Novos Ventos – 15 de Dezembro

III Domingo do Advento – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste III Domingo de Advento o evangelista São Lucas apresenta a pregação de João Baptista mediante as interrogações da multidão sobre como se deviam preparar para a vinda do Messias. A resposta de João Baptista está assente numa atitude concreta no amor ao próximo «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Outro aspecto de singular importância é que procurava dar respostas diferenciadas a cada pessoa que ocupava diferentes cargos na sociedade. Por exemplo aos soldados diz-lhe: «Não pratiquei violência com ninguém nem denunciais injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Estas palavras fazem sentido ainda hoje escutar a pregação de João Baptista, isto é, para podermos preparar a vinda do Senhor e podermos celebrar o Natal de coração renovado é necessário comprometer-me diante dos problemas e provações dos outros é urgente cada um tornar-se o centro de si mesmo (mergulhados num egocentrismo profundo) e ser capaz de denunciar as injustiças de procurar promover a paz e a harmonia entre todos em vez de criar conflitos e guerras.

Quando exercer o bem e a justiça, quando me preocupo com as tristezas e angústias do outro, quando participo nas alegrias e ofereço o pouco do meu tempo e das coisas que tenho em excesso e partilho com os que pouco ou nada têm então será um verdadeiro Natal.

A leitura do Livro de Sofonias, o profeta Sofonias convida Jerusalém a alegrar-se porque Deus revogou a sentença de condenação que pendia sobre o seu Povo. O amor de Deus é bem mais forte do que a sua vontade de castigar. Deus irá estabelecer a sua morada no meio do seu Povo, curando-o com o seu amor e abrindo-lhe as portas de um futuro repleto de alegria, de esperança e de paz.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Filipenses, Paulo pede aos cristãos de Filipos que se alegrem porque “o Senhor está próximo”. Conscientes dessa proximidade, os cristãos caminham pela vida serenos e confiantes, distribuindo gestos de bondade e de generosidade, numa escuta constante de Deus, dos seus desafios e propostas. É assim que se espera o Senhor.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, João Batista, o profeta do advento, continua a propor-nos caminhos de conversão. Exorta-nos a uma mudança radical, que nos torne mais humanos, mais solidários, mais bondosos, mais misericordiosos. Partilhar os nossos bens com os necessitados, não defraudar o próximo, não exercer violência, são as marcas da vida nova, de uma vida segundo o Espírito. É nesse sentido que caminham os que esperam o Senhor.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».
Palavra da Salvação


Palavra de vida (Dezembro)

«Nada é impossível a Deus» (Lc 1,37)

Esta garantia, que significa que nenhuma declaração ou promessa de Deus ficará por cumprir – porque para Ele não há impossíveis – pode ser também formulada deste modo: com Deus, nada é impossível. De facto, a preposição do texto grego – “com”, ou “próximo”, ou “junto de” Deus – coloca em evidência a Sua proximidade em relação ao homem. É ao ser humano ou aos seres humanos que, quando estão em Deus e livremente aderem a Ele, nada é impossível.

«Nada é impossível a Deus»

Como colocar em prática esta palavra de vida? Antes de mais nada, acreditando com uma grande confiança que Deus pode agir também dentro e para além dos nossos limites e vulnerabilidades, assim como nas situações mais obscuras da vida. 

Foi essa a experiência de Dietrich Bonhoeffer que, durante a prisão que o levaria ao suplício, escreveu: «Devemos imergir-nos sempre de novo no viver, falar, agir, sofrer e morrer de Jesus, para reconhecer aquilo que Deus promete e cumpre. É verdade […] que para nós já nada é impossível, porque nada é impossível para Deus; […] é verdade que nós não devemos pretender nada e que, apesar disso, podemos pedir tudo; é verdade que no sofrimento está escondida a nossa alegria e na morte a nossa vida… A tudo isto Deus disse “sim” e “Ámen” em Cristo. Este “sim” e este “Ámen” são a terra firme sobre a qual estamos»[4]. Augusto Parody Reyes

O presépio de Belém, uma estrela para trazer esperança aos cristãos da Palestina

O símbolo da oliveira

O presépio foi realizado em colaboração com o Comitê Presidencial Palestino para Assuntos da Igreja, a Embaixada da Palestina no Vaticano e o Centro Piccirillo de Belém. Ele foi produzido em 90% pela Universidade Dar Al-Kalima e narra a Terra Santa e a Sagrada Família com estátuas feitas de madeira de oliveira, além de muitos outros materiais, como ferro para a estrutura principal, madrepérola para a estrela, pedra, cerâmica, vidro, feltro, tecido e lã, usada para criar as ovelhas do presépio. Estas foram confeccionadas pelo “Centro Ma’an lil-Hayat, uma associação de Belém que acolhe pessoas com algum tipo de deficiência – continua Hasbun. Também haverá uma oliveira, uma planta viva, para representar a Palestina e sua economia agrícola, uma terra repleta de oliveiras, do norte ao sul. A oliveira é também um símbolo de paz.”

A pobreza em Belém

Uma paz que há muito tempo deixou de existir nessa terra, agora devastada também pela continuidade de uma guerra dramática que começou há mais de um ano. “Belém e toda a Terra Santa, toda a Palestina, dependem do turismo. Em 2019, mais de dois milhões de peregrinos, entre turistas e visitantes, entraram na Igreja da Natividade. Com a pandemia de Covid-19, enfrentamos um bloqueio total por mais de um ano, seguido pelo conflito que atualmente afeta todo o Oriente Médio, especialmente a Palestina. A maioria das famílias de Belém e arredores, cerca de 70%, depende do turismo. São artesãos que produzem artigos em madeira de oliveira, madrepérola e cerâmica. Entre a pandemia e a guerra, todos estão vivendo uma situação muito difícil, extremamente precária. Para algumas famílias, é até impossível conseguir comida. Elas estão enfrentando uma pobreza intensa. Por isso, nossa presença no Vaticano é uma forma de fazer nossa voz ser ouvida, de dizer que precisamos de solidariedade e ajuda.” A esperança de Taisir Hasbun é que “no Ano Jubilar de 2025, a situação melhore, para que possamos realmente voltar a acolher os milhões de peregrinos que recebemos ao longo dos séculos, desde o início do cristianismo até hoje. Porque Belém é o berço do cristianismo.”

O Papa: o cristão deve irradiar esperança, ser semeador de esperança

Cristo e o Espírito são inseparáveis

Mas a expectativa da vinda final de Cristo, observou o Papa, não permaneceu a única. A ela juntou-se também a expetativa da sua vinda contínua na situação presente e peregrinante da Igreja. E é nesta vinda que a Igreja pensa sobretudo quando, animada pelo Espírito Santo, clama a Jesus: “Vinde!”

Ocorreu uma mudança – ou melhor, digamos, um desenvolvimento – pleno de significado em relação ao grito “Vinde!”, “Vinde Senhor!” Geralmente não é dirigido apenas a Cristo, mas também ao próprio Espírito Santo! Aquele que grita agora é também Aquele a quem se grita. “Vinde!” é a invocação com que começam quase todos os hinos e orações da Igreja dirigidos ao Espírito Santo: “Vinde, Espírito Santo”, dizemos no Veni Creator, e “Vinde, Santo Espírito”, “Veni Sancte Spiritus”, na sequência do Pentecostes; e assim em muitas outras orações. É certo que assim seja, porque, depois da Ressurreição, o Espírito Santo é o verdadeiro “alter ego” de Cristo, Aquele que toma o seu lugar, que o torna presente e atuante na Igreja. É Ele que “anunciar-vos-á as coisas que virão” (ver Jo 16,13) e nos faz desejá-las e esperá-las. É por isso que Cristo e o Espírito são inseparáveis, mesmo na economia da salvação.

A esperança não é uma palavra vã

O Papa acrescentou que o Espírito Santo é a fonte sempre jorrante da esperança cristã. São Paulo deixou-nos estas preciosas palavras, assim diz São Paulo: “O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança!”. Se a Igreja é um barco, o Espírito Santo é a vela que o empurra e o faz avançar no mar da história, hoje como no passado!

A esperança não é uma palavra vã, nem o nosso vago desejo de que tudo corra bem: a esperança é uma certeza, porque assenta na fidelidade de Deus às suas promessas. E por isso se chama virtude teologal: porque é infundida por Deus e tem Deus como garante. Não é uma virtude passiva, que simplesmente espera que as coisas aconteçam. É uma virtude supremamente ativa que ajuda a fazê-las acontecer. Alguém que lutou pela libertação dos pobres escreveu estas palavras: “O Espírito Santo está na origem do grito dos pobres. É a força dada àqueles que não têm forças. Ele lidera a luta pela emancipação e pela plena realização do povo dos oprimidos”.

Novos Ventos – 08 de Dezembro

Solenidade da Imaculada Conceição – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste II Domingo de Advento celebramos a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, isto é, Maria foi preservada da manha de pecado desde a Sua Concepção de modo que pura como Ela é Pura recebesse no Seu seio virginal o Deus feito Homem. O Evangelho deste domingo põe em evidência o acontecimento do mistério da Encarnação, o Anjo ao dirigir-se onde Maria se encontrava dirige-Lhe uma saudação. Num primeiro momento é importante nos deixarmos interpelar onde estaria Maria? Talvez, mergulhada num profundo recolhimento interior, talvez a meditar na Sagrada Escritura. Vemos que a iniciativa parte sempre de Deus ao enviar o Anjo, para Lhe comunicar que tinha sido escolhida e agraciada por Deus, para ser a Mãe de Jesus.

Gostaria de deixar uma interpelação a partir deste excerto; Maria, não entende aquelas palavras dirigidas pelo Anjo, nem tão pouco o grande mistério que estava a acontecer por meio daquela saudação, parece ter diante d’Ela um obstáculo: «como será isso se não conheço homem? Todavia, Maria não fica bloqueada diante do obstáculo, mas numa total confiança responde com enorme confiança «Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a Tua Vontade». Diante dos obstáculos e dificuldades da vida como é que eu me coloco diante de Deus, fico bloqueado e tenho medo de arriscar, ou sou capaz de ter uma atitude de confiança? Ao longo desta semana, procuremos não ficar retidos diante dos obstáculos da vida, mas como num trampolim saibamos dar o salto numa atitude de confiança em Deus.

A leitura do Livro dos Génesis, recorrendo às figuras míticas de Adão e Eva, a catequese de Israel mostra-nos a humanidade que rejeita as propostas de Deus e prefere trilhar caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência, à margem de Deus. Essa opção afasta os seres humanos da vida verdadeira; atira-os para um horizonte de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Efésios, Paulo reflete sobre “o mistério”, o projeto de Deus para o mundo e para os homens. Esse projeto, inscrito desde sempre na mente do próprio Deus, foi-nos revelado por Jesus Cristo. Com a sua vida, as suas palavras, os seus gestos, o seu amor até ao extremo, Cristo disse-nos como devíamos viver para encontrar vida em plenitude. Cada um de nós terá de fazer a sua opção e de dar a sua resposta à oferta que Deus nos faz.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a autossuficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril; porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra». Palavra da Salvação


Palavra de vida (Dezembro)

«Nada é impossível a Deus» (Lc 1,37)

Estamos na narração da Anunciação. O anjo Gabriel dirige-se a Maria de Nazaré para lhe dar a conhecer os planos de Deus sobre ela: conceberá e dará à luz um filho, Jesus, que «será grande e será chamado Filho do Altíssimo»[1]. Este episódio está em continuidade com outros acontecimentos do Antigo Testamento em que foram concedidos nascimentos prodigiosos a mulheres estéreis ou de idade avançada, cujos filhos seriam chamados a realizar missões importantes na história da salvação. Neste momento, Maria, mesmo querendo aderir em plena liberdade à missão de se tornar a mãe do Messias, pergunta como pode isso acontecer, sendo ela uma virgem. Gabriel garante que não será obra humana: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra»[2]. E acrescenta: «Nada é impossível a Deus»[3]. Augusto Parody Reyes

Neste novo ano litúrgico somos desafiados a “Ser peregrinos a cominho do Natal”, isso implica preparar o interior e também o exterior para percorrer o caminho. Quando me proponho a peregrinar devo antes de mais preparar a «mochila, os sapatos/sandálias, o cajado, o cantil e a tenda, mas também é necessário treinar algum tempo para poder aguentar as diversidades do caminho, as montanhas, os declives, a aridez e a solidão dos montes e colinas. Mas não basta ter o exercício físico para ultrapassar as dificuldades do caminho é sobretudo necessário preparar o interior que nos poderá fazer chegar a bom termo o nosso peregrinar. Nesta semana é a figura de Maria que nos acompanhará tal como Ela precisamos de dar o nosso «sim» e disponíveis para o serviço.

Fita – “Anunciadores da Boa Nova”

Nesta semana, robusteçamos a nossa fé, procurando escutar mais atentamente a voz de Cristo que caminha connosco e que nos diz “não tenhas medo” Eu estou contigo. Hoje vamos colocar no nosso presépio a imagem de «Maria», Ela que não teve receio de dar o seu «Sim», mesmo sem compreender o desígnio de Deus sobre Ela. Vamos registar aqueles que nos ajudaram a crescer e a encontrar-nos com Cristo.


Vaticano: pregações do Advento dedicadas à esperança

As portas do estupor, da confiança, da pequenez

“Este ano o tempo do Advento não nos prepara somente para o Natal, mas também nos acompanha rumo ao próximo Jubileu” escreve padre Pasolini no convite da Prefeitura da Casa Pontifícia para a participação nas sextas-feiras de meditação, acrescentando que este período litúrgico é uma oportunidade para que a graça renove “a experiência viva do amor de Deus, que desperta no coração a esperança certa da salvação em Cristo”, como escreve o Papa na Bula que anuncia o Ano Santo 2025 Spes non confundit. “As vozes dos profetas, tão presentes e insistentes neste período litúrgico, exortam-nos com força a não perder a orientação do caminho para o Reino de Deus” sublinha o religioso, que nos convida a ouvir estas vozes para “reconhecer quais são as portas que nos introduzem no mistério da nossa humanidade com renovada esperança”. Estas portas, explica o pregador da Casa Pontifícia, são a “do estupor, para saber admirar as sementes do Evangelho presentes no mundo e na história”, a “da confiança, para caminhar-nos em direção aos outros com coração respeitoso e aberto” e, por fim, a “da pequenez, para não ter medo de finalmente nos tornarmos nós mesmos”.

“O passo da metamorfose interna”

Na iminência do Ano Santo, a Prefeitura da Casa Pontifícia propõe novamente as palavras pronunciadas por Paulo VI na abertura do Jubileu de 1975: “A celebração do Jubileu, com a sua simples mas profunda disciplina espiritual, e com a abertura simbólica das suas portas de misericórdia e de perdão, quer significar o passo da metamorfose interior, o passo corajoso da verdade moral (…) o passo da conversão do coração”. Palavras que nos levam a refletir sobre o significado do Ano da Graça e como vivê-lo.

Papa: rezemos para que o próximo Jubileu nos fortaleça na fé

A esperança é uma âncora

Durante o período da pandemia, durante a Statio Orbis na Praça São Pedro totalmente vazia, o Papa Francisco utilizou a metáfora evangélica do barco em meio da tempestade, para recordar a fragilidade e o desconcerto da humanidade diante das grandes provações. Num certo sentido, na intenção de oração deste mês, o Santo Padre volta a nos colocar nesse barco a fim de destacar a importância da âncora: Quando não sabes se amanhã poderás dar de comer a teus filhos, ou se o que estás estudando te permitirá ter um trabalho digno, é fácil cair no desânimo. Onde buscar a esperança? “A esperança é uma âncora. Uma âncora que se joga com a corda e afunda na areia. E nós temos de estar agarrados à corda da esperança. Bem agarrados.”

“A virtude da esperança nos dá tanta força para caminhar na vida”, disse o Papa Francisco na Audiência Geral de 28 de dezembro de 2016, dedicada à figura de Abraão, que, por um lado, não tem “receio de ver a realidade por aquilo que ela é” e, por outro, é capaz de “ir além dos raciocínios humanos, da sabedoria e da prudência do mundo, além daquilo que normalmente é considerado sensatez, para acreditar no impossível”. Como Abraão, os protagonistas do vídeo deste mês também se põem a caminho, partindo de suas próprias dificuldades: as preocupações de uma mulher diante de sua despensa vazia, as dúvidas de uma estudante a respeito de seu futuro. Ambas encontram, em seu caminho, uns “peregrinos da esperança” que as acolhem e as consolam, convidando-as a se unirem a seu caminho metafórico para a Porta Santa, que permanecerá aberta durante todo o Jubileu.

Que o Jubileu nos fortaleça na fé

O Jubileu 2025, cujo tema é “Peregrinos da esperança”, será um tempo de celebração e de profunda reflexão. O também chamado “Ano Santo” não é somente uma etapa no caminho da fé, mas é um chamado a reconhecer a Cristo no dia a dia. “Ajudemo-nos uns aos outros a descobrir este encontro com Cristo que nos dá a vida e coloquemo-nos a caminho como peregrinos da esperança, para celebrar a vida e dentro da vida está também o próximo Jubileu, como uma etapa.”

“Vamos encher nosso dia a dia com o dom da esperança que Deus nos dá e permitamos que através de nós ela chegue a todos que a procuram. Não se esqueçam: a esperança não decepciona nunca”, diz o Papa no vídeo elaborado pela Rede Mundial de Oração do Papa e produzido em parceria com a Fundação Pro Rede Mundial de Oração do Papa e com o Dicastério para a Evangelização. “Rezemos para que o próximo Jubileu nos fortaleça na fé, nos ajude a reconhecer Cristo ressuscitado presente em nossas vidas, e nos transforme em peregrinos da esperança cristã.”

Novos Ventos – 01 de dezembro

I Domingo do Advento – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste I Domingo de Advento a liturgia desafia-nos a ter uma atitude de «vigilância». Apesar, da linguagem apocalíptica usada pelo autor sagrado o importante é termos consciência de que o Senhor virá para trazer a libertação ao seu povo. Um povo escravo numa terra estrangeira, um povo que diversas vezes se esquece deste Deus libertador e que continuamente vive preso à escravidão do pecado. Diz-nos o evangelista São Lucas que este Senhor «virá com grande poder e glória» trazer a libertação aos homens. Quanto a esse dia e a essa hora ninguém o sabe, só pertence Deus determinar esses momentos. Por isso, é necessário permanecer numa atitude de vigilância para não sermos surpreendidos pela chegada inesperada deste Senhor que vem. Então o que poderemos fazer para ter esta atitude de vigilância? Tal como Maria procuremos cada momento meditar nas Palavras do Senhor, viver numa continua doação aos outros e disponível para servir e que cada coisa por mais pequena que possamos fazer, seja um acto de oração ao Criador; quer esteja no escritório, na fábrica, na escola, a cozinhar, arrumar a casa ou na igreja que cada coisa seja uma continua oração.

Ao iniciar esta caminhada de Advento/Natal, procuremos ao longo desta semana, com os olhos fixos no Deus que caminha connosco, “habituar-nos” a este contínuo caminhar, onde a caridade é a marca do cristão. Ao longo desta semana vou registar as bênçãos diárias como atitude do meu peregrinar para o Natal.

A leitura do Livro de Jeremias, pela boca do profeta Jeremias, o Deus da Aliança garante a Judá que não esqueceu as suas promessas; e que vai enviar um “rebento” da família de David para, através dele, concretizar esse mundo de justiça e de paz com que o Povo sonha. O Messias, o “rebento” de David, trará ao Povo de Deus justiça, harmonia, vida em abundância.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Tessalonicenses, Paulo convida os cristãos de Tessalónica – e os cristãos de todos os lugares e épocas – a esperarem a vinda do Senhor sem se deixarem tentar pela mediocridade e pela acomodação. O amor fraterno, “uns para com os outros e para com todos”, será a marca distintiva dos discípulos que esperam com fidelidade a vinda de Jesus.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, Jesus fala aos discípulos do “dia do Senhor”, o dia em que o mundo velho, prisioneiro do egoísmo, da maldade e do pecado, vai cair, a fim de dar lugar a um mundo novo. Esse dia será, para os discípulos, o dia da libertação, o dia da alegria suprema. Enquanto esperam que esse dia chegue, devem manter-se fiéis e vigilantes, escutando Deus e os seus apelos, atentos às necessidades e sofrimentos dos outros homens e mulheres com quem caminham.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer e comparecer diante do Filho do homem».  Palavra da Salvação


Caminhada de Advento/Natal 2024

Estamos a dar início à nossa caminhada espiritual neste período do Advento, Natal e Epifania, lembrando que Deus caminha connosco em cada passo da nossa jornada. A vida é caminho para nós, cristãos. Neste início de Advento, a Igreja, põe-se a caminho e convida todos a peregrinar com a certeza de que Deus caminha connosco.

No tempo de Advento, a comunidade cristã celebra, representa e revive a espera da vinda do Senhor na humildade da condição humana. O presente atualiza a vinda do Emanuel e prepara-nos para acolher o futuro da vinda gloriosa do Senhor.

Ao iniciar um novo ano litúrgico temos de estar preparados para todos os desafios que isso implica. Para tal usando a simbologia do peregrino «mochila, sapatos/sandálias, cajado cantil e tenda vamos construindo o nosso presépio a cada semana colocando uma imagem «figura» no presépio e colocando a frase que nos ajudará a estar em plena comunhão com a proposta diocesana «Deus caminha connosco», aquilo que marcará a caminhada são os símbolos do caminho que nos levará à centralidade do presépio.

Nesta primeira semana o texto bíblico que nos ajudará a percorrer esse caminho é: “Senhor, vos faça crescer e abundar na caridade” (1 Ts 3,12).

Fita a colocar junto do presépio será: “Deus cuida do nosso caminhar”. Queremos nesta semana, com os olhos fixos no Deus que caminha connosco, “habituar-nos” a este contínuo caminhar, onde a caridade é a marca do cristão. Ao longo desta semana vou registar as bênçãos diárias como atitude do meu peregrinar para o Natal.


Jubileu: disponível online o “Cartão de Serviços” para os peregrinos

A quase um mês exato do início do Jubileu 2025, com o tema “Peregrinos da Esperança”, já está disponível online a partir desta terça-feira, 26 de novembro, o Cartão de Serviços, uma seção especial do Cartão do Peregrino que oferece descontos e benefícios dedicados a quem participar das celebrações e eventos jubilares. Uma nova iniciativa para favorecer a acolhida dos numerosos peregrinos esperados em Roma para o Ano Santo.

O Cartão de Serviços é gratuito e disponibiliza uma série de vantagens em diversas áreas: seguros, para viver uma peregrinação com segurança; hospedagem, garantindo soluções facilitadas para estadias e pernoites; alimentação, com ofertas em refeições e restaurantes; produtos oficiais, oferecendo descontos em itens relacionados ao Jubileu; transportes e mobilidade, com tarifas reduzidas para deslocamentos e transportes locais; comunicação, por meio de serviços dedicados para manter-se sempre conectado.

Conforme informado no site oficial do Jubileu, para acessar o Cartão do Peregrino e, portanto, o Cartão de Serviços, é necessário registrar-se no portal oficial. Após a conclusão do cadastro, cada peregrino receberá um QR Code personalizado, que permitirá a participação nos eventos jubilares e o acesso aos benefícios exclusivos do Cartão. É possível usufruir do Cartão de Serviços também por meio do aplicativo oficial Iubilaeum25 (é necessário atualizar o aplicativo para a versão mais recente disponível).

O leigo Pier Giorgio Frassati e a missionária Maria Troncatti logo serão santos

Frassati, o jovem muito amado pelo Papa Francisco

E se o Pontífice anunciou no Angelus do último domingo (24/11), que o jovem leigo de Turim será canonizado no dia 3 de agosto próximo, durante o Jubileu dos Jovens em concomitância com o centenário de sua morte, no dia 4 de julho de 1925, nesta segunda-feira foi anunciado o resultado positivo da sessão ordinária dos Cardeais e Bispos sobre o milagre atribuído à intercessão do Beato. Trata-se da cura de uma “lesão no tendão de Aquiles” envolvendo um sacerdote, na época seminarista, ocorrida nos Estados Unidos em 2017. Durante um jogo de basquete em Los Angeles o jovem sofreu uma lesão no tornozelo direito e não conseguia mais andar. Enquanto a necessidade de uma cirurgia se aproximava, ele invocou a intercessão do Beato Pier Giorgio para não ter que se submeter à operação. O seminarista iniciou uma novena, ao final da qual percebeu uma forte sensação de calor ao redor da parte dolorida e a partir desse momento não sentiu mais os sintomas.

Nascido em Turim, em 6 de abril de 1901, numa família de classe alta, Frassati era filho de Alfredo, jornalista agnóstico que fundou e dirigiu o jornal “La Stampa”. Foi a mãe quem deu aos seus dois filhos, Pier Giorgio e Luciana, uma educação religiosa. Durante os estudos no Instituto Social Jesuíta, o jovem começou a receber a Comunhão diária e a participar nas Conferências de São Vicente. Inscrito na Faculdade de Engenharia da Politécnica da capital piemontesa, para depois “poder servir a Cristo entre os mineiros”, ingressou no clube municipal da Federação Universitária Católica Italiana (FUCI), onde fortaleceu a sua educação cristã, alimentando a sua fé com a Eucaristia Diária, a meditação da Palavra de Deus e a confissão frequente, acompanhada de um assíduo apostolado social. Tendo ingressado na Ordem Terceira Dominicana com o nome de Fra Girolamo, dedicou seu tempo livre a ajudar os mais pobres e marginalizados. Cultivou interesses culturais e esportivos, continuando uma fervorosa obra de apostolado entre os seus coetâneos. Contrário ao regime ditatorial fascista, Frassati aderiu ao Partido Popular. Atingido pela poliomielite fulminante, provavelmente contraída enquanto cuidava dos pobres, ele faleceu com apenas 24 anos. Muito amado pelo Papa Francisco – que, muitas vezes o propôs como modelo para as novas gerações, confidenciou recentemente: “Quando criança ouvi falar dele porque o meu pai era membro da Ação Católica” (Discurso ao Conselho Nacional dos Jovens, 16 novembro de 2024). Pier Giorgio foi beatificado em 20 de maio de 1990 por João Paulo II.

Novos Ventos – 24 de Novembro

Solenidade de Cristo Rei – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Hoje celebramos a Solenidade de Cristo Rei do Universo, a grande questão que trouxe ao longo dos tempos a dificuldade de aceitação da Pessoa de Jesus. A realeza de Jesus suscita diversas incompreensões; Herodes surpreendido pelos Magos ao empreender uma viagem para Adorar o «Rei que acabava de nascer», ficou assustado porque julgava que pusesse em causa a coroa de Herodes. Pilatos ao perguntar a Jesus «Tu és o Rei dos Judeus»? também fica perturbado. Na verdade, Jesus intitula-se como Rei, mas esse reino não é territorial nem perecível o «Reino de Jesus é eterno, não é deste mundo, não se restringe a uma nação, mas é um «reino universal. Jesus é «Rei do Universo» e as Palavras e ensinamentos de Jesus foi sempre de levar a humanidade abraçar a Sua mensagem salvífica. Enquanto, os reis temporais têm um trono revestido de ouro e das maiores riquezas o trono de Jesus é uma Cruz, as coroas dos reis perecíveis são de ouro, a coroa deste grande Rei é de espinhos. Todavia, os reinos governados por homens perecem e deixam de existir ao passo que o «Reino de Jesus é Eterno, jamais se extingue».

Será que eu também busco apenas as coisas perecíveis ou acolho as Palavras de Jesus? Jesus disse a Pilatos «Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».

A leitura do Livro de Daniel, anuncia que Deus vai intervir no mundo, a fim de eliminar a crueldade, a violência e a opressão que marcam a história dos reinos humanos. Através de “filho de homem” que vai aparecer “sobre as nuvens”, Deus vai devolver à história a sua dimensão de “humanidade” e fazer com que os seus filhos caminhem em paz. Os cristãos verão na figura desse “filho de homem”, um anúncio da realeza de Jesus.

A leitura do Apocalipse de São João, o autor do Livro do Apocalipse apresenta Jesus como o Senhor do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o “príncipe dos reis da terra”, Aquele que há de vir “por entre as nuvens” cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de “filho de homem” de que falava a primeira leitura.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, Jesus assume a sua realeza diante de Pilatos, o “prefeito” romano da Judeia. No entanto deixa claro que a sua realeza não assenta em lógicas de poder, de autoridade, de domínio, de ambição, como acontece com os reis da terra. A missão “real” de Jesus é dar “testemunho da verdade”; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o rei dos Judeus?». Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?». Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?». Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz». Palavra da Salvação


Os Papas e as crianças, vozes a serem ouvidas para acolher o futuro

Todos os anos, em 20 de novembro, o Unicef comemora o Dia Mundial da Criança com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os direitos das crianças e dos adolescentes. Essa data não é coincidência: em 20 de novembro de 1989, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Convenção sobre os Direitos da Criança. Este ano, a mensagem do Unicef, ‘Ouça o futuro’, é uma exortação aos governos, ao setor privado, às famílias e a todos os adultos para que ouçam as vozes das crianças e dos jovens. Em todo o mundo, uma em cada quatro crianças vive em situação de extrema pobreza alimentar.

Francisco: as crianças são o futuro

O Papa Francisco, que desejou fortemente o primeiro Dia Mundial das Crianças realizado em maio passado em Roma, lembrou repetidamente as ameaças dramáticas que afetam as crianças mais jovens em várias regiões do planeta. Em 6 de novembro de 2023, o Papa se reuniu com mais de 6.000 crianças de 56 países. O discurso do Pontífice tem uma direção, a do futuro:

Gostaria de dar as boas-vindas a todos vocês assim, um por um, mas são muitos, e por isso digo a todos juntos, meninos e meninas, que vocês são uma coisa maravilhosa, sua idade é maravilhosa, e digo a vocês que sigam em frente. E vocês estão certos na Igreja. Pensem nas crianças que estão sofrendo neste momento – não esqueçamos – com os desastres climáticos, com a fome, com a guerra e com a pobreza. Você sabe que há pessoas más que fazem o mal, que fazem guerra, que destroem. Vocês querem fazer o mal? [resposta: “Não!”] Você quer ajudar? [resposta: “Sim!”] Eu gosto disso, eu gosto disso. Queridas crianças, sua presença aqui é um sinal que vai direto ao coração de todos nós, adultos, e nós, os adultos, devemos observar sua espontaneidade e ouvir sua mensagem.

Proteger os direitos das crianças

As palavras proferidas por Pio XII em 1949 durante sua reunião com crianças de escolas primárias em Roma ressoaram em um mundo que acabava de sair do drama da Segunda Guerra Mundial. Hoje, as rápidas mudanças globais estão questionando os próprios fundamentos da infância do futuro. Conflitos e graves violações de direitos minam um dos princípios fundamentais da humanidade: o cuidado e a proteção das crianças. O último relatório do Unicef, “A situação das crianças no mundo em 2024: O futuro da infância num mundo em mudança”, faz um apelo aos governos: ajam agora para proteger os direitos das crianças e dos adolescentes. É preciso implementar soluções para reduzir e se adaptar às mudanças climáticas, planejar as mudanças demográficas e garantir a boa governança no uso das tecnologias mais recentes.


Papa: Acutis e Frassati serão santos no Jubileu. No Vaticano, evento sobre direitos das crianças

O Papa anunciou a novidade na manhã desta quarta-feira (20/11) ao final da Audiência Geral, provocando aplausos na Praça de São Pedro, repleta de milhares de fiéis abrigados sob guarda-chuvas. Entre eles, também algumas crianças do comitê organizador de um grande evento que será promovido no Vaticano em 3 de fevereiro: o Encontro Mundial sobre os Direitos das Crianças, intitulado “Vamos amá-las e protegê-las”, que contará com a participação de especialistas e personalidades de diferentes países.

As canonizações

O pequeno Francisco (“Você se chama como eu!”, exclamou o Papa) e todos os outros apertaram a mão do Pontífice e tiraram uma foto juntos. Logo depois, Jorge Mario Bergoglio, ainda pensando nos pequenos, fez o anúncio das duas canonizações: “Quero dizer que no próximo ano, no Jubileu dos Adolescentes, canonizarei o Beato Carlo Acutis e, no Jubileu dos Jovens, no próximo ano, canonizarei o Beato Pier Giorgio Frassati.”

Dois “jovens” santos

Em 23 de maio, o Papa Francisco aprovou o decreto para a canonização de Carlo Acutis, o jovem leigo apaixonado pela Eucaristia e pela tecnologia da informação, descrito por muitos como “um influencer da santidade”. No Consistório ordinário de 1º de julho, ele havia anunciado que seria elevado às honras dos altares “em uma data a ser determinada”. O bispo de Assis, Domenico Sorrentino, havia antecipado nos últimos meses que a Providência, disse o bispo, “queria que a proclamação de sua santidade, a ’canonização’, ocorresse no ano jubilar que começará dentro de alguns meses”. Frassati, um jovem estudante de Turim, terciário dominicano e membro dos Vicentinos, da Fuci e da Ação Católica, é um dos beatos mais conhecidos entre as novas gerações de católicos, considerado um dos santos “sociais” da Itália. Membro de uma família rica, dedicado à oração e aos frágeis, era também um bom esportista: “um alpinista… sagaz”, chamou-o João Paulo II, que quis beatificar esse “menino das oito Bem-aventuranças” em 1990. Agora, outro Pontífice, de origem piemontesa, o eleva às honras dos altares em um ano dedicado a recuperar a esperança. Aquela que tanto Acutis quanto Frassati pregaram, não com palavras, mas com suas vidas.

Estudar a história para viver a fé hoje

Estudar a história da Igreja é uma forma de preservar a memória e construir o futuro. E é o modo melhor para interpretar a realidade que nos rodeia. Educar as jovens gerações a aprofundar o passado, a não confiarem nos slogans simplificadores, a moverem-se com destreza no labirinto de milhões de “notícias” muitas vezes falsas ou de qualquer forma tendenciosas e incompletas, é uma missão que diz respeito a todos nós. As palavras de São Filipe Néri insistem no vínculo peculiar da fé cristã com a história. A encarnação, morte e ressurreição do Filho de Deus é um acontecimento que dividiu em dois – um antes e um depois – a história da humanidade. A fé católica não é antes de tudo ideia, filosofia, moral, mas relação, vida, uma concreta, história. Somos cristãos graças a um testemunho transmitido de mãe para filho, de pai para filha, de avós para netos. E retrocedendo esta cadeia chegamos às primeiras testemunhas, os apóstolos, que partilharam, dia após dia, toda a vida pública de Jesus.

Este amor pela história, acompanhado pelo olhar de fé, faz olhar com atenção também para as páginas menos nobres e mais sombrias do passado da Igreja. «Estudar sem preconceitos porque a Igreja não tem necessidade de mentiras, mas somente da verdade», disse Leão XIII ao abrir o então Arquivo Secreto do Vaticano em 1889.

Certamente, aprofundar a história nos coloca em contato com as “manchas” e com “rugas” do passado. Francisco explica que «a história da Igreja ajuda-nos a olhar para a Igreja real para poder amar aquela que existe verdadeiramente e que aprendeu e continua a aprender com os seus erros e as suas quedas”. Reconhecendo a si mesma também nos momentos obscuros, a torna capaz de compreender «as manchas e feridas» do mundo de hoje. O olhar do Papa está, portanto, muito distante de qualquer preocupação apologética, voltada a apresentar uma realidade açucarada; bem como pelas tendências ideológicas que pelo contrário pintam a Igreja como um covil de malfeitores.

Novos Ventos – 17 de Novembro

XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo coloca em evidência a dimensão escatológica, isto é,  uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final da espécie humana, comumente denominado como fim do mundo. Mais do que a preocupação deste tempo, devemos estar atentos ao encontro com Jesus que vem em cada momento e em cada tempo às nossas vidas. Estamos prestes a iniciar um novo tempo litúrgico «o Advento» que significa esta expetativa do Senhor que vem até nós. Diz-nos o evangelista São Marcos «passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece…”. Em suma, aquilo que realmente importa é estar ancorados na Palavra de Deus. O mundo e as coisas do mundo passam, mas a Palavra de Deus permanece. Portanto, fixemos a nossa vida na Palavra, ou seja, em Cristo que é a Palavra Incarnada e procuremos viver vigilantes e preparados para que o Senhor ao chegar nos encontrar unidos no Seu Amor. Os extratos da Escritura proclamados neste domingo recordam-nos que este momento virá e que nós não conhecemos nem o dia nem a hora. Estou pronto? Estou pronta? Perguntemo-nos, então, se estamos preparados para este encontro.

A leitura do Livro de Daniel, anuncia aos crentes perseguidos pelo rei selêucida Antíoco IV Epífanes, que Deus se prepara para intervir e para lhes oferecer a salvação. A ação de Deus porá fim ao sofrimento intolerável em que estão e abrir-lhes-á as portas de uma vida nova, de uma vida eterna. Esta esperança deve sustentar os justos na sua aflição e animá-los a permanecerem fiéis a Deus.

A leitura da Carta aos Hebreus lembra que Jesus veio ao mundo para concretizar o projeto de Deus: libertar o homem do pecado e de inseri-lo numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Cristo ensinou-nos a vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. É esse o caminho do mundo novo, o caminho que conduz à vida definitiva.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos, Jesus assegura-nos que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer surgir um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que vivam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade; e que, com paciência e confiança, se disponham a acolher e a concretizar os projetos, os apelos e os desafios de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai». Palavra da Salvação


Dia Mundial dos Pobres: Papa almoçará com 1.300 pessoas carentes

A bênção das chaves e o almoço na Sala Paulo VI

Como de costume, o Papa Francisco presidirá a Celebração Eucarística na Basílica de São Pedro às 10h locais. Antes da Santa Missa, o Santo Padre abençoará simbolicamente 13 chaves, que representam os 13 países em que a Aliança Famvin para os Sem-Teto (FHA), da Família Vicentina, construirá novas casas para pessoas desfavorecidas, com o projeto “13 casas” para o Jubileu. Dentre estes países encontra-se também a Síria, cujas 13 casas serão financiadas diretamente pela Santa Sé como gesto de caridade para o Ano Santo.

Este grande ato de solidariedade foi possível graças à generosa doação da UnipolSai (uma companhia de seguro italiana), que quis contribuir com entusiasmo em vista do Ano Santo a este sinal de esperança para uma terra ainda martirizada pela guerra. Depois, na Sala Paulo VI, o Papa almoçará junto com 1.300 pobres. O almoço, organizado pelo Dicastério para o Serviço da Caridade, será oferecido, este ano, pela Cruz Vermelha Italiana e será animado por sua Fanfarra Nacional. Ao final do almoço, cada pessoa receberá uma mochila oferecida pelos Padres Vicentinos (Congregação da Missão), contendo alimentos e produtos de higiene pessoal.

Os serviços do Ambulatório “Mãe de Misericórdia”

O Ambulatório Mãe da Misericórdia, uma estrutura ligada ao Dicastério para o Serviço da Caridade que oferece diariamente assistência médica gratuita aos pobres e necessitados, permanecerá aberto das 8h às 17h, durante esta semana até 16 de novembro. Sempre haverá um serviço de atendimento médico. Além disso, todos os dias serão feitas vacinas contra gripe, feitos exames de sangue, testes e doações de medicamentos. Todos os serviços são gratuitos e reservados para aqueles que vivem em situações de pobreza, marginalização ou dificuldade. Medicamentos e terapias necessários também serão sempre garantidos. Médicos de 18 especialidades diferentes estarão presentes. As consultas especializadas oferecidas durante a semana incluirão: cardiologia, ortopedia, oftalmologia, cirurgia geral, reumatologia, dermatologia, odontologia, ginecologia, pneumologia, otorrinolaringologia, oncologia, ultrassom, urologia, psiquiatria, neurologia, doenças infecciosas, gastroenterologia, nefrologia e podologia.


O Papa: Maria é instrumento do Espírito Santo na sua ação santificadora

Segundo Francisco, “na tradição católica há sempre este lema, esta expressão: “Ad Iesum per Mariam”. Nossa Senhora nos faz ver Jesus. Ela nos abre as portas, sempre! Nossa Senhora é a mãe que nos conduz pela mão em direção a Jesus. Maria nunca aponta para si mesma: Nossa Senhora aponta para Jesus. Esta é a piedade mariana: a Jesus pelas mãos de Nossa Senhora”. “São Paulo define a comunidade cristã como “uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações”. Maria, como primeira discípula e figura da Igreja, é também uma carta escrita com o Espírito de Deus vivo”, disse ainda Francisco. Ao dizer o seu “sim” ao anúncio do anjo é como se Maria dissesse a Deus: “Eis-me aqui, sou uma tábua de escrever: que o Escritor escreva o que quiser, faça de mim o que quiser o Senhor de todas as coisas”. Eis, portanto, como a Mãe de Deus é instrumento do Espírito Santo na sua ação santificadora. No meio da profusão interminável de palavras ditas e escritas sobre Deus, sobre a Igreja e sobre a santidade, ela sugere apenas duas palavras que todos, mesmo os mais simples, podem pronunciar em qualquer ocasião: “Eis-me aqui” e “fiat”. Maria é aquela que disse “sim” a Deus e, com o seu exemplo e a sua intercessão, incita-nos a dizer-Lhe também o nosso “sim”, cada vez que nos vemos confrontados com uma obediência a cumprir ou uma prova a vencer.

De acordo com o Papa, “em todos os momentos da sua história, mas particularmente neste momento, a Igreja encontra-se na situação em que se encontrava a comunidade cristã após a Ascensão de Jesus ao céu. Ela deve anunciar o Evangelho a todos os povos, mas está à espera do “poder do alto” para o poder fazer. E não esqueçamos que, naquele momento, como lemos nos Atos dos Apóstolos, os discípulos estavam reunidos ao redor de “Maria, mãe de Jesus”. É verdade que havia outras mulheres com ela no cenáculo, mas a sua presença é diferente e única entre todas. Entre ela e o Espírito Santo existe um vínculo único e eternamente indestrutível que é a própria pessoa de Cristo, “encarnado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria”, como rezamos no Credo. O evangelista Lucas sublinha deliberadamente a correspondência entre a vinda do Espírito Santo sobre Maria na Anunciação e a sua vinda sobre os discípulos no Pentecostes, usando algumas expressões idênticas em ambos os casos.

O Papa recordou que São Francisco de Assis, “numa das suas orações, saúda a Virgem como “filha e serva do Rei Altíssimo, o Pai Celeste, mãe do Santíssimo Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo”. Filha do Pai, Mãe do Filho, Esposa do Espírito Santo! Nenhuma palavra mais simples poderia ilustrar a relação única de Maria com a Trindade”. “Como todas as imagens, esta da “esposa do Espírito Santo” não deve ser absolutizada, mas tomada pela quantidade de verdade que contém, e é uma verdade muito bela. Ela é a esposa, mas é, antes disso, a discípula do Espírito Santo”, disse ainda Francisco. “Aprendamos com ela a ser dóceis às inspirações do Espírito, especialmente quando Ele nos sugere que “nos levantemos depressa” e vamos ajudar alguém em necessidade, como ela fez logo depois que o anjo a deixou”, concluiu.

11º Aniversário sacerdotal – 17 de novembro 2013

No dia 17 de novembro de 2013, iniciava uma divina aventura para estes três novos sacerdotes, Leonel Abrantes, Nuno Queirós e Victor Cardoso, um voo de grande altitude, mas que não estava nas nossas mãos a compreensão de tal desígnio de Amor, apenas uma total confiança em Deus e uma atitude de enorme heroicidade, assim dávamos o nosso «sim» à vontade de Deus servindo a Igreja em terras de Aveiro. Uma imensa alegria contagiava o rosto destes novos sacerdotes. Com grande alegria e entusiasmo entrámos nessa divina aventura, cada um no exercício do seu ministério nas diversas comunidades que nos foram confiadas, nos diversos arciprestados de Oliveira do Bairro, Vagos e Albergaria-a-Velha. Depois, seguiram-se novos desafios e empenhos noutros arciprestados e outras responsabilidades que nos foram sendo confiadas. Hoje, passados estes 11 anos de sacerdócio é tempo de dar graças por todas as comunidades que servimos e de modo particular aquelas que nos estão confiadas, entre elas saliento as minhas comunidades de Torreira e São Jacinto. Que o Senhor nos ajude nesta corresponsabilidade de sermos cada vez mais uma Igreja sinodal e comprometida em construir uma maior comunhão.

Com enorme gratidão e amizade neste dia de ação de graças, padre Victor Marques Cardoso!!!