Novos Ventos – 17 de Maio

VI Domingo de Páscoa – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia do VI domingo de Páscoa apresenta-nos dois pontos fundamentais a salientar a pregação e evangelização de Filipe à comunidade de Samaria e as multidões que aderiam à fé e o segundo pilar desta liturgia é a oração que Jesus dirige ao Pai com o olhar de Amor sobre a humanidade: «Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste e eles guardam a tua palavra». A missão de Jesus é dar-nos a conhecer o Pai e abraçar a humanidade, assim o fez Jesus tomando sobre si as dores e o peso da Cruz abrindo deste modo as portas da redenção.

A leitura dos Atos dos Apóstolos, mostra exactamente a comunidade cristã a dar testemunho da Boa Nova de Jesus e a ser uma presença libertadora e salvadora na vida dos homens. Avisa, no entanto, que o Espírito só se manifestará e só actuará quando a comunidade aceitar viver a sua fé integrada numa família universal de irmãos, reunidos à volta do Pai e de Jesus.

A Epistola de São Pedro, exorta os crentes – confrontados com a hostilidade do mundo – a terem confiança, a darem um testemunho sereno da sua fé, a mostrarem o seu amor a todos os homens, mesmo aos perseguidores. Cristo, que fez da sua vida um dom de amor a todos, deve ser o modelo que os cristãos têm sempre diante dos olhos.

O Evangelho de São João, apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer aos homens.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver Me eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

“Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3). 

A Palavra vivida faz-nos sair de nós para ir com amor ao encontro dos irmãos, começando pelos que estão próximos: nas nossas cidades, na família, em todos os ambientes da nossa vida. É uma amizade que se torna rede de relacionamentos positivos, centrados no cumprimento do mandamento do amor recíproco, que constrói a fraternidade. 

Chiara Lubich, meditando nesta frase do Evangelho de João, escreveu: «Como viver, então, de forma a merecermos também nós este louvor de Jesus? Colocando em prática as Palavras de Deus, nutrindo-nos delas momento a momento, fazendo da nossa existência uma obra contínua de reevangelização. Tudo isto para chegar a ter os mesmos pensamentos e sentimentos de Jesus, para O reviver no mundo, para mostrar à sociedade, por vezes envolta no mal e no pecado, a divina pureza, a transparência do Evangelho.

Durante este mês, então, sempre que possível (com aqueles que partilham os nossos propósitos) procuremos pôr em prática, de modo especial, aquela palavra que exprime o amor recíproco. Para o evangelista João, […] de facto, existe uma conexão entre a Palavra de Cristo e o mandamento novo. Para ele, é no amor recíproco que se vive a Palavra com os seus efeitos de purificação, de santidade, de impecabilidade, de frutos, de proximidade com Deus. O indivíduo isolado não é capaz de resistir por muito tempo às solicitações do mundo, enquanto no amor recíproco encontra o ambiente sadio, capaz de proteger a autenticidade da sua existência cristã».  


Ir à Missa em tempos de COVID-19:

  • 30 de Maio é a data indicativa para o regresso gradual das celebrações comunitárias;
  • Se faz parte de um grupo de risco, evite o Domingo e opte por um dia da semana;
  • O uso de máscara é obrigatório;
  • Higienize as mãos;
  • Sigas as indicações das equipas de acolhimento;
  • Entre e saia por portas diferentes;
  • Ocupe os lugares indicados;
  • Respeite a distância mínima, mesmo para comungar;
  • Não distribua folhas, desdobráveis ou qualquer outro objeto ou papel;
  • O ofertório faz-se à saída;
  • O gesto da paz continua suspenso;
  • Comungue em silêncio;
  • Receba o Corpo de Cristo nas suas mãos;
  • No fim da celebração, regresse logo a casa.


INFORMAÇÕES

  • Na próxima quarta-feira, dia 20 de Maio, haverá reunião do Conselho Pastoral Paroquial, às 21:00, com o objectivo de reprogramar os atos litúrgicos.
  • Na próxima semana, haverá atendimento paroquial na quarta-feira e sexta-feira, das 16 horas até às 18:30. Procuremos não fazer ajuntamento de pessoas.

Evangelho vivido (Plena Confiante)

O meu marido precisava de ir a outra cidade para confirmar um diagnóstico médico. Nos dias que antecederam a viagem, procurámos não nos deixar tomar pela ansiedade, procurando ver nessa situação uma manifestação do amor de Deus por nós. Assim, inspirando-nos, mais uma vez, na Palavra de Vida, pusemo-nos numa atitude de “serviço atento e cuidadoso”. O amor dar-nos-ia “um olhar novo para intuir aquilo de que os outros precisam”. Todavia, a um certo momento, pensei que aquela viagem iria significar uma despesa extraordinária e criaria novas dificuldades que teríamos que enfrentar. Mas, logo a seguir, lembrei-me que Jesus não quer que nos preocupemos, e sim que nos “ocupemos” com as nossas coisas, porque temos um Pai. Confiei tudo e todos a Ele, e fixei-me na sua vontade, no momento presente. Uma pessoa doente precisou muito das nossas atenções e cuidados. Procurámos, então, assumir os seus problemas, esquecendo os nossos, para nos dedicarmos inteiramente àquela pessoa que precisava de nós. Uns dias antes da partida, fizemos, juntos, alguns cálculos, e verificámos que a nossa situação financeira era difícil. Mas sentíamo-nos seguros, porque Jesus é fiel nas suas promessas. No domingo de Páscoa, os meus sogros vieram visitar-nos. Vivem modestamente, são pessoas idosas e bastante simples, de poucas exigências. Sabendo da doença do filho, acharam que podiam ajudar-nos e entregaram-nos uma boa quantia para os gastos que teríamos que enfrentar. A minha surpresa foi enorme. Procurei saber se eles tinham, realmente, condições para passar sem aquele dinheiro, e logo me tranquilizaram, dizendo que estavam felizes por poderem fazer alguma coisa por nós. M. A. [Portugal]

Novos Ventos – 10 de Maio

V Domingo de Páscoa – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia do V domingo de Páscoa apresenta-nos dois aspectos fundamentais a escolha e eleição dos diáconos homens de fé e boa reputação para o serviço da Palavra e da caridade e o diálogo de Jesus com os discípulos. Nesta catequese de hoje Jesus diz «ser o Caminho e que ninguém vai ao Pai se não por meio d’Ele». A resposta que Filipe dá a Jesus deve fazer-nos pensar: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?» e depois diz: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Quantas vezes, também nós como Filipe temos as respostas, mas não aderimos ao projecto de Jesus e somente por meio d’Ele chegamos ao Pai.

A leitura dos Atos dos Apóstolos, apresenta-nos alguns traços que caracterizam a “família de Deus” (Igreja): é uma comunidade santa, embora formada por homens pecadores; é uma comunidade estruturada hierarquicamente, mas onde o serviço da autoridade é exercido no diálogo com os irmãos; é uma comunidade de servidores, que recebem dons de Deus e que põem esses dons ao serviço dos irmãos; e é uma comunidade animada pelo Espírito, que vive do Espírito e que recebe do Espírito a força de ser testemunha de Jesus na história.

A Epistola de São Pedro, refere-se à Igreja: chama-lhe “templo espiritual”, do qual Cristo é a “pedra angular” e os cristãos “pedras vivas”. Essa Igreja é formada por um “povo sacerdotal”, cuja missão é oferecer a Deus o verdadeiro culto: uma vida vivida na obediência aos planos do Pai e no amor incondicional aos irmãos.

O Evangelho de São João, define a Igreja: é a comunidade dos discípulos que seguem o “caminho” de Jesus – “caminho” de obediência ao Pai e de dom da vida aos irmãos. Os que acolhem esta proposta e aceitam viver nesta dinâmica tornam-se Homens Novos, que possuem a vida em plenitude e que integram a família de Deus – a família do Pai, do Filho e do Espírito.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vo lo teria dito. Vou preparar vos um lugar e virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?» Respondeu lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse Lhe Filipe: «Senhor, mostra nos o Pai e isto nos basta». Respondeu lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acreditai Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará ainda maiores que estas, porque Eu vou para o Pai».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

“Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3). 

Um caminho para permanecer unidos com Jesus é acolher a sua Palavra. Ela permite que Deus entre no nosso coração para o tornar “puro”, isto é, liberto do egoísmo, preparado para dar frutos abundantes e de qualidade. O pai ama-nos e sabe melhor do que nós o que nos dá leveza, liberdade para caminhar sem o peso inútil dos nossos apegos, dos juízos negativos, da procura ansiosa do lucro, da ilusão de querer ter tudo e todos sob o nosso controle. No nosso coração também há aspirações e projetos positivos, mas que poderiam ocupar o lugar de Deus e levar-nos a perder o generoso dinamismo da vida evangélica. Por isso Ele intervém na nossa vida através das circunstâncias, permitindo também experiências dolorosas, por detrás das quais está sempre o Seu olhar de amor. E o saboroso fruto que o Evangelho promete a quem se deixa podar pelo amor de Deus é a plenitude da alegria. Uma alegria especial que floresce até no meio das lágrimas e transborda do coração, difundindo-se à nossa volta. É um pequeno sinal da ressurreição. 


Quem é Santa Joana Princesa? Realizámos algumas pesquisas. De entre reportagens sobre o Museu de Aveiro e em outros locais, compilámos a informação em 10 curiosidades sobre a Santa Padroeira que dá nome e motivo às festas que se celebram no dia 12 de maio, em Aveiro

1 – O retrato de Santa Joana, presente no Museu da Cidade/ Santa Joana, é um retrato fidedigno da princesa, segundo estudos do diretor do Museu de Aveiro, José António Christo. A princesa Santa Joana está descrita em textos da época como tendo olhos verdes, pele clara, boca carnuda, alta e direita.

2 – O retrato servia para promover o casamento entre as cortes europeias com tratados de amizade com Portugal. Segundo documentos da época, Luís XI de França ajoelhou perante o retrato da princesa devido à sua beleza.

3 –  Delfim de França, o Imperador Maximiliano e Ricardo III de Inglaterra foram alguns dos pretendentes. Todos os seus pretendentes morreram antes da data marcada de casamento, segundo muitos trata-se de um milagre de Deus, porque Santa Joana Princesa nunca pretendeu casar.

4 – Santa Joana Princesa escolheu o Convento de Aveiro contra a vontade da família. Inicialmente entrou na vida devota no Convento de Odivelas e pouco depois solicitou a mudança à família para Coimbra. A caminho da viagem, em Montemor, revela ao seu pai que pretendia ir para Aveiro. Santa Joana Princesa começou a viver na cidade durante o ano de 1452 no antigo Convento de Jesus da Ordem Dominicana feminina (atualmente Museu da Cidade), onde reencontrou a sua ama de infância, que se tornou freira após se tornar viúva.

5 – Na outrora vila de Aveiro, Santa Joana tinha uma prática de sustentar grande parte das pessoas que passavam fome ou tinham dificuldades (com a ajuda do convento).

6 – Quando morreu, a vila de Aveiro vestiu-se de luto porque o povo sentiu que perdeu a sua “mãe”.

7 – A sua caridade perante a cidade era tão grande que a princesa Joana foi beatificada em 1693 pelo Papa Inocêncio XII e a sua festa realiza-se a 12 de maio.

8 – No dia 12 de maio, o dia da sua morte, todos os anos se realiza a procissão e a missa solene em homenagem à Santa Padroeira da Cidade.

9 – No dia 5 de janeiro de 1965, o Papa Paulo VI, declarou-a especial protetora de Aveiro.

10 – A memória da princesa atravessou séculos e no presente é lembrada no Museu de Aveiro.


INFORMAÇÕES

  • Procuremos ao longo do mês de maio rezar o terço em família. Em cada semana é lançada uma proposta de Oração, preparada pelas irmãs da Aliança de Santa Maria, com esquemas que nos ajudem a viver mais intensamente este mês de Maio.
  • Terça-feira, dia 12 de Maio é o dia da nossa Padroeira Santa Joana Princesa, à noite haverá a procissão de velas em Fátima, procuremos estar unidos em comunhão com Fátima.
  • Na próxima semana, haverá atendimento paroquial na quarta-feira e sexta-feira, das 16 horas até às 18:30. Procuremos não fazer ajuntamento de pessoas.

Evangelho vivido (Testemunhar a força do Amor)

«A obrigação do cristão». no escritório, duas funcionárias recusaram-se a ir ao correio. O chefe começou a discutir, e tudo acabou em gritos e frases pouco respeitosas. Depois do cefe sair, as funcionárias continuaram firmes na sua decisão de não levarem a carta registada, porque isso não faz parte da sua «obrigação».

Obrigação, obrigação!… «Qual é a minha obrigação como cristão?», disse para mim mesmo. Sem pensar duas vezes, pedi a carta e o dinheiro e fui ao correio.

No dia seguinte, quando estava a devolver o troco do pagamento do registo, percebi muita serenidade em todas as pessoas: o chefe falava normalmente com as funcionárias, e elas estavam prontas a colaborar. Mais uma vez, a Palavra de Vida tinha-me ajudado e sugerido como “amar as pessoas à minha volta”, restabelecendo a paz entre todos.

G.M.N [Portugal]

Mensagem do Pároco

Caros irmãos das comunidades das Paróquias de Torreira e São Jacinto, este ano devido à Pandemia do Covid19, não nos foi possível celebrar a Páscoa de forma habitual com a participação dos cristãos nas celebrações do Tríduo Pascal,  o mesmo sucedeu com a Visita Pascal.

No entanto, conseguimos dentro do possível chegar à casa de cada um de vós, através das páginas de internet das nossas paróquias.

Este é um tempo difícil que todos nós atravessamos e marcado por tantas incerteza, somos desafiados a reinventar novas formas de retomar a vida, quer profissional como a vida pastoral e paroquial, sem descorar os cuidados necessários face à prevenção.

Na impossibilidade de se ter realizado a visita pascal, alguns paroquianos deixaram o contributo do Folar Pascal na residência paroquial e questionaram se pensávamos fazer a visita Pascal. Como sabem, também eu não tenho soluções. Neste sentido, e ao ver a preocupação de alguns cristãos face às despesas da Paróquia, deixo o seguinte apelo; As pessoas  interessadas poderão fazer chegar a sua oferta  logo que se retomem as celebrações das eucaristias ou também no atendimento Paroquial se assim o entenderem.

Votos de um bom Tempo Pascal!!!

O Pároco Padre Victor Cardoso

Novos Ventos – 12 de Abril

Domingo de Páscoa – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia do domingo de Páscoa apresenta-nos a experiência do Ressuscitado com Maria Madalena e as outras mulheres e com os Apóstolos. Na verdade, o medo faz nos bloquear e ficarmos apenas presos aos obstáculos e a não vermos os sinais da Ressurreição. Maria Madalena faz essa experiência: “os perfumes, a pedra do túmulo, o chorar a Morte de Jesus”. Os seus olhos ainda não tinham entendido os sinais da Ressurreição. Muitas vezes, sucede connosco, vamos para os túmulos dos nossos entes queridos e não conseguimos tirar as pedras, que nos impedem de ver e entender este grande Mistério.

Na leitura dos Atos dos Apóstolos, apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, Se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.

Na Epistola de São Paulo aos Colossenses, convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova até à transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude).

No Evangelho de São João,   coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida nunca podem ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

Palavra da Salvação


Viver a Palavra (Abril)

“Felizes os que creem sem terem visto!” (Jo 20, 29).

Para viver esta Palavra, recordemos este convite de Chiara Lubich: «Ele quer imprimir em ti, e em todos os que não conviveram diretamente com Ele, a convicção de que participam na mesma realidade dos Apóstolos. Jesus quer dizer-te que não estás em desvantagem em relação àqueles que O viram. De facto, tu tens a fé, e esta é – por assim dizer – o novo modo de “ver” Jesus. Por meio dela podes ter acesso a Ele, podes compreendê-Lo intimamente, encontrá-Lo no íntimo do teu coração. Com a fé podes descobri-Lo entre dois ou mais irmãos unidos em Seu nome, ou na Igreja que O continua. […] Estas palavras de Jesus são também, para ti, um convite a reavivares a fé, a não esperares apoios ou sinais para progredir na tua vida espiritual, a não duvidar da presença de Cristo na tua vida e na tua história, mesmo se Ele te pode parecer distante. […] Quer que tu acredites no Seu amor, mesmo se te encontras em situações difíceis ou se se abatem sobre ti circunstâncias que te ultrapassam».
Anne é uma jovem australiana que nasceu com uma deficiência grave. Ela conta-nos: «Durante a adolescência, perguntava-me porque não tinha morrido logo ao nascer, tal era o peso da minha deficiência. Os meus pais, que vivem a Palavra de Vida, davam-me sempre a mesma resposta: “Anne, Deus ama-te imensamente e tem um plano especial para ti”. Ajudaram-me a não ficar bloqueada nas minhas dificuldades, nos meus limites físicos. Pelo contrário, ensinaram-me a ser “a primeira a amar” os outros, como Deus fez connosco. Vi como muitas situações à minha volta se transformaram e como muitas pessoas, por seu lado, começaram a ser mais abertas, comigo e não só. Do meu pai recebi uma mensagem pessoal, para abrir depois da sua morte, na qual estava escrita apenas uma frase: “A minha noite não tem escuridão”. Esta é a minha experiência quotidiana: sempre que opto por amar e servir os que me estão próximos, desaparecem as trevas e consigo experimentar o amor que Deus me tem».


Mensagem do Pároco

Cristo Vive!!!

Caríssimos, paroquianos das paróquias de Torreira e São Jacinto, este ano as celebrações da Páscoa foram vividas de uma forma diferente do habitual, sem a vossa presença nas celebrações.

Um pouco por todo o mundo podemos verificar o vazio e o silêncio das nossas ruas, das catedrais, das nossas igrejas e mesmo na Praça de São Pedro, onde o nosso olhar fixou-se no caminhar atenuante e doloroso do nosso Papa Francisco, na súplica de dirigiu ao Senhor pedindo o fim desta Pandemia. Este silêncio, levou-me a meditar no caminho de Jesus para o Calvário e a hora derradeira da Sua Paixão e Morte, «o silêncio de Deus».

No entanto, não faltaram as iniciativas de podermos viver este momento central da nossa fé, colocando sinais visíveis nas nossas portas e janelas e tendo ao nosso dispor um guião para a oração em família, assim como também podemos acompanhar por tantos meios de comunicação, televisão, rádio e internet as celebrações do Tríduo Pascal. Agradeço a todos vós que nos fizestes chegar a vossa Cruz, a fim de a colocar nas nossas páginas das paróquias e desta forma bela e simples destes a razão da vossa fé.

Não nos fixemos nos obstáculos que nos impede de ver as marcas da Ressurreição: Em Maria Madalena pairava o medo, a pedra do túmulo; também a nós o medo desta pandemia e as pedras são os obstáculos que devemos retirar do nosso coração, para vermos os sinais do Ressuscitado! Basta acreditarmos naquelas palavras Anjo a Maria: «Porque buscais entre os Mortos, Aquele que está Vivo, não está aqui. Ressuscitou!

A cada um de vós desejo-vos uma Santa Páscoa! Cristo Vive! Aleluia!Aleluia!


Informações

Informamos que toda a ação Pastoral ao longo desta semana está cancelada devido ao problema Nacional e Mundial que estamos atravessar relativamente ao Covid 19. Importante, mantermos a serenidade mas assumir com grande responsabilidade o que nos diz o Sistema Nacional de Saúde a evitar aglomerados de pessoas, a ter máscaras de proteção e a manter sempre as mãos bem lavadas e desinfetadas. Em caso de manifestação de alguns sintomas de gripe ligar para a linha de saúde. Vamos ajudar-nos uns aos outros tendo estas regras de proteção.


Evangelho vivido (O que é importante é Amar) [excerto do testemunho]

Sou a Susana, tenho 46 anos, sou casada e temos 3 filhos, com 17, 15 e 10 anos. Em fevereiro do ano passado soubemos que tinha cancro e teria pela frente uma cirurgia, alguns meses de quimioterapia e de radioterapia. Cinco anos antes tínhamos vivido o mesmo diagnóstico, embora com menor gravidade. Como bênção divina, foi claro para mim que escolhia viver bem cada “momento presente” – «…porque Jesus pode vir sempre, e não nos daremos conta d’Ele se estivermos demasiado ocupados com as preocupações do futuro». No meu coração, uma certeza sempre presente – “Tudo passa, só o Amor permanece”. Procurei assim viver todos os dias como se cada gesto de Amor, cada gentileza, cada sorriso dado, pudessem verdadeiramente transformar a nossa existência e “apesar” a vinda do Reino de Deus para o meio de nós. Para que assim fosse, foi necessário desconstruir as nossas expetativas e idealizações (de saúde, de trabalho, de férias, etc.), abraçando a vida na sua plenitude e com os seus inesperados. Pela minha parte, procurei não me centrar na minha condição e ir ao encontro dos outros que, por alguma razão, sofriam. Procurei ser gentil para todos os que cuidaram de mim. Procurei renascer com alegria em cada nova “identidade”, consequência do processo da doença – um novo “eu” que, diferente do que me habituara, não vai trabalhar, não cuida da casa e da família, não tem cabelo e se sente muitas vezes cansado…Por outro lado, procurei reconhecer a presença de Deus em muitos momentos da nossa vida. Poderia contar inúmeras situações em que os outros, a família, os amigos, a comunidade, foram o meu sustento e fizeram o caminho comigo. Partilho alguns, na certeza de que em cada um reconheço com profunda Alegria os sinais da presença viva de Deus Amor. Recordo, por exemplo, o dia em que fui operada: estivemos sempre acompanhados no hospital por amigos e familiares, antes e depois da cirurgia – as enfermeiras mostravam-se também elas contentes, creio que com a harmonia e a experiência de “ser família” que juntos experimentávamos, certos do Amor do Pai e certos do Amor de uns para com os outros…[Portugal]

Semana Santa e Tríduo Pascal

Neste momento delicado que atravessamos, em que não podemos celebrar comunitariamente as nossas Eucaristias, o nosso pároco irá celebrar à porta fechada. No entanto, para que todos possam acompanhar, as celebrações serão transmitidas em directo, através da nossa página de facebook