Novos Ventos – 11 de Maio

IV Domingo da Páscoa – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste IV Domingo de Páscoa celebramos o domingo do Bom Pastor. Jesus é apresentado como o verdadeiro Bom Pastor que deu a Vida pelo seu rebanho. Contudo, a liberdade dada ao homem levou-o a seguir outros caminhos e a transviar-se dessa plena felicidade. O próprio Jesus sentiu na própria carne a rejeição e o abandono de tantos que O atraiçoaram, tantos que no caminho do Calvário Lhe viraram as costas, mas ELE o Bom Pastor ofereceu a Sua Vida por cada um de nós. Ao longo da história da Igreja vemos tantos homens e mulheres que procuraram seguir os passos de Cristo de forma radical e também eles foram incompreendidos pela sociedade do seu tempo, muitas vezes, injuriados, maltratados e até perseguidos por aqueles que estão dentro da própria Igreja, porque aquilo que diziam eram contrários ao pensamento do mundo; por exemplo São Francisco de Assis, Santo Padre Pio de Pietrelcina, Papa Bento XVI, Papa Francisco, etc. Ainda hoje assistimos uma forte perseguição à Igreja, pessoas empenhadas dentro da Igreja e aqueles que vivem à margem, isto é, que estão fora; assistimos constantemente a factos como estes caluniar ou não estar em comunhão com o Sumo Pontífice, só porque a nossa linha de pensamento não se enquadra com o caminho sinodal, ou simplesmente pela tentativa de maior comunhão e unidade entre as igrejas. Todavia, a figura de Pedro, por sucessão Apostólica é representado pelo Papa que exerce o poder de ligar e desligar e nós continuamos ainda hoje a perseguir a Igreja de Cristo. Como vivo eu esta comunhão com a Igreja? Serei também eu destas ovelhas tresmalhadas que não estão em comunhão com o Papa? Neste domingo do Bom Pastor, sou desafiado a rezar pelo Papa Leão XIV, pelo colégio cardinalício, pelos nossos bispos e pelos nossos párocos.  

A leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos, fala-nos de pessoas que assumem atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) apresenta. De um lado estão “ovelhas” comodamente instaladas nas suas certezas, no seu orgulho, nas suas velhas seguranças, na sua autossuficiência, que recusam pertencer ao rebanho de Jesus; de outro, estão ovelhas interessadas em escutar a voz de Jesus e dispostas a segui-l’O até às pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta.

A leitura do Livro do Apocalipse, mostra-nos o reencontro final de Jesus com as suas ovelhas. Aquelas ovelhas que escutaram a voz de Jesus e O seguiram, venceram a injustiça, a violência e a morte. No final do seu caminho na terra, reencontraram Jesus, o Bom Pastor; com Ele acederão eternamente às fontes da água viva.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, apresenta Cristo como o Pastor bom e verdadeiro, que ama as suas ovelhas e que conhece cada uma delas. Aqueles e aquelas que querem fazer parte do rebanho de Jesus, devem escutar as suas indicações, acolher as suas propostas, dispor-se a segui-l’O. Jesus conduzi-las-á onde há vida verdadeira e nunca permitirá que as suas ovelhas – essas ovelhas a quem Ele tanto quer – lhe sejam roubadas.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus: «As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos, e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só». Palavra da Salvação


Conclave, eis como se elege o Papa

A distribuição das cédulas

Preparadas e distribuídas as cédulas pelos cerimoniários (pelo menos duas ou três para cada cardeal eleitor), o último cardeal diácono sorteia, entre todos os cardeais eleitores, três escrutinadores, três encarregados de coletar os votos dos enfermos (infirmarii) e três revisores. Se nesse sorteio forem sorteados os nomes dos cardeais eleitores que, devido a enfermidade ou outro motivo, não puderem desempenhar essas funções, os nomes de outros cardeais serão sorteados em seu lugar. Essa é a fase de pré-escrutínio. Antes que os eleitores comecem a escrever, o secretário do Colégio de cardeais, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e os cerimoniários devem deixar a Capela Sistina, depois o último cardeal diácono fecha a porta, abrindo-a e fechando-a quantas vezes forem necessárias, como quando os infirmarii saem para coletar os votos dos enfermos e retornam à Capela.

O escrutínio

Após todos os eleitores terem colocado suas cédulas na urna, o primeiro escrutinador sacode a urna várias vezes para embaralhar as cédulas e, imediatamente depois, o último escrutinador procede à contagem das cédulas, retirando-as visivelmente uma a uma da urna e colocando-as em outro recipiente vazio. Se o número de cédulas não corresponder ao número de eleitores, todas elas deverão ser queimadas e uma segunda votação deverá ser realizada imediatamente. Se, ao invés, corresponder ao número de eleitores, segue-se a contagem. Os três escrutinadores sentam-se em uma mesa em frente ao altar: o primeiro pega uma cédula, abre-a, observa o nome do eleito e a passa para o segundo, que, depois de verificar o nome do eleito, a passa para o terceiro, que a lê em voz alta – para que todos os eleitores presentes possam marcar o voto em uma folha reservada para isso – e anota o nome lido. Se, durante a apuração, os escrutinadores encontrarem duas cédulas dobradas de modo que pareçam ter sido preenchidas por um único eleitor, se elas tiverem o mesmo nome, serão contadas como um único voto; se, ao invés, tiverem dois nomes diferentes, nenhum dos votos será válido, mas em nenhum dos casos a votação será anulada. Quando a contagem das cédulas termina, os escrutinadores somam os votos obtidos pelos vários nomes e os anotam em uma folha de papel separada. O último dos escrutinadores, na medida em que lê as cédulas, perfura-as com uma agulha no ponto em que a palavra Eligo está localizada e as insere em uma linha, para que possam ser preservadas com mais segurança. Quando a leitura dos nomes é concluída, as pontas da linha são amarradas com um nó e as cédulas são colocadas em um recipiente ou em um dos lados da mesa. A este ponto, os votos são contados e, depois de conferidos, as cédulas são queimadas em um fogão de ferro fundido usado pela primeira vez durante o Conclave de 1939. Um segundo fogão, de 2005, conectado, é usado para os produtos químicos que devem dar a cor preta no caso de não eleição e branca no caso de eleição. São necessários pelo menos 2/3 (dois terços) dos votos para eleger o Romano Pontífice. No caso específico do Conclave que começará na quarta-feira, 7 de maio, serão necessários 89 votos para eleger o Papa, sendo que o número de cardeais eleitores é 133.

Votações

As votações são feitas todos os dias, duas vezes pela manhã e duas vezes à tarde, e se os cardeais eleitores tiverem dificuldade em chegar a um acordo sobre a pessoa a ser eleita, após três dias sem resultado, as votações são suspensas por no máximo um dia, para uma pausa de oração, discussão livre entre os eleitores e uma breve exortação espiritual, feita pelo primeiro cardeal da ordem dos diáconos. A votação é então retomada. Depois de sete escrutínios, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, feita pelo cardeal primeiro da ordem dos presbíteros.


Palavra de vida (Maio 2025)

«Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo». (Jo 21,17)

Contudo, Pedro reconhece que tinha traído Jesus e essa trágica experiência não lhe permitia responder de forma direta e afirmativa à pergunta de Jesus. Responde com humildade: “Tu sabes que Te amo”. Durante todo o diálogo, Jesus não censura Pedro por O ter negado, não se detém a sublinhar o erro. Chega até ele descendo ao plano das suas possibilidades, leva-o ao centro da sua ferida, para a sarar com a Sua amizade. A única coisa que lhe pede é reconstruir o relacionamento entre eles, na confiança recíproca. E de Pedro brota uma resposta que é um ato de reconhecimento da sua própria fraqueza e, ao mesmo tempo, de confiança ilimitada no amor acolhedor do seu Mestre e Senhor: Letizia Magri

Pensamentos e emoções da Praça São Pedro: Leão XIV, “com ele sonhamos a paz”

Novo Papa, nova paz

Yona Tukuser é uma pintora nascida numa pequena aldeia na Bulgária e criada entre os ventos do Leste. Vive na Ucrânia há anos e, desde setembro, está em Roma, curadora de uma exposição sobre a fome que marcou a antiga União Soviética no pós-Segunda Guerra Mundial. Ela falou à mídia vaticana sobre um conflito que a impele todos os dias, desde 25 de abril, a ir à Praça São Pedro com um cartaz com a frase “Esperança pela paz”. Três palavras que condensam, em meio ao Jubileu da Esperança, o sentido de grande parte do pontificado do Papa Francisco, que nunca transcurou os lugares e as pessoas martirizadas pelas armas. “Avante”, costumava repetir o Pontífice. O tempo passa, avança sem se deixar abater. Enquanto Yona falava, ouviu-se um grito que se tornou coro. A fumaça branca. “Novo Papa, temos um novo Papa. Temos paz!” Yona ergueu os olhos, imediatamente cheios de lágrimas. Depois, abraços e sorrisos. Chorou de alegria, de esperança: lágrimas que não conhecem nação. “Nos últimos dias, vieram conversar comigo pessoas de Israel, da Rússia… todos falam de uma só coisa: paz”, disse ela, tremendo. “Tenho certeza: este será o Papa do diálogo, da reconciliação entre as religiões. O Papa da paz.”

O sonho de um pai

O Papa Francisco disse muitas vezes de “sonhar” com a paz. Um horizonte partilhado por um casal de jovens pais, Juan e Aisha, para sua pequena Sieg, de apenas nove meses e com um grande laço branco na cabeça. Eles são originários de Chicago e estiveram presentes na Praça São Pedro na noite anterior. Voltaram na tarde de quinta-feira. “O que esperamos dele? A paz. Para ela, sobretudo”, disse Juan, apontando para a menina que dormia, em paz, nos braços reconfortantes da mãe. Uma mensagem que parece uma profecia, quando o nome de Prevost foi anunciado como o novo Papa, nascido em Chicago.

Um Papa avô

Da capital do Estado estadunidense de Illinois também veio Mary Ann Ahern, correspondente da seção local da emissora NBC, cercada por compatriotas. “Ok, uau… Isso é como o Coachella para os católicos?” “Ok, uau, isso é como o Coachella para católicos.” Foi o que disse sorrindo Cassidy, com uma bolsa tiracolo e sotaque estadunidense, estudante de passagem por Roma por um semestre. Ela perguntou ironicamente à sua conterrânea se isso não é tipo um festival para os católicos, referindo-se ao grande evento musical realizado recentemente na Califórnia. O entusiasmo na praça lembrou a ela as vibrações do famoso evento artístico, mas desta vez não há luzes de neon nem guitarras elétricas. Apenas silêncio, depois alegria. Depois, expectativa. Ela abriu o aplicativo para anotações, gravou um áudio para uma futura redação para a universidade. Ela não é praticante, disse, mas hoje algo lhe tocou. “Sério? Ele me lembra um pouco o meu avô. Acho que estou um pouco emocionada agora.” “Preciso ser sincera? Ele me lembra um pouco o meu avô. Estou emocionada. “No final das contas, talvez esta seja a notícia: a espiritualidade que se reacende numa voz jovem, a imagem de um avô que se torna guia, a paz que se veste de branco e atravessa culturas. Na tarde de quinta-feira, na Praça São Pedro, o mundo ouviu apenas uma palavra e a entendeu em todas as línguas.

A caminho da salvação

Irmã Agata e a irmã Mary são religiosas ursulinas nascidas na Indonésia, mas residentes em Roma há cinco anos: “Rezamos pelo novo Papa como sempre fizemos por Bergoglio, sabemos que, guiados pelo Espírito Santo, ele iluminará a Igreja como seus predecessores”, disseram emocionadas. Kristina, de Munique, junto com sua companheira de peregrinação Bertha, lembrou-se do Papa Ratzinger: “Ele nos ensinou muito e tenho certeza de que Leão XIV também nos mostrará o caminho da salvação, assim como Bento XVI, com o espírito de um ‘humilde trabalhador na vinha do Senhor'”.

Novos Ventos – 04 de Maio

III Domingo da Páscoa – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste III Domingo de Páscoa o evangelista São João salienta a dificuldade que os discípulos tiveram em reconhecer o Senhor Ressuscitado. O Evangelho de hoje põe em evidência três pontos que nos permite fazer uma breve reflexão: o primeiro ponto consiste em retomar as funções anteriores, isto é, talvez desacreditados na fé em Jesus Cristo voltam a retomar a atividade profissional «pois eram pescadores», contudo, depois de uma noite de insucessos porque não tinham pescado nada, Jesus apresenta-se na margem e questiona se eles tinham alguma coisa para comer. Diante de tal frustração o Mestre desafia-os a lançar as redes para o lado direito do barco; ora esse «Lado Direito», podemos deduzir que é o «Lado Aberto» perfurado pela lança do soldado e de lá surge abundância dos Sacramentos. Outra curiosidade mesmo diante de todas estas manifestações Pedro ainda não é capaz de O reconhecer é necessário outros dizerem a Pedro que é o Senhor. A partir desse momento vemos Pedro que muda de atitude e lança-se de novo numa plena confiança. Outro aspecto que vale a pena evidenciar é depois esta tríplice confissão de Pedro ao afirmar que ama o Senhor. No entanto, a resposta de Pedro vai sendo gradual ao ponto de dizer: «Senhor, Tu sabes tudo bem sabes que eu Te Amo». Será que o meu amor por Jesus é incondicional, ou apenas recorro a Ele nos momentos de prova e aflições?

A leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos, mostra-nos como a comunidade cristã de Jerusalém testemunha a vida nova que brota de Jesus ressuscitado. Embora as autoridades judaicas tentem calá-los, os apóstolos estão decididos a oferecer a todos os habitantes de Jerusalém a “boa notícia” de Jesus. A verdade, a vitória definitiva de Deus sobre a morte e o pecado, têm de ser anunciados de cima dos telhados, a fim de que o mundo encontre nesse “evangelho” uma nova esperança.

A leitura do Livro do Apocalipse, Jesus, o “Cordeiro” imolado que venceu a morte e que trouxe aos homens a libertação definitiva, é aclamado pelos anjos, pelo povo de Deus, pela humanidade inteira, por todos os seres criados. Agora poderá concretizar-se o projeto de Deus de oferecer a sua salvação a todas as criaturas “que há no céu, na terra, debaixo da terra, no mar” e no universo inteiro. Somos convidados a associar-nos, também nós, a este cântico jubiloso.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, oferece-nos uma parábola sobre a maneira de os discípulos de Jesus concretizarem a missão que lhes foi confiada. Chamados a libertar os seus irmãos do mar de sofrimento em que vivem mergulhados, os discípulos têm de contar com Jesus e de seguir as orientações de Jesus. Se ignorarem Jesus, cairão num ativismo estéril, sem sentido e sem objetivo; se agirem de acordo com as orientações de Jesus, serão verdadeiramente arautos da salvação de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto do mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele.  Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?». Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predileto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar. Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos. Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo».  Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me». Palavra da Salvação


Palavra de vida (Maio 2025)

«Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo». (Jo 21,17)

O último capítulo do Evangelho de João leva-nos até à Galileia, ao lago de Tiberíades. Pedro, João e outros discípulos, depois da morte de Jesus, voltaram ao trabalho de pescadores, mas aquela noite tinha sido particularmente infrutífera. O Ressuscitado manifesta-se ali, pela terceira vez. Exorta-os a lançar novamente as redes e, desta vez, apanham muitos peixes. Depois, na margem, convida-os a partilhar o alimento. Pedro e os outros tinham-No reconhecido, mas não ousavam dirigir-Lhe a palavra. Jesus toma a iniciativa e dirige-se a Pedro com uma pergunta muito exigente: “Simão, filho de Jonas, tu amas-me mais do que estes?” O momento é solene: por três vezes Jesus renova o chamamento


Conclave para eleger o novo Papa começa em 7 de maio

Na próxima quarta-feira, 7 de maio é o dia de início do Conclave. A data foi definida na manhã desta segunda-feira (28/04) pelos cerca de 180 cardeais presentes (pouco mais de 100 eleitores) reunidos na quinta Congregação Geral no Vaticano. “Extra omnes”, portanto. “Fora todos” aqueles que não são admitidos na reunião dos cardeais convocados para eleger o próximo Pontífice da Igreja universal. Os purpurados eleitores, com menos de 80 anos de idade, ficarão isolados do resto do mundo dentro da Capela Sistina até a fumaça branca e o “Habemus Papam”, a outra famosa fórmula latina pronunciada da Loggia delle Benedizioni pelo cardeal protodiácono para anunciar ao mundo a escolha do novo Papa. Não há previsão de conclusão, naturalmente, e entre os próprios cardeais eleitores há aqueles que esperam um Conclave curto, considerando também o Jubileu em andamento, e aqueles que, ao contrário, preveem tempos mais longos para permitir que os cardeais “se conheçam melhor”, tendo Francisco, em seus 10 Consistórios, agregado ao Colégio Cardinalício purpurados de todos os cantos do globo.

As normas da Universi Dominici Gregis

O cronograma para o início do Conclave é estabelecido pelas normas da constituição apostólica de João Paulo II, Universi Dominici Gregis, atualizada por Bento XVI com o Motu Proprio de 11 de junho de 2007 e com a mais recente de 22 de fevereiro de 2013. De acordo com a Constituição, o Conclave – do latim cum clave, que significa fechado à chave – começa entre o 15º e o 20º dia após a morte do Papa, depois dos Novendiali, os 9 dias de celebrações em sufrágio do Pontífice falecido. Mais detalhadamente, a partir do momento em que a Sé Apostólica é legitimamente vacante, os cardeais eleitores presentes devem esperar 15 dias completos pelos ausentes, até um máximo de 20 dias, se houver motivos sérios. O Motu Proprio Normas nonnullas, além disso, dá ao Colégio de Cardeais a faculdade de antecipar o início do Conclave se todos os eleitores estiverem presentes. Cardeais das partes mais distantes do mundo ainda são esperados em Roma nestes dias. Na Cidade Eterna, eles serão hospedados na Casa Santa Marta, a Domus do Vaticano onde Francisco decidiu morar, renunciando ao apartamento papal.

A missa “pro eligendo Pontifice” e a procissão para a Sistina

Na manhã da quarta-feira, 7 de maio, todos concelebrarão a solene missa “pro eligendo Pontifice”, a celebração eucarística presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, que convidará os irmãos a se dirigirem à Sistina à tarde com estas palavras: “toda a Igreja, unida a nós na oração, invoca constantemente a graça do Espírito Santo, para que seja eleito por nós um digno Pastor de todo o rebanho de Cristo”. Dali, então, a evocativa procissão até a Capela Sistina, dentro da qual os cardeais entoarão o hino Veni, creator Spiritus e farão o juramento. Será necessária uma maioria qualificada de dois terços para eleger o Papa. Haverá quatro votações por dia, duas pela manhã e duas à tarde, e após a 33ª ou 34ª votação, no entanto, haverá um segundo turno direto e obrigatório entre os dois cardeais que receberam mais votos na última votação. Mesmo nesse caso, no entanto, sempre será necessária uma maioria de dois terços. Os dois cardeais restantes não poderão participar ativamente da votação. Se os votos para um candidato atingirem dois terços dos eleitores, a eleição do Papa será canonicamente válida.

A eleição do novo Papa

Nesse momento, o último da ordem dos Cardeais diáconos convoca o mestre das Celebrações Litúrgicas e o secretário do Colégio Cardinalício. Ao recém-eleito será questionado: Acceptasne electionem de te canonice factam in Summum Pontificem? (Aceita a sua eleição canônica como Sumo Pontífice?) e, em caso afirmativo, será perguntado: Quo nomine vis vocari? (Como quer ser chamado?), pergunta à qual responderá com seu nome pontifício. Após a aceitação, as cédulas são queimadas, de modo que a clássica fumaça branca poderá ser vista da Praça São Pedro. No final do Conclave, o novo Pontífice se retira para a “Sala das Lágrimas”, ou seja, a sacristia da Capela Sistina, onde vestirá pela primeira vez os paramentos papais – preparados em três tamanhos – com os quais se apresentará à multidão de fiéis na Praça São Pedro.

O Conclave pede orações ao povo de Deus

A Santa Sé divulgou um comunicado, nesta quarta-feira (30/04), informando que o Colégio Cardinalício convida o povo de Deus a viver este momento eclesial como um acontecimento de graça e de discernimento espiritual.

Segue o comunicado da Santa Sé.

O Colégio Cardinalício, reunido em Roma e empenhado nas Congregações Gerais que preparam o Conclave, deseja dirigir ao Povo de Deus o convite a viver este momento eclesial como um acontecimento de graça e discernimento espiritual, na escuta da Vontade de Deus. Por isso, os Cardeais, conscientes da responsabilidade a que são chamados, reconhecem a necessidade de serem sustentados pela oração de todos os fiéis. Esta é a verdadeira força que, na Igreja, favorece a unidade de todos os membros no único Corpo de Cristo (cf. 1 Cor 12, 12). Diante da grandeza desta iminente tarefa e das urgências do tempo presente, é necessário, antes de tudo, fazermo-nos instrumentos humildes da infinita Sabedoria e Providência do Pai Celeste, na docilidade à ação do Espírito Santo. É Ele, na verdade, o protagonista da vida do Povo de Deus, Aquele a quem devemos escutar, acolhendo o que diz à Igreja (cf. Ap 3, 6). Que Nossa Senhora, com a sua intercessão maternal, acompanhe esta comum invocação.

Novos Ventos – 27 de Abril

Domingo da Divina Misericórdia – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste II Domingo de Páscoa o evangelista São João descreve a experiência dos discípulos com o Ressuscitado. Três coisas que vale a pena reforçar deste Evangelho de hoje, estando os discípulos com as portas fechadas Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco…». Jesus quer serenar os corações da humanidade, que muitas vezes perdeu o sentido de uma verdadeira paz interior. Por vezes, cada um de nós está a viver momentos de dificuldades e tribulações e falta a paz interior, a verdadeira paz só se alcança no Coração d’Aquele que nos Amou sem limites, dando a Sua vida por nós, Jesus Cristo. Outro aspecto falta Tomé na comunidade/Assembleia e quando os outros Apóstolos dizem que viram o Senhor, ele tem uma atitude de incredulidade. Na nossa vida por vezes também deixamos de estar presentes em Assembleia nos actos litúrgicos é sobretudo em comunidade que podemos tocar os sinais do Ressuscitado nos Sacramentos e em Igreja «Nós somos as Pedras vivas do Templo do Senhor». E Jesus também prometeu estar presente «Onde dois ou três estiverem reunidos no Seu nome, Ele está no meio deles». Celebrar a Páscoa requer duas atitudes «ser testemunha» e «comunicar», isto é, anunciar aos outros esta vida nova de Cristo Ressuscitado.

A leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos, mostra-nos como a comunidade cristã de Jerusalém vivia e testemunhava a sua fé. A união, o amor fraterno, o estilo de vida daqueles homens e mulheres, suscitavam admiração, provocavam simpatia e levavam à adesão. A vida nova recebida de Jesus aparecia especialmente em gestos concretos de cura e de cuidado com os doentes e frágeis. Dessa forma, a comunidade continuava a obra libertadora de Jesus.

A leitura do Livro do Apocalipse, João, o profeta de Patmos, apresenta aos cristãos perseguidos a visão do “filho do homem”. Trata-se de Jesus ressuscitado, o princípio e o fim de todas as coisas, aquele que derrotou a morte e tudo o que a ela está ligado. Ele está com a sua Igreja e caminha com ela pelos caminhos da história. É n’Ele que a comunidade encontra a força para caminhar e para vencer as forças que se opõem à vida nova de Deus.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, apresenta a comunidade da Nova Aliança, nascida da atividade criadora e vivificadora de Jesus. É uma comunidade que se reúne à volta de Jesus ressuscitado, que recebe d’Ele Vida, que é animada pelo Seu Espírito e que dá testemunho no mundo da Vida nova de Deus. Quem quiser “ver” e “tocar” Jesus ressuscitado, deve procurá-l’O no meio dessa comunidade que d’Ele nasceu e que d’Ele vive.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. Palavra da Salvação


Palavra de vida (Abril 2025)

«Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes?» (Is 43,19)

Juntamente com aqueles com quem partilhamos o caminho da existência – a nossa comunidade, os amigos, os colegas de trabalho – procuremos trabalhar, confrontar-nos e não perder a confiança de que as coisas podem mudar para melhor.

2025 é um ano especial porque a data da Páscoa ortodoxa coincide com a das outras denominações cristãs. Que este acontecimento, a festa da Páscoa comum, possa ser um testemunho da vontade das Igrejas de continuar, sem parar, um diálogo que permita enfrentar juntos os desafios da humanidade e promover ações conjuntas. 

Preparemo-nos, por isso, para viver este período pascal na plenitude da alegria, da fé e da esperança. Tal como Cristo ressuscitou, também nós, depois de termos atravessado os nossos desertos, deixemo-nos acompanhar nesta viagem por Aquele que guia a história e a nossa vida. Fabio Ciardi


Exéquias do Papa Francisco: sábado na Praça São Pedro

Traslado para a Basílica de São Pedro

Na quarta-feira, 23 de abril, às 9h (horário local), o corpo do Papa Francisco será trasladado da Capela da Casa Santa Marta até a Basílica de São Pedro. A condução da urna será precedida por um momento de oração, presidido pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana. A procissão seguirá pela Praça Santa Marta e pela Praça dos Protormártires Romanos, saindo pelo Arco dos Sinos até a Praça São Pedro, entrando em seguida na Basílica Vaticana pela porta central. Diante do Altar da Confissão, o cardeal camerlengo conduzirá a Liturgia da Palavra, após a qual será aberto o período de visitação à urna mortuária do Papa Francisco.

Exéquias e sepultamento

No sábado, 26 de abril, às 10h (horário local), será celebrada a Missa das Exéquias, que marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido. A celebração ocorrerá no átrio da Basílica de São Pedro e será presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício. Ao final da celebração eucarística, ocorrerão os ritos da Última Commendatio e da Valedictio — despedidas solenes que marcam o encerramento das exéquias. Em seguida, o caixão do Papa será levado novamente para o interior da Basílica de São Pedro e, de lá, transferido para a Basílica de Santa Maria Maior, onde será realizada a cerimônia de sepultamento. Diversos chefes de Estado e de governo já anunciaram oficialmente sua presença para prestar homenagem ao Pontífice falecido.

Terra Santa chora Francisco: “Líder da paz”

Pizzaballa: Gaza, um dos símbolos do seu pontificado

“É um momento difícil”, explica o patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, numa mensagem de vídeo publicada no site do Patriarcado, na qual o cardeal relembra o seu primeiro encontro com o Papa Francisco, ocorrido em Buenos Aires, “exatamente vinte anos atrás”, quando Pizzaballa havia se tornado recentemente Custódio da Terra Santa. Já naquele primeiro encontro, o então cardeal Bergoglio demonstrou ser “um personagem fora dos padrões, como depois demonstrou ser, como todo o seu pontificado”. O patriarca então destaca o que estava mais próximo do coração de Francisco, com Gaza que se tornou símbolo, e depois os pobres, a guerra, a paz, “temas muito importantes para ele, aos quais eera muito próximo e pelos quais ele dedicou muito”, expressando-se fora dos protocolos “com grande clareza”, o que ele “acreditava ser não apenas o centro de seu pontificado, mas a necessidade para a vida do mundo”. Gaza “é, em certo sentido, um símbolo, um dos símbolos do seu pontificado. Os pobres, os últimos, a rejeição da guerra, a necessidade de paz, junto com outro tema típico do seu pontificado: o diálogo, o encontro entre diferentes culturas, entre diferentes religiões, cada um permanecendo o que é”. Pizzaballa convida a rezar pelo Papa, assim como pela Igreja, “na esperança de que o Senhor continue acompanhando os caminhos da Igreja, unidos no luto pela morte desta grande figura, na unidade, na esperança do Senhor ressuscitado.

Padre Patton: Ele nunca perdeu a esperança

“Quando me tornei Custódio da Terra Santa”, conta o padre Francesco Patton, “eu o encontrei pela primeira vez e, apertando minha mão, ele brincou sobre meu sobrenome, dizendo: ‘Patton? Pensei que você fosse ianque, mas é da região do Trivêneto’. Havia sempre uma piada irônica em sua fala. Ele sempre teve essa extraordinária capacidade de captar o lado humorístico das situações e, portanto, de atenuá-las. Depois, nos encontramos novamente e jantamos juntos durante sua visita a Chipre. Fiquei impressionado com sua simplicidade e sua liberdade. Juntos, gravamos um vídeo para os jovens da Terra Santa, no qual ele lhes pedia que nunca perdessem a esperança. Essa esperança que tem sido o elemento importante das muitas ações que ele realizou em favor da paz durante esses dezenove meses de guerra em Gaza.”

Novos Ventos – 20 de Abril

Domingo de Páscoa – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste Domingo celebramos o acontecimento mais importante da vida dos cristãos, a Páscoa, isto é, Ressurreição de Jesus. Antes da existência terrena de Jesus, o povo de Israel já celebrava a Páscoa Judaica como uma comemoração perpétua em sinal da libertação que Deus fizera pelo povo ao sair da casa da escravidão, isto é, da terra do Egipto. Na Páscoa cristã, Jesus vem instaurar uma nova libertação da escravidão do pecado, já não oferece o sacrifício de animais, mas é Ele próprio o Cordeiro sem mancha que nos limpa do pecado e nos reserva pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição podermos participar de uma Vida que não tem fim. A experiência do Ressuscitado leva as primeiras testemunhas oculares a ser anunciadores desta «Boa Notícia», em primeiro lugar Maria Madalena que tinha ido ao sepulcro viu a pedra do túmulo removida e dois homens com vestes resplandecentes que lhes comunicam: «Porque procurais entre os mortos Aquele que está Vivo, não está aqui. Ressuscitou!». Com os olhos vêm os sinais a pedra removida, com o coração acolhem uma mensagem da qual serão portadoras «Jesus, está Vivo!». Diante de tal notícia os discípulos correm ao sepulcro e também eles têm a mesma atitude «ver» as ligaduras enroladas e com o coração compreendem que o Messias estava Vivo conforme lhes tinha dito antes de padecer. Mistério insondável que ultrapassa a lógica racional e humana, somente aqueles que se deixam encontrar e transformar pelo Senhor poderão entrar e entender o Absoluto através da experiência mística.

A leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos, Pedro, em nome da comunidade, apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, fez da sua vida um dom total a Deus e aos homens. Por isso, Deus ressuscitou-O: o caminho que Jesus percorreu e propôs conduz à Vida. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Colossenses, ensina que os cristãos, unidos a Cristo ressuscitado pelo batismo, morreram para o pecado e nasceram para a Vida nova. Ao longo da sua caminhada pelo mundo, devem dar testemunho dessa Vida nova nos seus gestos, no seu amor, no seu serviço a Deus e aos homens.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, convida-nos a olhar para o túmulo vazio de Jesus e a “acreditar”: o verdadeiro discípulo de Jesus, aquele que o conhece bem, que entende a sua proposta e está disposto a segui-l’O sabe que a forma como Ele viveu e amou não podia terminar no túmulo, no fracasso, no nada. Por isso, está sempre preparado para acolher a Boa notícia da ressurreição.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. Palavra da Salvação


Viagens para festividades muito caras, o Papa: “Ajudar com bônus jovens e famílias”

 “Seria bom se as grandes empresas pudessem criar bônus para o reagrupamento familiar, pelo menos para as festividades de Natal e Páscoa. Seria um ato de humanidade e fraternidade, ao qual o mundo da economia e dos negócios também é chamado”. Assim escreve o Papa Francisco nas páginas de Praça São Pedro, a revista mensal dirigida pelo padre Enzo Fortunato que explora temas de atualidade, espiritualidade e cultura, respondendo – como faz todos os meses – a uma das cartas endereçadas a ele. Trata-se da carta de uma siciliana, mãe de dois filhos que trabalham fora da região italiana da Sicília, que considera injusto o aumento dos preços de voos e trens na época das festividades. Um fenômeno, esse, que nem sempre permite a reunião familiar durante as festas de preceito.

Jovens e pais estejam juntos

“Nesta época de mudanças, muitos jovens, muitos filhos encontraram empregos longe de seus pais e não podem passar nem mesmo as festas de Natal e Páscoa com eles. Às vezes, a distância também atenua os relacionamentos, cria incompreensões e dificuldades“, escreve o Pontífice, que exorta os jovens e os pais a estarem juntos, convencido de que ”essas festividades e dias passados com os pais e avós podem ser momentos de felicidade única. Eles se tornam lembranças que nos dão serenidade e alegria por toda a vida, lembranças às quais podemos nos apegar nos momentos mais complicados e difíceis, lembranças que geram confiança e esperança porque nos mostram que a bondade e o amor são sempre possíveis e que há um Amor maior que nos espera e nos perdoa”.

Acutis, João Paulo II, Páscoa e paz, entre os temas da edição

Das páginas de Praça São Pedro, na edição de abril, intitulada “Páscoa entre sofrimento e esperança”, a ampla reportagem sobre Carlo Acutis, o santo do nosso tempo que será canonizado no próximo dia 27 de abril. Acompanhada de uma entrevista com sua mãe, Antonia Salzano, que viu em seu filho uma alma destinada ao céu, feita pelo vaticanista Paolo Rodari. Na ampla reportagem do vaticanista Gianni Cardinale, há também uma análise aprofundada do coincidente Jubileu dos Adolescentes. E depois a recordação de João Paulo II, “o Papa que mudou a história”, no 20º aniversário de sua morte em 2 de abril de 2005, assinada pelo vaticanista Piero Schiavazzi. A revista Praça São Pedro acolhe um enfoque sobre a Santa Páscoa, a Páscoa da paz (Piero Damosso) e da Igreja que sofre em meio à guerra e ao desespero no mundo. O cardeal Mauro Gambetti assina seu editorial “A Ressurreição de Jesus. Experiência de esperança, renascimento e realização do amor”.

Palavra de vida (Abril 2025)

«Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes?» (Is 43,19)

Deus atua constantemente na vida de cada um, fazendo “coisas novas “. Se nem sempre nos apercebemos ou conseguimos compreender o seu significado e alcance, é porque elas estão ainda a despontar ou porque ainda não estamos prontos para reconhecer aquilo que Ele está a realizar. Distraídos com os acontecimentos, com as mil e uma preocupações que nos atormentam, com pensamentos que nos importunam, talvez não consigamos deter-nos suficientemente para observar esses rebentos que são a certeza da Sua presença. Ele nunca nos abandona. Cria e recria continuamente a nossa vida.

«Somos nós a “coisa nova”, a “nova criação” que Deus gerou. […] Não fiquemos a olhar para o passado com saudades das coisas boas que aconteceram ou a chorar os nossos erros: acreditemos fortemente na ação de Deus que pode continuar a realizar coisas novas»[1]. Patrizia Mazzola

Novos Ventos – 13 de Abril

Domingo de Ramos – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Hoje damos início à Semana Maior da vida dos cristãos, a Semana Santa. A celebração deste dia começa com a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém, em que as multidões aclamam Jesus como Rei de Israel, as crianças de palmas na mão aclamam o Senhor que vem sentado num jumentinho. Podemos fazer um paralelo entre o nascimento e a entrada em Jerusalém, no nascimento quando Maria estava prestes a dar à Luz entra na cidade da Judeia em Belém sentado num jumentinho, agora Jesus entre na cidade de Jerusalém sentado num jumentinho, mas desta vez para dar sentido a um Novo Nascimento, este espiritual que passa pela Morte para dar sentido à Vida. Assim, como era costume Jesus sobe a Jerusalém como era habitual para celebrar a festa da Páscoa, isto é, o acontecimento da libertação do povo de Israel à Terra prometida. Quanta alegria a entrada de uma Pessoa importante a espera de um Rei que não vem montado num cavalo, mas num jumentinho, contudo é louvado e aclamado pelas multidões. No entanto, depressa mudam de atitude e n’Aquela Páscoa pedem a Morte ao Autor da Vida, negam conhecê-Lo, é Atraiçoado é Abandonado. Quanta mudança na vida das pessoas, quantos doentes foram curados, quantas pessoas foram amadas e perdoadas, tantos acompanharam os Seus passos e seguiram-No, mas no momento em que é acusado injustamente todos O negam conhecer. Ó Jesus, que eu nunca me envergonhe de dar testemunho de Ti, que possa ser-Te fiel mesmo nos momentos de provação e de dificuldades, que eu possa alimentar-me de Ti e reconhecer que só Tu tens Palavras de Vida Eterna.

A leitura do Livro de Isaías, traz-nos a palavra e o drama de um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Deus” a figura de Jesus.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Filipenses, traz-nos um belo hino onde ecoa a catequese primitiva sobre Jesus. Fiel ao projeto do Pai, Ele desceu ao encontro dos homens, viveu a vida dos homens e sofreu uma morte atroz por amor aos homens. Mas a sua vida não foi malbaratada: Deus exaltou-O, mostrando que o caminho que Ele seguiu é o caminho que conduz à Vida. É esse mesmo caminho que somos desafiados a percorrer.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, relata-nos a paixão e morte de Jesus. É o momento culminante de uma vida gasta a concretizar o projeto salvador de Deus: libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo, escravidão, sofrimento e morte. Na cruz onde Jesus ofereceu a sua vida até à última gota de sangue, revela-se o incomensurável amor de Deus por nós; na cruz, Jesus disse-nos que o amor até ao extremo gera Vida nova e eterna.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus seguia à frente dos seus discípulos, subindo para Jerusalém. Quando Se aproximou de Betfagé e de Betânia, perto do monte das Oliveiras, enviou dois discípulos e disse-lhes: «Ide à povoação que está em frente e, ao entrardes nela, encontrareis um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém perguntar porque o soltais, respondereis: ‘O Senhor precisa dele’». Os enviados partiram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Quando estavam a soltar o jumentinho, os donos perguntaram: «Porque soltais o jumentinho?». Eles responderam: «O Senhor precisa dele». Então levaram-no a Jesus e, lançando as capas sobre o jumentinho, fizeram montar Jesus. Enquanto Jesus caminhava, o povo estendia as suas capas no caminho. Estando já próximo da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus em alta voz por todos os milagres que tinham visto, dizendo: «Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas!». Alguns fariseus disseram a Jesus, do meio da multidão: «Mestre, repreende os teus discípulos». Mas Jesus respondeu: «Eu vos digo: se eles se calarem, clamarão as pedras».
Palavra da Salvação


Gaza, pároco: o Papa nos ligou, vamos continuar trabalhando pela paz e pela justiça

Agradecimento ao Papa por sua proximidade

“As pessoas ficaram muito felizes em saber que ele estava ligando. Quando ele telefonou estávamos na porta da casa paroquial, dentro do complexo. As crianças e os jovens começaram a gritar Viva o Papa, em árabe e em italiano”, conta o padre Gabriel. “Ele enviou sua benção, sua oração. Foi um telefonema curto, mas sincero, muito apreciado. Dissemos a ele que estávamos muito felizes por tê-lo visto no domingo no Angelus e por ter ouvido seu apelo pela paz mais uma vez. A situação é realmente terrível em toda a Faixa de Gaza, continua o religioso, então realmente apreciamos sua proximidade, sua oração e sua preocupação por todos. Nós o agradecemos”.

Que a guerra termine, para o bem de todos

O pároco confirma que as condições em que vive a população da Faixa de Gaza são “inimagináveis”, tal como o Papa as definiu no texto do Angelus divulgado no domingo, 6 de abril. Ele continua lançando o apelo para que a oração não cesse: “Rezem muito pelo dom da paz e trabalhem pela paz. Convençam a todos, a todos os líderes das nações, que a paz é possível. Enquanto este conflito armado continuar, nenhum problema será resolvido, substancialmente”. Ele está convencido de que é necessário “convencer para que esta guerra termine para o bem de todos, palestinos e israelenses. Rezem e trabalhem pela paz e a justiça. Esta guerra deve ser interrompida o mais rápido possível. Mais de dois milhões de pessoas vivem aqui!”.

“Estamos numa gaiola”

Pe. Romanelli explica que providencialmente a comunidade cristã, “graças a Deus e à ajuda constante do Patriarcado Latino de Jerusalém”, está bem, dentro de um contexto como este. “Junto com nossos 500 refugiados e nossos vizinhos muçulmanos do bairro de Zeitoun, estamos bem por enquanto, embora tudo esteja começando a faltar. Em outros bairros, tudo está faltando, comida, água; a crise já existia antes da guerra, imaginem agora, depois de um ano e meio de guerra. A emergência de comida, água e medicamentos é extremamente urgente em toda a Faixa de Gaza.” Em meio à devastação, pe. Gabriel tenta não deixar faltar ajuda: “Gaza é uma prisão, se tornou uma gaiola, uma grande gaiola. Fazemos o bem às pessoas, dentro do possível, às centenas de refugiados, aos milhares de famílias de civis muçulmanos que estão ao nosso redor. Ajudamos a todos, cristãos e não cristãos, tentamos realmente ser um instrumento de paz para todos”.

“Esperamos em quem realmente quer a paz”

É uma verdadeira Quaresma, uma Cruz pesada, que a população de Gaza está vivendo, tentando não desistir completamente. “Contamos com a ajuda do Senhor, das pessoas de boa vontade que realmente desejam a paz.” O apelo, mais uma vez, é pra rezar pela paz e trabalhar pela paz e pela justiça. “Convencer a todos de que esta guerra deve acabar. É o primeiro passo necessário. Depois, dar esperança de que eles possam continuar vivendo na Faixa de Gaza sem movê-los”, enfatiza o pároco, dizendo que não se sabe mais quantas pessoas estão na Faixa. “Fala-se de 2 milhões e 300 mil pessoas. Na Cidade de Gaza, antes da guerra, éramos 1 milhão e 100 mil no norte, depois, durante a guerra, ficamos em 400 mil, quando começaram o cessar-fogo”.


Krajewski na Ucrânia: “muitas pessoas na fila desde as 5 da manhã para receber pão”

É uma humanidade sofredora, talvez exausta por três anos de guerra, aquela que o cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro do Papa, encontra em sua décima missão na Ucrânia. Em Zaporizhzhia, onde três das ambulâncias doadas por Francisco foram entregues e a quarta chegou a Kharkiv, mil pessoas esperavam desde as 5h da manhã pela distribuição da ajuda alimentar que foi comprada graças às doações que chegaram à Esmolaria Apostólica.

As pessoas estão com fome

Na praça em frente à Co-Catedral de Deus Pai Misericordioso muitas pessoas, a maioria mulheres, chegaram com uma sacola plástica na mão para enchê-la de comida. A fila é organizada, ninguém empurra porque sabe que não voltará para casa de mãos vazias. O cardeal Krajewski também está ocupado, assim como os voluntários, sempre distribuindo o que podem para apoiar essa população devastada pela guerra. Muitos agradecem com um aperto de mão ou um aceno de cabeça. Eles receberam pão, caixas de carne, sopa. Ao lado do esmoleiro também estão os irmãos da Ordem Terceira de São Francisco Servos dos Pobres que, segundo o cardeal explica ao Vatican News, “três ou quatro vezes por semana distribuem um pouco de comida, e isso significa que as pessoas estão com fome, há miséria nessa área de guerra”.

Um novo forno

Os irmãos receberam ajuda do Papa para que pudessem continuar sua missão, assando pão durante a semana e depois distribuindo-o. “Fui à padaria onde eles trabalham”, acrescenta Krajewski, “eles têm um forno que tem cerca de 15 anos e, portanto, deve ser trocado. Prometi a eles que o Papa providenciará isso e que eles poderão continuar a assar com segurança”.

Ambulâncias entregues

As ambulâncias doadas pelo Papa, anunciadas na segunda-feira (07/04) através de um comunicado do Dicastério para o Serviço da Caridade, chegaram ao seu destino depois de uma viagem de quatro dias. Além do cardeal, as ambulâncias foram dirigidas por três outros motoristas da Ucrânia, incluindo dom Jan Sobilo, bispo auxiliar da diocese latina de Kharkiv-Zaporizhzhya, padre Tomasz Nadbereżny, um padre que serviu em Melitopol antes da guerra, e padre Wojciech Stasiewicz, diretor da Caritas-Spes da diocese de Kharkiv-Zaporizhzhya. “Graças a Deus”, diz o cardeal Krajewski, “chegamos depois de uma viagem de 3.300 quilômetros. Não encontramos nenhuma grande dificuldade, exceto pela neve, diminuímos a velocidade porque a estrada estava gelada”. Após a entrega dos veículos, o cardeal expressou sua intenção de estar próximo daqueles que sofrem, visitando algumas estruturas, doando o que for necessário, levando assim o consolo do Papa à “martirizada Ucrânia”.

Palavra de vida (Abril 2025)

«Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes?» (Is 43,19)

Isaías recorda o amor fiel de Deus pelo seu povo. A Sua fidelidade permanece constante até durante o período dramático do exílio. Mesmo que as promessas feitas a Abraão pareçam inatingíveis e o pacto da Aliança pareça estar em crise, o povo de Israel continua a ser um lugar particularmente privilegiado da presença de Deus na história.

O livro profético aborda questões existenciais, fundamentais não apenas para aquele tempo: quem controla o desenrolar e o significado da história? Esta pergunta pode ser feita também a nível pessoal: quem controla o curso da minha vida? Qual é o sentido daquilo que eu estou a viver ou daquilo que eu vivi? Patrizia Mazzola