Novos Ventos – 13 de Abril

Domingo de Ramos – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Hoje damos início à Semana Maior da vida dos cristãos, a Semana Santa. A celebração deste dia começa com a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém, em que as multidões aclamam Jesus como Rei de Israel, as crianças de palmas na mão aclamam o Senhor que vem sentado num jumentinho. Podemos fazer um paralelo entre o nascimento e a entrada em Jerusalém, no nascimento quando Maria estava prestes a dar à Luz entra na cidade da Judeia em Belém sentado num jumentinho, agora Jesus entre na cidade de Jerusalém sentado num jumentinho, mas desta vez para dar sentido a um Novo Nascimento, este espiritual que passa pela Morte para dar sentido à Vida. Assim, como era costume Jesus sobe a Jerusalém como era habitual para celebrar a festa da Páscoa, isto é, o acontecimento da libertação do povo de Israel à Terra prometida. Quanta alegria a entrada de uma Pessoa importante a espera de um Rei que não vem montado num cavalo, mas num jumentinho, contudo é louvado e aclamado pelas multidões. No entanto, depressa mudam de atitude e n’Aquela Páscoa pedem a Morte ao Autor da Vida, negam conhecê-Lo, é Atraiçoado é Abandonado. Quanta mudança na vida das pessoas, quantos doentes foram curados, quantas pessoas foram amadas e perdoadas, tantos acompanharam os Seus passos e seguiram-No, mas no momento em que é acusado injustamente todos O negam conhecer. Ó Jesus, que eu nunca me envergonhe de dar testemunho de Ti, que possa ser-Te fiel mesmo nos momentos de provação e de dificuldades, que eu possa alimentar-me de Ti e reconhecer que só Tu tens Palavras de Vida Eterna.

A leitura do Livro de Isaías, traz-nos a palavra e o drama de um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Deus” a figura de Jesus.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Filipenses, traz-nos um belo hino onde ecoa a catequese primitiva sobre Jesus. Fiel ao projeto do Pai, Ele desceu ao encontro dos homens, viveu a vida dos homens e sofreu uma morte atroz por amor aos homens. Mas a sua vida não foi malbaratada: Deus exaltou-O, mostrando que o caminho que Ele seguiu é o caminho que conduz à Vida. É esse mesmo caminho que somos desafiados a percorrer.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, relata-nos a paixão e morte de Jesus. É o momento culminante de uma vida gasta a concretizar o projeto salvador de Deus: libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo, escravidão, sofrimento e morte. Na cruz onde Jesus ofereceu a sua vida até à última gota de sangue, revela-se o incomensurável amor de Deus por nós; na cruz, Jesus disse-nos que o amor até ao extremo gera Vida nova e eterna.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus seguia à frente dos seus discípulos, subindo para Jerusalém. Quando Se aproximou de Betfagé e de Betânia, perto do monte das Oliveiras, enviou dois discípulos e disse-lhes: «Ide à povoação que está em frente e, ao entrardes nela, encontrareis um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém perguntar porque o soltais, respondereis: ‘O Senhor precisa dele’». Os enviados partiram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Quando estavam a soltar o jumentinho, os donos perguntaram: «Porque soltais o jumentinho?». Eles responderam: «O Senhor precisa dele». Então levaram-no a Jesus e, lançando as capas sobre o jumentinho, fizeram montar Jesus. Enquanto Jesus caminhava, o povo estendia as suas capas no caminho. Estando já próximo da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus em alta voz por todos os milagres que tinham visto, dizendo: «Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas!». Alguns fariseus disseram a Jesus, do meio da multidão: «Mestre, repreende os teus discípulos». Mas Jesus respondeu: «Eu vos digo: se eles se calarem, clamarão as pedras».
Palavra da Salvação


Gaza, pároco: o Papa nos ligou, vamos continuar trabalhando pela paz e pela justiça

Agradecimento ao Papa por sua proximidade

“As pessoas ficaram muito felizes em saber que ele estava ligando. Quando ele telefonou estávamos na porta da casa paroquial, dentro do complexo. As crianças e os jovens começaram a gritar Viva o Papa, em árabe e em italiano”, conta o padre Gabriel. “Ele enviou sua benção, sua oração. Foi um telefonema curto, mas sincero, muito apreciado. Dissemos a ele que estávamos muito felizes por tê-lo visto no domingo no Angelus e por ter ouvido seu apelo pela paz mais uma vez. A situação é realmente terrível em toda a Faixa de Gaza, continua o religioso, então realmente apreciamos sua proximidade, sua oração e sua preocupação por todos. Nós o agradecemos”.

Que a guerra termine, para o bem de todos

O pároco confirma que as condições em que vive a população da Faixa de Gaza são “inimagináveis”, tal como o Papa as definiu no texto do Angelus divulgado no domingo, 6 de abril. Ele continua lançando o apelo para que a oração não cesse: “Rezem muito pelo dom da paz e trabalhem pela paz. Convençam a todos, a todos os líderes das nações, que a paz é possível. Enquanto este conflito armado continuar, nenhum problema será resolvido, substancialmente”. Ele está convencido de que é necessário “convencer para que esta guerra termine para o bem de todos, palestinos e israelenses. Rezem e trabalhem pela paz e a justiça. Esta guerra deve ser interrompida o mais rápido possível. Mais de dois milhões de pessoas vivem aqui!”.

“Estamos numa gaiola”

Pe. Romanelli explica que providencialmente a comunidade cristã, “graças a Deus e à ajuda constante do Patriarcado Latino de Jerusalém”, está bem, dentro de um contexto como este. “Junto com nossos 500 refugiados e nossos vizinhos muçulmanos do bairro de Zeitoun, estamos bem por enquanto, embora tudo esteja começando a faltar. Em outros bairros, tudo está faltando, comida, água; a crise já existia antes da guerra, imaginem agora, depois de um ano e meio de guerra. A emergência de comida, água e medicamentos é extremamente urgente em toda a Faixa de Gaza.” Em meio à devastação, pe. Gabriel tenta não deixar faltar ajuda: “Gaza é uma prisão, se tornou uma gaiola, uma grande gaiola. Fazemos o bem às pessoas, dentro do possível, às centenas de refugiados, aos milhares de famílias de civis muçulmanos que estão ao nosso redor. Ajudamos a todos, cristãos e não cristãos, tentamos realmente ser um instrumento de paz para todos”.

“Esperamos em quem realmente quer a paz”

É uma verdadeira Quaresma, uma Cruz pesada, que a população de Gaza está vivendo, tentando não desistir completamente. “Contamos com a ajuda do Senhor, das pessoas de boa vontade que realmente desejam a paz.” O apelo, mais uma vez, é pra rezar pela paz e trabalhar pela paz e pela justiça. “Convencer a todos de que esta guerra deve acabar. É o primeiro passo necessário. Depois, dar esperança de que eles possam continuar vivendo na Faixa de Gaza sem movê-los”, enfatiza o pároco, dizendo que não se sabe mais quantas pessoas estão na Faixa. “Fala-se de 2 milhões e 300 mil pessoas. Na Cidade de Gaza, antes da guerra, éramos 1 milhão e 100 mil no norte, depois, durante a guerra, ficamos em 400 mil, quando começaram o cessar-fogo”.


Krajewski na Ucrânia: “muitas pessoas na fila desde as 5 da manhã para receber pão”

É uma humanidade sofredora, talvez exausta por três anos de guerra, aquela que o cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro do Papa, encontra em sua décima missão na Ucrânia. Em Zaporizhzhia, onde três das ambulâncias doadas por Francisco foram entregues e a quarta chegou a Kharkiv, mil pessoas esperavam desde as 5h da manhã pela distribuição da ajuda alimentar que foi comprada graças às doações que chegaram à Esmolaria Apostólica.

As pessoas estão com fome

Na praça em frente à Co-Catedral de Deus Pai Misericordioso muitas pessoas, a maioria mulheres, chegaram com uma sacola plástica na mão para enchê-la de comida. A fila é organizada, ninguém empurra porque sabe que não voltará para casa de mãos vazias. O cardeal Krajewski também está ocupado, assim como os voluntários, sempre distribuindo o que podem para apoiar essa população devastada pela guerra. Muitos agradecem com um aperto de mão ou um aceno de cabeça. Eles receberam pão, caixas de carne, sopa. Ao lado do esmoleiro também estão os irmãos da Ordem Terceira de São Francisco Servos dos Pobres que, segundo o cardeal explica ao Vatican News, “três ou quatro vezes por semana distribuem um pouco de comida, e isso significa que as pessoas estão com fome, há miséria nessa área de guerra”.

Um novo forno

Os irmãos receberam ajuda do Papa para que pudessem continuar sua missão, assando pão durante a semana e depois distribuindo-o. “Fui à padaria onde eles trabalham”, acrescenta Krajewski, “eles têm um forno que tem cerca de 15 anos e, portanto, deve ser trocado. Prometi a eles que o Papa providenciará isso e que eles poderão continuar a assar com segurança”.

Ambulâncias entregues

As ambulâncias doadas pelo Papa, anunciadas na segunda-feira (07/04) através de um comunicado do Dicastério para o Serviço da Caridade, chegaram ao seu destino depois de uma viagem de quatro dias. Além do cardeal, as ambulâncias foram dirigidas por três outros motoristas da Ucrânia, incluindo dom Jan Sobilo, bispo auxiliar da diocese latina de Kharkiv-Zaporizhzhya, padre Tomasz Nadbereżny, um padre que serviu em Melitopol antes da guerra, e padre Wojciech Stasiewicz, diretor da Caritas-Spes da diocese de Kharkiv-Zaporizhzhya. “Graças a Deus”, diz o cardeal Krajewski, “chegamos depois de uma viagem de 3.300 quilômetros. Não encontramos nenhuma grande dificuldade, exceto pela neve, diminuímos a velocidade porque a estrada estava gelada”. Após a entrega dos veículos, o cardeal expressou sua intenção de estar próximo daqueles que sofrem, visitando algumas estruturas, doando o que for necessário, levando assim o consolo do Papa à “martirizada Ucrânia”.

Palavra de vida (Abril 2025)

«Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes?» (Is 43,19)

Isaías recorda o amor fiel de Deus pelo seu povo. A Sua fidelidade permanece constante até durante o período dramático do exílio. Mesmo que as promessas feitas a Abraão pareçam inatingíveis e o pacto da Aliança pareça estar em crise, o povo de Israel continua a ser um lugar particularmente privilegiado da presença de Deus na história.

O livro profético aborda questões existenciais, fundamentais não apenas para aquele tempo: quem controla o desenrolar e o significado da história? Esta pergunta pode ser feita também a nível pessoal: quem controla o curso da minha vida? Qual é o sentido daquilo que eu estou a viver ou daquilo que eu vivi? Patrizia Mazzola

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *