Novos Ventos – 16 de Março

II Domingo da Quaresma – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste segundo domingo da Quaresma, o evangelista São Lucas apresenta o episódio da Transfiguração de Jesus, os discípulos entram numa experiência profundamente mística com o Transcendente. Os discípulos vêm Jesus as vestes e o semblante de Jesus ficaram com uma luz refulgente, Moisés e Elias falam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Mesmo sem compreenderem o sentido daquela experiência que os envolvia, eles sentem-se numa atmosfera tão forte e intensa com o sobrenatural que os leva a dizer: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Tal é o mistério que os envolve que se esquecem de si mesmos. Aquela experiência do «paraíso» leva os discípulos a querer permanecer naquele lugar. Além, daquilo que é-lhes permitido ver, eis que também ouvem uma voz que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». O nosso Deus é próximo e que se comunica connosco, dá-se a conhecer aos homens por meio do Seu Filho e convida a humanidade a «escutá-l’O». Vivemos numa época em que se ouve muitos ruídos e vozes, mas não somos capazes de fazer silêncio para escutar Jesus, o Único que nos ama gratuitamente, sem esperar nada em troca e que por nós ofereceu a Sua própria Vida, para nos livrar da morte.

A leitura do Livro de Génesis, apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Ele confiou plenamente em Deus, mesmo quando as promessas de Deus pareciam inverosímeis; e não saiu defraudado. Com Abraão, somos convidados a “acreditar”, isto é, a viver numa atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às suas promessas.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Filipenses, Paulo de Tarso pede aos cristãos da cidade de Filipos que não se limitem a uma vivência religiosa feita de práticas externas e de gestos vazios. Os crentes verdadeiros são aqueles que vivem de olhos postos no Senhor Jesus, aquele que “transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso”. Os filipenses e os cristãos de todas as épocas e lugares, devem caminhar para Ele sem hesitação, firmes na fé e guiados pela Boa Nova da salvação.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus pede aos discípulos que confiem n’Ele e que ousem segui-l’O no caminho de Jerusalém. Esse caminho, embora passe pela cruz, conduz à ressurreição, à vida nova e eterna. Aos discípulos, relutantes e assustados, Deus confirma a verdade da proposta de Jesus: “Este é o meu Filho, o meu Eleito. Escutai-O”. É uma proposta que também nós somos convidados a abraçar.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspeto do seu rosto, e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.
Palavra da Salvação


Palavra de vida – março

«Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que está na
tua própria vista?»
 (Lc 6,41)

Jesus conhece bem o nosso coração. Quantas vezes, na vida de cada dia, fazemos esta triste experiência: é fácil criticar – até com severidade – os erros ou fragilidades de um irmão ou de uma irmã, sem nos apercebermos que, ao fazê-lo, estamos a atribuir-nos uma prerrogativa que pertence só a Deus. A verdade é que, para “tirarmos a trave” da nossa vista precisamos daquela humildade que nasce da consciência de sermos pecadores, continuamente necessitados do perdão de Deus. Só quem tem a coragem de tomar consciência da sua própria “trave”, daquilo de que precisa para se converter, poderá compreender – sem julgar e sem exagerar – as fragilidades e fraquezas, suas e dos outros.

Contudo, Jesus não nos pede para fechar os olhos e deixar andar as coisas. Ele quer que os seus seguidores se ajudem reciprocamente a progredir pelo caminho de uma vida nova. Também o apóstolo Paulo pede com insistência que nos preocupemos com os outros: corrigindo os indisciplinados, confortando os desanimados, amparando os fracos e sendo pacientes com todos[4]. Só o amor é capaz de tal serviço. Augusto Parody Reyes

Peregrinação a Santiago de Compostela 25 e 26 de Abril

ITINERÁRIO: 1º DIA (25 de Abril)| TORREIRA / PADRON / SANTIAGO Em hora e local a informar previamente, saída em direção a Espanha comparagens técnicas pelo caminho. Chegada ao fi nal da manhã a Padrón. Celebração da Eucaris a em Padrón, local ligado à história de São Tiago. Segundo a tradição, a bar ca que transportou o corpo de S. Tiago desde a Terra Santa, atracou neste local nas margens do rio Sar. A barca foi amarrada a uma pedra (padrão). Visita à igreja de São Tiago onde se encontra a laje debaixo do altar-mor. Viagem para a região das Rias Baixas. Almoço em restau rante local. De tarde, visita da Ilha de La Toja com a sua capela coberta de conchas e a sua fábrica de sabonetes. Passeio pela Ria de Arosa com degustação de mexilhão e vinho da região. Ao fi nal da tarde, chegada a San ago de Compostela. Instalação no hotel. Jantar e alojamento.

2º DIA (26 de Abril) | SANTIAGO DE COMPOSTELA / TORREIRA


Exercícios Espirituais no Vaticano, 4ª Meditação: “A segunda morte”

A Bíblia descreve a história humana como uma tensão entre a promessa da vida eterna e a realidade da morte. Israel, com sua fidelidade e infidelidade, encarna essa luta, permanecendo em busca perpétua da terra prometida. São Paulo fala do homem como um homem agonizante que vive (2 Cor 6, 9), expressando o paradoxo da existência. Entre os profetas, Ezequiel descreve esta condição na visão do vale dos ossos secos (Ez 37): Israel aparece como um cemitério a céu aberto, desprovido de vida e esperança. Deus ordena ao profeta que fale aos ossos, que se juntam e se revestem de carne, mas permanecem sem vida até que seu Espírito sopre sobre eles.

Essa visão não se refere apenas ao retorno do exílio, mas reflete a condição humana: muitas vezes existimos sem realmente viver. Os ossos secos simbolizam a “primeira morte”, a interior, que se manifesta no medo, na apatia e na perda da esperança. Foi isso que aconteceu com Adão e Eva depois do pecado: seus corpos estavam vivos, mas separados de Deus.

Somente o Espírito de Deus pode restaurar a vida autêntica. No entanto, há também uma “segunda morte”, muitas vezes entendida como condenação eterna, mas que também pode ser vista como morte biológica. Aquele que já superou a primeira morte – isto é, o medo, o egoísmo e a ilusão de controle – enfrenta a segunda sem terror. São Francisco de Assis expressa isso no Cântico do Irmão Sol, louvando quem acolhe a morte em Deus. O Apocalipse afirma que “o vencedor ficará livre da segunda morte” (Ap 2, 11): quem vive na fé e na esperança pode passar por ela sem ser esmagado por ela. A visão de Ezequiel nos ensina que a ressurreição começa agora: Deus não espera nossa morte para nos dar a vida eterna, mas a oferece já no presente, se acolhermos seu Espírito. A verdadeira pergunta é: queremos permanecer como ossos secos ou deixar-nos reanimar pela vida verdadeira?

Uma corrente universal de oração pelo Papa Francisco

A proximidade da Argentina

Várias iniciativas de oração em muitas partes do mundo que se multiplicam em vista do 12º aniversário da eleição de Bergoglio à Cátedra de Pedro: no dia 13 de março, na igreja nacional dos argentinos em Roma, dedicada a Nossa Senhora das Dores, será celebrada uma missa em ação de graças, seguindo a celebrada em 25 de fevereiro passado. Na Argentina, terra natal de Francisco, por instrução da Conferência Episcopal do país, uma oração especial pela rápida recuperação do Pontífice será realizada durante as celebrações eucarísticas de quinta-feira. 

Apoio da Espanha e da Romênia

Iniciativas de proximidade também estão sendo realizadas na Espanha: a seção nacional da Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre” oferece a possibilidade, por meio de seu site, de oferecer missas para o Bispo de Roma e rezar por sua saúde, esperando que todos possam “contribuir para a paz e a unidade com o sucessor de São Pedro”. O carinho e oração vêm da comunidade cigana de Blaj, que o Papa Francisco encontrou durante sua visita à Romênia em 2 de junho de 2019. No último sábado, foi realizado um momento de oração na igreja do bairro Lautaro, a mesma que recebeu o Pontífice seis anos atrás.

“Querido Francisco…”, desenhos e saudações dos pequenos pacientes do Hospital Menino Jesus

“Querido Papa, eu o aconselho a ler muitos livros”, sugere Eugenio. “Querido Papa, eu o aconselho a ganhar um playstation de presente”, escreve Alex. Os pequenos pacientes do Hospital Pediátrico Menino Jesus fizeram muitos desenhos com “conselhos” sobre como passar o tempo, dirigidos ao Papa Francisco, que está internado no Hospital Gemelli, em Roma, desde 14 de fevereiro. Uma das sugestões é a de se tratar junto com as crianças internadas no hospital, que fica na Colina do Janículo, de onde se avista a cúpula da Basílica de São Pedro: “Querido Francisco, venha para o nosso hospital… olha que vista linda! Também está a sua casa”, escreve Giulia, que desenhou uma janela de onde se pode ver um sol sorridente e a basílica vaticana.

Uma poesia para o Pontífice

Não apenas conselhos, mas também mensagens de proximidade para uma rápida recuperação. “Minha oração por você”, diz o desenho de Nico. E novamente, “Querido Papa Francisco, rezamos por você para que sua hospitalização seja mais leve”, escrevem a mãe Olga e o filho Alessandro. “Você e eu juntos”, em seu desenho Cláudia segura a mão do Papa. Giulia, Eugênio, Evelina, Aldo, Amélia, Sofia, Alex e Nicole, por sua vez, dedicam uma poesia ao pontífice: “O Papa no hospital nos faz sentir todos mal. Pensamos, coitadinho que está doentinho. Com carinho, dizemos a ele: “Avante, Francisco! Rezamos por você”.

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