1ª Leitura: Is 50, 4-7
A mesma mansidão e humildade expressa-se no silêncio perante as autoridades. Silêncio que vem desde o princípio do evangelho sobretudo em relação à sua messianidade. No entanto, é ele mesmo quem oferece ao sinédrio o motivo da acusação. Quando o sumo-sacerdote Lhe perguntou directamente se Ele era «o Messias, o Filho de Deus bendito» (Mc 14,61b), Jesus respondeu claramente: «Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso e vir sobre as nuvens do céu» (Mc 14,62).
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| A entrada de Cristo em Jerusalém |
A expressão «eu sou» é a tradução do nome de Deus YHWH («eu sou aquele que sou» – Ex 3,14)… É a afirmação clara da dignidade divina de Jesus. A referência ao «sentar-se à direita do Todo-poderoso» e ao «vir sobre as nuvens» esclarece a dignidade divina de Jesus, que um dia aparecerá no lugar de Deus, como juiz soberano da humanidade inteira. Daí a indignação do sumo sacerdote, rasgando as vestes e condenando Jesus como blasfemo.
Todo o relato culmina com a declaração do centurião que soa a profissão de fé: «Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!» Finalmente, após o início do Evangelho de Jesus Cristo Filho de Deus, surge na boca dum homem uma afirmação verdadeira acerca da pessoa de Jesus. Ele só pode ser entendido em toda a sua profundidade à luz da Cruz.
Fonte: Boa Nova – Diocese de Aveiro (adaptação)


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