Novos Ventos – 17 de Novembro

XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo coloca em evidência a dimensão escatológica, isto é,  uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final da espécie humana, comumente denominado como fim do mundo. Mais do que a preocupação deste tempo, devemos estar atentos ao encontro com Jesus que vem em cada momento e em cada tempo às nossas vidas. Estamos prestes a iniciar um novo tempo litúrgico «o Advento» que significa esta expetativa do Senhor que vem até nós. Diz-nos o evangelista São Marcos «passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece…”. Em suma, aquilo que realmente importa é estar ancorados na Palavra de Deus. O mundo e as coisas do mundo passam, mas a Palavra de Deus permanece. Portanto, fixemos a nossa vida na Palavra, ou seja, em Cristo que é a Palavra Incarnada e procuremos viver vigilantes e preparados para que o Senhor ao chegar nos encontrar unidos no Seu Amor. Os extratos da Escritura proclamados neste domingo recordam-nos que este momento virá e que nós não conhecemos nem o dia nem a hora. Estou pronto? Estou pronta? Perguntemo-nos, então, se estamos preparados para este encontro.

A leitura do Livro de Daniel, anuncia aos crentes perseguidos pelo rei selêucida Antíoco IV Epífanes, que Deus se prepara para intervir e para lhes oferecer a salvação. A ação de Deus porá fim ao sofrimento intolerável em que estão e abrir-lhes-á as portas de uma vida nova, de uma vida eterna. Esta esperança deve sustentar os justos na sua aflição e animá-los a permanecerem fiéis a Deus.

A leitura da Carta aos Hebreus lembra que Jesus veio ao mundo para concretizar o projeto de Deus: libertar o homem do pecado e de inseri-lo numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Cristo ensinou-nos a vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. É esse o caminho do mundo novo, o caminho que conduz à vida definitiva.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos, Jesus assegura-nos que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer surgir um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que vivam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade; e que, com paciência e confiança, se disponham a acolher e a concretizar os projetos, os apelos e os desafios de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai». Palavra da Salvação


Dia Mundial dos Pobres: Papa almoçará com 1.300 pessoas carentes

A bênção das chaves e o almoço na Sala Paulo VI

Como de costume, o Papa Francisco presidirá a Celebração Eucarística na Basílica de São Pedro às 10h locais. Antes da Santa Missa, o Santo Padre abençoará simbolicamente 13 chaves, que representam os 13 países em que a Aliança Famvin para os Sem-Teto (FHA), da Família Vicentina, construirá novas casas para pessoas desfavorecidas, com o projeto “13 casas” para o Jubileu. Dentre estes países encontra-se também a Síria, cujas 13 casas serão financiadas diretamente pela Santa Sé como gesto de caridade para o Ano Santo.

Este grande ato de solidariedade foi possível graças à generosa doação da UnipolSai (uma companhia de seguro italiana), que quis contribuir com entusiasmo em vista do Ano Santo a este sinal de esperança para uma terra ainda martirizada pela guerra. Depois, na Sala Paulo VI, o Papa almoçará junto com 1.300 pobres. O almoço, organizado pelo Dicastério para o Serviço da Caridade, será oferecido, este ano, pela Cruz Vermelha Italiana e será animado por sua Fanfarra Nacional. Ao final do almoço, cada pessoa receberá uma mochila oferecida pelos Padres Vicentinos (Congregação da Missão), contendo alimentos e produtos de higiene pessoal.

Os serviços do Ambulatório “Mãe de Misericórdia”

O Ambulatório Mãe da Misericórdia, uma estrutura ligada ao Dicastério para o Serviço da Caridade que oferece diariamente assistência médica gratuita aos pobres e necessitados, permanecerá aberto das 8h às 17h, durante esta semana até 16 de novembro. Sempre haverá um serviço de atendimento médico. Além disso, todos os dias serão feitas vacinas contra gripe, feitos exames de sangue, testes e doações de medicamentos. Todos os serviços são gratuitos e reservados para aqueles que vivem em situações de pobreza, marginalização ou dificuldade. Medicamentos e terapias necessários também serão sempre garantidos. Médicos de 18 especialidades diferentes estarão presentes. As consultas especializadas oferecidas durante a semana incluirão: cardiologia, ortopedia, oftalmologia, cirurgia geral, reumatologia, dermatologia, odontologia, ginecologia, pneumologia, otorrinolaringologia, oncologia, ultrassom, urologia, psiquiatria, neurologia, doenças infecciosas, gastroenterologia, nefrologia e podologia.


O Papa: Maria é instrumento do Espírito Santo na sua ação santificadora

Segundo Francisco, “na tradição católica há sempre este lema, esta expressão: “Ad Iesum per Mariam”. Nossa Senhora nos faz ver Jesus. Ela nos abre as portas, sempre! Nossa Senhora é a mãe que nos conduz pela mão em direção a Jesus. Maria nunca aponta para si mesma: Nossa Senhora aponta para Jesus. Esta é a piedade mariana: a Jesus pelas mãos de Nossa Senhora”. “São Paulo define a comunidade cristã como “uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações”. Maria, como primeira discípula e figura da Igreja, é também uma carta escrita com o Espírito de Deus vivo”, disse ainda Francisco. Ao dizer o seu “sim” ao anúncio do anjo é como se Maria dissesse a Deus: “Eis-me aqui, sou uma tábua de escrever: que o Escritor escreva o que quiser, faça de mim o que quiser o Senhor de todas as coisas”. Eis, portanto, como a Mãe de Deus é instrumento do Espírito Santo na sua ação santificadora. No meio da profusão interminável de palavras ditas e escritas sobre Deus, sobre a Igreja e sobre a santidade, ela sugere apenas duas palavras que todos, mesmo os mais simples, podem pronunciar em qualquer ocasião: “Eis-me aqui” e “fiat”. Maria é aquela que disse “sim” a Deus e, com o seu exemplo e a sua intercessão, incita-nos a dizer-Lhe também o nosso “sim”, cada vez que nos vemos confrontados com uma obediência a cumprir ou uma prova a vencer.

De acordo com o Papa, “em todos os momentos da sua história, mas particularmente neste momento, a Igreja encontra-se na situação em que se encontrava a comunidade cristã após a Ascensão de Jesus ao céu. Ela deve anunciar o Evangelho a todos os povos, mas está à espera do “poder do alto” para o poder fazer. E não esqueçamos que, naquele momento, como lemos nos Atos dos Apóstolos, os discípulos estavam reunidos ao redor de “Maria, mãe de Jesus”. É verdade que havia outras mulheres com ela no cenáculo, mas a sua presença é diferente e única entre todas. Entre ela e o Espírito Santo existe um vínculo único e eternamente indestrutível que é a própria pessoa de Cristo, “encarnado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria”, como rezamos no Credo. O evangelista Lucas sublinha deliberadamente a correspondência entre a vinda do Espírito Santo sobre Maria na Anunciação e a sua vinda sobre os discípulos no Pentecostes, usando algumas expressões idênticas em ambos os casos.

O Papa recordou que São Francisco de Assis, “numa das suas orações, saúda a Virgem como “filha e serva do Rei Altíssimo, o Pai Celeste, mãe do Santíssimo Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo”. Filha do Pai, Mãe do Filho, Esposa do Espírito Santo! Nenhuma palavra mais simples poderia ilustrar a relação única de Maria com a Trindade”. “Como todas as imagens, esta da “esposa do Espírito Santo” não deve ser absolutizada, mas tomada pela quantidade de verdade que contém, e é uma verdade muito bela. Ela é a esposa, mas é, antes disso, a discípula do Espírito Santo”, disse ainda Francisco. “Aprendamos com ela a ser dóceis às inspirações do Espírito, especialmente quando Ele nos sugere que “nos levantemos depressa” e vamos ajudar alguém em necessidade, como ela fez logo depois que o anjo a deixou”, concluiu.

11º Aniversário sacerdotal – 17 de novembro 2013

No dia 17 de novembro de 2013, iniciava uma divina aventura para estes três novos sacerdotes, Leonel Abrantes, Nuno Queirós e Victor Cardoso, um voo de grande altitude, mas que não estava nas nossas mãos a compreensão de tal desígnio de Amor, apenas uma total confiança em Deus e uma atitude de enorme heroicidade, assim dávamos o nosso «sim» à vontade de Deus servindo a Igreja em terras de Aveiro. Uma imensa alegria contagiava o rosto destes novos sacerdotes. Com grande alegria e entusiasmo entrámos nessa divina aventura, cada um no exercício do seu ministério nas diversas comunidades que nos foram confiadas, nos diversos arciprestados de Oliveira do Bairro, Vagos e Albergaria-a-Velha. Depois, seguiram-se novos desafios e empenhos noutros arciprestados e outras responsabilidades que nos foram sendo confiadas. Hoje, passados estes 11 anos de sacerdócio é tempo de dar graças por todas as comunidades que servimos e de modo particular aquelas que nos estão confiadas, entre elas saliento as minhas comunidades de Torreira e São Jacinto. Que o Senhor nos ajude nesta corresponsabilidade de sermos cada vez mais uma Igreja sinodal e comprometida em construir uma maior comunhão.

Com enorme gratidão e amizade neste dia de ação de graças, padre Victor Marques Cardoso!!!