Tema: O Reino de Deus
1ª Leitura: Ez 17, 22-24
2ª Leitura: 2 Cor 5, 6-10
Evangelho: Mc 4, 26-34
Comentário
Toda a atenção da primeira parábola está centrada no crescimento. O papel do homem é reduzido a lançar, a atirar a semente, isto é, a mensagem do Evangelho, para todo o lado. A partir daí, nada depende daquele que semeia: a terra produz por si… Mas o processo é lento e progressivo e não pode ser apressado. O Reino de Deus é uma iniciativa divina e, mesmo aceitando a colaboração humana, está sempre acima de qualquer tentativa humana de conduzir o curso da operação. O tempo da ceifa é uma referência ao juízo no fim de tudo (cf. Joel 4,13).
A segunda parábola parte da constatação do tamanho minúsculo da semente da mostarda (efetivamente a mais pequena na zona da Palestina), em relação à árvore que daí pode germinar (que poderia chegar à altura de 4 metros), para evidenciar a capacidade de crescimento do Reino de Deus apesar da humildade e simplicidade com que se apresenta.
A maior parte da pregação de Jesus às multidões era sob a forma de parábolas, numa linguagem simples que podia se entendida por todos. No entanto, Jesus tinha o cuidado de as explicar aos discípulos, em particular. Não porque os discípulos não percebessem a mensagem, mas porque esta, por vezes, era difícil de aceitar. De facto, como se pode aceitar que alguém se torne pequeno (semente) se torne grande aos olhos de Deus?

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