A vocação não se entende como um dom especial apenas de alguns. Todos somos vocacionados. Neste sentido, a vocação dos fiéis leigos é de «procurar o Reino de Deus através das coisas temporais, ordenando-as segundo Deus» (Vaticano II, Lumen Gentium, 31). Os leigos, como dia Pio XII, são a linha mais avançada da vida da Igreja, sendo esta para eles o princípio vital da sociedade. 5
Os leigos são todos os cristãos, participantes da graça do Baptismo e que não fazem parte de um estado religioso ou consagrado. Pelo baptismo, todos somos tornados filhos no Filho de Deus e participantes da vida de Cristo Sacerdote, Profeta e Rei. Os leigos, mediante o baptismo, participam do sacerdócio de Cristo que se entrega a Deus por nós, mediante o oferecimento da sua vida a Deus, nos seus trabalhos, orações, vida apostólica e de anúncio, vida familiar, e até do descanso, elementos que são trazidos na vida de cada um para celebração da Eucaristia. A sua vida participa do múnus profético, quando por palavras e obras testemunham o Evangelho no nosso mundo. São membros de Cristo Rei, quando procurando combater pela santidade de vida e renúncia ao pecado, servem na caridade e na justiça o próprio Senhor Jesus nos mais pobres (cf. João Paulo II, Vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, 14).
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