve exortação espiritual, feita pelo primeiro cardeal da ordem dos diáconos. A votação é então retomada. Depois de sete escrutínios, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, feita pelo cardeal primeiro da ordem dos presbíteros.

Palavra de vida (Maio 2025)
«Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo». (Jo 21,17)
Contudo, Pedro reconhece que tinha traído Jesus e essa trágica experiência não lhe permitia responder de forma direta e afirmativa à pergunta de Jesus. Responde com humildade: “Tu sabes que Te amo”. Durante todo o diálogo, Jesus não censura Pedro por O ter negado, não se detém a sublinhar o erro. Chega até ele descendo ao plano das suas possibilidades, leva-o ao centro da sua ferida, para a sarar com a Sua amizade. A única coisa que lhe pede é reconstruir o relacionamento entre eles, na confiança recíproca. E de Pedro brota uma resposta que é um ato de reconhecimento da sua própria fraqueza e, ao mesmo tempo, de confiança ilimitada no amor acolhedor do seu Mestre e Senhor: Letizia Magri


Pensamentos e emoções da Praça São Pedro: Leão XIV, “com ele sonhamos a paz”
Novo Papa, nova paz
Yona Tukuser é uma pintora nascida numa pequena aldeia na Bulgária e criada entre os ventos do Leste. Vive na Ucrânia há anos e, desde setembro, está em Roma, curadora de uma exposição sobre a fome que marcou a antiga União Soviética no pós-Segunda Guerra Mundial. Ela falou à mídia vaticana sobre um conflito que a impele todos os dias, desde 25 de abril, a ir à Praça São Pedro com um cartaz com a frase “Esperança pela paz”. Três palavras que condensam, em meio ao Jubileu da Esperança, o sentido de grande parte do pontificado do Papa Francisco, que nunca transcurou os lugares e as pessoas martirizadas pelas armas. “Avante”, costumava repetir o Pontífice. O tempo passa, avança sem se deixar abater. Enquanto Yona falava, ouviu-se um grito que se tornou coro. A fumaça branca. “Novo Papa, temos um novo Papa. Temos paz!” Yona ergueu os olhos, imediatamente cheios de lágrimas. Depois, abraços e sorrisos. Chorou de alegria, de esperança: lágrimas que não conhecem nação. “Nos últimos dias, vieram conversar comigo pessoas de Israel, da Rússia… todos falam de uma só coisa: paz”, disse ela, tremendo. “Tenho certeza: este será o Papa do diálogo, da reconciliação entre as religiões. O Papa da paz.”
O sonho de um pai
O Papa Francisco disse muitas vezes de “sonhar” com a paz. Um horizonte partilhado por um casal de jovens pais, Juan e Aisha, para sua pequena Sieg, de apenas nove meses e com um grande laço branco na cabeça. Eles são originários de Chicago e estiveram presentes na Praça São Pedro na noite anterior. Voltaram na tarde de quinta-feira. “O que esperamos dele? A paz. Para ela, sobretudo”, disse Juan, apontando para a menina que dormia, em paz, nos braços reconfortantes da mãe. Uma mensagem que parece uma profecia, quando o nome de Prevost foi anunciado como o novo Papa, nascido em Chicago.
Um Papa avô
Da capital do Estado estadunidense de Illinois também veio Mary Ann Ahern, correspondente da seção local da emissora NBC, cercada por compatriotas. “Ok, uau… Isso é como o Coachella para os católicos?” “Ok, uau, isso é como o Coachella para católicos.” Foi o que disse sorrindo Cassidy, com uma bolsa tiracolo e sotaque estadunidense, estudante de passagem por Roma por um semestre. Ela perguntou ironicamente à sua conterrânea se isso não é tipo um festival para os católicos, referindo-se ao grande evento musical realizado recentemente na Califórnia. O entusiasmo na praça lembrou a ela as vibrações do famoso evento artístico, mas desta vez não há luzes de neon nem guitarras elétricas. Apenas silêncio, depois alegria. Depois, expectativa. Ela abriu o aplicativo para anotações, gravou um áudio para uma futura redação para a universidade. Ela não é praticante, disse, mas hoje algo lhe tocou. “Sério? Ele me lembra um pouco o meu avô. Acho que estou um pouco emocionada agora.” “Preciso ser sincera? Ele me lembra um pouco o meu avô. Estou emocionada. “No final das contas, talvez esta seja a notícia: a espiritualidade que se reacende numa voz jovem, a imagem de um avô que se torna guia, a paz que se veste de branco e atravessa culturas. Na tarde de quinta-feira, na Praça São Pedro, o mundo ouviu apenas uma palavra e a entendeu em todas as línguas.
A caminho da salvação
Irmã Agata e a irmã Mary são religiosas ursulinas nascidas na Indonésia, mas residentes em Roma há cinco anos: “Rezamos pelo novo Papa como sempre fizemos por Bergoglio, sabemos que, guiados pelo Espírito Santo, ele iluminará a Igreja como seus predecessores”, disseram emocionadas. Kristina, de Munique, junto com sua companheira de peregrinação Bertha, lembrou-se do Papa Ratzinger: “Ele nos ensinou muito e tenho certeza de que Leão XIV também nos mostrará o caminho da salvação, assim como Bento XVI, com o espírito de um ‘humilde trabalhador na vinha do Senhor'”.













